quinta-feira, 16 de julho de 2015

Capítulo 22


Acordei nenhum pouco perdida. Sabia muito bem onde estava e como tinha sido minha noite. Já despertei com o sorriso no rosto, que foi se apagando quando vi que Bruno já não estava mais na cama. Lembrei que estava nua, então puxei seu lençol para me enrolar e ir atrás dele, mas o frio não deixou que eu continuasse, então peguei sua camisa do chão e a coloquei.

Bruno estava de costas pra mim, na cozinha, com um casaco e uma calça de abrigo, assoviava algo enquanto mexia os ovos na frigideira.

-O que temos para o café, chefe? - Pergunto, despertando sua atenção.

-Bom dia. - Deu um beijo no canto da minha boca, com um semblante acesso. - Estou fazendo um café bem gordo e reforçado. Seus avós ligaram, querem que almoçamos lá, e já aproveitamos para pegar a Lana.

-Mas está tão frio. - Tremo meus lábios e ele me encara. Quando seus olhos batem no que estou vestindo, ele abafa o riso.

-Não sentiu nada estranho na camisa?

-Não. - Semicerro os olhos.

-Lea, essa é a camisa que eu limpei você ontem! - Tive uma crise de risos na mesma hora. Retirei a camisa, não me importando em ficar nua na sua frente. - Pode ir tomar seu banho, que o café daqui a pouco fica pronto.

-Você é um anjo! De vez em quando. - Grito pra ele.

-Se eu tiver que mostrar o anjo que sou, não vamos sair de casa, e o café irá torrar, então não me provoque, Eleanor.

Ri baixinho, entrando para o banheiro com as roupas para colocar no cesto. Gostei do humor que ele estava, e eu também estava de bom humor, parece que finalmente algo saiu de mim, um peso, uma vontade. O problema é que matei a vontade de uma vez, mas aumentou a vontade de tê-lo mais vezes. Não fazia ideia de como ele poderia ser tão gostoso.

Liguei o chuveiro e me enfiei de uma vez para debaixo dele, com a água quentinha. O inverno havia chego aqui em Los Angeles com mais vontade depois de dezembro. Não tínhamos inverno no Havaí, e quando fazia dias nublados e frios, usávamos uns casacos e estávamos bem, porque mal sabíamos nós o que era frio mesmo. Fico imaginando o que minha irmã não deve ter sofrido e estranhado quando se mudou para Nova Iorque, já que eu sofri por apenas quatro dias no natal, quase congelando.

Envolvi-me na toalha felpuda, secando meu corpo no banheiro mesmo e amarrando os cabelos molhados num coque alto, deixando alguns pingos ainda caírem. Ando rapidamente para o meu quarto e ouço o assovio do Bruno. Abro a porta novamente e ele está no inicio do corredor ainda encarando meu quarto.

-Ia convidar você pra vir aqui, mas temos que sair. - Mostro a toalha pra ele, significando que estava nua, e ele passa a mão na minha cabeça.

-Você me paga, só isso que digo! Vamos, Lea. Se apresse.

Me arrumei rindo das bobagens. O que eu pensei que seria estranho, foi bem ao contrário. Foi bom, parece que ele está mais feliz e eu também, assim nossa amizade fortaleceu?! Okay, é cedo pra dizer que fortaleceu, mas é o que parece.

Coloquei uma calça jeans, botas com um pequeno saltinho, de meia canela, uma blusa de manga comprida e uma jaqueta por cima. Estava querendo saber o que ia fazer com meu cabelo, quando Bruno bate na porta.

-Já vou!

-Está pelada?

-Não. - Respondo, rindo.

-Então nem vou entrar. - Ele aparece rindo, quando abre a porta.

-Eu disse que não estava pelada, e não que poderia entrar. - Levanto da cadeira.

-Ah, cala a boca. - Quanta delicadeza. Bruno se aproxima de mim e tira uma pequena pluma branca que estava na minha jaqueta. - Está linda, e o café está esfriando.

-Ok, vamos comer.

Sentamos a mesa, como sempre fazíamos. O café estava cheirando bem, e eu tinha certeza de que estava gostoso. Acomodei-me na cadeira, pegando a jarra de suco, Bruno parece ter tido a mesma ideia. Nossas mãos se bateram e nós rimos, brincando com nossos dedos.

-Parece estar delicioso. - Elogio, tanto pela aparência, quanto pelo cheiro.

-Tudo que eu faço fica delicioso! - A frase sugestiva me deixa encabulada, minhas bochechas podem ter corado, tenho a leve impressão. - Não é?

-Se você diz quem sou eu pra contestar?

-Aquela que tem sempre algo pra acrescentar.

-Talvez.

-Talvez tenha algo pra acrescentar?

-Talvez seja delicioso em tudo, ou quase tudo. - Pego uma colherada do que servi em meu prato. Sem querer, eu acho que inflei seu ego, que já é bem grande.

Bruno oferece-me um sorriso de canto, porém verdadeiro.

-Obrigada. - Tomou um gole do seu suco. - Sou um idiota por fazer o seu suco preferido, sendo que eu não gosto muito?

Fez uma careta agradável quando o abacaxi com hortelã entra em sua boca, só ai que lembro que ele não é tão fã da hortelã, porém, abacaxi com hortelã é o meu favorito, e ele o fez. Procuro sua mão, e pisco os olhos em agradecimento. Ele a segura, acariciando-a com o polegar.

Depois daquela pequena sessão carinho, dei um jeito de continuar a me arrumar, o que não faltava muito. Na hora de sair eu lembro mais uma vez a importância de um carro em Los Angeles.

O caminho foi longo, porque depender de transporte público nessa cidade é difícil. Então chegamos à casa dos meus avós por volta do meio dia e meio, meu avô tomava uma pequena lata de cerveja, enquanto olhava para algumas coisas do seu antigo carro de peças originais.

-A alegria da casa chegou. - Já esbanjo meu bom humor assim que entro no portão. Dou um beijo em meu avô. - Número? - Me refiro a sua latinha, e ele ri, pois sabe do que estou falando.

-Primeira e única de hoje, somente porque é sábado.

-Eu estou de olho no senhor! - Bati meus dedos perto dos seus olhos e ele pega minha mão, me puxando pra perto, afagando levemente minha cabeça.

-Olhe que está a todo vapor! - Minha avó, Appril, aparece trazendo nossa pequena nos braços. Ela já fazia festa, e quando viu eu e o Bruno, não foi diferente. Recepcionou-nos com os bracinhos abertos, e uns gritinhos. - Diz para o papai, e para a titia que você comeu banana com aveia.

-Comeu banana? Com aveia? Em casa a senhora não come esse tipo de coisa, não é? - Mexo na sua barriguinha.

-Seguindo bons exemplos. Isso é pra quem sabe dar comida pra criança, Lea. - Bruno implica comigo, enquanto carrega a Lana para o seu colo.

-Cala a boca. - Digo, entre meus risos. - Só pelas suas brincadeirinhas, quem dará a comida dela de hoje será você. Nada de Lea.

-Irá esquecer-se disso.

-Eu aposto que não. - Aperto levemente a bochecha da Lana, que se concentrava com algo em suas mãos. - O que temos para o almoço, vovó? - Fui adentrando a casa, e ela logo atrás de mim.

-Fiz o básico, apenas frango frito, purê de batatas, arroz, e uma salada.

-Melhor do que lá em casa! - Bruno entra na cozinha da minha avó também.

-Para aprender a parar de se meter, não farei janta essa semana. - Mordo minha bochecha por dentro, fazendo cara de irritada.

-Meu Deus, como ela é sensível. - O corpo dele encaixa com o meu por trás, nada que amigos não fazem, acho que não quer levantar nenhum tipo de suspeita sobre o que fizemos. - Puxa o cabelo dela, Lana!

-Não, não, não. - Saio de perto, pegando o meu cabelo e já fazendo aquele mesmo coque despojado pra cima, para não ter esse perigo. - Você é um idiota. - Aponto o dedo pra ele.

-Senhora, controle a sua neta. Ela é uma boca suja!

-Bruno... - Bufei, e nós todos acabamos caindo na risada.

O tempo do almoço passou voando. Ainda comemos uma deliciosa torta de maçã que meu avô fez, e eu não poderia fazer essa desfeita. Fomos para a sala, Bruno auxiliou meu vô a acender a lareira, com as lenhas que estavam na estufa, e ligamos a televisão. Mas só por ligar, colocamos um desenho para passar, mas conversamos entre nós, deixando que Lana apenas visse as figuras. Volta e meia olhava junto com ela, e fazia algumas bobagens para ela rir.

Nossa pequena tirou a soneca da tarde, e nós fomos comer novamente. Ponto negativo do inverno é esse: preguiça e fome. Você está parado, sem fazer nada, com tédio. Sua cabeça logo pensa que aquele tédio é fome, e só comendo que passará, e tcharam! Você já está comendo, assim como estávamos minutos depois que Lana dormiu.

Meu avô se deitou no seu quarto para tirar o cochilo da tarde, e minha avó foi ver a sua amiga que a chamava. Aproveitei para lavar a louça e poupar o trabalho dela posteriormente. Bruno chegou próximo de mim, encostando nossos corpos como antes, porém com mais intensidade. Senti sua respiração em meu pescoço, que percorre por toda minha pele, fecho os olhos e largo a caneca que ensaboava para não ter perigo de cair.

-Eu não sei me controlar vendo você com essa calça. Sua bunda está extremamente deliciosa! - Respiro fundo.

-Alguém pode chegar aqui. Não agora.

-E daí? Você se importa? - Ele beija levemente meu pescoço, colocando sua mão envolva em minha cintura.

-Não. - Minha voz sai trêmula.

-Então não há com o que se preocupar. - A rouquidão da sua voz me deixa completamente arrepiada, mais do que já estava. - Vou arrancar a sua calcinha com a boca. - Deixo minha cabeça cair para o lado.

-Estou usando uma vermelha... - Lembro diretamente de um fato ocorrido, e solto um riso bobo. - A mesma com que você se masturbou uma vez.

-O que?

-É no banheiro. - Ponho minha mão molhada sobre a sua. - Acha que eu não a vi sozinha, dentro do cesto, misteriosamente após ouvir seus gemidos no banheiro.

-E porque não me falou nada?

-Porque eu gostei, queria ficar com aquilo pra mim. - Ele aperta minha mão, empurrando o corpo contra o meu, pressionando no balcão da pia.

-Lea, quando eu poderia imaginar que você iria se sair melhor que a encomenda?

-Quando, né? - Viro meu rosto rapidamente e beijo seus lábios, sem língua, somente um beijo normal. - Continuamos depois.

-Você quem manda.

Bruno Pov's

Estava sentado na sala da senhora Appril, esperando que ela terminasse de procurar uns filmes para eu e Lea olhar. Eleanor estava sentada na poltrona do seu avô, com um copo d'água em mãos, pernas cruzadas, e olhar fixo na sua avó.

O meu estava nela, nas suas pernas.

Mas o pensamento estava somente na noite passada, e nas noites a seguir.

Finalmente nós havíamos ido para a cama, e eu finalmente consegui provar 75% do seu corpo. Ainda tenho muito que fazer com ela, muito que experimentar. Sei que ela quer, eu também quero, somos desimpedidos, livres, e com vontades próprias, e é melhor assim. O seu sexo foi um dos únicos que eu tive vontade de continuar mesmo quando já havia gozado, que queria dormir com ela, mesmo sempre evitando fazer isso, afinal, todas as mulheres com quem transei depois que me mudei para Los Angeles, iam embora após o sexo, ou eu as deixava, ou acontecia algo que acabávamos não dormindo.

Dormir e beijar na boca são contatos que eu procuro não ter com completos estranhos. Hábitos podem mudar como não podem.

Mas falando novamente nela... Como eu pensei todo esse tempo, ela é tão safada quanto eu, tão gostosa quanto o que os homens falam, e tão especial como parecia. Especial por tudo, ela soube falar tudo no momento certo, não foi evasiva, e não saiu pensando que tínhamos algo a mais. Foi uma transa maravilhosa, excitante, e no fim, engraçada. Mal vejo a hora de poder contar ao Phil e ao Caleb que finalmente eu a levei pra cama!

Coisa infantil? Sim, mas eu sei que ela contará para as suas amigas, e não tem nada demais as pessoas saberem que nós matamos o que estava nos matando.

-Levem esses aqui. São bons. - Deu os filmes em minhas mãos. - Aproveitem esse sábado à noite para verem filmes, porque com esse friozinho, e esse tempinho chato, é o que temos.

Nós temos sexo agora, acrescentamos a lista ontem. Pensei, e sorri com ele mesmo.

-Esses aqui são para a Lana. Mas pode ficar com eles. - Entrega-me uns cinco filmes. - Passei-os para DVD, então não são originais, mas as fitas sim.

-Mal temos um aparelho de DVD, quanto mais um VHS. - Comento passando título por título. - Cadê os proibidos para menores?

-Bruno! - Lea passa a mão na testa, com os filmes apoiado em seu colo.

-Vai ver com a minha neta, ou sozinho?

-Você quer ver comigo, Lea? - Suas bochechas coram, Appril percebe que aquilo gerou desconforto nela. - Posso ver sozinho e tentar convencer ela de assistir comigo, Appril.

-Meu marido deve...

-Meu Deus, vó, eu não preciso... argh. - Seus olhos rolam, e eu queria fazer o mesmo, não poderia imaginar a cena deles fazendo algo, ou apenas ele assistindo filme pornográfico sozinho. Era, no mínimo, broxante.

O tanto de engraçado que foi a cena e a cara com que Senhora Appril ficou, que rimos por um bom tempo. Aproximei-me da janela, observei o jardim, bem cuidado, a rua pouco movimentada, e por instantes viajei para longe dali. Tinha saudades não somente da minha família, mas do Havaí, da minha adolescência. O rumo dos meus pensamentos foram para quando eu aconselhei Lea sobre o Kai, sobre sexo, sobre amor, mesmo não tendo um amplo conhecimento, e quem diria que agora eu estaria fazendo isso. Quando eu mesmo dei dicas sobre sexo para ela, e agora tive o teste de que ela realmente aprendeu bastante.

O avô dela apareceu na sala, com cabelos emaranhados, rosto levemente inchado, ele havia acabado de acordar. Ele acabou sabendo do assunto e se ausentou por segundos, e quando voltou, trouxe consigo uma pequena pilha de caixinhas. O conteúdo era pornográfico, e quando deu em minhas mãos, disse que eram os melhores. Eles não ficavam vermelhos de dizerem isso, mas Lea já estava tendo um ataque, não sabia se ria ou se chorava, se ficava mais vermelha ou se iria tomar água para ver se passava.

Fomos pra casa logo depois disso, onde no carro ela continuava vermelha, e quando eu ia falar algo, ela já começava a rir antes mesmo de saber o que era. O táxi nos largou na frente de casa, mas eu ainda voltei algumas quadras para comprar algo bom pra comermos, apesar de o que eu quero realmente comer está dando mamadeira para minha filha no exato momento.

Dito e feito, quando entrei em casa ela estava com a minha filha nos braços, que fazia barulho e ria. Minha pequena brincalhona, risonha. Definitivamente, Diana não soube o que fez quando resolveu abandonar ela. O bom é que agora, da minha filha é eu que respondo, e ela não terá absoluto direito sobre ela se um dia voltar - se é que um dia irá.

Jantamos comida congelada por apenas preguiça de fazer algo, e colocamos o colchão na sala para deitarmos. Assistimos Monstros SA com minha filha, mas quando ela dormiu a colocamos no berço e começamos a ver um filme chato sobre guerra.

-Esse filme está me dando sono. - Eleanor se mexe, pela vigésima vez.

-Em mim também. - Filme chato, sem emoção e completamente previsível, quer mais chato que isso? - Vamos ver outro? - Pergunto.

-Sim, por favor.

-Qual? - Levanto-me do quentinho das cobertas. - O pornô, que tal?

Ela dá uma gargalhada alta, e joga sua cabeça pra trás.

-Não entendi a piada.

-Filme pornô... - Usou uma das mãos para significar que era óbvio.

-O que tem demais?

-Ok... Vamos assistir.

-Se não quiser, podemos assistir O Rei Leão.

-Deixa essa parte pra quando a Lana tiver acordada.

Os títulos mal me interessavam, falava-os para Lea, que ria, porque cada um era bem bolado, porém, bem "idiotas". Coloquei o que a Lea julgou ser melhor pelo título, e diminui o volume da televisão, tocando os controles para ela e indo até a cozinha beber um copo de suco. Quando retornei ela estava vagando pelo menu, vendo as cenas para qual iria pôr. Então, começamos do inicio.

Filmes pornôs são legais, pra rir. A maioria é tão mecanizada que me faz ter enjoos só de pensar o quanto é forçado. Os gemidos, as falas, tudo! É impossível uma coisa daquelas. Já começou com um teatrinho horrível, mas a gente releva, afinal vemos filmes pornográficos pelas mulheres peladas e para matar a vontade, e não para dar uma de crítico.

-Isso é meio impossível de acontecer. - Ela analisava a cena inicial. - É improvável eu ir a um cinema, ficar sozinha numa sala, por os pés na cadeira da frente, e quando o segurança vir dizer para eu retirar os pés, eu acabar transando com ele. - Balançou a cabeça.

-Por isso que geralmente pulamos essa parte, e vamos somente para o sexo. O negócio é a mulher pelada, o sexo, e matar a vontade.

-Não sei se conseguiria me masturbar com um filme pornô.

-Quer tentar? - Passo a mão nos seus cabelos. - Podemos masturbar um ao outro enquanto assistimos, que tal?

-Você é mesmo doido. - Nos encaramos, eu sabia que ela queria, a ideia não era uma das piores e ela é naturalmente safada. Safada ao bastante para aceitar a proposta. - Onde eu vou parar, hein? - Levanta a parte da bunda e retira a calça rapidamente até os joelhos, depois levantando as pernas e retirando o resto.

-Eu sabia que aceitaria. - Abro a braguilha da minha calça, seguido do botão.

Eleanor Pov's

Estávamos vendo o filme, confesso que pode ser idiota, mas eu já estava completamente entregue aos meus pensamentos sórdidos, e com isso ficando molhada. Fiquei com vergonha quando retirei minha calcinha e me sentei ao lado do Bruno, quase grudada ao seu corpo, e ele somente com a cueca. Porém tapamo-nos, estava frio e as cobertas estavam quentinhas demais para deixar de lado.

Não tínhamos começado nada ainda, já que começamos a conversar.

-Eu não conseguiria fazer isso. - Inclino a cabeça para o lado, quase no ombro do Bruno, para observar o que a mulher fazia. - Deve dar uma puta dor nas costas.

-E não deve ser muito gostoso, porque parece que fica aberto demais. - Ele balança a cabeça. O olho, com aquele velho ponto de interrogação grudado na testa, em forma de franzido. - É que nós, homens, gostamos de coisas mais apertadinhas, se é que me entende. Quanto mais apertadinha, melhor, dá mais prazer. E quando tá aberta demais, fica mais afastada e nós nem sentimos nosso pau na parede de vocês, parece que é um buraco sem fundo.

Caí na gargalhada, colocando os dedos sobre os olhos, como era engraçado.

-E eu sou o que? - O questiono, procurando seu braço.

-Lea... Você quer que eu dê um feedback sobre seu sexo?

-Seria ruim?

-Não... Nenhum pouco. - Pôs sua mão em minha coxa, e meu corpo todo já se arrepia. - Você está no ponto! Apertadinha, mas sem dificuldades pra penetrar. Como eu gosto.

-Que bom. - Somente meus olhos sorriem, e ele pega a ponta do meu nariz.

-Avaliação sobre o meu pênis. Nota de 0 à 10 para tamanho, grossura, e habilidades.

-Como você é sem noção. - Continuo a rir, mas ele é meu melhor amigo, não tenho vergonha de falar sobre isso com ele. - Tamanho, 8,5! Grossura, uh, 9, e habilidades... 10.

-Eu pensei que seria grande e o grosso o bastante. - Faz cara de decepcionado.

-Não se engane, posso ter mentido somente pra não encher a sua bolinha.

-Ah, é?

-É. - Bruno vira o rosto para o meu, aperta minha coxa com força, e dá-me um beijo rápido. - Digamos que você foi ótimo pra mim.

-Pra você?

-É, e deve ser para a maioria das mulheres, já que todas querem mais uma vez. Bruno, você sabe muito bem usar seus dotes. Não somente com o pênis.

Admitindo que ele seja bom, sim, ele é. E muito. É cedo pra dizer que ele é o melhor, apenas provei uma vez, mas do jeito que estamos indo somente no primeiro dia após o sexo, não será somente aquela vez, aquela única vez. Além do que, eu estou sem calcinha ao seu lado, tapada apenas por uma coberta e ele está me olhando com uma cara extremamente sexy, com os lábios mais sedutores que existe.

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