sexta-feira, 31 de julho de 2015

Capítulo 26


Foi diferente almoçar por ali, comer as comidas típicas novamente que eu sentia tanta falta, mas o mais diferente foi estar numa mesa completamente cheia, com todos conversando, rindo. Lembrei diretamente dos tempos que minha mãe vinha até aqui com meu pai e minha irmã, quando eu era apenas a amiga do Bruno, e Elisa era a namorada de Eric. Por falar nele, soube através de uma das meninas que ele viria num final de semana em que nós estivéssemos aqui para nos ver e ficarmos com a família reunida.

Com a família deles, apenas estou aqui de agregada e indiretamente, porque não posso chamar o Bruno de namorado e nem outra denominação.

Minha família está há uns quilômetros daqui, e eu vou ir a poucos minutos vê-la.

-Eleanor, querida, tem visita pra você. - Dona Bernie aparece na sala, carregando a Lana no colo. Olho para trás dela, procurando que é, e minha mãe adentra a casa com meu pai, de mãos dadas.

-Mãe! - Meus olhos inundem rapidamente. - Pai! - Corro na direção deles, apertando-os num abraço.

Fechei meus olhos deixando as lágrimas caírem, não conseguia me segurar num momento desse. Meu pai estava um pouco mais baixo ou eu estava mais alta? Minha mãe num corpo bem esbelto para a idade. Eu não era capaz de pensar em outra coisa além de abraça-los e beija-los.

Bruno Pov's 

Estava completamente feliz. Completamente!

Chorei de emoção por ver todos os que eu amo ali, presentes. Minha mãe, meu pai, minhas irmãs, meus dois sobrinhos Marley e Jaimo, quando foi que o Marley espichou tanto? Quando foi que o Jaimo cresceu dessa forma? Quando minha mãe cortou um pouco do seu cabelo, e Tahiti emagreceu mais do que já estava emagrecendo? Ver todos os pedaços que eu perdi me deixam, sem dúvidas, bem triste, mas ao mesmo tempo feliz de ver que as coisas mudam com o tempo.

Encarei todos após o almoço, seus sorrisos, o modo com que tratavam minha pequena, e o modo com que tratavam a Lea. Queria poder apresenta-la mais do que amiga, talvez resgatadora? Mãe da minha filha? Companheira de foda? Menina que é dona de todas as qualidades que uma mulher deve ter?

A observei atentamente quando seus pais chegaram na minha casa, minha mãe chegou a passar a mão no rosto, se emocionando. Eleanor chorava de emoção, estava com tanta saudades dos seus pais, e eu sabia disso, afinal, já apartei tantos choros dela por isso.

E se um dia a Lana for nos encontrar dessa forma? Abraçar-nos depois de uns dias sem se ver, com saudades dos seus pais... Viajo para O Fantástico Mundo de Bob e balanço a cabeça, voltando para si. Tiara me observa de longe, e seu olhar me incomoda. Passo a mão no rosto, com um resquício de sono ainda, mas tinha muito que aproveitar.


Voltar aqui seis anos depois de que saímos de vez é no mínimo estranho. Tudo havia mudado, é claro, a roupa, alguns lugares pelos quais passamos de carro, talvez o jeito das pessoas. Só depois de que saí, percebi o quanto o Havaí tem um preconceito com os turistas. Quando souberam que nós éramos Havaianos, foi diferente. Não sei o que isso implica na história, mas só se percebe quem vem de fora, ou quem sai e volta um tempo depois.

Mas tirando isso, esse é meu Estado! Minha casa.

-Compramos esses dois biquínis para ela. - Tahiti mostra um pequeno maio colorido, e um biquíni, duas peças, num rosa bem forte.

-Lindos! - Lea os pega para analisar. - Ela nunca foi à praia, e isso que moramos na Califórnia.

-Por quê? - Pergunta Jaime.

-Quando ela nasceu era verão, mas ela era pequena demais, frágil demais, para expor ela no ar um pouco poluído, e logo chegou a época que o Bruno não saiu do estúdio, e depois chegou o inverno.

-Ainda bem que no Havaí não existe inverno. - Tiara levanta as mãos.

-Pensei que nunca me acostumaria, mas eu até gosto de pôr casacos...

-Ver filmes embaixo das cobertas. - Complemento a resposta da Lea.

-Também. - Ela dá aquele sorriso de canto. Por leves segundos esqueço que estamos ao redor das minhas irmãs, da minha família, e que eles são perigosos. - O ruim é acordar de manhã cedo com frio, a cama quentinha é tentadora.

-Não tenho mais esse problema. - Estalo os dedos das mãos.

-Eu não sei se odeio mais o frio pela manhã, porque terei que sair mesmo com ele, ou se odeio mais você, por ficar em casa, quentinho. Mas alguém tem que sustentar a casa! - Fez a cara mais debochada que poderia ter feito ao olhar pra mim.

-Não entendi se você quis dizer que eu sou sustentado por você, Lea?!

-Se a carapuça serviu. - Levantou as mãos. - Mentira, o Bruno ajuda mesmo não estando mais trabalhando, e ainda faz quase todo o serviço sozinho. É um exemplo.

Realmente, eu me matava. Poderia não acordar cedo, não trazer muito dinheiro - apenas alguns trocos que tenho pela música e um pouco da poupança -, mas limpo a casa, faço a comida, faço as compras quando posso, cuido da Lana, e ainda tiro um tempinho para rabiscar meus cadernos com letras de música.

Nossa casa é perto da praia, uns vinte metros, mas há uma casa linda e grande, que dá de beira para a praia, com uma pequena praia particular, que eu vou comprar para presentear minha mãe um dia. Ela está a venda há algum tempo, de acordo com meu pai, e é ela que eu vou comprar assim que conseguir juntar todo o dinheiro que preciso.

-Que saudades de usar vestidinhos assim. - Lea segura à barra do vestido de tecido fino e quase transparente. - E biquínis!

Fiquei ao lado da minha irmã, Jaime, enquanto caminhávamos para a praia. Era ensolarado demais para não pôr um óculos escuro. Estávamos em muitos, minha família praticamente inteira, menos meu sobrinho mais velho, meu pai e minha mãe, e os pais da Lea que também ficaram por lá.

Instalamo-nos na areia, com guarda-sol e toalhas no chão. Ajeitei uma pequena toalha e uma almofada para a Lana num ponto estratégico onde não pegava sol diretamente, para caso ela cansasse, tivesse onde tirar aquele cochilo, mas seria impossível ela cansar daquela forma.

-Olha o mar, princesa. - Eleanor pega-a no colo, apontando para a imensidão azul cristal. - Você vai gostar muito de estar aqui. - Caminham alguns passos à frente e Tahiti brinca de fazer caretas para minha pequena.

Entraram todos no mar, misturando-se com as pessoas que estavam por ali. Mexo mais uma vez no chapéu da Lana, para garantir que não iria voar, e vejo se estava boa a quantia de protetor solar. Pego-a no colo e entro no mar com água em ótima temperatura. Ponho minha pequena pra baixo, encostando os seus pézinhos na água, ela reclama, mas quando percebe que é bom, fica quietinha. Suas mãozinhas balançam repetidas vezes, tocando na água, e fazendo-a rir. Tiara pede para segurar ela, e eu a deixo.

Olho pra trás, procurando a Lea, e acho-a tirando o vestido que dá vista ao biquíni azul vivo-forte. Fico vidrado no seu corpo, nas suas curvas, que por mais que agora tenha acesso, ainda parece novidade quando a vejo assim. É impossível segurar a vontade de agarra-la, beija-la, ou simplesmente traze-la para perto de mim e abraçar o seu corpo, fundindo nossos calores.

Ela caminha com minha irmã, Jaime, até a beira. Coloca um pé e faz uma careta, enquanto minha irmã vem entrando.

-Medrosa! - Grito para ela, que gentilmente coloca o dedo do meio pra mim.

Giro-me de volta para o grande mar, e Tiara me encarava segurando minha filha. Ela a auxiliava com a água no seu corpinho, e meu bebê ria gostosamente, mas ela estava a todo tempo prestando atenção em mim.

Assim que Lea chega perto de nós, toco água no seu corpo que ainda estava seco, e travo uma intensa lutinha de água. Meu pequeno sobrinho ria, no colo da Presley. Falando na minha caçula, quando foi que ela cresceu dessa forma? O que antes era um pouco mais gordinho está dando lugar para curvas.

Jaime sai da água e da praia uma hora depois, precisava fazer outras coisas e ir à casa de um tio nosso. Ela leva meu sobrinho e Tahiti vai para a casa do namorado. Permanecemos eu, Lana, Lea, Tiara e Presley.

Sentamos para pegar sol, e quando Eleanor ajeitava seu biquíni, era impossível não olhar. Não poderia ficar duro agora, não com esse calção que tudo marca, ainda por cima molhado.

Eleanor Pov's 

Estava cansada da praia, por incrível que pareça. O mar cansa muito, por isso eu amo piscinas, são mais fáceis e o sal não fica pesando no corpo, porque não tem sal - minha boca agradece pelos caldos que já levei no mar e acabei engolindo um pouco da água.

Tiara usava uma câmera bem moderna para tirar fotos de tudo, até mesmo de nós. Nossa pequena, que agora dormia, já estava sendo modelo profissional, de tantos cliques que ela fez dela.

-Vou levar ela pra casa, tudo bem? - Presley levantou da toalha, limpando algumas partes do corpo que tinham areia.

-Porque vai pra casa? - Questiono-a.

-Estou cansada, dor de cabeça... - Durante todo o tempo ela estava mais quieta do que o normal, e já tinha falado sobre uma dor leve de cabeça. Bruno assentiu sobre levar a pequena para casa.

-Eu vou junto! Aliás, tem um luau amanhã à noite, querem ir? - Pergunta-nos.

-Que dúvida. Claro que quero. - Respondo.

-Nós vamos. - Bruno aperta os olhos para falar, onde está os óculos dele? Aliás, porque ninguém mais está de óculos? Pego o meu e ponho, Bruno imita meu gesto, entendendo que também tinha esquecido e que seria mais fácil olhar pra cima com o sol batendo em nosso rosto.

-Ok. Não demorem muito na praia, mamãe está preparando um pequeno grande jantar para vocês.

As meninas foram embora, carregando nossa princesa. Retomei a fechar os olhos e me concentrar no lugar que estou. Bruno estava na toalha ao lado da minha, repousou sua mão sobre meu braço e respirou fundo. Procurei seus dedos e ele baixou sua mão para unirmos.

-É tão bom estar aqui. - Digo baixinho.

-É maravilhoso!

Voltamos pra casa pouco tempo depois. Bruno estava preocupado com a Lana, e eu começando a ficar com sono de estar tanto tempo parada, mas no caminho, quando ninguém via, peguei a sua mão e quando ele virou para me olhar, colei nossos lábios. Doces e suaves!

-Eu precisava fazer isso, desculpa. Acho que ninguém viu. - Sorri, ao encostar nossas testas.

-Não precisa me pedir desculpas, quando tivermos vontade, é só fazermos. Não somos presos a ninguém e não precisamos nos esconder!

-Pensei que não quisesse ninguém sabendo. - Dou de ombros, observando nossas mãos se entrelaçarem a caminho da casa.

-Não vou sair falando aos quatro ventos, mas também não precisamos esconder.

O cheiro bom estava espalhado pela casa. Meu quarto era o mesmo que o do Bruno e da Lana, a casa não tem tantos quartos de sobra, e como já dormimos várias vezes juntos, não custa nada dormirmos agora. Mal eles sabem que é bem melhor assim.

Subi primeiro para o banho e Bruno entrou depois de mim. Estendi o biquíni na área de serviço da casa e agarrei minha mãe quando cheguei na cozinha. Ela estava conversando com a Bernadette, e parecia que a amizade vinha se fortalecendo com o passar do tempo.

Tudo parecia estar bem mudado. Conforme eu ia ajudando as mulheres na cozinha, ia conversando e matando um pouco da saudade que senti. Combinei com meus pais de que posariam alguns dias com eles, e minha mãe é óbvio que me empurrou completamente pra casa da Bernie. Não que ela não me quisesse na casa dela, mas por algum motivo ela ficou bem iluminada quando soube que eu dormiria no mesmo quarto que o Bruno.

O jantar foi numa enorme mesa, e preferimos por na rua, para aproveitarmos melhor o espaço. As meninas estavam arriscando uns instrumentos com o pai e o Bruno, enquanto eu conversava livremente com Bernie e minha mãe. Por minha família sempre ser pequena, quando eu via uma grande família reunida e feliz, ficava me sentindo completa e feliz por eles, mas hoje estou me sentindo estranhamente parte da grande família feliz.

Lana estava na cadeirinha que era de Jaimo, e ele sentado na cadeira se comportando maravilhosamente bem, de vez em quando olhando para a Lana, como quem visse um extraterrestre. Isso deve ser coisa de criança. Marley juntou-se a nós na hora de comer, e por ali ficamos por um longo tempo.

A casa somente silenciou às duas da manhã, foi quando Tahiti foi dormir e Tiara também, restando eu e o Bruno.

-O dia foi bem cheio. - Espreguicei-me, logo em seguida torcendo o pescoço.

-Foi muito bom, mas pode ser melhor, não acha? - Pôs sua mão em minha cintura, caminhando ao meu lado, abraçados.

-Acho. - O olho de canto e vejo o sorriso mais pervertido brotar dos seus lábios. - Mas, temos a Lana.

-É só evitarmos fazer barulho.

-Ok! Sem anal hoje, então.

-Por quê? - Dramatizou, falando baixinho, mas mexendo suas mãos fazendo uma careta propícia.

-Porque eu nunca sequer tentei Bruno! Pode doer, e eu posso gritar. Não quero arriscar todos descobrirem da pior maneira. - Abro a porta do quarto e ele entra logo depois de mim, fechando-a.

-Tudo bem, entendo. - Apertou minhas nádegas com força. - Mas promete que ainda nessa viagem essa bunda será toda minha? Que esse buraquinho será meu, e eu o seu primeiro...

-Bruno. - Gemo ouvindo sua voz no pé do meu ouvido. - É claro!

-Promete?

-Prometo. - Ele estava me abraçando por trás, então deu um tapa em meu ventre quando prometi a ele. - Quero fazer uma coisa pra você. - Afasto meu corpo do seu, falando baixinho.

-O que é? - Pergunta curioso, indo para a cama.

-Sente e veja.

Puxo a cadeira onde está uma mochila do Bruno. A coloco no chão e posiciono a cadeira em frente à cama. Retiro a calça de moletom que estava usando e a regata colada. Se fosse à minha casa estaria sem sutiã, mas aqui respeito todos da casa. Fico somente de lingerie e sento-me na cadeira, abrindo as pernas para frente do Bruno, que já tirava um pouco da roupa.

Evito usar muitas palavras, somente molho meus dedos com a minha baba e passo-os sobre o tecido da calcinha, levando-a para o lado e dando leves tapinhas em minha vagina. Fecho os olhos enquanto mexo meus dedos em minha entrada e no clitóris, lembrando-se de quando já fiz isso por ele, quando me masturbei e automaticamente lembrei da sua imagem, ou de quando ele simplesmente fez o mesmo por mim, que deixou-me doida. Quando abro, Bruno está manuseando seu pênis por cima da cueca, deixando o tecido bem armado e mordendo o canto da boca.

Introduzi um dedo, controlando o gemido para não acordar a Lana, e mexo em meu clitóris. Assim sigo por várias vezes, introduzindo até três dedos em minha vagina.

-Você parece ter prática nisso. - Ele retira a cueca de mal jeito, tocando-a no chão.

-Principalmente pensando em você. - Levanto-me da cadeira, engatinhando na cama. Bruno puxa uma das minhas mãos, fazendo-me equilibrar por apenas um braço e as pernas. Chupou meus dedos com vontade e ainda deu beijinhos.

-Pensava em mim se masturbando, Eleanor?

-Duas ou três vezes, talvez. - Empurro seu corpo, que estava deitado de lado, para deitar completo para trás. - E fez isso pensando em mim quantas vezes?

-Duas ou três talvez. - Riu. - Muitas!

-Bom saber.

-Mas agora quero aproveitar que não preciso disso. - Sentei sobre o seu corpo, e suas mãos cobrem meus seios, juntando-os na medida do possível. - Você estava tão gostosa naquele biquíni, Lea.

-Me foderia na praia mesmo? - Sussurro, aproximando nossos rostos.

-Em qualquer lugar, você sabe disso. - Beijou meus lábios levemente.

Dou um leve chupão em seu pescoço, suficientemente leve para não aparecer nenhuma marca depois. Repouso no seu colo, enquanto ele apenas faz movimentos com o quadril, deixando meu ventre roçando em seu pênis. Gemo baixinho vendo ele se deliciar com esse momento.

Lembramos-nos da camisinha segundos depois, quando já íamos começar a verdadeira brincadeira. Mas como Bruno já estava em pé, pois tinha ido pega-la, aproveitou para me puxar até a ponta da cama e dar-me um banho com sua língua. Usou da melhor maneira para me deixar mais a vontade do que já estava e com mais vontade do seu corpo. Achei que fosse gozar em suas mãos e sua boca. Até usufruiu da sua língua para brincar na minha outra entrada, onde falou muito mais coisas para me deixar ainda com mais vontade de experimentar de uma vez por todas.

Quando ele finalmente se pôs de pé, laçou minhas pernas ao redor dele, encaixando-nos e enfiando com tudo o que podia pra dentro de mim. Gemi alto, e ele mandou ficar calada, mas para provocar eu fingia que iria gemer e ganhava um tapa dele.

Não passamos nem três minutos dessa forma, Bruno cansou de estar me segurando, então voltamos a como estávamos antes. Sentei no seu colo, introduzindo seu membro em mim e gemendo, mas dessa vez seriamente. Ele colocou o dedo indicador na frente para não fazer barulho, e eu tentei me controlar... Tentei!

Suas mãos seguraram minha bunda, deixando-me quase suspensa, e agora ele começou a trabalhar forte, fodendo-me com força e rapidez, deixando-me doida, gemendo e fechando os olhos fortemente.

-Shhhh. - Pediu.

-É impossível pedir silêncio quando me deixa louca assim. - Arqueio minhas costas quando ele me larga sobre seu corpo.

-Gostosa!

Ainda ficamos um bom tempo transando. Bruno não cansou nem depois de gozar, tentou fazer com que eu gozasse com mais um oral maravilhoso, mas não foi dessa vez. Ainda caímos na gargalhada lembrando que gememos alto demais por diversas vezes e poderíamos ter acordado alguém.

-Vou pro banho primeiro. - Levanto, enrolando o lençol da cama no corpo.

-Não demora. - Atirou-me um beijo.

Fofo.

Cuidei para que ninguém me visse indo para o banheiro e procurei não demorar no banho.

Quando retornei ao quarto a cama já estava arrumada, pronta para nós deitarmos, e o Bruno vestindo apenas a bermuda que estava antes, olhando pela janela. Podíamos ver o oceano dali, era lindo a vista, aposto que estava pensando nisso.



Deitei nua, melhor jeito para dormir, e não me importei em juntar as roupas, apenas descansei a cabeça no travesseiro e fechei os olhos. A última lembrança é do Bruno chegando no quarto e deitando ao meu lado.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Capítulo 25



Ao chegarmos ao aeroporto, despachamos as malas e fizemos o check in, pegando nossas passagens. Phil despediu-se de nós com abraços e beijos, e bons conselhos sobre aproveitarmos ao máximo. É claro que vamos aproveitar, estou planejando até tomar bastante café e guaraná cerebral para me ajudar a ficar mais tempo alerta, com mais energia e aproveitar cada segundo ao lado dos meus pais na minha Terra querida.

-Vou querer apenas um espaguete ao molho branco com bacon. - Fechei o cardápio. - E você?

-Eu nem vi. - Balançou a cabeça e retornou a olhar o cardápio em suas mãos. - Vê se eles têm uma papinha para a Lana? A quantia que trouxe fora da mala é para o avião, caso ela fique com fome.

-Ela ficará dormindo, provavelmente. - Dou de ombros. - Por isso escolhemos o voo à noite, lembra?

-Certo, mas mesmo assim acho que deveríamos dar algo para ela comer.

-Uma banana esmagada estará bom! - Chamo o garçom com os dedos e Bruno fecha o cardápio. - Um espaguete ao molho branco com bacon, e na salada, por favor, sem picles e ervilhas, caso tenha.

-Ok. - Ele escreve em sua prancheta. Olha para o Bruno, que me encara por um tempo.

-Vou querer o mesmo que ela, por favor, mas pode ser completo.

-Você pode ver com seu gerente, ou se tiver um prato com uma banana e aveia.

-Eu posso conferir com ele, senhora.

-Tudo bem, obrigada.

O garçom se retirou antes mesmo que pedíssemos as bebidas, Bruno então chamou uma garota e ainda teve a maior cara de pau de dar em cima dela. Continuei a ignorar que ele estava fazendo isso, e quando a menina se afastou, ele pôs a mão sobre a mesa procurando a minha. Recolhi meus braços e ele riu.

-Pegou o mesmo que eu porque adora me imitar?

-Não, porque não queria que ele ficasse por muito tempo aqui.

-Grosso! - Coço meu olho. - Assopra, por favor.

Bruno assoprou meu olho, trazendo um pouco de cuspe junto.

-Não é para cuspir na minha cara. - Dei um sorriso irônico. - Mas obrigada.

-Tá com ciúmes?!

-Estou? De que?

-De mim com a garçonete, Lea. - Bruno espiou a Lana, que dormia antes do que deveria. - Vou acorda-la.

-Isso. - O ajudei a pega-la do carrinho que o aeroporto mesmo disponibilizou. - E não estava. Aliás, não fui eu quem pediu qualquer coisa para o garçom sair daqui.

-Mas parecer ser boa.

-A comida? - O questiono.

-Não, a garçonete. - Ele revira os olhos, e eu faço o mesmo. Bruno ajeita a Lana no seu colo, que resmunga por ser acordada e fecha os olhos devagar novamente. - Estou falando da comida, Eleanor.

-Tudo bem, Peter.

Nós terminamos nossa janta, e conseguimos dar a banana para a pequena, que ficou extremamente feliz e, por incrível que pareça, ela parecia estar muito ansiosa. Bruno parou no meio do aeroporto, chegando próximo ao meu ouvido para dizer que havia uma farmácia em frente.

-E o que tem demais nisso? - Pergunto, vendo se conseguia identificar algo errado ou cômico.

-Apenas duas letras. - Seu dedo passa pela minha nuca, de leve, me deixando arrepiada. - KY.

-Não acredito. - Pus a mão na testa. - Seu pai é doido, Lana! - Balanço a cabeça, olhando-a me encarar, não entendendo nada, apenas com seu brinquedinho em mãos, mordendo e apertando.

-Você prometeu!

-Podemos comprar no Havaí, certo?

-Errado. - Ele puxa o carrinho que estava empurrando, e a outra mala de mão. - Vai lá.

-Eu?

Bruno me encarou por tempos, como se dissesse "é você mesmo, vai lá". Eu fui, odeio ser desafiada, e ele me desafiou. Entrei na farmácia, passeei por uns corredores, pegando um remédio para dor de cabeça, um aspirante nasal para a Lana, um chá para gripe, e chegando na parte de absorventes, procurando o KY.

Comprei tudo isso para disfarçar o que iria realmente comprar, porém, não adiantou de nada! O KY estava na prateleira atrás da vendedora, e somente eu pedindo para conseguir. Ajeitei meus cabelos, olhei para a parte de fora e Bruno tinha pegado a Lana no colo, balançou o braço como se ela estivesse me dando oi, e eu apenas contive a vontade de mandá-lo longe e enfiar o dedo médio na sua cara.

A vendedora foi passando as coisas, esperei profundamente que aparecesse alguém para que sua amiga, vendedora também, saísse dali e fosse fazer outra coisa. E ela foi menos mal. A encarei quando ela perguntou "mais alguma coisa?". Respirei fundo e tomei coragem, afinal, não tem nada de mal nisso, é como se fosse um homem comprando absorventes ou uma menina comprando camisinhas.

-Um KY também, por favor! - Peço, despejando as palavras. Provável que eu tenha falado rápido demais.

Não consegui encara-la para ver sua reação, mas ela virou-se, então aproveitei para respirar fundo e abrir minha carteira para descontrair.

-Shanna, você viu onde estão os KY? Eles estavam aqui semana passada... - Eu não podia acreditar no que estava acontecendo. Continuei de cabeça baixa, procurando algo inexistente em minha carteira.

-Juan pediu que trocássemos. Foi no dia da sua folga. - A outra afastou um pouco a voz, e a que me atendeu foi para o outro lado, somente ouvi seus passos.

Levantei a cabeça de leve, pouco a pouco, pedindo que não desse nenhum erro com o código, ou algo que fizesse outra pessoa saber que eu estava comprando um lubrificante íntimo. Mas por sorte tudo deu certo e eu sai com os produtos, de cabeça baixa, bochechas coradas e querendo o pescoço do Bruno.

-Três orais e uma massagem! Deve-me um combo. - Disse quando cheguei perto dele, que ria. Até a sua filha ria de mim. - Isso é um complô.

-É legal! - Entregou-me a mala de mão da Lana, e colocou o carrinho em minha frente para ajustar a Lana. - Caiu um pedaço?

-Um pedaço eu não digo, mas minha dignidade ficou soterrada pra sempre no chão daquela farmácia.

Conferimos o horário e resolvemos ir enfrentar a fila chata e enorme. Estar com uma sacola, um carrinho, minha bolsa, a bolsa da Lana, estava chato e incomodo, enquanto a beleza do Bruno estava apenas com a sua pasta, com alguns pertences pessoais. Estalei o pescoço para que ele me olhasse e ele se prontificou a cuidar do carrinho da Lana, otário!

Toquei a sacola com as coisas dentro da minha bolsa e a fila foi andando.

Bruno passou primeiro com a Lana, revistaram os papéis novamente com a ordem médica, com as mamadeiras tendo vistos de que estavam liberadas pela companhia aérea, e abriram a sua bolsinha. Lana passou, ficando no colo de uma mulher, que a distraia.

Os sapatos do Bruno foram tirados, o cinto e o detector foi passado nele. A sua pasta foi revistada, tirando o perfume e o desodorante de dentro dela. Fiquei tentando lembrar se havia posto algo importante, como um dos meus perfumes favoritos, dentro da minha bolsa.

Tanto pensei que minha vez chegou.

Retirei meus sapatos, até o botão da minha calça abri para mostrar que o que estava apitando era ele. Retirei brincos, pulseira, anel, e tudo mais. Quando minha bolsa passou pela revista, o homem retirou tudo de dentro. Com a confusão a sacola caiu no chão, deixando o KY em frente de todos.

Era só o que faltava pra minha vergonha estampar cem por cento em meu rosto.

O segurança juntou o lubrificante, olhando para meu rosto expressivamente, tinha certeza que ele estava pensando "danadinha, vai passar a noite dando o buraco dos fundos". Até a mulher que estava passando o detector se segurava para não rir. Queria nem imaginar como o Bruno estava.

Passei reto, pegando minha bolsa, agradecendo sem nem olhar para a pessoa, e seguindo meu rumo.

-O que caiu da sua bolsa foi um KY, Lea? Você quer facilitar o acesso? - Bruno estava vindo logo atrás de mim, falando isso de propósito para me deixar, além de mais corada de vergonha, constrangida e querendo que isso passasse.

-Foi você que pediu que eu comprasse Bruno. Pra que quer usar ele? Pensei que não precisasse mais disso com o Phil! - Parei para espera-lo, que rapidamente tira o sorriso vitorioso dos lábios.

-Não sabe brincar, idiota. - Puxa minha bochecha, com a mão livre, porque a outra segurava a Lana.

-Não pense que tudo isso que está acontecendo não trará consequências pra você, senhor Hernandez.

Assim que nosso voo foi chamado, entramos. Os primeiros a entrar por causa da Lana, e os assentos estratégicos para caso precisássemos a levar no banheiro, ou no pequeno trocador que havia ao lado.

Estava com os pensamentos distantes, nem vi quando o piloto avisou sobre nosso voo decolar, só vi o murro que levei do Bruno para me ajeitar na poltrona, afivelar meu cinto.

-Quer que eu segure a Lana?

-No meio da viagem, tudo bem. Acho que ela dormirá daqui a pouco. - Bruno mexe no protetor de orelhas que está na cabeça da pequena.

Fizemos o exercício que o médico pediu para amenizar a altitude nos ouvidinhos dela, dando líquidos e fazendo-a prestar atenção em outras coisas. Bruno segurou minha mão quando viu que ela estava quase dormindo. Claro que o clima estava mais do que propício para irmos dormindo também, afinal as luzes estavam apagadas - somente as auxiliares das pessoas que queriam permanecer acordadas -, e estava de noite, o dia será bem dinâmico.

Ao longo do voo, que eu dormi, acordei duas vezes para verificar a Lana, sua fralda, e se estava tudo bem. Bruno dormiu, mas aquele sono de preocupação, onde acordamos em cinco em cinco minutos.


Chegamos em terra firme próximo da uma hora da manhã, horário local. Pegamos nossas malas, e sentamos, lamentando que o imbecil do Bruno houvesse esquecido-se de ligar para alguém ir nos buscar.

Enquanto ele ligava, troquei a fralda da pequena no fraldário, e voltei para onde ele estava sentado.

-Vamos de táxi! - Levantou-se. - Ninguém me atende.

-Eles podem dormir, sabia? É direito do ser humano. - Tiro meu cabelo da mão da Lana. - Vamos passar a noite num hotel, tem vários aqui perto. Vamos economizar muito mais do que pagando táxi até lá e acordando as pessoas.

-Você quer me levar para um hotel, Lea? - Porque tudo ele leva pra esse lado? Safado!

-Quero! - Sempre tento usar as respostas que ele não espera ouvir.

-Ok, vamos então.

Fiquei cuidando da Lana, que estava acordada e bem alerta, enquanto o Bruno providenciava a nossa noite no hotel. Brinquei com ela sobre as partes do seu corpo, exercício que eu fazia quase que diariamente, além de mostrar para ela os movimentos, qual era a parte que eu pedi, e influenciar na comunicação.

Lana logo, logo, aprenderá a falar, de acordo com o pediatra. Ela está bem desenvolta para uma criança de quase sete meses, e nós interagimos com ela seguido, instigando seus movimentos, sua fala. Até mesmo a cadeirinha bumbo que nos ajuda demais, ela já fica sentadinha nela, e quando está sem ela, ela fica sentadinha também. Ajudou muito.

Pegamos um quarto simples, somente para passar a noite. Pedimos que trouxessem uma cama auxiliar, ou um berço, e é claro que eles cobraram num preço adicional, o que eu achei um absurdo. Brincamos com a Lana esperando a comida chegar, não estávamos com sono, já que viemos dormindo o caminho todo, e ela também estava bem elétrica, mas depois da mamadeira bem quentinha, Lana já estava ficando sonolenta.

-Quem vai cair primeiro, eu, você ou a Lana? - Pergunta o Bruno.

-De fome? Eu! - Meu estômago já estava pedindo auxilio.

-E ela de sono. - Completa. -Vamos ver um filme? - Passou a mão em meus cabelos.

-Claro. - Respondo. - Mas será que tem TV a cabo por aqui?

-Acho que sim. - Deu de ombros.

Comemos o jantar que nos veio, colocamos a Lana na caminha já que ela acabou dormindo - não sei por quanto tempo -, e ligamos a televisão. Procuramos alguns filmes, mas a maioria que julgamos ser bom já tinha começado há um tempo, e ver filme pela metade não é legal.

-Bem, podemos utilizar nosso KY.

-Podemos tomar um banho? - Levantei da cama, onde estava sentada de pernas cruzadas sobre a coberta fina. - Quer vir? - Levanto minha blusa, deixando a mostra meu sutiã vermelho.

-Vermelho, Lea? - Eu sei que é a sua cor favorita, e que ele sente muito tesão por ela.

-Fiz mal? - Abro o botão da minha calça, mexendo minhas pernas devagar para tirar a calça.

-Não, de jeito nem maneira. - Ele retira a sua camisa.

-Cuidado com o barulho, porque ela pode acordar! - Na mesma hora ele toma cuidado ao sair da cama, para não fazer nenhum barulho. - Vem? - O chamo, parada na porta do banheiro.

-Não precisa chamar duas.

Nos beijamos desde a porta do banheiro até dentro do box. Entramos na banheira, mesmo que não fossemos a usar, ficamos em pé, abrindo o chuveiro e deixando que a água caísse somente dentro da banheira, deixando nossos pés imersos.

Retirei o resto da minha roupa, assim como ele também. Tocamos para qualquer canto do banheiro, porque estávamos aproveitando nossas carícias. Beijo seu pescoço, enquanto suas mãos agarram minha bunda, apertando-a fortemente. Mordo sua orelha e o escuto gemer baixinho. Uma das suas mãos afasta minhas nádegas e o seu dedo passa pela minha entrada. Jogo minha cabeça pra trás e ele ri.

-Vou me ensaboar. - Pego o sabonete na mão.

-Se deixar o sabonete cair no chão, não respondo por mim. - Ergue as mãos, passando os olhos por todo meu corpo.

-Apressado demais. - Passo o sabonete pela minha barriga e ele tenta me alcançar. - Hey, calma! - Coloco a mão pra frente. - Não precisa ter pressa.

Passo o sabonete pelo meu corpo tranquilamente, pelos braços, tronco, pernas - que ergo bem para ensaboar, e minha virilha. Ensaboou minha mão e a passo em minha virilha, Bruno já estava fisgando os lábios e manuseando seu pênis. Se ele pensa que terá algo hoje, está enganado.

Fiz movimentos como se estivesse me masturbando, e ele encostou-se ao meu ombro, querendo olhar de perto.

Fui para baixo da água, mexendo no meu cabelo. Ele chegou perto de mim, puxando meu corpo pra perto do dele, deixando seu pênis roçar em mim. Pegou-o e passou insistidamente em minha virilha pedindo que eu abrisse mais minhas pernas. Enrolei para deixá-lo tentar fazer algo a mais. Virei de costas pra ele, que baixou seu rosto, pondo-o no meio das minhas pernas. Talvez ele tenha pensado que eu queira um oral antes de fazer qualquer coisa.

Posso receber o oral, mas nada de sexo.

-Não vamos transar, ok? - O aviso antes.

Bruno levanta rapidamente.

-O que?

-Não vamos transar. - Viro-me de frente novamente.

-Por quê? Não vai me deixar assim, Lea. - Torço meus cabelos enquanto ele fala, super sério.

-Já terminei meu banho, posso deixa-lo sozinho pra se masturbar, mas não vamos transar.

-Ok, mas por quê?

-Porque passei vergonha demais por hoje. - Comecei a rir. - Achou que eu não ia fazer uma pequena vingança?

-Só pode estar ficando doida. Lea, por favor.

-Não. - Puxo a toalha do gancho.

Saio do banheiro e vou me secar no quarto, mas deixo a porta aberta para ele me ver. Queria ter recebido o oral, poderia deixar pra falar depois, mas preferi deixar assim. Bruno fechou a porta e eu peguei o secador da gaveta, que é do hotel, mas prefiro não ligar para evitar acordar a Lana.

Visto-me apenas com a lingerie e deito na cama de barriga pra cima, esperando o Bruno vir. Ele não demora, mas volta com o volume nas calças bem grande, o que significa que ele não fez nada para deixar mais tranquilo. Estava de cara fechada, deitou e nem olhou pra mim.

Tornou a levantar, abriu sua mala, tirou uma cueca e fechou novamente. Voltou para o meu lado e virou de costas pra mim.

-Boa noite, Bruno! - Mexo na sua orelha, carinhosamente. - Não fica bravo comigo.

-Boa noite, Lea. - Responde mais sério do que antes.

Demorei a dormir, muito tempo, mas quando acordei Bruno estava abraçado em mim, com seu braço bem firme em minha cintura. Estávamos em conchinha, e eu tive pena de levantar e acabar acordando ele, mas Lana já estava querendo acordar.

Sai da cama cuidando para não acordar ele, e mexi na Lana para dar bom dia. Peguei a mamadeira pronta e dei pra ela, fria mesmo, mas ela negou, cuspindo o leite e ameaçando começar a chorar. Acordei o Bruno para ficar de olho nela enquanto iria descer para esquentar a mamadeira na cozinha do local.

-Lea? - Ele me chama quando estou na porta. - Vai descer assim? De lingerie?

-Ah! - Olho pra baixo e lembro. Começo a rir e quando pego a camisa dele do chão, aproveito para me inclinar e dar um selinho na sua boca. - Bom dia.

-Bom dia. - Sorriu pra mim, significando que não estava mais bravo.

Coloquei a minha calça e a camisa dele, coloquei o cabelo preso num coque todo bagunçado, já que ele estava uma inhaca por ter dormido com ele molhado.


Quem nos buscou foi o namorado da Tahiti, Josh. Ao chegarmos na casa do Bruno foi a maior loucura, todos vieram abraçar, beijar, e Bruno até chorou de emoção quando viu que todos estavam ali, e que ele estava ali. Querendo mostrar ser o monstro, ele sempre se sai como o mocinho do emocional.

O centro das atenções foi a Lana, que já chegou ganhando presentes, mimos, e muitos abraços e beijos. Foi lindo ver. No inicio ela ficou bem recatada, não sorria, encarava seus tios, tias, seriamente.

-Ela parece muito com você, Bruno. - Jaime observou quando ela fez uma careta.

-Incrível que eu também acho, mas ela parece um pouco com a Lea ou estou ficando um pouco equivocada? - Tahiti forçou os olhos para enxergar melhor.

-Acho que é a convivência. - Dou de ombros. - Mas obrigada, porque eu a acho uma princesa, linda, então... - Todos riram.

-Lea é a mãe dela, não tem como não ser parecida.

Sempre fico com vergonha quando Bruno diz que eu sou a mãe dela, muita gente já acreditou que eu fosse, mas infelizmente não sou. Sou a mãe emprestada, a mãe estepe, a mãe que cria, apenas. E foi ai que o assunto começou, falaram sobre a Diana e perguntaram por que não a denunciaram para a polícia, mas eu expliquei a mesma coisa que tinha dito ao Bruno e que a maioria das pessoas concordam comigo. Porque denunciar pra polícia, pra ela voltar e ficar obrigatoriamente com a filha, sem ama-la e trazendo negatividade pra tudo?

Definitivamente, a vida está melhor do que estaria se ela estivesse aqui.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Capítulo 24


Eleanor Pov's 

Lana estava quietinha com sua mamadeira de suco, puxando uma fraldinha de pano entre os dedos, enquanto eu almoçava. Estávamos no shopping, e a pequena havia acabado de ir ao pediatra, apenas para um check-up. Estava tudo bem.

"Já está vindo?"

Mando uma mensagem para Bruno.

Depois de alguns minutos, bufo, impaciente para sua resposta.

- Seu pai é um atrasado, Lana. - Puxo o paninho da mão dela, e ela reclama com uns grunhidos, sem nem tirar a boca da mamadeira.

- Falando mal de mim, Eleanor? - O ouço atrás de mim. - Não deixa ela falar do papai, Lana.

- Finalmente. - Levanto os braços exagerados, enquanto ele dá um beijinho rápido em minha cabeça e aperta levemente a bochecha da bebê. - Por que demorou tanto?

- Hmmmm. - Bruno se sentou na minha frente, todo sorridente, roubando uma batata-frita do meu prato. - Por causa disso.

Jogou na mesa um pequeno envelope, que pego com cuidado. Bruno ainda sorria feito um idiota enquanto brincava com a Lana. Abro o envelope e tiro o papel dobrado dentro. Leio com cuidado e riu.

- Sua carta de demissão? Está tão feliz assim porque está oficialmente desempregado, Peter Hernandez? - Pergunto, olhando para seu nome ali. Era estranho chamá-lo assim.

- Não, minha querida Lea. - Ele ainda sorri, quando apoia o cotovelo na mesa. - Essa é a cópia, a original está com a Ashley. E estou feliz porque simplesmente posso tirar meu tempo integral pra música. Finalmente.

Sorrio junto com ele, apenas por ver sua felicidade.

- Você sabe que é arriscado, não sabe?

- Sei. - Levanta-se. - Do mesmo jeito que foi arriscado vir pra Los Angeles beirando os vinte, do mesmo jeito que foi arriscado sairmos da casa dos seus avós... De criamos a Lana. - O sorriso dele se abre mais ainda. - E estamos aqui, não estamos?

- Estamos. - Gargalho. De repente pensando em tudo que aconteceu e da forma que aconteceu. Muita coisa planejada, e outras nem tanto, mas os sonhos prevaleceram, e nossa amizade também. - Meu Deus, Bruno. Você vai trabalhar com música!

Ele também ri, e me rouba um selinho rápido.

- Sim! Vou comer alguma frita pra comemorar. E açúcar.

- Gordo. - Chamo, e Lana solta uma risada, como se entendesse. Não canso de perguntar, quando foi que ela começou a crescer dessa forma.

-O que é isso, dona Lana? - Bruno finge estar bravo, balançando seu rostinho com cuidado. Ela se estica no moisés, agarrando seu braço. - É o complô das mulheres do papai contra ele, é?

Ela ri ainda mais, e Bruno sai para comprar a comida, todo bobo. Sorrio sozinha.

- Mulheres do papai. - Repito baixinho para Lana. - Uau. Progresso, sim? - Levanto o copo de suco a minha frente e dou um gole.

Demora alguns minutos para o Bruno voltar, com uma bandeja. E ele senta em minha frente.

- De qualquer forma, se dessa vez não der certo, Lea, a Ashley me disse que está de braços abertos pra me receber de volta.

- E de pernas também. - Ele gargalha quando eu falo. - Você comeu ela, não comeu?

- Ah... - Ele faz cara de safado. - Será?

- Bruno?!

O idiota ri.

- Eu já te disse que não, Lea. Ela só é legal demais comigo. Ciúmes?

- Eu? - Tento não sorrir para o sorriso inabalável dele. Bruno esta tão feliz em seguir o que tanto ama. E eu estou tão feliz por ele. Falho na tentativa. - Eu não.

Ele sussurra alguma coisa para Lana, olhando para mim. A nossa pequena o olha de testa franzida, provavelmente tentando entender o que ele dissera.

- O que ele disse, hein, Lana? - Pergunto, brincando com o cabelinho dela.

- Segredo. - Bruno implica. - Entre a princesinha e o papai.

-A rainha precisa saber. Rainha, que no caso, sou eu! - Coloco a mão no peito, vendo-o mastigar uma batata frita com ketchup.

-Só tem um lugar que você é rainha, Lea.

-Lá vem. - Balanço a cabeça. - Em que lugar, Bruno?

-No meu fã clube! Pode dizer, você é minha primeira fã!

-Menos, bem menos. - Faço os gestos com a mão e ele continua a rir, enquanto come.

De certa forma não deixava de ser verídica a informação. Eu era sim uma grande fã dele, do trabalho dele mais precisamente, e sim, uma das primeiras, já que vi ele várias vezes cantando, tocando, compondo, produzindo. O vi perder noites de sono, tendo que acordar cedo para trabalhar no outro dia, somente para ter um controle sobre suas músicas e suas produções, para treinar e escrever, ensaiar e se desesperar por achar que estava ruim.

Bobagem dele, sempre diz isso, tudo que ele faz ou coloca a mão para ajudar a produzir, fica bom! Ele só não tem o reconhecimento do mundo, ainda. Tenho certeza que esse momento irá chegar, ele irá ficar famoso, e seus sonhos vão se realizar, um por um.

-Será que ela passa mal se eu der um pedacinho pequeno de batata pra ela? - Ele já estava despedaçando-a na mão, um micro pedaço.

-Bruno... Isso é fritura, tem gordura trans... Não deve dar isso a crianças de cinco anos, imagina para ela que tem meses. - O repreendo e ele me olha, baixando os olhos com aquela cara de cachorro pidão.

-Mas ela está me olhando, encarando a batata.

-Ela nem sabe o que é uma batata direito, quanto mais uma batata frita. - Roubo uma batata do seu prato e passo na pequena poça de ketchup em seu prato. - Nem nós deveríamos estar comendo essas porcarias.

-Às vezes você é light demais, Lea... Relaxa!

-Relaxa vai dizer quando chegar aos quarenta anos, pançudo, com acnes e outras coisas, enquanto eu estarei magra, linda e rica.

-Estará usando meu dinheiro, só pra constar. Pagarei uma lipoaspiração se for preciso um dia.

-Precisa agora! E eu não estarei usando seu dinheiro, sou mulher criada e responsável.

-Calma feminista! - Bruno rende suas mãos, me fazendo rir. - E eu não preciso de uma lipo. Pelo menos ninguém reclama do meu corpo, nem mesmo você! - Ele arqueia levemente suas sobrancelhas, passando a imagem mais sugestiva possível. Arfei e roubei novamente uma batata, mas ele segura minha mão e a leva até sua boca, comendo a batata e olhando para os lados, passando a língua no meu dedo.

-Nojento. - Ofereço a língua pra ele.

-Se você chupar o dedo que eu lambi, como se estivesse chupando meu pau, ganhará um oral quando chegar em casa. - O ouço falar baixinho.

-Nunca duvide de mim. - Semicerro os olhos, levando o dedo até minha boca, dando uma breve olhada para a praça de alimentação do shopping, que não estava lotada por ser dia de semana e a maioria das pessoas normais trabalharem à tarde, e crianças estarem na escola.

Chupei o dedo, no final dando um beijinho na ponta. Peguei o guardanapo e roubei a batata que queria antes. A mastiguei e quebrei o silêncio.

-Aviso que terá que me fazer gozar.

-Você está me deixando armado, Lea. Nada legal. - Passa a perna pela minha, e Lana ri, de novo com o paninho na boca e nas mãos.

Começou a fazer os barulhinhos de sempre, tentando falar da maneira dela, e dando alguns gritinhos mais altos. Era simplesmente encantador a ver assim.

Bruno Pov's 

Lea me observa enquanto eu dou uma mamadeira para Lana, no sofá, iluminados apenas pela luz da TV. Meu bebê tem uma mãozinha torcendo minha camiseta, e os olhos fechados, praticamente dormindo.

Lea abaixa ainda mais a TV, colocando praticamente no mudo, e eu me levanto para levar a Lana para o berço. Troco sua fralda e verifico se sua cama está aconchegante.

Ela reclama um pouco, mas eu a balanço levemente e ela volta a dormir como o anjinho que é.

Ando de volta para a sala, e vejo Lea muito concentrada na televisão. Inclino-me nas costas do sofá e beijo sua nuca, fazendo-a levantar os ombros.

- Lana dormiu? - Pergunta-me, alisando meus cabelos, sem nem tirar os olhos do filme.

- Uhum. - Respondo, ainda beijando ali.

- Tomou a mamadeira toda?

- Uhum. - Respondo de novo, puxando o elástico de seu cabelo para soltá-lo. - Adoro seu cabelo solto.

- Uhum. - Foi a vez dela responder, praticamente fazendo um biquinho para o filme.

Definitivamente, não iria perder sua atenção para uma comédia romântica qualquer. Faço a volta no sofá, tirando minha camisa. Lea nem percebe que estou só de cueca.

Sento no sofá, logo deito minha cabeça em seu colo.

- Fica quietinho. - Ela me pede. - Já está acabando.

Sua mão alisa meu rosto, mas eu não estou disposto a deixá-la assistir. Coloco minha mão sobre a dela e vejo seu sorriso frouxo.

Escorrego lentamente pelo meu pescoço, e sei que tenho sua atenção. Desço pelo meio peitoral e ela morde os lábios, tentando não olhar. Dou uma risada baixa, descendo pela minha barriga. Suas unhas me arranham de leve, e seus olhos me espiam pelo canto.

- Vem, Lea. - Chamo. - Vamos aproveitar um pouquinho.

Ela olha pro meu rosto e então para a TV. Rola os olhos de forma exagerada, desligando-a.

Inclina-se sobre mim e deixando nossos lábios a milímetros de distância.

- Tá carente?

- Quero atenção. - Seguro a mão dela levemente, empurrando para dentro de minha cueca. - Em um lugar específico.

Ela ri, enquanto eu tento beijá-la. Continuamos o beijo desajeitado, e Lea vai deitando no sofá, permitindo-me ficar por cima dela. Apoio meu peso em dois braços e ela afasta as pernas para me acomodar. Pressiono nossas virilhas e Eleanor arranha meu peito, pedindo por mais. Beijo seus lábios com vontade e ela chupa minha língua.

- Quero que chupe meu pau, Lea. - Digo, puxando seu lábio inferior. - Do jeitinho que só você sabe fazer.

Ela sorri, safada, tentando abaixar minha cueca com os pés. Apressada! Beijo seu pescoço com voracidade, e seguro o impulso de deixá-la uma marca, porque sei que ela ficaria muito puta. Mordo sua orelha e seu ombro, lambendo sua pele.

Desço por seu decote e ela mesma joga a blusa de pijama por cima de nós. Delicio-me com a visão de seus peitos e a digo o quão adoro a mania que ela tem de ficar sem sutiã em casa. Eu realmente amo isso.

Passo minha língua lentamente e ela agarra meus cabelos, puxando com força. Levanta o quadril ao encontro com o meu e eu caio de boca, chupando e lambendo seu seio esquerdo.

Lea sussurra, com uma voz maravilhosamente sexy, pedindo para deixá-la me dar a atenção que eu queria. Sento-me, com as costas no braço do sofá, e Lea monta em meu colo. Ela morde meu pescoço, rebolando no meu pau, mesmo que por cima da cueca.

Seguro seu quadril, vendo sua expressão de desejo e ajudo-a nos movimentos, enquanto tento tirar sua calcinha para longe de suas pernas.

- Bruno... - Gemeu gostosamente em meu ouvido, baixinho.

Estava mais que preparado para ir para a melhor parte quando o choro de Lana invade a casa toda. É alto e Lea começa a rir, provavelmente para não chorar, ainda em meu colo. Não posso acreditar nisso, sinceramente.

- Meu Deus. - Ela respira fundo, levantando-se para vestir a blusa.

- Pais de bebê não fodem? - Pergunto, e ouço apenas a risada dela.

Coloco a mão sobre minha calça e aperto de leve o volume ali.

Jogo minha cabeça para trás, no braço do sofá, tentando me acalmar. Penso em coisas broxantes, e logo Lea volta, com a Lana apenas choramingando.

- Olha quem acordou assustada, papai. - Lea volta, e eu nem me dou o trabalho de abrir os olhos.

- Papai. - Repito, incrédulo. - Eu tô tentando me acalmar aqui. Não dá pra chamar de papai.

- Desculpa. - Ela ri, e eu me levanto.

- Você, acabou com o clima. - Dou um beijo na cabeça de minha filha. - E você, Eleanor, vá colocar uma calça. Que cubra até seus tornozelos. - Peço, beijando sua cabeça também, e ela ri alto.

Sigo para o banheiro, mas volto e dou um tapa de leve em sua bunda. Gostosa, e vai ser toda minha.

- Estou falando sério. Cobre essa bunda, Eleanor. - Dou uma corridinha para o banheiro.

- Você não gosta? - Me pergunta, um pouco alto.

- Até demais. - Respondo, antes de entrar no banho.

Demoro um pouco, e vou pro meu quarto logo depois. Vejo uma cena linda, onde eu poderia ficar olhando por séculos.

Lana está toda cheia de travesseiros ao redor, de barriga para baixo, na minha cama. Lea a balança, quase que por instinto, deitada ao seu lado, enrolada da cintura para baixo num edredom.

Puxo o edredom para cobri-la até os ombros e pego Lana, levando para o berço. Não me confio em deixá-la dormir na cama, tenho medo de me esparramar por cima dela ou que ela caia. Mexo-me muito durante a noite, e se algo acontecesse à ela por causa de um descuido meu, não me perdoaria.

Volto para a cama, puxando a lateral do edredom e rio baixo, aproximando meu corpo do de Lea.

- Que desaforo. Você nem colocou uma calça. - Murmuro em seu ouvido, já sonolento, colocando meu braço ao redor de sua cintura.

Seu corpo quente é confortável e incrivelmente familiar, mas o sono é maior.

- Só dorme Bruno. - Ela resmunga, sonolenta.

- Boa noite, Lea. - Beijo atrás de sua orelha.

Eleanor Pov's

Já tinha visto Bruno verificar os passaportes, o dinheiro, o atestado da Lana, tudo o que pudesse imaginar. Estava ficando tonta com tanta voracidade e que ele estava para irmos de uma vez, mas o problema estava em: o voo é às 21:35, e a recém é 17:20. Ele está pirando!

Nossas coisas já estavam prontas, e Phil nos buscaria em pouco tempo para nos dar carona até o aeroporto. Peguei minhas férias dia 9 de fevereiro, e dia 9 de março retornaria a trabalhar, e como Bruno estava tranquilo em casa, sem trabalhar, apenas ganhando um retorno de dinheiro da música, e produzindo coisas novas e boas, então pegamos duas semanas para passar no Havaí, para matar a saudades - dentro do possível -, e mostrar a Lana de onde viemos e como é lindo.

Hoje, terça, dia 10 de fevereiro, eu estava no período da TPM chamado pós-menstruação. Estava arisca, porém pegando fogo.

-Se você pegar essa mochila mais uma vez, eu vou fazer a sua passagem de ensopado e enfiar goela a baixo! - Puxo a mochila de suas mãos. - Chega.

-Só estou um pouquinho ansioso. - Tentou puxar a mochila de mim, sem usar muita força, não obtendo sucesso. - Vamos jantar no aeroporto!

-Sim?! Nós já tínhamos combinado isso. - Digamos que impaciente eu também estou.

-Eu sei, só estou repassando o roteiro para não ter problemas.

-Bruno, essa não é a sua primeira viagem de avião, nós não estamos indo para um lugar que não conhecemos, não estamos nos mudando, então calma, paciência.

-Ok, estou brincando. - Rendeu seus braços. - Podemos aproveitar que a Lana está dormindo, não é mesmo? - Passou a língua nos lábios, umedecendo-os.

-Bruno... - Gemo baixinho. - Temos tempo...

-Temos, de sobra. Ficamos quase uma semana sem nada, Lea. - Aproximou-se de mim, cravando sua boca em meu pescoço. - Será que no Havaí eu ganharei algo especial?

-Ainda não desistiu disso?

Na semana passada conversamos após o sexo, o último antes de eu passar quatro dias menstruada e ontem e hoje foi uma grande correria e não teve como fazer nada. Não que vivemos somente de sexo, mas é o que nós gostamos de fazer, é bom, gostoso, saudável. Era saudável fazer isso, conversar pós sexo, éramos amigos acima de tudo e colocamos as cartas na mesa. Tivemos um bom e longo diálogo sobre o sexo, e sobre o anal, que eu queria experimentar, ele queria tentar, então combinamos de fazer isso um dia. Mas um dia é algo amplo, vago, não quer dizer que irá ser hoje ou amanhã, então ele vai tentando todos os dias, principalmente quando eu estava sangrando como doida.

-Compraremos o KY! - Cedi quando seus lábios deram uma leve chupada em minha pele sensível do pescoço. - Quando chegarmos no Havaí, Bruno.

-Vamos passar quatro horas na cama, só para recompensar esse tempo perdido.

-Os orais não foram bons?

-Claro que foram ótimos, não tenha dúvida disso, mas fazer o que se eu amo quando você senta em mim.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Capítulo 23


Seus olhos ainda me fitavam, não tinha o que falar usando a voz, apenas nossos olhares já eram sugestivos. Aproximei-me do seu rosto, colocando minha mão sobre a sua que estava pairada em minha coxa, e encostei meus lábios nos seus. Ele ficou completamente imóvel, deixando que eu continuasse o beijo. Prendi seus lábios entre meus dentes e introduzi minha língua na sua boca.

-Ahhhhh. - A mulher do filme geme alto demais para me desconcentrar e acabar rindo na boca dele. Bruno passou a mão por cima da boca, rindo sobre isso.

-Pra que gemer agora, mulher? - Digo baixinho e impaciente.

-Um sinal.

-Um sinal? Do tipo, para que ele não está gostando? - Arqueio a sobrancelha.

-Ou do tipo, se fraga que ele quer que você gema pra ele, e não a mulher arrombada do filme.

-Preciso de um motivo para gemer!

Num rápido movimento, Bruno se põe sobre mim. Eu estava sentada no colchão, como ele, com as costas escoradas no sofá. Recostei tudo o que pude para trás, e estiquei minhas pernas para ele conseguir se posicionar por cima de mim. Beijamo-nos vorazmente, mordendo os lábios com força, e ele puxando meus cabelos.

-Geme! - Ordena-me, tirando a mão que estava em meus cabelos e pondo em minha cintura, descendo para as minhas pernas fechadas. Enfiou levemente sua mão entre minhas coxas, procurando como se alojar para acariciar-me. - Abra as pernas, e gema! - A cada ordem era um arrepio na espinha.

-Não! - Recusei-me, mordendo os lábios.

-Abra! - Rosnou entre os dentes. - Agora! - Mordeu minha orelha com tudo, descendo para o pescoço e beijando com toda a força, mordiscando e chupando.

-Bruno. - Cedi. Minhas pernas já se abriram no automático, e ele aproveitou o momento. - Não faça...

Não consegui nem terminar minha frase, não tinha como. Bruno diretamente introduziu dois dedos, no despreparo mesmo, e com o polegar roçava meu clitóris. Ele queria me ver gritando! Mas eu gemia, entregando-me a todas as carícias. Puxei minha blusa, mostrando meu sutiã velho, mas tentando tira-lo rapidamente.

-Pega no meu pau, Lea. - Sua voz saiu arrastada.

Com um pouquinho de dificuldade, peguei no seu pênis por cima da cueca, e o tirei pela barra, deixando as bolas para dentro da cueca. Cuspi em minha mão para conseguir dar movimento nele, que estava seco e bem duro, diga-se de passagem. Bruno gemeu bem baixinho, aumentando os movimentos em mim, fazendo minha mente não conseguir se concentrar em masturba-lo, por estar tão gostoso aquilo.

-Quero que goze pra mim. - Ouço o gemido alto, mais uma vez, da mulher no filme. Espiei para ver o que acontecia e ela estava completamente aberta para ele, segurando as pernas no ar e o homem metendo na sua bunda. Só de imaginar dá calor. - Lea? - O olho, e ele sorri. Aquele sorriso tão safado. Seguro seu braço quando ele introduz um dedo em minha bunda, tirando-os do meu ventre.

Gemo com vontade, apertando seu pênis em minha mão. Bruno se afasta, tocando as pernas para trás e tirando todas aquelas cobertas de perto. Abri minhas pernas conforme ele ia às empurrando. Deu uma primeira lambida, dizendo que eu estava molhada ao bastante. Entregou-me seus dedos, os que introduziu na minha vagina, e pediu que eu os lambesse. Assim os fiz, e ele fisgou os lábios, voltando a lamber-me com lentidão. Aquilo estava me matando aos poucos, e começou a matar mais ainda quando Bruno colocou novamente os dedos, os deixando por lá e apenas me chupando de leve.

-Olha isso, completamente pronta pra mim. - Beijou toda a volta da região e voltou a chupar-me.

A força e a rapidez voltaram. Seus dedos estavam trabalhando dentro de mim, num maravilhoso vai-e-vem, e sua língua deixando meu clitóris mais do que a vontade. Conforme ia aumentando a velocidade, meu tesão ia aumentando junto, a vontade de tê-lo e gozar de uma vez.

Gemi alto, alto o suficiente para que, se fosse um apartamento, alguém ouvisse. Mas ainda há essa possibilidade, já que as casas desse bairro planejado são pequenas e quase grudadas uma na outra. Tento fechar minhas pernas, mas a cabeça do Bruno estava no meio, ele a tirou e ficou somente com a mão. Meus olhos estavam apertados, e tinha pequenos espasmos.

-Gostosa. - Bateu em minha coxa, voltando para cima de mim e beijando meus lábios. Pude sentir meu gosto em sua boca, era maravilhoso isso.

O vi levantar-se para tirar sua cueca por completo, e sua camisa. Pedi que ele ficasse assim, nu, na minha frente por alguns momentinhos, somente para contemplar o quanto ele era gostoso. Parado na minha frente, em pé, segurando o pênis com a mão, cabelos para cortar, quase sem pelos pelo corpo. Era impressionante como sua pele era limpa, sem pelos, sem marcas, sem espinhas nem nada do tipo, até eu tinha mais pelos que ele se duvidasse. Ele era lindo para contemplar por muito tempo, apenas olha-lo assim.

-Você é lindo. - Mordo meus lábios, lamentando não ter experimentado nada disso antes.

-Ah, Lea. - Se punheteava, e balançou a cabeça. - Obrigada.

-Não se ache! - Me ajeito de joelhos no colchão, e prendo meu cabelo num coque com ele mesmo, sem precisar de presilhas, e arranho sua coxa.

-Não estou me achando, somente pensando no quanto você também é.

Por isso que ele era tão cobiçado, ele sabia usar as palavras no momento certo, sabia deixar uma mulher louca. Não tiro a razão de nenhuma das que vieram atrás dele depois de uma noite, era extremamente apaixonante... Cativante.

Deixei meus pensamentos de lado e entreguei-me somente a lhe dar prazer. Deixei minha mão molhada, lambendo-a, e passei por toda a sua extensão, após lambendo apenas a sua glande. A coloquei na boca, enquanto masturbava-o com movimentos lentos. Seu corpo empurrava seu pênis para dentro da minha boca, então fiz um "o" envolta dele, soltei minhas mãos e deixei que ele apenas conduzisse os movimentos em mim. Mantive meus olhos fixos em seu rosto, observando ele fisgar os lábios, gemer baixinho, falar palavras indecifráveis e revirar os olhos de prazer.

O auxiliei com mais um pouco do meu oral, fazendo todo o serviço sozinha. Bruno pediu que eu pegasse uma camisinha no quarto, em sua escrivaninha. Corri até lá, cuidei para não acordar a Lana e espiei para ver se ela ainda dormia, procurei a camisinha e a peguei, passando a mão sobre o seu caderninho de músicas que estava na mesma gaveta.

Voltei para a sala, com o pacote na minha boca. Bruno já estava sentado no sofá, pernas abertas, e manuseando seu membro com praticidade.

-Quantas vezes eu fiz isso pensando em você. - Riu, pegando a camisinha da minha boca.

-Muitas? - Arqueio a sobrancelha, ficando na sua frente.

-Você não faz ideia. - Terminou de pôr a camisinha e bateu na sua coxa, pedindo que eu sentasse.

Novamente eu lambi minhas mãos, por mais que não precisasse disso, já que estava bem lubrificada, e sentei sobre ele. Com movimentos lentos de inicio, e sem colocar tudo. Estava um pouco mais difícil do que a noite passada parecia um pouco mais apertada. Meu coque havia desmanchado, meu cabelo foi todo para o lado, uma das minhas mãos apoiava na guarda do sofá, e a outra Bruno entrelaçou com seus dedos. Sentei completamente no seu colo, enterrando seu membro em mim. Deixei apenas que meu corpo falasse, indo para frente e para trás, rebolando no seu colo, com ele todo dentro de mim. Estava gostoso pra mim, e pra ele.

-Porra, Lea. Assim. - Apertou sua mão na minha. - Isso!

Levantei do seu colo, pedindo que ele deitasse no colchão. Ficou esticado, e eu me sentei sobre seu pênis, mas virada de frente para seus pés. Deitei sobre eles, deixando ele com uma ampla visão da minha bunda, e rebolando bastante no seu colo. Sabia que ele gostaria dessa posição. Seus dedos brincaram no meu períneo, e sua outra mão segurava um dos meus glúteos, acompanhando meus movimentos.

Percebi que ele adorava me ver gemer, pois pediu novamente que eu gemesse mais alto, já que meu gemido estava contido. Gemia, com minha respiração ofegante, e brincava bastante no seu colo. Avisei que estava cansando de ficar daquela forma, então trocamos. Bruno pediu que eu me deitasse de costas, e enquanto ia se encaixando em minhas pernas, eu girava meu quadril.

O bom era que ele comandava seus movimentos e ele sabia o que fazia, estava achando gostoso até demais. Conseguia sentir toda a sua extensão, pegando em pontos estratégicos, num maravilhoso movimento que ele fazia. Aproveitei para usar minha mão para me instigar, masturbar-me enquanto ele penetrava, e não poderia existir coisa melhor. Não existia coisa melhor que sexo.

-Essa bunda! - Deu um tapa estalado em minha bunda, onde tenho certeza que ressaltará. - Está sentindo, Lea?

-Sim. - Eu não tinha forças pra falar nada, apenas para gemer e fisgar. Somente!

Queria degustar o máximo do momento, deixando-o a vontade em mim. Bruno começou a dar estocadas mais rápidas, porém mais intensas. Estava na hora de por pra fora o que estava resguardando! Segurou meu quadril pra trás, pressionando seu corpo, enterrando seu pênis em minha vagina completamente.

Bruno saiu de mim, se jogando ao meu lado e tirando a camisinha deitado. Exausta, fechei meus olhos e sua mão procura a minha. Me aprocheguei do seu corpo, confundindo nossos calores.

Brincava de passar minha unha no seu braço, que me mantinha perto do seu corpo. Aquela poderia ser a hora mais propícia para perguntar o que nós tínhamos, mas ele poderia achar que eu estou pressionando ele, e não é o caso. Apenas quero saber como estamos o que somos, e o que vamos fazer. É bom ter uma explicação sobre as coisas. Mas ele parecia bem distante dali, olhava para a parede, mas parecia estar em outro mundo.

-Hey. - Chamo a sua atenção. - Foi ruim ao ponto de estar pensando longe daqui?

-Oi? Claro que não. - Beijou minha testa com dificuldade. - Estava pensando em uma coisa...

-No que?

-Sobre nós, sabe... Isso que estamos fazendo.

-Tá achando que é errado? - Torço os lábios.

-De maneira nenhuma, somos adultos e sabemos o que é bom para nós. Não estamos fazendo nada contra a lei, nem que vá prejudicar alguém, então não é errado. Mas, estranho pode ser.

-Você está preocupado sobre eu poder me apaixonar? - Seus olhos não me encaram por segundos, mas quando encontram os meus eu já sei a resposta. - Tudo bem, você é meu melhor amigo, me conhece o suficiente para saber que eu não vou levar para meu coração se não é o caso.

-Eu sei, mas tenho medo de mim também. E da nossa amizade.

-Podemos ser somente amigos que transam. Amamos-nos como amigos, somos os melhores um do outro, mas matamos nossas vontades juntos, porque sabemos exatamente o que o outro gosta, e sabemos que ambos somos limpos. - Esparramo minha mão no seu peito.

-Sem sentimentos...

-Exato! - Dou de ombros. - Mas, sobre as pessoas saberem ou não. Segredo de Estado, ou utilidade pública?

-Em minha opinião, utilidade pública. E por você?

-Hm. - Suspiro. - Acho que devemos nos tratar como quisermos como acharmos conveniente, se perguntarem o que somos, podemos dizer que temos uma relação de apenas sexo, ou simplesmente dizer que somos abertos, e se não perguntarem, não falaremos nada.

-Ótima ideia. E nossas famílias? Se minhas irmãs souberem, meu Deus será uma revolução de "eu sabia" ou "eu sempre soube que esse dia chegaria".

-Minha mãe soltará fogos, acredite. - Rio, abafando meu riso em sua pele quente. - Ela acha que somos o melhor um para o outro.

-E somos?

-Talvez.

-Ok então minha melhor amiga barra parceira de sexo... Foi bom pra você?

Bato no seu peito, caindo na risada junto dele. Será bom assim, mesmo humor, continua a amizade, apenas acrescenta o sexo e as carícias. Aprenderei muita coisa com ele, e terei vantagens de chegar ao orgasmo com sua boca maravilhosa, ter suas mãos pelo meu corpo, e sua insaciável tara pela minha bunda.

Somente vantagens para ambos.

-Vamos para o banho? - Pergunto.

-Você primeiro. - Selou seus lábios com os meus.

 

Cuidava da Lana a noite sozinha, brincando com ela e ensinando coisinhas novas para talvez ela conseguir pegar rapidamente. Nossa pequena já estava conseguindo sentar sem cair para o lado, além de que, quando a colocávamos em pé, segurando seus bracinhos ou seu tronco, ela fica com as perninhas durinhas. Ela está crescendo tão rapidamente, que eu tenho medo de não estar aproveitando da melhor maneira.

Bruno havia sido chamado em uma reunião na gravadora. A música para o FloRida estava bombando nas rádios, porém, muitas críticas por causa da letra. Estava com medo que ele tivesse sido chamado lá por causa disso e acabasse voltando pra casa meio cabisbaixo, então fiz um jantar bem reforçado para deixa-lo bem quando chegasse.

-Quer isso? - Pergunto mostrando o sachê que estava na mão. - Isso não é brinquedinho, minha linda. - Lana esticava as mãozinhas, tentando pegar e fazendo seus barulhos. - Babona da mãe.

Era automático. Eu não programava para falar "mãe", mas eu estou me sentindo tão mãe, como se eu tivesse-a adotado, o que me deixa confortável, mas com medo de estar indo longe demais com essa história de trata-la como filha. Mas tenho que parar com isso. Bruno pode não gostar de eu estar me categorizando dessa forma e poderia gerar uma discussão nada legal.

-Cadê o papai? - Pergunto pra ela, que quando houve "papai", olha para os lados, balançando as perninhas. - Ele saiu, meu amor. Mas já vai voltar pra você!

E, indiretamente, pra mim.

Agora, já que estamos na quarta e a semana estava passando rapidamente, todos nossos amigos já sabiam, mas não havíamos contado para ninguém de longe, somente eles sabem, e como nós prevemos, todos ficaram espantados, mas dizendo que já esperavam que isso iria acontecer um dia. Parte de mim um dia deixou de acreditar que um dia iríamos nos beijar, iríamos para a cama, e coisas assim. Estava fixa no pensamento de que seríamos apenas amigos por todo o sempre. Não que deixamos de sermos, nós somos mais amigos do que qualquer outra coisa, porém com benefícios.

Bruno Pov's 

Cheguei em casa quase meia noite. Fechei a porta, trancando-a e usei o banheiro rapidamente. Cuidei para ver se não acordava ninguém, e quando cheguei ao meu quarto, Lana não estava no berço. Por milésimos de segundos meu coração quase despencou do peito, mas a primeira iniciativa que tive foi olhar o quarto da Lea.

Ela estava deitada de lado, com minha filha ao seu lado e travesseiros em volta para impedir que ela caísse. Lea e Lana pareciam estar num sono bem profundo, e poderia jurar ver o sorriso nos seus lábios.

Não quis me aproximar, fiquei observando-as dormindo. Eleanor parece mãe da Lana, em todos os sentidos. Ela a abrigou de uma forma que não seria qualquer pessoa que faria, a teve como filha em muitos momentos, até para acordar de madrugada para apartar seu choro de fome. E agora, vendo-as dormir, parece muito mais do que mãe e filha, eu nunca notei que elas poderiam ser tão parecidas?! Minha mãe sempre alertou-nos de uma vizinha nossa que tinha um filho adotivo, e ele parecia extremamente com ela, não parecia adotado, então ela nos explicou que a pessoa adere traços das outras, mesmo que sejam inexistentes, para nossos olhos eles são existentes sim.

-Amor do papai. - Abaixo-me perto da cama, passando a mão na cabeça da minha filha, nos seus cabelos, ela suspira profundamente. - Vou deixar você dormir com a titia. - Beijo sua bochecha. - Papai te ama.

Por impulso, beijo os lábios da Lea, que mal se mexe. Olho-as por mais uns segundos e vou para o meu quarto. Troco minha roupa, com preguiça de tomar banho. Tiro meu celular para despertar no dia seguinte, pois decidi que não iria ir trabalhar.

As coisas estão andando, e conforme foi à reunião de hoje, com direito a um pequeno coquetel, acho que pegarei mais dois trabalhos pela frente, além de ter conhecido pessoas novas que pareceram gostar de mim e do meu trabalho, e do Phil e do Ari. Logo, logo, eu largarei esse emprego, por não precisar mais dele, vou conseguir me sustentar com o dinheiro do meu trabalho, do que eu amo fazer, que é cantar.

E em pouco tempo Lea tirará suas férias, um mês e meio, quero aproveitar para irmos ao Havaí, fazer minha filha conhecer - mesmo que bem pequena -, minhas origens, origens da sua família. Quero matar a saudades do meu lugar, da minha família, rever os velhos amigos, e aproveitar um tempo. Quem sabe o Havaí não me inspira para escrever, assim como me inspirei com a Lea.

Novidades, eu consegui escrever o rascunho do que parece sair uma música bem boa, por causa da Lea. Foi o meu recorde! Estava pensando no sexo, e em como ela é minha amiga de verdade que está comigo em todas as horas, então simplesmente saiu.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Capítulo 22


Acordei nenhum pouco perdida. Sabia muito bem onde estava e como tinha sido minha noite. Já despertei com o sorriso no rosto, que foi se apagando quando vi que Bruno já não estava mais na cama. Lembrei que estava nua, então puxei seu lençol para me enrolar e ir atrás dele, mas o frio não deixou que eu continuasse, então peguei sua camisa do chão e a coloquei.

Bruno estava de costas pra mim, na cozinha, com um casaco e uma calça de abrigo, assoviava algo enquanto mexia os ovos na frigideira.

-O que temos para o café, chefe? - Pergunto, despertando sua atenção.

-Bom dia. - Deu um beijo no canto da minha boca, com um semblante acesso. - Estou fazendo um café bem gordo e reforçado. Seus avós ligaram, querem que almoçamos lá, e já aproveitamos para pegar a Lana.

-Mas está tão frio. - Tremo meus lábios e ele me encara. Quando seus olhos batem no que estou vestindo, ele abafa o riso.

-Não sentiu nada estranho na camisa?

-Não. - Semicerro os olhos.

-Lea, essa é a camisa que eu limpei você ontem! - Tive uma crise de risos na mesma hora. Retirei a camisa, não me importando em ficar nua na sua frente. - Pode ir tomar seu banho, que o café daqui a pouco fica pronto.

-Você é um anjo! De vez em quando. - Grito pra ele.

-Se eu tiver que mostrar o anjo que sou, não vamos sair de casa, e o café irá torrar, então não me provoque, Eleanor.

Ri baixinho, entrando para o banheiro com as roupas para colocar no cesto. Gostei do humor que ele estava, e eu também estava de bom humor, parece que finalmente algo saiu de mim, um peso, uma vontade. O problema é que matei a vontade de uma vez, mas aumentou a vontade de tê-lo mais vezes. Não fazia ideia de como ele poderia ser tão gostoso.

Liguei o chuveiro e me enfiei de uma vez para debaixo dele, com a água quentinha. O inverno havia chego aqui em Los Angeles com mais vontade depois de dezembro. Não tínhamos inverno no Havaí, e quando fazia dias nublados e frios, usávamos uns casacos e estávamos bem, porque mal sabíamos nós o que era frio mesmo. Fico imaginando o que minha irmã não deve ter sofrido e estranhado quando se mudou para Nova Iorque, já que eu sofri por apenas quatro dias no natal, quase congelando.

Envolvi-me na toalha felpuda, secando meu corpo no banheiro mesmo e amarrando os cabelos molhados num coque alto, deixando alguns pingos ainda caírem. Ando rapidamente para o meu quarto e ouço o assovio do Bruno. Abro a porta novamente e ele está no inicio do corredor ainda encarando meu quarto.

-Ia convidar você pra vir aqui, mas temos que sair. - Mostro a toalha pra ele, significando que estava nua, e ele passa a mão na minha cabeça.

-Você me paga, só isso que digo! Vamos, Lea. Se apresse.

Me arrumei rindo das bobagens. O que eu pensei que seria estranho, foi bem ao contrário. Foi bom, parece que ele está mais feliz e eu também, assim nossa amizade fortaleceu?! Okay, é cedo pra dizer que fortaleceu, mas é o que parece.

Coloquei uma calça jeans, botas com um pequeno saltinho, de meia canela, uma blusa de manga comprida e uma jaqueta por cima. Estava querendo saber o que ia fazer com meu cabelo, quando Bruno bate na porta.

-Já vou!

-Está pelada?

-Não. - Respondo, rindo.

-Então nem vou entrar. - Ele aparece rindo, quando abre a porta.

-Eu disse que não estava pelada, e não que poderia entrar. - Levanto da cadeira.

-Ah, cala a boca. - Quanta delicadeza. Bruno se aproxima de mim e tira uma pequena pluma branca que estava na minha jaqueta. - Está linda, e o café está esfriando.

-Ok, vamos comer.

Sentamos a mesa, como sempre fazíamos. O café estava cheirando bem, e eu tinha certeza de que estava gostoso. Acomodei-me na cadeira, pegando a jarra de suco, Bruno parece ter tido a mesma ideia. Nossas mãos se bateram e nós rimos, brincando com nossos dedos.

-Parece estar delicioso. - Elogio, tanto pela aparência, quanto pelo cheiro.

-Tudo que eu faço fica delicioso! - A frase sugestiva me deixa encabulada, minhas bochechas podem ter corado, tenho a leve impressão. - Não é?

-Se você diz quem sou eu pra contestar?

-Aquela que tem sempre algo pra acrescentar.

-Talvez.

-Talvez tenha algo pra acrescentar?

-Talvez seja delicioso em tudo, ou quase tudo. - Pego uma colherada do que servi em meu prato. Sem querer, eu acho que inflei seu ego, que já é bem grande.

Bruno oferece-me um sorriso de canto, porém verdadeiro.

-Obrigada. - Tomou um gole do seu suco. - Sou um idiota por fazer o seu suco preferido, sendo que eu não gosto muito?

Fez uma careta agradável quando o abacaxi com hortelã entra em sua boca, só ai que lembro que ele não é tão fã da hortelã, porém, abacaxi com hortelã é o meu favorito, e ele o fez. Procuro sua mão, e pisco os olhos em agradecimento. Ele a segura, acariciando-a com o polegar.

Depois daquela pequena sessão carinho, dei um jeito de continuar a me arrumar, o que não faltava muito. Na hora de sair eu lembro mais uma vez a importância de um carro em Los Angeles.

O caminho foi longo, porque depender de transporte público nessa cidade é difícil. Então chegamos à casa dos meus avós por volta do meio dia e meio, meu avô tomava uma pequena lata de cerveja, enquanto olhava para algumas coisas do seu antigo carro de peças originais.

-A alegria da casa chegou. - Já esbanjo meu bom humor assim que entro no portão. Dou um beijo em meu avô. - Número? - Me refiro a sua latinha, e ele ri, pois sabe do que estou falando.

-Primeira e única de hoje, somente porque é sábado.

-Eu estou de olho no senhor! - Bati meus dedos perto dos seus olhos e ele pega minha mão, me puxando pra perto, afagando levemente minha cabeça.

-Olhe que está a todo vapor! - Minha avó, Appril, aparece trazendo nossa pequena nos braços. Ela já fazia festa, e quando viu eu e o Bruno, não foi diferente. Recepcionou-nos com os bracinhos abertos, e uns gritinhos. - Diz para o papai, e para a titia que você comeu banana com aveia.

-Comeu banana? Com aveia? Em casa a senhora não come esse tipo de coisa, não é? - Mexo na sua barriguinha.

-Seguindo bons exemplos. Isso é pra quem sabe dar comida pra criança, Lea. - Bruno implica comigo, enquanto carrega a Lana para o seu colo.

-Cala a boca. - Digo, entre meus risos. - Só pelas suas brincadeirinhas, quem dará a comida dela de hoje será você. Nada de Lea.

-Irá esquecer-se disso.

-Eu aposto que não. - Aperto levemente a bochecha da Lana, que se concentrava com algo em suas mãos. - O que temos para o almoço, vovó? - Fui adentrando a casa, e ela logo atrás de mim.

-Fiz o básico, apenas frango frito, purê de batatas, arroz, e uma salada.

-Melhor do que lá em casa! - Bruno entra na cozinha da minha avó também.

-Para aprender a parar de se meter, não farei janta essa semana. - Mordo minha bochecha por dentro, fazendo cara de irritada.

-Meu Deus, como ela é sensível. - O corpo dele encaixa com o meu por trás, nada que amigos não fazem, acho que não quer levantar nenhum tipo de suspeita sobre o que fizemos. - Puxa o cabelo dela, Lana!

-Não, não, não. - Saio de perto, pegando o meu cabelo e já fazendo aquele mesmo coque despojado pra cima, para não ter esse perigo. - Você é um idiota. - Aponto o dedo pra ele.

-Senhora, controle a sua neta. Ela é uma boca suja!

-Bruno... - Bufei, e nós todos acabamos caindo na risada.

O tempo do almoço passou voando. Ainda comemos uma deliciosa torta de maçã que meu avô fez, e eu não poderia fazer essa desfeita. Fomos para a sala, Bruno auxiliou meu vô a acender a lareira, com as lenhas que estavam na estufa, e ligamos a televisão. Mas só por ligar, colocamos um desenho para passar, mas conversamos entre nós, deixando que Lana apenas visse as figuras. Volta e meia olhava junto com ela, e fazia algumas bobagens para ela rir.

Nossa pequena tirou a soneca da tarde, e nós fomos comer novamente. Ponto negativo do inverno é esse: preguiça e fome. Você está parado, sem fazer nada, com tédio. Sua cabeça logo pensa que aquele tédio é fome, e só comendo que passará, e tcharam! Você já está comendo, assim como estávamos minutos depois que Lana dormiu.

Meu avô se deitou no seu quarto para tirar o cochilo da tarde, e minha avó foi ver a sua amiga que a chamava. Aproveitei para lavar a louça e poupar o trabalho dela posteriormente. Bruno chegou próximo de mim, encostando nossos corpos como antes, porém com mais intensidade. Senti sua respiração em meu pescoço, que percorre por toda minha pele, fecho os olhos e largo a caneca que ensaboava para não ter perigo de cair.

-Eu não sei me controlar vendo você com essa calça. Sua bunda está extremamente deliciosa! - Respiro fundo.

-Alguém pode chegar aqui. Não agora.

-E daí? Você se importa? - Ele beija levemente meu pescoço, colocando sua mão envolva em minha cintura.

-Não. - Minha voz sai trêmula.

-Então não há com o que se preocupar. - A rouquidão da sua voz me deixa completamente arrepiada, mais do que já estava. - Vou arrancar a sua calcinha com a boca. - Deixo minha cabeça cair para o lado.

-Estou usando uma vermelha... - Lembro diretamente de um fato ocorrido, e solto um riso bobo. - A mesma com que você se masturbou uma vez.

-O que?

-É no banheiro. - Ponho minha mão molhada sobre a sua. - Acha que eu não a vi sozinha, dentro do cesto, misteriosamente após ouvir seus gemidos no banheiro.

-E porque não me falou nada?

-Porque eu gostei, queria ficar com aquilo pra mim. - Ele aperta minha mão, empurrando o corpo contra o meu, pressionando no balcão da pia.

-Lea, quando eu poderia imaginar que você iria se sair melhor que a encomenda?

-Quando, né? - Viro meu rosto rapidamente e beijo seus lábios, sem língua, somente um beijo normal. - Continuamos depois.

-Você quem manda.

Bruno Pov's

Estava sentado na sala da senhora Appril, esperando que ela terminasse de procurar uns filmes para eu e Lea olhar. Eleanor estava sentada na poltrona do seu avô, com um copo d'água em mãos, pernas cruzadas, e olhar fixo na sua avó.

O meu estava nela, nas suas pernas.

Mas o pensamento estava somente na noite passada, e nas noites a seguir.

Finalmente nós havíamos ido para a cama, e eu finalmente consegui provar 75% do seu corpo. Ainda tenho muito que fazer com ela, muito que experimentar. Sei que ela quer, eu também quero, somos desimpedidos, livres, e com vontades próprias, e é melhor assim. O seu sexo foi um dos únicos que eu tive vontade de continuar mesmo quando já havia gozado, que queria dormir com ela, mesmo sempre evitando fazer isso, afinal, todas as mulheres com quem transei depois que me mudei para Los Angeles, iam embora após o sexo, ou eu as deixava, ou acontecia algo que acabávamos não dormindo.

Dormir e beijar na boca são contatos que eu procuro não ter com completos estranhos. Hábitos podem mudar como não podem.

Mas falando novamente nela... Como eu pensei todo esse tempo, ela é tão safada quanto eu, tão gostosa quanto o que os homens falam, e tão especial como parecia. Especial por tudo, ela soube falar tudo no momento certo, não foi evasiva, e não saiu pensando que tínhamos algo a mais. Foi uma transa maravilhosa, excitante, e no fim, engraçada. Mal vejo a hora de poder contar ao Phil e ao Caleb que finalmente eu a levei pra cama!

Coisa infantil? Sim, mas eu sei que ela contará para as suas amigas, e não tem nada demais as pessoas saberem que nós matamos o que estava nos matando.

-Levem esses aqui. São bons. - Deu os filmes em minhas mãos. - Aproveitem esse sábado à noite para verem filmes, porque com esse friozinho, e esse tempinho chato, é o que temos.

Nós temos sexo agora, acrescentamos a lista ontem. Pensei, e sorri com ele mesmo.

-Esses aqui são para a Lana. Mas pode ficar com eles. - Entrega-me uns cinco filmes. - Passei-os para DVD, então não são originais, mas as fitas sim.

-Mal temos um aparelho de DVD, quanto mais um VHS. - Comento passando título por título. - Cadê os proibidos para menores?

-Bruno! - Lea passa a mão na testa, com os filmes apoiado em seu colo.

-Vai ver com a minha neta, ou sozinho?

-Você quer ver comigo, Lea? - Suas bochechas coram, Appril percebe que aquilo gerou desconforto nela. - Posso ver sozinho e tentar convencer ela de assistir comigo, Appril.

-Meu marido deve...

-Meu Deus, vó, eu não preciso... argh. - Seus olhos rolam, e eu queria fazer o mesmo, não poderia imaginar a cena deles fazendo algo, ou apenas ele assistindo filme pornográfico sozinho. Era, no mínimo, broxante.

O tanto de engraçado que foi a cena e a cara com que Senhora Appril ficou, que rimos por um bom tempo. Aproximei-me da janela, observei o jardim, bem cuidado, a rua pouco movimentada, e por instantes viajei para longe dali. Tinha saudades não somente da minha família, mas do Havaí, da minha adolescência. O rumo dos meus pensamentos foram para quando eu aconselhei Lea sobre o Kai, sobre sexo, sobre amor, mesmo não tendo um amplo conhecimento, e quem diria que agora eu estaria fazendo isso. Quando eu mesmo dei dicas sobre sexo para ela, e agora tive o teste de que ela realmente aprendeu bastante.

O avô dela apareceu na sala, com cabelos emaranhados, rosto levemente inchado, ele havia acabado de acordar. Ele acabou sabendo do assunto e se ausentou por segundos, e quando voltou, trouxe consigo uma pequena pilha de caixinhas. O conteúdo era pornográfico, e quando deu em minhas mãos, disse que eram os melhores. Eles não ficavam vermelhos de dizerem isso, mas Lea já estava tendo um ataque, não sabia se ria ou se chorava, se ficava mais vermelha ou se iria tomar água para ver se passava.

Fomos pra casa logo depois disso, onde no carro ela continuava vermelha, e quando eu ia falar algo, ela já começava a rir antes mesmo de saber o que era. O táxi nos largou na frente de casa, mas eu ainda voltei algumas quadras para comprar algo bom pra comermos, apesar de o que eu quero realmente comer está dando mamadeira para minha filha no exato momento.

Dito e feito, quando entrei em casa ela estava com a minha filha nos braços, que fazia barulho e ria. Minha pequena brincalhona, risonha. Definitivamente, Diana não soube o que fez quando resolveu abandonar ela. O bom é que agora, da minha filha é eu que respondo, e ela não terá absoluto direito sobre ela se um dia voltar - se é que um dia irá.

Jantamos comida congelada por apenas preguiça de fazer algo, e colocamos o colchão na sala para deitarmos. Assistimos Monstros SA com minha filha, mas quando ela dormiu a colocamos no berço e começamos a ver um filme chato sobre guerra.

-Esse filme está me dando sono. - Eleanor se mexe, pela vigésima vez.

-Em mim também. - Filme chato, sem emoção e completamente previsível, quer mais chato que isso? - Vamos ver outro? - Pergunto.

-Sim, por favor.

-Qual? - Levanto-me do quentinho das cobertas. - O pornô, que tal?

Ela dá uma gargalhada alta, e joga sua cabeça pra trás.

-Não entendi a piada.

-Filme pornô... - Usou uma das mãos para significar que era óbvio.

-O que tem demais?

-Ok... Vamos assistir.

-Se não quiser, podemos assistir O Rei Leão.

-Deixa essa parte pra quando a Lana tiver acordada.

Os títulos mal me interessavam, falava-os para Lea, que ria, porque cada um era bem bolado, porém, bem "idiotas". Coloquei o que a Lea julgou ser melhor pelo título, e diminui o volume da televisão, tocando os controles para ela e indo até a cozinha beber um copo de suco. Quando retornei ela estava vagando pelo menu, vendo as cenas para qual iria pôr. Então, começamos do inicio.

Filmes pornôs são legais, pra rir. A maioria é tão mecanizada que me faz ter enjoos só de pensar o quanto é forçado. Os gemidos, as falas, tudo! É impossível uma coisa daquelas. Já começou com um teatrinho horrível, mas a gente releva, afinal vemos filmes pornográficos pelas mulheres peladas e para matar a vontade, e não para dar uma de crítico.

-Isso é meio impossível de acontecer. - Ela analisava a cena inicial. - É improvável eu ir a um cinema, ficar sozinha numa sala, por os pés na cadeira da frente, e quando o segurança vir dizer para eu retirar os pés, eu acabar transando com ele. - Balançou a cabeça.

-Por isso que geralmente pulamos essa parte, e vamos somente para o sexo. O negócio é a mulher pelada, o sexo, e matar a vontade.

-Não sei se conseguiria me masturbar com um filme pornô.

-Quer tentar? - Passo a mão nos seus cabelos. - Podemos masturbar um ao outro enquanto assistimos, que tal?

-Você é mesmo doido. - Nos encaramos, eu sabia que ela queria, a ideia não era uma das piores e ela é naturalmente safada. Safada ao bastante para aceitar a proposta. - Onde eu vou parar, hein? - Levanta a parte da bunda e retira a calça rapidamente até os joelhos, depois levantando as pernas e retirando o resto.

-Eu sabia que aceitaria. - Abro a braguilha da minha calça, seguido do botão.

Eleanor Pov's

Estávamos vendo o filme, confesso que pode ser idiota, mas eu já estava completamente entregue aos meus pensamentos sórdidos, e com isso ficando molhada. Fiquei com vergonha quando retirei minha calcinha e me sentei ao lado do Bruno, quase grudada ao seu corpo, e ele somente com a cueca. Porém tapamo-nos, estava frio e as cobertas estavam quentinhas demais para deixar de lado.

Não tínhamos começado nada ainda, já que começamos a conversar.

-Eu não conseguiria fazer isso. - Inclino a cabeça para o lado, quase no ombro do Bruno, para observar o que a mulher fazia. - Deve dar uma puta dor nas costas.

-E não deve ser muito gostoso, porque parece que fica aberto demais. - Ele balança a cabeça. O olho, com aquele velho ponto de interrogação grudado na testa, em forma de franzido. - É que nós, homens, gostamos de coisas mais apertadinhas, se é que me entende. Quanto mais apertadinha, melhor, dá mais prazer. E quando tá aberta demais, fica mais afastada e nós nem sentimos nosso pau na parede de vocês, parece que é um buraco sem fundo.

Caí na gargalhada, colocando os dedos sobre os olhos, como era engraçado.

-E eu sou o que? - O questiono, procurando seu braço.

-Lea... Você quer que eu dê um feedback sobre seu sexo?

-Seria ruim?

-Não... Nenhum pouco. - Pôs sua mão em minha coxa, e meu corpo todo já se arrepia. - Você está no ponto! Apertadinha, mas sem dificuldades pra penetrar. Como eu gosto.

-Que bom. - Somente meus olhos sorriem, e ele pega a ponta do meu nariz.

-Avaliação sobre o meu pênis. Nota de 0 à 10 para tamanho, grossura, e habilidades.

-Como você é sem noção. - Continuo a rir, mas ele é meu melhor amigo, não tenho vergonha de falar sobre isso com ele. - Tamanho, 8,5! Grossura, uh, 9, e habilidades... 10.

-Eu pensei que seria grande e o grosso o bastante. - Faz cara de decepcionado.

-Não se engane, posso ter mentido somente pra não encher a sua bolinha.

-Ah, é?

-É. - Bruno vira o rosto para o meu, aperta minha coxa com força, e dá-me um beijo rápido. - Digamos que você foi ótimo pra mim.

-Pra você?

-É, e deve ser para a maioria das mulheres, já que todas querem mais uma vez. Bruno, você sabe muito bem usar seus dotes. Não somente com o pênis.

Admitindo que ele seja bom, sim, ele é. E muito. É cedo pra dizer que ele é o melhor, apenas provei uma vez, mas do jeito que estamos indo somente no primeiro dia após o sexo, não será somente aquela vez, aquela única vez. Além do que, eu estou sem calcinha ao seu lado, tapada apenas por uma coberta e ele está me olhando com uma cara extremamente sexy, com os lábios mais sedutores que existe.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Capítulo 21



Janeiro, finalmente!

Esperava por ele tão ansiosamente, que o resto do ano passou e quando chegou, nem percebi. Também, digamos que foi tudo muito corrido nesses últimos tempos.

Depois de outubro, quando terminamos a música dentro do prazo final, nos dedicamos a outras músicas, outras composições, ritmos, batidas, e tudo mais. O pessoal da gravadora já nos cedia um pequeno espaço no estúdio para pormos tudo em prática, e nossa criatividade estava a mil. Escrevemos mais de sete canções em menos de três meses! É pra mostrar que estávamos indo muito bem, mesmo.

Mas então novembro chegou. Uma nova oportunidade de trabalho com uma pessoa que viu nosso trabalho, e nós a recusamos. Decidimos não trocar o certo pelo duvidoso, e isso poderia nos custar muito caro. E nesse mesmo mês saí algumas vezes com uma das únicas mulheres no meio dessa produção. Eu era apenas um coprodutor, ela já estava na voz do grande refrão, dando um toque muito melhorado para a música. Kesha é como se chama, mas os mais íntimos a chamam de Rose. Ela é uma ótima cantora, com grandes ideias, e quer ainda ter algo somente seu, fazer a fama com seu nome mesmo, por isso recusou a por o seu nome no final, aos créditos da música.

Se eu fiquei com ela? Uma vez. Vimos que não tinha nada a ver, e então permanecemos no mesmo relacionamento de antes, sem nenhuma alteração. E sobre esse fato, fiz questão que Lea soubesse por mim que havia ficado com ela.

Grande bobagem!

Passamos o natal em Nova York, pela primeira vez Lana viajou, e eu e Lea fomos à segunda vez pra lá, e cada vez me encantava mais - a primeira foi no casamento de sua irmã, no final de 2007. Fomos de ônibus para economizarmos o máximo possível de nossos gastos. Então, passamos o natal no apartamento do Eric e da sua namorada, quase esposa, Cindia. Minha mãe, meu pai, e minhas irmãs todas foram. A festa foi bem grande, mas também um dia em que chorei juntamente a Eleanor.

Logo no meio da madrugada, ela começou a chorar isolada na escadaria do prédio. Fui conferir ver se ela estava bem, mas essa talvez fosse a vez em que a vi pior. Ela chorou em meus braços, com saudades dos pais e dizendo que daria tudo para ter eles ali com ela, naquele momento. Foi então que procurei a irmã dela, e fomos ao dia de natal para a sua casa, quando ela conheceu a Lana e encantou-se por ela.

Era mais fácil perguntar quem não se encanta pela minha filha?

Minha menina está crescendo tão rapidamente, que eu tenho tanto medo de estar deixando isso passar, por isso faço de tudo para estar dentro do seu dia-a-dia. A cada semana ela fica mais esperta, mais saudável, forte e muito simpática. Além de linda, desconheço de onde venha tanta beleza.



O grande dia havia chego. A música foi lançada aproximadamente ao meio dia, e já tinha muitos acessos. O vídeo ainda não havia sido enviado para o YouTube, mas somente a música, em um dia, já estava sendo bem recebida. E como havíamos ganhado um convite VIP do próprio FloRida para irmos à sua casa, numa pequena festa de comemoração, estávamos nos programando para a sexta feira.

E a semana passou num risco. A sexta feira chegou, e os acessos não paravam, assim como as críticas sobre a letra. Mas, estamos num ramo bem complicado, somos alvos de muitos elogios, mas também de muitas críticas. Não conseguimos agradar à todos, infelizmente. Mas estávamos bem felizes por termos atingido um bom número.

E com isso o dinheiro ia crescendo em minha conta. Poderia estar mais feliz?

-Está bom assim? - Lea passa a mão na curva do seu corpo. - Pelo amor de Deus, ou não saímos de casa hoje!

-Está maravilhosa, Eleanor. Assim como estavam às últimas três roupas que experimentou. - Bufei, levantando do sofá.

-Pegou o número da Urbana? - Pergunta-me pela quarta vez.

-Sim. - Respondo impaciente, pegando na maçaneta. - Vamos?

-Vamos! - Ela pega sua pequena bolsa e saímos de casa, finalmente.

Fomos de táxi, claro que eu me propus a pagar, agora felizmente eu estava podendo. E por todo o caminho, Lea ajeitava sua maquiagem, vendo se estava tudo ok, porque não queria ser mal falada por ninguém.

Ao chegarmos na festa, todos nos receberam muito bem. Alguns já conhecia, outros já havia visto de longe e hoje tendo a oportunidade de ser apresentado, e alguns nunca tinha visto. Havia tanto mulheres como homens, as que não estavam acompanhadas pareciam ser bem atiradas. Negras e loiras, apenas uma morena. Me senti deslocado de inicio, e Lea também.

Por falar nela, estava recebendo muitos olhares. Claro, ela tinha um corpo de dar inveja, uma beleza de chamar atenção de todos, e esse vestido curtinho ajudava em muitas coisas.

Pegamos algumas bebidas e tentamos nos enturmar com algumas pessoas, mas acabamos dançando juntos na pista, onde todos estavam confraternizando.

Eleanor Pov's

Já tinha bebido duas doses de Bourbon. A única coisa que arrisquei pôr na boca. Estava querendo ir embora depois de certo tempo, a música estava legal, mas parece que era um prostíbulo. Todos em pequenos grupinhos, ninguém se misturava, e quando as mulheres solteiras dançavam era somente para chamar a atenção dos homens e sumirem pela festa com eles.

O cheiro da maconha estava irrespirável. Chegava a dar aquela leve dor de cabeça. Bruno parecia estar deslocado, mas aguentando firme por ali.

-Lea! - Bruno puxa meu braço, com os olhos brilhantes no meio daquela escuridão. - Essa música.

-O que tem ela? - Me sinto um pouco culpada por não lembrar ela.

-Foi à música que cantamos juntos numa das noites de karaokê! - Ele sorriu. - O nosso primeiro dueto.

-Sério? - Sorrio pra ele, feliz por ele se lembrar de um detalhe tão pequeno. - Eu não lembrava.

-Eu imaginei, mas vamos dançar?

-É claro!

Ele puxa-me para perto do seu corpo, erguendo a mão que estava com seu copo praticamente vazio. Embalava meu corpo no ritmo da música, e ele a mesma coisa. Até a música trocar e continuarmos a dançar. Uma batida mais estilo NeYo começa, algo mais animado com sexy, e eu danço conforme a música, literalmente.

Colo meu corpo com o seu, virando minhas costas para o dele, deixando nossos quadris próximos demais para eu o sentir adorando aquele momento. Entorpeci-me com a nossa dança, deixando a música tomar conta dos meus sentidos e jogando minha cabeça pra trás. Sua mão, que antes estava ocupada com o copo, que agora não faço ideia de onde está, procura minha cintura, me carregando para mais perto dele.

Sinto sua respiração em meu pescoço, logo em seguida um pigarreio.

-3, 2 ,1. - Conta junto com a música, no pé do meu ouvido.

No um, da contagem regressiva, Bruno mordisca a pontinha da minha orelha, fazendo-me arrepiar por completo. Desceu o beijo pelo meu pescoço, e deu uma leve chupada, deixando meu corpo bobo, somente por ele. Vire-me num impulso, antes que pensasse em mais alguma coisa, e o beijei.

Agarrando seus cabelos com uma mão, quase deixando seu chapéu cair, e com a outra apertando suas costas. Assim o incentivei a agarrar-me no mesmo ponto, aprofundando aquele beijo em algo a mais.

Mãos bobas novamente, não tanto como no dia da boate, mas quentes. Os beijos com intervalos curtos, e de longa duração. Respiração ofegante, e uma vontade doida que dominava meu corpo.

-Hey. Acho que merecemos escutar nossa música nova mais uma vez, não? - Um homem negro, com estilo, perto de toda a aparelhagem, falou, despertando toda a nossa atenção. Droga! - E pra isso, tem uma pequena colaboração de nossos amigos para vocês todos, que se uniram para tornar essa música a melhor.

Duas mulheres entraram com um bolo, e Bruno foi chamado para ir até perto dele. Eu os aplaudi, estava feliz por ele naquele momento assim como nos outros, mas simplesmente devastada por termos que parar como o que estávamos fazendo.

Era quatro da manhã quando resolvemos vir embora. Lana não estava em casa, e minha avó não tinha dado um exato horário para buscar ela, então aproveitaria ao máximo as horinhas de sono.

-Quer comer algo antes de deitar? - Pergunto, retirando minha jaqueta e pondo sobre o sofá.

-Um sanduíche seria maravilhoso.

-Me ajuda a fazer? - Ajusto o vestido enquanto ele não me olha.

-Sim.

-Não estava gostando muito da festa, não é? - Vou pegando os ingredientes para o sanduíche na geladeira, enquanto o questionava.

-Na realidade? Não estava me sentindo em casa. - Ele pega a pasta de amendoim. - Pela primeira vez não curto muito uma festa.

-A mesma coisa que eu! - Lambo o dedo onde caiu geleia.

-Só teve uma parte que eu gostei. - Ele me encara. - Está sujo aqui.

-Hm? - Pergunto, tentando olhar para a parte que ele disse do meu rosto.

Num vulto muito ágil, Bruno lambe onde estava sujo, e beija minha boca. Entrego-me, deixando a faca cair no chão. A dele também cai, e o chão provavelmente está podre de sujeira agora.

Derrubo seu chapéu, puxando de leve seus cabelos, brincando com minha língua em sua boca. Ficamos na parede da sala, praticamente prensados, aproveito para levantar uma das minhas pernas e ele faz com que levante a outra e fique no seu colo.

-Bruno, vamos cair. - Avisa-o.

-Não vamos. - Sua mão agarra minha bunda, agora completamente de fora, com meu vestido na cintura.

-Nós vamos cair sim. - Começo a rir, antes mesmo de notar que enquanto ele tentava caminhar, nós caímos no chão. Fico sobre ele, nós dois rindo, rostos grudados.

Bruno afasta meu cabelo, e fita meu rosto com ternura. Nossos olhares se conectaram, e eu pude ver tanto meu passado, quando o futuro. Não sei como se denomina esse momento, essa conexão, mas foi forte ao bastante para o próximo beijo já vir um pouco mais suave, com menos pressa.

Deitei-me sobre ele, no chão da sala mesmo, e passei a mão pelos seus cabelos. Meu corpo estava todo arrepiado, e eu queria continuar aquilo, mas não ali.

-Quarto? - Pergunto.

Deixei que ele levantasse primeiro e estendesse a mão para me ajudar a levantar. No impulso, parei nos seus braços e ele me tomou como se fosse numa dança, e nós dois rimos como criança. Deixei que aquele momento todo tomasse conta de mim, esquecendo qualquer coisa além dele. Ou melhor, pensando apenas nele.

Fomos grudados para o quarto, eu na frente e ele me abraçando por trás. Bruno se sentou na cama.

-Tira o vestido pra mim? - Pede, de forma manhosa.

-É uma ordem.

Vou para os pés da cama, colocando meus cabelos para o lado e procurando o inicio do fecho na lateral oposta. Segurei antes de ele cair completamente, e tentei lembrar qual a lingerie que estava usando por baixo. Apesar de que não faria muita diferença, a única luz que iluminava ali era a da grande Lua que brilhava lá fora, e ela já era o bastante. O vestido caiu e ele fisgou os lábios.

Caminhei até ele, empurrando seu tronco e sentando sobre seu colo, com uma perna para cada lado. O beijo e guio a sua mão até um dos meus peitos, e a outra já ia descendo para a barra da minha calcinha. Espertinho.

-Tá tão injusto isso. - Puxo sua camisa pra cima, e ele apenas levanta os braços para me auxiliar, e já põe suas mãos novamente em meu corpo quente.

Desço meus beijos para o seu pescoço, arranhando suas costas de leve. Sugo sua pele e ele se arrepia por inteiro. Já sinto todo o volume possível batendo em minha virilha, esturricado em sua calça jeans. Pulo para o lado, e ele levanta-se para retirar ela. Finalmente o vejo somente com cueca, sem ser em momentos que não me interessavam.

Sempre notei o volume dele, que mesmo sem estar excitado era bem aparente, mas agora com toda sua excitação, e seu membro para o lado, naquela cueca verde musgo, era bem mais tentador. Quero que todos os momentos fantasiosos que tive com ele valham a pena.

Retiro meu sutiã, segurando a parte da frente para não cair por completo. Bruno se abaixa em minha frente, onde estão meus pés, e começa a beijá-los, subindo os beijos de leve. Empurro meu corpo pra trás, no intuito de ficar completamente deitada sobre a cama, e ele acompanha com seus lábios grudados a minha pele. Quando beijou minha barriga, pulando o meu sexo, arqueei levemente as costas, sentindo algo lá dentro querer explodir.

-Isso não precisamos. - Puxou o sutiã aberto que cobria meus seios. - Hm. - Geme baixinho, brilhando os olhos para eles.

Com uma das mãos, Bruno apertou meu seio, e a outra levou a língua para brincar com meu mamilo. Enroscava meus dedos em seus cabelos, fazendo pequenos nós. Minha boca entreaberta saia um som que eu necessitava ouvir a tanto tempo. Suas lambidas chegaram ao meu pescoço, passaram pelos meus lábios e percorreram novamente aquele caminho em que veio. Brincou um pouco com meus peitos pequenos, e encheu minha barriga de sugadas.

-Ah, Lea... Tanto tempo esperando por isso. - Colocou seus dedos na barra da minha calcinha. - Sabe o que é um grande tempo? - Foi escorregando minha calcinha pra baixo enquanto eu ajudava, erguendo meu quadril. Eu sei o quanto ele esperou por isso, porque foi o mesmo tempo que eu esperei! - Você está molhada por mim? - Por segundos olhei para o seu rosto, e o encarei apenas como amiga, e não como amiga colorida. Onde vou enfiar o rosto quando ele falar comigo amanhã?

-Sempre estive. - Mordi meus lábios, e depois que ele ouviu isso, arrancou minha calcinha com pressa, cheirando-a.

Ouvi-o falar algo sobre estar preparada, mas meus ouvidos se fecharam automaticamente quando sua língua encontrou diretamente meu clitóris. Na mesma hora retraí meu corpo, sentindo desde já meu corpo se contorcer.

Ou eu preciso muito disso, ou eu preciso muito dele.

Ou eu preciso dos dois.

Seu dedo auxiliou nas carícias, enquanto ele me chupava, lambia, e levemente mordia meus lábios vaginais. Dizia coisas safadas, como o quanto eu era gostosa, e o quanto eu tinha um gosto bom. Bruno não parava por um segundo, sua língua me deixava cada vez mais molhada e com vontade de gozar, sentir todo ele dentro de mim. Apertei o lençol, o puxando para cima.

-Quero provar. - O puxo pelo cabelo para poder beijar sua boca. Era loucura querer provar meu próprio gosto? Sentir se realmente é bom?

Nunca tive coragem de lamber os dedos após me masturbar, mas agora provando pela boca do Bruno, não parecia nada mal.

Sob o meu corpo, Bruno levou a sua mão, deixando outro o apoiando, até minha boceta e fez todos os movimentos possíveis, fazendo-me gemer em seus beijos. Afastou-se de mim, ajoelhando perto dos meus pés, abrindo um pouco mais minhas pernas e pressionando uma das mãos no meu peito, e a outra enfiou dois dedos ágeis em mim.

Nem precisou fazer aqueles momentos rápidos por muito tempo. Foi somente o tempo de tentar arrumar meu cabelo, e arranhar minha própria pele, tendo um gozo. Gritei, sentindo minhas pernas tremerem e sua mão estar molhada.

-Se eu fiz você gozar com meus dedos, o que eu não consigo com o meu pau, Lea? - Acrescentou com a rouquidão da sua voz.

Sentei na cama, de pernas cruzadas, olhando para sua cueca. Ele permanecia de joelhos. Fiz sinal para que ele ficasse em pé, e fiquei de joelhos. Peguei a barra dela e baixei de uma vez, e seu membro pula pra fora, pulsante e bem rígido. Elevei o olhar para o seu, eu sei o quanto eles gostam disso, e envolvi seu pau com minha mão, fazendo os movimentos iniciais com dificuldade, devido à lubrificação - que na minha mão não tinha nenhuma.

Abocanhei a cabeça dele, usando a língua na glande, e a outra mão usei para mexer em suas bolas. O ouvia grunhir baixinho, apertar o quadril para minha boca, como se eu fosse conseguir colocar todo ele, era impossível. Mas tentei, me engasgando e babando um pouco, o que ele achou maravilhoso.

-Para, ou eu gozo em sua boca.

-Nada mal. - Me afastei, passando o dedo indicador e o polegar no canto da minha boca, mantendo aquele contato visual que não poderia faltar.

Num pulo rápido, Bruno desce da cama e abre a sua pequena escrivaninha. Procurava algo desesperado, abriu uma caixinha e tirou uma camisinha simples de dentro. Rasgou o pacote com os dentes e tocou para mim.

-Sabe pôr? - Pergunta-me.

Balanço a cabeça e pego a camisinha para colocar nele. Em pé, ao lado da cama, e eu sentada nela. Depois de posta, passei a língua em minha mão e envolvi seu membro com ela, dando uma pequena chupadinha.

-Vira. - Ordena-me.

Giro meu corpo ficando de costas para ele, coloco meu cabelo para o lado e empino minha bunda, deixando meu rosto cravado no colchão. Seu pau passa pela minha bunda, sua mão também. Ela ajuda com a abertura do lugar e ele introduz um dedo onde não era para ir. Gemo na hora, retraindo o corpo.

-Shhh. - Puxa-me para perto dele novamente. - Abre pra mim.

O ajudo, abrindo minha bunda pra ele, que passa seu pau sobre ela, forçando levemente e me fazendo contrair. Ouço sua risadinha safada, e então ele, finalmente, enfiou em minha vagina, que pingava por ele há tanto tempo.

Não se limitou a movimentos lentos, somente bem no inicio, porque após já estava rapidamente e fortemente, e eu o ajudava, empurrando a bunda pra ele também. Pensando bem, se Bruno tivesse tentado um pouquinho mais, eu teria tentado um anal com ele. Porque não? Nada melhor do que tentar algo novo!

Fui um pouco pra frente, deixando com que ele subisse na cama, ajoelhado, sem tirar seu membro de mim. Impulsionou-se para o lado, segurando minha cintura firmemente, me deixando em seu colo, enquanto ele sentou. Uma praticidade incrível.

Rebolei no seu colo, sentindo melhor ele dentro de mim. A cada estocada era um novo prazer que se enchia dentro de mim, e parece que aquele gozo não foi o suficiente, eu precisava era ter um orgasmo com ele, matar minha sede de tê-lo pra mim. Gemia mais alto, e ele enfiava seus dedos em minha boca, como se quisesse a esgaçar.

Não tinha paradeiro suas mãos, na realidade. Elas pairavam sobre minhas coxas, apertavam meus peitos, seguravam minha cintura, minha barriga, e seus dedos iam até minha boca para que eu os chupasse como se fosse o seu pau. Sentei por completo em seu colo, o sentindo completamente dentro de mim - e eu ardia por isso, não era tão larga que pudesse o suportar, um dos maiores dos poucos que já experimentei -, e segurei sua mão, rebolando somente sobre o seu colo, sem fazer muito esforços.

-Me faz gozar. - Peço, tocando minha cabeça pra trás.

-Quer gozar no meu pau, Lea? Uh? - Seus dedos encontraram o caminho da minha felicidade. Acariciaram meu clitóris, enquanto eu apenas rebolava em seu colo. Já estava me sentindo bem recuperada para meu próximo gozo, mas tinha algo a mais agora.

Voltei a dar cavalgadas pequenas, e Bruno ainda me acariciava. Ouvi suas palavras safadas, sua respiração mais que ofegante. Apenas deixei que meu corpo caísse por si. Tremi-me completamente, até minhas mãos ficaram tremulas, e Bruno se atirou na cama para que eu deitasse em cima dele. Tranquei seu membro com minhas pernas, que se fecharam, e ele riu, mexendo no meu cabelo esperando que eu me recuperasse.

Segunda transa da minha vida que fico dessa forma. Segunda transa em que chego ao meu ápice.

Ajeitei-me para que ele concluísse o seu prazer, e dei tudo de mim para que ele se sentisse melhor. Agora estávamos na posição mais clássica, eu deitada de pernas abertas, e ele no meio delas. Deixei até que seu dedo entrasse e saísse da minha bunda, sentindo um pequeno prazer nisso.

-Vira de costas, vou gozar. - Ofegou fortemente.

Fiquei de quatro pra ele, como antes, e senti todo seu gozo em minha bunda, cobrindo minha pele quente. Não sei com o que, mas Bruno limpou minha bunda para que eu pudesse me virar. Jogou o pano, ou camisa, para o chão, e deitou ao meu lado. Puxei o lençol, já com o riso sapeca em meus lábios, e ele se cobriu juntamente de mim.

-Deixamos o banho pra depois. - Nos arranjamos numa conchinha. Seu membro ainda roçava em meu corpo.

-Sim. - Disse, com a voz falha, de tão exausta, mas um pequeno riso nos lábios.

-Porque está rindo? - Mexeu no meu cabelo.

-Não sei, eu acho que apenas estou contente disso finalmente ter acontecido.

-Não aconteceu antes porque você não quis!

-Eu?! Não seja tão cara de pau. Eu sempre lhe dei mole, você que nunca tentava a mais.

-Se eu tivesse tentado, então...

-Então já teríamos feito! - Suspirei.

-Hm, bom... E agora?

-Agora você vai pedir que eu vá dormir na minha cama? Vai falar que foi um erro? Ou vai perguntar o ridículo de "foi bom pra você?”?

Sua risada me contagia.

-Vamos apenas dormir. Você aqui comigo, sem nada de erros, e eu sei que foi bom para nós dois. - Cheirou meu pescoço, dando um beijo de leve. - Boa noite, Lea.



-Boa noite.