Ainda não tinha posto o vestido que iria para a festa, iria terminar de me vestir na casa da Urbana. Estávamos levando Lana para a casa da minha avó primeiramente, só por essa noite. Bruno estava com medo que ela não se adaptasse, mas minha avó cuidou de três filhos, mais seus irmãos, e quando virou empregada doméstica, às vezes ainda cuidava dos bebês dos seus patrões, então não é algo com que temos que se preocupar.
Tinha caprichado com minha maquiagem, e hoje esperava sair daquela festa com pelo menos dois beijos na boca. Sinto as aranhas fazerem teias em meu corpo de tanto tempo que eu não o uso, e na minha boca de tanto tempo que não beijo ninguém.
Foi difícil convencer a Urbana para ir na festa, já que ela não gosta desse tipo de festa, balada. Isso não é com ela. Mas acabamos, eu e Megan, conseguindo convence-la de que será legal. Já Caleb estava todo preocupado com o que Megan iria vestir, já que ele chegaria um pouquinho depois lá. Iria ver algo com sua mãe, e Megan tem razão, essa mulher deve ter muito ciúmes do filho com a Megan, porque não o deixa em paz nunca. Sempre inventa para ele fazer algo, e ele faz.
-Bruno, deixe de ser abobado! Vou cuidar muito bem da sua filha. – Minha avó implicava com o Bruno, que estava todo nervoso.
-Eu sei que sim, mas... – Ele a olhava, segurando um brinquedinho com as pequenas mãozinhas. – Meu coração aperta.
-Meu coração também aperta quando minha neta sai por essas festas, e não sossego até saber que ela está em casa. Sua filha está dentro de casa, em segurança.
-Ok. Ok. – Passou a mão sobre o rosto. – Papai volta mais tarde, amor. – Se inclina para beijar a Lana.
-É um babão. – Comento para Phil, que ri juntamente ao meu avô.
-Não se preocupe, se ela chorar, eu toco da janela do segundo andar. – Diz, seriamente.
Bruno arregala os olhos, como se por alguns segundos pensasse mesmo que ele estivesse falando a verdade. Rimos do seu medo, um tanto quanto grande demais, e enfim saímos. Minha avó disse para eu tomar cuidado, e avisar sobre qualquer coisa, o de praxe.
Já na casa do Philip, Urbana passeava de um lado pro outro, alegando que as roupas deveriam estar melhores do que estavam. Ela sabia de moda, ela entendia, e de acordo com ela, se fossemos nessa festa, seria para arrasarmos. Bem, a única ali que queria arrasar era eu, pra conquistar alguém e mandar embora essa seca que me mata aos poucos.
-Vá que eu arranje alguém que me interesse mais do que o Caleb. – Megan dá de ombros enquanto tenta desvendar uma blusa em sua mão. – Como põe isso? – Ouço-a perguntar baixinho.
-Assim. – Urbana pega a blusa da sua mão. – E eu sei que não quer arranjar ninguém pelo simples fato de gostar muito do Caleb.
-É, afinal, sete anos não são sete semanas. – Comento, descruzando as pernas.
-Ah gente, mas eu sinto falta de andar por aí, olhar os caras e pensar “nossa, esse deve ser maravilhoso”, ou ir para uma festa e pegar alguns e no outro dia nem lembrar...
-Você teve tempo pra viver isso, teve uma adolescência, e um pedaço da vida adulta. Agora é viver para poder, quem sabe, continuar a família. – Dou minha opinião.
-Urb, você não sente falta disso?
-Sinceramente? Não. Me sinto completa com o Philip. Tenho tudo o que quero com ele. Um cara romântico, engraçado, compreensível, atencioso na medida certa...
-Queria ter essa sorte. – Digo baixinho.
Ai vem meus pensamentos lá no Havaí, novamente. Mas há quanto tempo eu não pensava no Kai? Não era mais do meu feitio pensar nele, pensar no que vivemos, mas é impossível negar que ele foi um bom primeiro amor. Com ele aprendi tantas coisas. E talvez seja por isso que eu não queira mais ninguém, acho que estou com medo de começar a namorar outra pessoa que não supere as minhas expectativas.
-Esse aqui é melhor pra você. – Urb atira um vestido no colo de Megan, que prontamente já levanta.
Vesti o meu vestido preto mesmo que ganhei da Megan. Minha motivação por arranjar alguém só por arranjar tinha broxado por enquanto. Talvez até chegar na festa, ou por alguns dias. Esse é um problema de ser uma pessoa inconstante.
Calço os sapatos enquanto ouço as duas falarem sobre os prós e contras de viver uma vida à dois. Fechei os ouvidos para essas coisas, e fixei meus pensamentos no futuro. Lá volta a péssima mania de pensar o que poderá estar acontecendo daqui um ano.... Já pensei na Lana, e com ela veio a possibilidade remota de Diana aparecer.
Não, ela não teria coragem para isso, e ela não quer isso.
As coisas não foram fáceis. Não para mim e nem para a Lana, mas sim para o Bruno. Ter a completa responsabilidade pela pequena, no inicio, dava para ver suas olheiras de preocupações, suas neuras com todas as coisas dela. Quando seu umbigo caiu, quando ela teve noites e noites de cólicas.... Todas essas mínimas coisas que poderiam – ou não – serem melhores com a presença da Diana.
Mas nada que não possamos resolver. Tudo deu certo, Graças a Deus, e as coisas estão caminhando por trilhos corretos, mesmo que com alguns desfalques, está tudo maravilhosamente bem.
No caminho até a balada, fomos conversando, e no meio das conversas eles começavam a cantar. Não entendia muito bem o que rolava, pois, meus pensamentos estavam distantes, dispersos.
Isso mudou quando paramos no posto de gasolina, e Bruno comprou o aquece da noite. Três long necks para irmos bebendo. Menos Urbana, porque não estava muito afim e também não é muito de beber, e Philip, que estava dirigindo e tinha responsabilidade suficiente. Ainda bem.
-Um dia vamos precisar de escolta para entramos numa boate dessas. Sem filas, passaportes VIPs, murmurinhos de que estamos aqui dentro... – Ele viaja nos pensamentos enquanto andamos em direção da enorme fila.
-Imagina que chique! – Comenta, Megan.
-Poderemos ser donos disso. – Philip dá de ombros.
-Não está nos meus planos comprar uma boate quando for milionário. Quero ser mais discreto possível. Tenho uma filha, não posso dar maus exemplos. – Arrumou o colarinho da sua camisa.
-Ai, quem olha, jura! – Megan revira os olhos.
-Mas é, não sou do tipo que vou querer que todos saibam da minha vida. Irão saber o necessário.
-Mas se tiver fãs, elas vão exigir isso de você.
-E eu irei dar, mas tudo na medida do meu possível.
-Você vai ser marrento demais, larga daí. – Phil o empurra e ele pede desculpas para a menina que esbarrou na fila. – Vai ter que ser amoroso.
-Ou elas vão desistir de você.
-Eu serei um rei, todos vão me amar. – Bate no seu peito e estufa-o de orgulho.
-Encheram a bola dele um dia, agora aguentem. – Finjo não dar a mínima pra ele.
-Me ame, Lea. Me dê atenção. – Ele puxa minha mão.
-Viu? É só parar de prestar atenção nele, que ele vem rapidinho. Está ai o segredo!
-Isso é falta de tapas.
-E de sexo. – Concluí, Philip.
Megan estava olhando para o celular, esperando a ligação do Caleb que disse que já estava saindo da casa da mãe dele. Eu ainda estava prestando atenção no movimento das pessoas, tanto da fila, quanto as que iam chegando e entrando com passaportes VIPs, quanto das pessoas que chegavam, encaravam a fila, e davam meia volta. Urb, Phil e Bruno ainda conversavam, ele fantasiando sua fama juntamente do Phil, enquanto Urbana soltava suas faíscas, deixando-os de cara no chão.
Pagamos nossas entradas apresentando nossas carteiras de identidade. Fomos revistados por seguranças, e instruídos a pagar um pequeno armário para deixarmos nossos casacos, bolsas, e o que mais quisermos para não ficar segurando à noite toda. Então, enquanto os caras deixavam nossas coisas em segurança, nós meninas fomos a procura de um bom lugar para ficarmos. E somente nesse meio tempo, já vi dois carinhas com os quais ficaria facilmente.
-E essas trocas de olhares?
-Estou caçando! – Arqueio levemente as sobrancelhas, respondendo à pergunta da Urbana.
-Bruno não gostará nada disso.
-Cala a boca. – Dou um leve tapa em Megan.
Os meninos se aproximaram de nós. Seus namorados já se agarram com elas, ou pelo menos estavam perto o suficiente para sinalizar que aquela mulher já o pertencia. Menos eu. Bruno olhava para cada mulher dali, assim como eu olhava para cada homem, cada bunda, e cada rostinho bonito.
Quem vem pra balada não procura amor, isso eu sei que não encontraria aqui, por isso deixei minha seleção apenas para com os olhos, apenas o meu desejo carnal e aquela vontade que é incontrolável.
-Uma dança? – Algum remix tocava, música boa e envolvente, era impossível dizer não.
-Claro. – Respondi ao homem de pele negra, olhos levemente caídos e lábios carnudos.
Me arrependi de dançar com ele. Não sabia dançar música eletrônica, e realmente acho que não tem uma maneira certa de dançar isso, mas eu cuido para que não saia batendo nas pessoas, e ele pisou em meus pés duas vezes e bateu em meu braço uma. Isso não é motivo, mas ele sequer pediu desculpas.
-Onde está seu Akon? – Pergunta o Bruno quando volto a rodinha.
-Não é nenhum pouco gentil. – Pego a bebida de sua mão e cheiro antes de beber.
-Não tem veneno!
-Nunca se sabe.
Todos já dançavam, Megan e Caleb haviam nos abandonados por alguns segundos, então puxei a mão do Bruno para ir comigo no meio de várias pessoas para dançar.
A luz estava fraca, a música com uma pegada bem mais sensual, diferente de antes. As pessoas já dançavam para seduzir, e bem, eu não poderia fazer diferente. Aproveitei para dançar com o Bruno.
Colei nossos corpos, deslizando o meu até embaixo, sentindo sua mão em minha cintura, me apertando com força. Ele mexe seu quadril perto do meu, de maneira que eu sinta que ali começará a surgir uma ereção.
Virei-me de costas, colocando meu cabelo para o lado deixando o espaço para pôr sua cabeça. Empurrei minha bunda em direção do seu quadril, e a sua mão desceu um pouco mais do que antes, que estava na minha barriga. Apertou minha coxa, em seguida alisando-a.
Definitivamente essa era uma dança bem melhor do que qualquer outra. Balancei nossos corpos juntos, rebolando para ele. Inclino meu corpo, tremendo minha bunda, fazendo com que qualquer homem ali olhasse para nós. O máximo que a sua mão foi, era no final das minhas costas. Ele parecia ter medo de encostar mais.
Bruno Pov’s
De todas as festas que tínhamos ido, e não eram poucas, Lea foi aprendendo um pouco mais em cada uma. A prática leva a perfeição, e quando ela me chamou para dançar, logo já fiquei mais animado do que pensei que iria ficar.
Era uma honra poder dançar colado com ela, todos olhavam o jeito dela dançar, e eu via o desejo no olhar dos homens em cima dela. Isso tudo poderia ser meu ao menos um dia, na minha cama.
Seu corpo grudado ao meu, lembrando daquela vez do quarto, e de mais uma grande quantia de vezes que nos provocamos e por assim ficou. Tenho receio de avançar o sinal, por mais que ela demonstre que quer. Nunca me perdoaria se estragasse nossa grande amizade. Então mantive o auto controle por muito tempo, assim fechando um bom tempo de dança, até ela pedir para ir ao banheiro, dizendo que já voltaria.
A magia feminina de ir ao banheiro carregando as mulheres junto, não acabou. A diferença é que elas também iriam ao bar pegar mais bebidas. E quando Lea se afastou com as garotas, não pude deixar de olhar a sua bunda, como Caleb também não.
-Você é um completo otário, Bruno. – Caleb fisga os lábios, como se eu tivesse feito algo errado.
-Ela está arrastando um caminhão por você... – Philip tira a mão do bolso, rindo.
-Só não quero estragar...
-Para de ser idiota! Tirem o atraso um do outro, e pronto! Não precisam assinar um termo de compromisso.
-Tenta. Porque sério, ela só falta dizer na sua cara “pegue na minha bunda, idiota!”. – Philip imita a voz dela.
-E o que eu devo fazer? – Franzo a testa, passando a mão discretamente no volume iminente da minha calça.
-Esvaziar seu saco. – Caleb diz um pouco mais alto. – Agarre ela, é isso que ela quer.
-Hm. – Olhei para o Phil, querendo saber se era isso mesmo que ele pensava. Pois, Caleb pode ser meu amigo, é bem legal, bonitão, mas quando se trata das mulheres, ele só deu sorte com a Megan. E ainda olha pra bunda da Lea quando ela não está percebendo. Será que ele também olha para o decote da Urbana?
Phil dá de ombros, sem dar de ombros. A cara dele foi indiferente. Mas, ele também estava falando àquela hora.
Saí atrás do banheiro feminino, passando por diversas pessoas, e cuidando muito mais mulheres. Escorei-me na parede do corredor, contraria a porta do banheiro feminino, e Urbana e Megan saem primeiro, rindo e comentando algo que quando me viram, pararam. Ao menos Urbana parou, se controlou, já que Megan continuo rindo mesmo não querendo.
Quando Lea apontou na porta do banheiro, senti o ponto de interrogação no seu olhar perante a mim ali.
-Que está fazendo aqui? O banheiro masculino é pra lá. – Com o polegar, ela aponta pra trás, sobre os ombros.
-Vim me certificar de que iria continuar dançando comigo. – Pego a sua mão e a puxo pra perto. Fiquei tentando deixar seu rosto de frente ao meu, mas ela olhava para os lados. – Fiz mal?
-Só achei bem... – Ela sorri, tomada por algum pensamento que não descobrirei.
-Hm. – Balbucio, puxando-a para mim com minha mão em sua cintura. – Pista de dança, ou qualquer outro lugar?
-Depende.
-Do que? – A questiono.
-Do que você quer. – Finalmente seu rosto para frente ao meu, centímetros de diferença nos separam.
-Eu quero tanta coisa. – Enfim digo. E então me arrependo por leves segundos. “Eu sou um completo imbecil, deveria agarrar ela de uma vez! ”, penso comigo.
-Vem, vamos voltar para a pista. – Ela pega a minha mão, fazendo uma pausa antes de dar o próximo passo. Busca meu rosto, talvez para ver como eu estava. Confuso!
Mas continuou apenas a andar e ir para onde estávamos antes. Me lamentava por ser um idiota sem atitude com ela. Como que eu conseguia ter, além de atitude, todo um jogo de cintura, com qualquer outra mulher. Poderia ser a que me achasse mais esquisito, feio, mas conversando eu acabava convencendo-a de que era o melhor por ali, e pronto, ela estava na minha. Mas eu travo com a Lea.
Voltamos a dançar, no inicio ela estava menos empolgada do que antes, mas logo foi se soltando um pouco mais. Porém, não tão sensualmente como antes.
Pegou um copo de bebida com as meninas, e virou-se pra mim, oferecendo-me. Tomo três goles escassos, e ela me olha com um sorriso sapeca ao rosto. Precisava recuperar minha cara de idiota por pensar que ela iria topar fazer qualquer coisa comigo. Ela queria era causar, me deixar com vontade, fazer implorar, mas isso não iria acontecer.
Eleanor Pov’s
Bruno teve coragem o suficiente para ir até a porta do banheiro, mas não teve coragem para me agarrar como ele fazia com qualquer outra. Eu estava, literalmente, pulsando por ele. Queria me aconchegar mais no seu corpo, até estarmos lado a lado, nus, na cama. Sua lentidão para tomar uma atitude me lembrou o que conversei com as meninas dentro do banheiro.
“Se você não tomar a iniciativa, acho que não vai dar em nada. ” “Tome as rédeas, mostra que você quem manda. ” “Como ele consegue ser tão frouxo? Toma a iniciativa! ”.
E foi assim que eu bebi mais um pouquinho e me aproximei dele como na primeira dança. Grudei nossos corpos, e puxei seu pescoço para perto do meu.
-Estou cansada de dançar! – Vejo seus olhos me fitarem, curiosos, pelo canto. – Vou buscar uma bebida.
Saio rebolando propositalmente, assim como quando peço minha bebida, me inclino no balcão, deixando minha bunda bem empinada. Senti o calor se aproximar e o corpo me empurrar, com pressão, para frente. Me pressionando, olhei para trás pelo canto dos olhos e o vejo, ainda bem que era ele. De propósito, empurro meu corpo para o seu, sentindo-o completamente. Sua mão, discretamente, toca na minha coxa por debaixo do meu vestido.
-Pede uma Malena pra mim, por favor. – Meu corpo inteiro se arrepia quando ele diz isso ao pé do meu ouvido, aquele hálito já da bebida.
-Afrodisíaco... – Comento baixinho.
-Completamente. – Bruno morde minha orelha, e meus olhos se fecham. O garçom alerta que minha bebida estava pronta, porém peço pela bebida do Bruno, e ele impaciente, retorna a fazer. Que má vontade de atender as pessoas.
Bebemos ali mesmo, Bruno detonou a sua em menos de cinco minutos. Estava na sua frente, minhas pernas entreabertas com uma das suas no meio. Sua mão estava em minha cintura, e ele apressava meu drink, com beijos que estavam fazendo-me desistir de continuar a bebe-lo.
-Vem. – Bruno diz, assim que largo o copo no balcão.
-Onde? – Pergunto entrelaçando minha mão na dele.
-Paraíso. – Paramos no cantinho mais escuro que tinha por ali. A visto do pessoal do camarote VIP ali não dava, estava praticamente vazio, ao não ser por um casal que estava dançando coladinho.
-Você tem noção do quão broxa foi essa resposta? – Pergunto a ele quando paramos no canto.
-Se tem uma coisa que eu não sou. – Puxa-me para perto, fazendo seu corpo estremecer. – É broxa.
Os beijos começaram pelo pescoço, afobados, sem vontade de parar e nem limites. Logo nossos lábios se encostaram pela primeira vez. Foi um selinho de inicio, que abriu porta para o beijo de língua. Nos aprofundamos nisso, no encaixe direito, e nas línguas sedentas de vontade. Como eu queria isso há tanto tempo, os minutos passaram-se rapidamente.
Sua mão passeava por cima do meu vestido, até brincar com a barra dele, e discretamente subir por minhas coxas, fazendo meu ventre se contorcer mais do que já estava. Bruno estava completamente duro, sentia seu volume em meu corpo, e isso só me excitava mais.
Olhei para o lado, enquanto ele beijava meu rosto, e meu pescoço, com direito a leves puxões. Queria ver se ninguém olhava para nós de forma absurda, abismado. Sua mão encontra o elástico da minha calcinha, como da vez em que encontrou o elástico do short. Aproveitei para levar minha mão até sua calça, acariciando seu membro assim mesmo.
-Quero foder você, Lea. – Aperta seu corpo no meu.
Mordisquei sua orelha. – Me fode. – Respondo, arrastando a voz.
Minha mente não processava que isso estava acontecendo. Seus dedos acariciam minha vagina, mesmo que por cima do tecido fino da calcinha, e meu corpo já dá sinais de que quer se entregar por completo. Há tanto tempo não sei o que era isso, sentir isso.
Gemo em seu ouvido, e pelo cantinho ele introduz um dedo por dentro da calcinha. Já abro minhas pernas de leve para que facilite as suas carícias. E novamente nos beijamos, de forma voraz, com vontade.
Suas carícias em minha vagina ficam fortes e rápidas. Não sei se me concentro em não gemer mais alto que a música, ou em ficar de forma que ninguém percebesse o que acontecia por ali. Bruno chupou minha língua, logo prendendo meus lábios em seus dentes. Fincamos nossos olhos pela primeira vez depois que isso começou, e ali eu podia ver o fogo que ele estava, e que eu também estava.
Meu corpo tremia-se todo, queria ir pra casa e acabar isso da melhor maneira. Puxo seus cabelos com força quando ele faz os movimentos lentos. Ele estava querendo me matar, só pode.

Nenhum comentário:
Postar um comentário