segunda-feira, 13 de julho de 2015
Capítulo 21
Janeiro, finalmente!
Esperava por ele tão ansiosamente, que o resto do ano passou e quando chegou, nem percebi. Também, digamos que foi tudo muito corrido nesses últimos tempos.
Depois de outubro, quando terminamos a música dentro do prazo final, nos dedicamos a outras músicas, outras composições, ritmos, batidas, e tudo mais. O pessoal da gravadora já nos cedia um pequeno espaço no estúdio para pormos tudo em prática, e nossa criatividade estava a mil. Escrevemos mais de sete canções em menos de três meses! É pra mostrar que estávamos indo muito bem, mesmo.
Mas então novembro chegou. Uma nova oportunidade de trabalho com uma pessoa que viu nosso trabalho, e nós a recusamos. Decidimos não trocar o certo pelo duvidoso, e isso poderia nos custar muito caro. E nesse mesmo mês saí algumas vezes com uma das únicas mulheres no meio dessa produção. Eu era apenas um coprodutor, ela já estava na voz do grande refrão, dando um toque muito melhorado para a música. Kesha é como se chama, mas os mais íntimos a chamam de Rose. Ela é uma ótima cantora, com grandes ideias, e quer ainda ter algo somente seu, fazer a fama com seu nome mesmo, por isso recusou a por o seu nome no final, aos créditos da música.
Se eu fiquei com ela? Uma vez. Vimos que não tinha nada a ver, e então permanecemos no mesmo relacionamento de antes, sem nenhuma alteração. E sobre esse fato, fiz questão que Lea soubesse por mim que havia ficado com ela.
Grande bobagem!
Passamos o natal em Nova York, pela primeira vez Lana viajou, e eu e Lea fomos à segunda vez pra lá, e cada vez me encantava mais - a primeira foi no casamento de sua irmã, no final de 2007. Fomos de ônibus para economizarmos o máximo possível de nossos gastos. Então, passamos o natal no apartamento do Eric e da sua namorada, quase esposa, Cindia. Minha mãe, meu pai, e minhas irmãs todas foram. A festa foi bem grande, mas também um dia em que chorei juntamente a Eleanor.
Logo no meio da madrugada, ela começou a chorar isolada na escadaria do prédio. Fui conferir ver se ela estava bem, mas essa talvez fosse a vez em que a vi pior. Ela chorou em meus braços, com saudades dos pais e dizendo que daria tudo para ter eles ali com ela, naquele momento. Foi então que procurei a irmã dela, e fomos ao dia de natal para a sua casa, quando ela conheceu a Lana e encantou-se por ela.
Era mais fácil perguntar quem não se encanta pela minha filha?
Minha menina está crescendo tão rapidamente, que eu tenho tanto medo de estar deixando isso passar, por isso faço de tudo para estar dentro do seu dia-a-dia. A cada semana ela fica mais esperta, mais saudável, forte e muito simpática. Além de linda, desconheço de onde venha tanta beleza.
ზ
O grande dia havia chego. A música foi lançada aproximadamente ao meio dia, e já tinha muitos acessos. O vídeo ainda não havia sido enviado para o YouTube, mas somente a música, em um dia, já estava sendo bem recebida. E como havíamos ganhado um convite VIP do próprio FloRida para irmos à sua casa, numa pequena festa de comemoração, estávamos nos programando para a sexta feira.
E a semana passou num risco. A sexta feira chegou, e os acessos não paravam, assim como as críticas sobre a letra. Mas, estamos num ramo bem complicado, somos alvos de muitos elogios, mas também de muitas críticas. Não conseguimos agradar à todos, infelizmente. Mas estávamos bem felizes por termos atingido um bom número.
E com isso o dinheiro ia crescendo em minha conta. Poderia estar mais feliz?
-Está bom assim? - Lea passa a mão na curva do seu corpo. - Pelo amor de Deus, ou não saímos de casa hoje!
-Está maravilhosa, Eleanor. Assim como estavam às últimas três roupas que experimentou. - Bufei, levantando do sofá.
-Pegou o número da Urbana? - Pergunta-me pela quarta vez.
-Sim. - Respondo impaciente, pegando na maçaneta. - Vamos?
-Vamos! - Ela pega sua pequena bolsa e saímos de casa, finalmente.
Fomos de táxi, claro que eu me propus a pagar, agora felizmente eu estava podendo. E por todo o caminho, Lea ajeitava sua maquiagem, vendo se estava tudo ok, porque não queria ser mal falada por ninguém.
Ao chegarmos na festa, todos nos receberam muito bem. Alguns já conhecia, outros já havia visto de longe e hoje tendo a oportunidade de ser apresentado, e alguns nunca tinha visto. Havia tanto mulheres como homens, as que não estavam acompanhadas pareciam ser bem atiradas. Negras e loiras, apenas uma morena. Me senti deslocado de inicio, e Lea também.
Por falar nela, estava recebendo muitos olhares. Claro, ela tinha um corpo de dar inveja, uma beleza de chamar atenção de todos, e esse vestido curtinho ajudava em muitas coisas.
Pegamos algumas bebidas e tentamos nos enturmar com algumas pessoas, mas acabamos dançando juntos na pista, onde todos estavam confraternizando.
Eleanor Pov's
Já tinha bebido duas doses de Bourbon. A única coisa que arrisquei pôr na boca. Estava querendo ir embora depois de certo tempo, a música estava legal, mas parece que era um prostíbulo. Todos em pequenos grupinhos, ninguém se misturava, e quando as mulheres solteiras dançavam era somente para chamar a atenção dos homens e sumirem pela festa com eles.
O cheiro da maconha estava irrespirável. Chegava a dar aquela leve dor de cabeça. Bruno parecia estar deslocado, mas aguentando firme por ali.
-Lea! - Bruno puxa meu braço, com os olhos brilhantes no meio daquela escuridão. - Essa música.
-O que tem ela? - Me sinto um pouco culpada por não lembrar ela.
-Foi à música que cantamos juntos numa das noites de karaokê! - Ele sorriu. - O nosso primeiro dueto.
-Sério? - Sorrio pra ele, feliz por ele se lembrar de um detalhe tão pequeno. - Eu não lembrava.
-Eu imaginei, mas vamos dançar?
-É claro!
Ele puxa-me para perto do seu corpo, erguendo a mão que estava com seu copo praticamente vazio. Embalava meu corpo no ritmo da música, e ele a mesma coisa. Até a música trocar e continuarmos a dançar. Uma batida mais estilo NeYo começa, algo mais animado com sexy, e eu danço conforme a música, literalmente.
Colo meu corpo com o seu, virando minhas costas para o dele, deixando nossos quadris próximos demais para eu o sentir adorando aquele momento. Entorpeci-me com a nossa dança, deixando a música tomar conta dos meus sentidos e jogando minha cabeça pra trás. Sua mão, que antes estava ocupada com o copo, que agora não faço ideia de onde está, procura minha cintura, me carregando para mais perto dele.
Sinto sua respiração em meu pescoço, logo em seguida um pigarreio.
-3, 2 ,1. - Conta junto com a música, no pé do meu ouvido.
No um, da contagem regressiva, Bruno mordisca a pontinha da minha orelha, fazendo-me arrepiar por completo. Desceu o beijo pelo meu pescoço, e deu uma leve chupada, deixando meu corpo bobo, somente por ele. Vire-me num impulso, antes que pensasse em mais alguma coisa, e o beijei.
Agarrando seus cabelos com uma mão, quase deixando seu chapéu cair, e com a outra apertando suas costas. Assim o incentivei a agarrar-me no mesmo ponto, aprofundando aquele beijo em algo a mais.
Mãos bobas novamente, não tanto como no dia da boate, mas quentes. Os beijos com intervalos curtos, e de longa duração. Respiração ofegante, e uma vontade doida que dominava meu corpo.
-Hey. Acho que merecemos escutar nossa música nova mais uma vez, não? - Um homem negro, com estilo, perto de toda a aparelhagem, falou, despertando toda a nossa atenção. Droga! - E pra isso, tem uma pequena colaboração de nossos amigos para vocês todos, que se uniram para tornar essa música a melhor.
Duas mulheres entraram com um bolo, e Bruno foi chamado para ir até perto dele. Eu os aplaudi, estava feliz por ele naquele momento assim como nos outros, mas simplesmente devastada por termos que parar como o que estávamos fazendo.
Era quatro da manhã quando resolvemos vir embora. Lana não estava em casa, e minha avó não tinha dado um exato horário para buscar ela, então aproveitaria ao máximo as horinhas de sono.
-Quer comer algo antes de deitar? - Pergunto, retirando minha jaqueta e pondo sobre o sofá.
-Um sanduíche seria maravilhoso.
-Me ajuda a fazer? - Ajusto o vestido enquanto ele não me olha.
-Sim.
-Não estava gostando muito da festa, não é? - Vou pegando os ingredientes para o sanduíche na geladeira, enquanto o questionava.
-Na realidade? Não estava me sentindo em casa. - Ele pega a pasta de amendoim. - Pela primeira vez não curto muito uma festa.
-A mesma coisa que eu! - Lambo o dedo onde caiu geleia.
-Só teve uma parte que eu gostei. - Ele me encara. - Está sujo aqui.
-Hm? - Pergunto, tentando olhar para a parte que ele disse do meu rosto.
Num vulto muito ágil, Bruno lambe onde estava sujo, e beija minha boca. Entrego-me, deixando a faca cair no chão. A dele também cai, e o chão provavelmente está podre de sujeira agora.
Derrubo seu chapéu, puxando de leve seus cabelos, brincando com minha língua em sua boca. Ficamos na parede da sala, praticamente prensados, aproveito para levantar uma das minhas pernas e ele faz com que levante a outra e fique no seu colo.
-Bruno, vamos cair. - Avisa-o.
-Não vamos. - Sua mão agarra minha bunda, agora completamente de fora, com meu vestido na cintura.
-Nós vamos cair sim. - Começo a rir, antes mesmo de notar que enquanto ele tentava caminhar, nós caímos no chão. Fico sobre ele, nós dois rindo, rostos grudados.
Bruno afasta meu cabelo, e fita meu rosto com ternura. Nossos olhares se conectaram, e eu pude ver tanto meu passado, quando o futuro. Não sei como se denomina esse momento, essa conexão, mas foi forte ao bastante para o próximo beijo já vir um pouco mais suave, com menos pressa.
Deitei-me sobre ele, no chão da sala mesmo, e passei a mão pelos seus cabelos. Meu corpo estava todo arrepiado, e eu queria continuar aquilo, mas não ali.
-Quarto? - Pergunto.
Deixei que ele levantasse primeiro e estendesse a mão para me ajudar a levantar. No impulso, parei nos seus braços e ele me tomou como se fosse numa dança, e nós dois rimos como criança. Deixei que aquele momento todo tomasse conta de mim, esquecendo qualquer coisa além dele. Ou melhor, pensando apenas nele.
Fomos grudados para o quarto, eu na frente e ele me abraçando por trás. Bruno se sentou na cama.
-Tira o vestido pra mim? - Pede, de forma manhosa.
-É uma ordem.
Vou para os pés da cama, colocando meus cabelos para o lado e procurando o inicio do fecho na lateral oposta. Segurei antes de ele cair completamente, e tentei lembrar qual a lingerie que estava usando por baixo. Apesar de que não faria muita diferença, a única luz que iluminava ali era a da grande Lua que brilhava lá fora, e ela já era o bastante. O vestido caiu e ele fisgou os lábios.
Caminhei até ele, empurrando seu tronco e sentando sobre seu colo, com uma perna para cada lado. O beijo e guio a sua mão até um dos meus peitos, e a outra já ia descendo para a barra da minha calcinha. Espertinho.
-Tá tão injusto isso. - Puxo sua camisa pra cima, e ele apenas levanta os braços para me auxiliar, e já põe suas mãos novamente em meu corpo quente.
Desço meus beijos para o seu pescoço, arranhando suas costas de leve. Sugo sua pele e ele se arrepia por inteiro. Já sinto todo o volume possível batendo em minha virilha, esturricado em sua calça jeans. Pulo para o lado, e ele levanta-se para retirar ela. Finalmente o vejo somente com cueca, sem ser em momentos que não me interessavam.
Sempre notei o volume dele, que mesmo sem estar excitado era bem aparente, mas agora com toda sua excitação, e seu membro para o lado, naquela cueca verde musgo, era bem mais tentador. Quero que todos os momentos fantasiosos que tive com ele valham a pena.
Retiro meu sutiã, segurando a parte da frente para não cair por completo. Bruno se abaixa em minha frente, onde estão meus pés, e começa a beijá-los, subindo os beijos de leve. Empurro meu corpo pra trás, no intuito de ficar completamente deitada sobre a cama, e ele acompanha com seus lábios grudados a minha pele. Quando beijou minha barriga, pulando o meu sexo, arqueei levemente as costas, sentindo algo lá dentro querer explodir.
-Isso não precisamos. - Puxou o sutiã aberto que cobria meus seios. - Hm. - Geme baixinho, brilhando os olhos para eles.
Com uma das mãos, Bruno apertou meu seio, e a outra levou a língua para brincar com meu mamilo. Enroscava meus dedos em seus cabelos, fazendo pequenos nós. Minha boca entreaberta saia um som que eu necessitava ouvir a tanto tempo. Suas lambidas chegaram ao meu pescoço, passaram pelos meus lábios e percorreram novamente aquele caminho em que veio. Brincou um pouco com meus peitos pequenos, e encheu minha barriga de sugadas.
-Ah, Lea... Tanto tempo esperando por isso. - Colocou seus dedos na barra da minha calcinha. - Sabe o que é um grande tempo? - Foi escorregando minha calcinha pra baixo enquanto eu ajudava, erguendo meu quadril. Eu sei o quanto ele esperou por isso, porque foi o mesmo tempo que eu esperei! - Você está molhada por mim? - Por segundos olhei para o seu rosto, e o encarei apenas como amiga, e não como amiga colorida. Onde vou enfiar o rosto quando ele falar comigo amanhã?
-Sempre estive. - Mordi meus lábios, e depois que ele ouviu isso, arrancou minha calcinha com pressa, cheirando-a.
Ouvi-o falar algo sobre estar preparada, mas meus ouvidos se fecharam automaticamente quando sua língua encontrou diretamente meu clitóris. Na mesma hora retraí meu corpo, sentindo desde já meu corpo se contorcer.
Ou eu preciso muito disso, ou eu preciso muito dele.
Ou eu preciso dos dois.
Seu dedo auxiliou nas carícias, enquanto ele me chupava, lambia, e levemente mordia meus lábios vaginais. Dizia coisas safadas, como o quanto eu era gostosa, e o quanto eu tinha um gosto bom. Bruno não parava por um segundo, sua língua me deixava cada vez mais molhada e com vontade de gozar, sentir todo ele dentro de mim. Apertei o lençol, o puxando para cima.
-Quero provar. - O puxo pelo cabelo para poder beijar sua boca. Era loucura querer provar meu próprio gosto? Sentir se realmente é bom?
Nunca tive coragem de lamber os dedos após me masturbar, mas agora provando pela boca do Bruno, não parecia nada mal.
Sob o meu corpo, Bruno levou a sua mão, deixando outro o apoiando, até minha boceta e fez todos os movimentos possíveis, fazendo-me gemer em seus beijos. Afastou-se de mim, ajoelhando perto dos meus pés, abrindo um pouco mais minhas pernas e pressionando uma das mãos no meu peito, e a outra enfiou dois dedos ágeis em mim.
Nem precisou fazer aqueles momentos rápidos por muito tempo. Foi somente o tempo de tentar arrumar meu cabelo, e arranhar minha própria pele, tendo um gozo. Gritei, sentindo minhas pernas tremerem e sua mão estar molhada.
-Se eu fiz você gozar com meus dedos, o que eu não consigo com o meu pau, Lea? - Acrescentou com a rouquidão da sua voz.
Sentei na cama, de pernas cruzadas, olhando para sua cueca. Ele permanecia de joelhos. Fiz sinal para que ele ficasse em pé, e fiquei de joelhos. Peguei a barra dela e baixei de uma vez, e seu membro pula pra fora, pulsante e bem rígido. Elevei o olhar para o seu, eu sei o quanto eles gostam disso, e envolvi seu pau com minha mão, fazendo os movimentos iniciais com dificuldade, devido à lubrificação - que na minha mão não tinha nenhuma.
Abocanhei a cabeça dele, usando a língua na glande, e a outra mão usei para mexer em suas bolas. O ouvia grunhir baixinho, apertar o quadril para minha boca, como se eu fosse conseguir colocar todo ele, era impossível. Mas tentei, me engasgando e babando um pouco, o que ele achou maravilhoso.
-Para, ou eu gozo em sua boca.
-Nada mal. - Me afastei, passando o dedo indicador e o polegar no canto da minha boca, mantendo aquele contato visual que não poderia faltar.
Num pulo rápido, Bruno desce da cama e abre a sua pequena escrivaninha. Procurava algo desesperado, abriu uma caixinha e tirou uma camisinha simples de dentro. Rasgou o pacote com os dentes e tocou para mim.
-Sabe pôr? - Pergunta-me.
Balanço a cabeça e pego a camisinha para colocar nele. Em pé, ao lado da cama, e eu sentada nela. Depois de posta, passei a língua em minha mão e envolvi seu membro com ela, dando uma pequena chupadinha.
-Vira. - Ordena-me.
Giro meu corpo ficando de costas para ele, coloco meu cabelo para o lado e empino minha bunda, deixando meu rosto cravado no colchão. Seu pau passa pela minha bunda, sua mão também. Ela ajuda com a abertura do lugar e ele introduz um dedo onde não era para ir. Gemo na hora, retraindo o corpo.
-Shhh. - Puxa-me para perto dele novamente. - Abre pra mim.
O ajudo, abrindo minha bunda pra ele, que passa seu pau sobre ela, forçando levemente e me fazendo contrair. Ouço sua risadinha safada, e então ele, finalmente, enfiou em minha vagina, que pingava por ele há tanto tempo.
Não se limitou a movimentos lentos, somente bem no inicio, porque após já estava rapidamente e fortemente, e eu o ajudava, empurrando a bunda pra ele também. Pensando bem, se Bruno tivesse tentado um pouquinho mais, eu teria tentado um anal com ele. Porque não? Nada melhor do que tentar algo novo!
Fui um pouco pra frente, deixando com que ele subisse na cama, ajoelhado, sem tirar seu membro de mim. Impulsionou-se para o lado, segurando minha cintura firmemente, me deixando em seu colo, enquanto ele sentou. Uma praticidade incrível.
Rebolei no seu colo, sentindo melhor ele dentro de mim. A cada estocada era um novo prazer que se enchia dentro de mim, e parece que aquele gozo não foi o suficiente, eu precisava era ter um orgasmo com ele, matar minha sede de tê-lo pra mim. Gemia mais alto, e ele enfiava seus dedos em minha boca, como se quisesse a esgaçar.
Não tinha paradeiro suas mãos, na realidade. Elas pairavam sobre minhas coxas, apertavam meus peitos, seguravam minha cintura, minha barriga, e seus dedos iam até minha boca para que eu os chupasse como se fosse o seu pau. Sentei por completo em seu colo, o sentindo completamente dentro de mim - e eu ardia por isso, não era tão larga que pudesse o suportar, um dos maiores dos poucos que já experimentei -, e segurei sua mão, rebolando somente sobre o seu colo, sem fazer muito esforços.
-Me faz gozar. - Peço, tocando minha cabeça pra trás.
-Quer gozar no meu pau, Lea? Uh? - Seus dedos encontraram o caminho da minha felicidade. Acariciaram meu clitóris, enquanto eu apenas rebolava em seu colo. Já estava me sentindo bem recuperada para meu próximo gozo, mas tinha algo a mais agora.
Voltei a dar cavalgadas pequenas, e Bruno ainda me acariciava. Ouvi suas palavras safadas, sua respiração mais que ofegante. Apenas deixei que meu corpo caísse por si. Tremi-me completamente, até minhas mãos ficaram tremulas, e Bruno se atirou na cama para que eu deitasse em cima dele. Tranquei seu membro com minhas pernas, que se fecharam, e ele riu, mexendo no meu cabelo esperando que eu me recuperasse.
Segunda transa da minha vida que fico dessa forma. Segunda transa em que chego ao meu ápice.
Ajeitei-me para que ele concluísse o seu prazer, e dei tudo de mim para que ele se sentisse melhor. Agora estávamos na posição mais clássica, eu deitada de pernas abertas, e ele no meio delas. Deixei até que seu dedo entrasse e saísse da minha bunda, sentindo um pequeno prazer nisso.
-Vira de costas, vou gozar. - Ofegou fortemente.
Fiquei de quatro pra ele, como antes, e senti todo seu gozo em minha bunda, cobrindo minha pele quente. Não sei com o que, mas Bruno limpou minha bunda para que eu pudesse me virar. Jogou o pano, ou camisa, para o chão, e deitou ao meu lado. Puxei o lençol, já com o riso sapeca em meus lábios, e ele se cobriu juntamente de mim.
-Deixamos o banho pra depois. - Nos arranjamos numa conchinha. Seu membro ainda roçava em meu corpo.
-Sim. - Disse, com a voz falha, de tão exausta, mas um pequeno riso nos lábios.
-Porque está rindo? - Mexeu no meu cabelo.
-Não sei, eu acho que apenas estou contente disso finalmente ter acontecido.
-Não aconteceu antes porque você não quis!
-Eu?! Não seja tão cara de pau. Eu sempre lhe dei mole, você que nunca tentava a mais.
-Se eu tivesse tentado, então...
-Então já teríamos feito! - Suspirei.
-Hm, bom... E agora?
-Agora você vai pedir que eu vá dormir na minha cama? Vai falar que foi um erro? Ou vai perguntar o ridículo de "foi bom pra você?”?
Sua risada me contagia.
-Vamos apenas dormir. Você aqui comigo, sem nada de erros, e eu sei que foi bom para nós dois. - Cheirou meu pescoço, dando um beijo de leve. - Boa noite, Lea.
-Boa noite.
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