quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Capítulo 56


De vez em quando as estrelas se alinham
O rapaz e a moça se conheceram dessa forma
Será que você e eu somos os sortudos?
(Lucky Ones - Lana Del Rey)

Depois de um café da manhã resultante de sexo e conversas, Ric deixou-me na estação do trem. Ele tem uma moto, mas como bebeu ontem à noite, não quis que me levasse – e também não me sentiria confortável.

O que dizer dele? É um doce de homem. Foi gentil o tempo todo, bom de cama como há tempos não tinha experimentado, cavalheiro. Trocamos nossos telefones, vá que o destino faça com que a gente se esbarre novamente. Tomara!

Cheguei no hotel de sorriso estampado no rosto. Tenho impressão que minhas bochechas ruborizadas, o sorriso largo e o corpo posto de forma sexy, denunciavam que sim, eu tinha tido uma noite maravilhosa.

Abri a porta do quarto com o meu cartão e encontrei Bruno desenhando com a Lana no chão. Há folhas riscadas por toda parte e a luz que entra dentro do quarto é a da janela, que está de cortinas abertas para aproveitar o sol que resolveu aparecer hoje, como não é de costume aparecer muito nessa época do ano.

-Bom dia. – Largo minha bolsa sobre uma das poltronas da pequena sala que há no quarto e me abaixo, cuidando para que meu vestido não levante. – Tudo bem? – Dei um beijo na bochecha de Lana, que se gruda em meu pescoço.

-Tudo, mamãe. Por onde andava? – Sua sobrancelha arqueou exatamente como Bruno faz com a dele quando está questionando algo.

-Desculpe! – Ergo as mãos. – Não sabia que tinha uma guarda-costas.

-Dois. – Bruno põe-se na conversa. – Lana, meu amor, pode ir ao banheiro, por favor?

-Mas eu não estou com vontade, papai. – Ele a olhou e acho que deu para entender o recado. – Já volto.

-Onde estava? – Torna a perguntar o que Lana tinha perguntado antes. – Você sumiu e nem me atendeu.

-Resolvi dar uma de Bruno. – Dou de ombros, com um risinho bobo. – Estava conhecendo Nova Iorque.

-Você já conhece... – Me encarou por um tempo e, por fim, ofereceu um sorriso. – Desculpa. Gostou de ontem?

-Foi maravilhoso. – Respondo, e dou por conta que respondi referente a Ric e eu. Balanço a cabeça e tento manter o mesmo tom, mas de forma que eu não parecesse deslumbrada por alguém. – O show! Foi ótimo.

-Tirei as pessoas do chão, das cadeiras... As modelos! Eleanor, precisava ver a loucura que estava o backstage.

-Eu imagino. O coquetel já dizia muito do sucesso que foi.

Nem percebi que falei isso. Mas creio que ele não percebeu que havia um certo pesar em minha voz. Pois ele sorriu e começou a falar sobre as modelos. Não processei uma palavra sequer. Nada entrava na minha cabeça. Senti-me como quando ele fazia comigo, quando eu contava as histórias da Lana de quando ele estava fora e ele simplesmente ignorava.

-Onde está a Umma? – Observo os meus lados e lembro que ela estava ali ontem a noite.

-Deixei que fosse dar uma volta por aí. Ela merece.

-Ah, claro.

Nosso tempo em Nova Iorque será curto. Como hoje é uma sexta feira, ficaremos até domingo para aproveitar e iremos embora pela tarde. Bruno viaja na segunda feira logo pela manhã, com mais entrevistas e divulgações do CD que será lançado em um mês.

Mas por hoje não tínhamos nada programado, então foi quando, depois de muita conversa, recebo um convite.

“Eu amo essa mulher. Ela é muito engraçada. Já que disse que não irá fazer nada hoje, que tal darmos uma volta? Posso te levar para conhecer alguma parte de Nova Iorque. Qualquer uma que queira.”


Quero conhecer mais da sua casa e da sua vida, posso? Ri sozinha, de nervosismo. Peguei o canto da unha e coloquei na boca. Olhei para o Bruno que mexia em algo na sua mochila. Ele não se importaria se eu saísse, e nem tem haver com o que irei fazer, então estou desocupada e posso sair com ele.

Só de pensar na ideia já fiquei com altos sorrisos.

“Claro que podemos. Conheço um pouco de Nova Iorque, mas seria melhor uma pessoa que conhece a mais tempo me apresentando. Aonde vamos?”

Bruno Pov’s

Quando eu estava tentando conversar com a Eleanor, que estava impossível, eu me vi a beira de um ataque. Tive logo que começar a fazer outra coisa para me distrair. Odeio que não me deem atenção e ela parecia estar fazendo de propósito no inicio. Mas só no inicio. Pois logo deu pra perceber que os sorrisos e risadas para aquele celular não eram propositais, eram reais.

-A loira de vestido verde não me falou seu nome, uma pena, mas trocamos nossos números... – Digo para tentar chamar a sua atenção pra mim. Lea me olha, franze o cenho, seus cílios semicerrados diz que ela está pensando em algo.

-Loira? De vestido verde?

-Sim. Uma modelo linda e com um corpo do caralho.

-Ah sim, Grace.

-Grace? – Agora é minha vez de assumir a sua expressão facial.

-Ela faz o seu tipo, salve o nome dela pra não esquecer.

-Como... – Tentei lembrar algum momento que Eleanor tenha tido com as modelos, mas foi uma rápida apresentação, nem sei se essa Grace estava junto. Mas também não fiquei na cola dela a noite toda, tinha muitas mulheres para cuidar também. – Como a conheceu?

-Não conheci. – Deu de ombros, coçando uma parte da sua bochecha.

-Ah, claro. – Ela é modelo, no mínimo já deve ter a visto em algum programa, rede social ou algo do tipo. Esqueço como Eleanor é conectada.

Essa foi a última vez que ela me deu moral durante a manhã. Não largava aquele maldito celular e isso estava me estressando. Estressando por não falar comigo sem largar aquilo e porque eu não sabia o que estava rolando ali, não sabia o motivo das risadinhas e eu queria saber.

-Não é assim, papai. – Lana me ensinava uma nova brincadeira com os dedos que Umma ensinou para ela.

-Mas foi assim que você ensinou pro papai.

-Ai. – Suspira, teatralmente e faz um sinal com as mãos. – Vamos novamente, ok?

-Ok! Você que manda.

Brinquei um pouco com a minha filha e quando Umma chegou, ela ficou grudada nela, já que Lea não deu muita bola pra ela.

O único momento que Eleanor largou o celular foi quando disse que iria tirar um cochilo. Foi quando eu esperei um pouco e fui até seu celular. O peguei em mãos e pensei mil vezes antes de olhar algo. Acabei apertando o botão e a tela de bloqueio ligou, tentei a senha de sempre, mas não deu. Respirei fundo e tentei mais duas vezes, não deu. Ela havia trocado a bendita senha.

-O que você está escondendo, Lea?

π

Umma saiu com Lana para dar uma volta pelo hotel. Eu encontrei com os caras e juntos combinamos uma boate para a noite. Voltei para o meu quarto e enquanto separava a roupa para sair, Eleanor acordou, com a cara amassada e cabelos emaranhados, mesmo assim conseguia ser sexy.

-Bom dia, Bela Adormecida.

-Boa tarde. – Coçou a cabeça e pareceu processar o que estava fazendo.

-Vamos a boate essa noite? Megan falou com os caras e topou. – Largo as roupas e a sigo até o frigobar.

-Vou sair daqui a pouco. – Se abaixa para pegar algo e com uma água na mão, ela abre e toma uma boa quantia. – Mas vão e aproveitem por mim.

-Aonde você vai? – Ela não me responde, continua tomando a sua água. Não quero ficar perguntando que nem um idiota, então contorno o assunto. Se é assim... – Quero ver se tenho a coincidência de encontrar a modelo que foi pra cama comigo ontem. Caralho, Eleanor. Eu comi uma Angel. Quando pensei que isso fosse acontecer? – Passo a mão pela minha cabeça e rio, lembrando da noite passada e da bela modelo que peguei.

-Deve ser muita sorte. – Ouvi um tom de quem não estava nem aí para minha notícia. Isso teria que atingir ela, não? Do tipo que um cara que já ficou com você dizer que pegou uma menina melhor, não atinge as mulheres? Pois os homens atingem.

-Ela desfilou ontem. – Tentei falar algo que prendesse o assunto.

-Hmm. – Caminhou para a sua mala e a abriu. – O que vestir, roupa básica ou vestido?

-Depende de onde vai.

-Acho que uma roupa básica fica melhor. – Retirou umas peças da sua mala. – Onde está a Lana?

-Deu uma volta com a Umma.

Estava cedo para começar a me arrumar. Me toquei na frente da enorme televisão e ali fiquei perambulando canais para achar algo que prestasse. Eleanor tirou a sua roupa e envolveu-se no roupão branco do hotel. Droga.

Foi pior quando ela saiu do banheiro, com uma calça jeans grudada no seu corpo, cabelos soltos e molhados, blusa básica preta de manga comprida, marcando toda sua curva da cintura.

Eleanor Pov’s

Richard buscou-me no hotel de moto. Fiquei nervosa ao subir na sua carona e grudar-me em sua cintura. A maravilhosa sensação de estar andando pelas ruas de Nova Iorque de moto, com um belo motorista.

Nova Iorque é uma cidade onde o dia e a noite são movimentados igualmente. Pessoas para todos os lados, transito quilométrico, luzes e mais luzes. Esse é o ponto, Nova Iorque é uma cidade que nunca morre. Turistas andam pelas ruas e tiram fotos, táxis lotados buzinando uns para os outros, pode parecer chato para muitas pessoas, mas é magnífico pra mim. Eu amo Nova Iorque como eu amo Honolulu e Los Angeles.

As decorações para natal realmente começam cedo demais. Um prédio lá que outro já há uma luz ou um pequeno enfeite.

-Chegamos. – Richard diz depois que estaciona a moto. – Essa é uma das melhores épocas em Nova Iorque. – Tirou seu capacete e virou pra mim. Ajudou-me com o meu e rapidamente eu ajeitei meu cabelo, seu sorriso foi terno pra mim e ele virou-se novamente. – O Rockefeller! Essa pista de patinação é minha vida.

-Meu Deus. Nós vamos patinar? – Já me imagino caindo e pagando mico em sua frente.

-Vamos. – Disse empolgado.

-Eu não sei patinar.

-Eu te ensino. – Puxou minha mão. – Quando cheguei aqui também não sabia. Fui aprendendo com as pessoas e olhando. Ás vezes vinha pra cá somente para olhar o quão bonito isso é.

Não é mais bonito que você, pode acreditar.

-Eu vou cair e... – Deslumbrei-me ao chegar mais perto e poder ver melhor. Muitas pessoas ali, observando a algumas dentro da pista, caindo e levantando rapidamente, mas não deixando de aproveitar. Pessoas que sabem o que estão fazendo, outras que caíram de paraquedas assim como eu. Apertei a mão dele e tenho certeza que meu olhar estava brilhando. – É lindo.

-Você precisa ver quando eles montam a árvore de natal. Ela é gigante, Lea. – Apontou para um local e nos seus olhos vi apenas uma criança que ama o natal e espera ansiosamente todos os dias do ano para que esse dia chegue.

-Eu estou... – Não tinha nem palavras. Saquei meu celular e tirei algumas fotos. – Isso é lindo.

-Se estiver aqui pelo natal, não esqueça de me chamar para que eu lhe acompanhe. Se quiser, é claro.

-Irei tentar vir. – Ofereço a ele um sorriso. – Estou nervosa. – Passo a mão na lateral da minha roupa.

-Não fiquei. O segredo de ser um bom patinador é cair, Lea. Apenas isso. Relaxe, não tente imitar ninguém, apenas tome seu tempo e faça como acha que é melhor. Ok?

-Ok.

Ric puxou-me novamente pela mão até pegarmos os patins. Eu tremia toda, estava com medo de cair e de errar, mas como ele mesmo disse, eu preciso cair para aprender. Prendi meu cabelo com um elástico e entrei com ele na pista. Fiquei toda nervosa, mas ele segurava minha cintura firmemente, passando-me confiança.

Tocava uma música no fundo, alta, e pode ouvir pessoas cantarem e conversarem. Um casal passa por nós patinando como se estivessem correndo nas nuvens e logo atrás vem outro, um pouco desengonçado, mas que conseguiam parar em pé e andar um pouquinho.

-Confiança em você mesmo. Primeiramente.

Richard foi me levando em frente, puxando-me enquanto ele patinava pé por pé para me ensinar. Prestei atenção em cada palavra dita e repassava as regras em minha cabeça. Regras não, dicas.

Tentei dar meus primeiros passos sozinhas e consegui, mas quando empolguei-me tentando ir um pouco mais rápido, eu caí e ele riu. Mas não riu de mim, riu da forma com que eu pensei que poderia fazer. Novamente ele repetiu para que eu tirasse meu próprio tempo.

Depois de que consegui dar uma volta ao seu lado por toda a extensão da pista, ele ficou em minha frente dando alguns passos e fazendo algumas coisas, passo por passo, para que eu imitasse e aprendesse.

Quando consegui dar um giro em cima do patins, gritei pra ele e pulei em seu colo de felicidade. Estava me sentindo uma criança. Nós caímos no chão e rimos, no meio de tantas pessoas e do gelo, demos um beijo rapidamente e nos levantamos.

Tirei muitas fotos na pista, muitas fotos da paisagem, muitas e muitas fotos mesmo. Quando tivemos que sair, tempos depois de estarmos brincando na pista, só faltei chorar para voltar. Ric contava suas experiências das primeiras vezes que teve ali e disse que sou uma boa aluna, caí várias vezes, mas faz parte da magia da patinação.

Atravessamos a rua correndo dos carros e entramos em um pequeno restaurante. Sentamos ao lado de uma janela de vidro onde podíamos ver a pista de alguma forma e o resto que compõe a imagem. Tirei outra foto por ali mesmo.

-Quero tirar fotos com você também

Minhas bochechas ruborizaram e meu sorriso era tímido nas fotos, mas ele fez com que eu ficasse mais a vontade e tirássemos fotos lindas. Nós comemos algo em meio de muitas conversas e risadas. Foi maravilhosa minha noite e no fundo, eu nem queria voltar pra casa.

-Vou postar alguma foto, pra você ver como estou contente com isso.

-Sério?

-Claro. - Tirei os olhos do meu celular e dei de encontro com os seus. Eles estavam sorrindo pra mim, nem sei como isso é possível. - Eu não posto muitas fotos, até para preservar nossa privacidade. Já somos perseguidos demais. Digo, Bruno é perseguido, eu sou apenas por estar com ele.

-Estar com ele? - Arqueou uma sobrancelha. - Não entendi ainda esse seu lance com ele…

-Ah. Nós temos uma filha. - A reação dele foi memorável. Seu peito pulou e inflou, seus olhos se arregalaram e a mão esquerda fechou num punho. - Calma. - Começo a rir. - Ele é meu melhor amigo de infância. Ela é filha dele, mas eu a tenho como uma.

-Que susto. - Riu, levando a mão no peito que subia e descia rapidamente. - Então, como é ser amiga de um cantor famoso?

-É a mesma coisa, porém com urubus em cima, não tem tempo integral com ele, é difícil pararmos para conversar ultimamente. É bom, mas sinto falta do tempo de antes.

-Ele parece ser bem legal.

Clico numa foto em meu celular e ajusto um efeito. Havia ficado linda, eu estava sobre os patins, com a cara assustada - mas até que bonitinha - e atrás de mim está o pessoal meio desfocado. Meus braços estão abertos e da pra perceber que eu não sei fazer aquilo direitinho.

-Ele é. - Lembro-me dele e olho para o horário.

-Você pode ir lá pra casa novamente, uh? Ou seria exigir demais?

-Hm. – Toco no seu braço, por impulso, tirando uma pequena sujeira que repousava no casaco. – Na verdade eu queria muito ir, mas não posso chegar de manhã no hotel, pois partiremos pela manhã e eu nem arrumei minhas coisas. – Passo a mão sob meus cabelos, rindo da minha desorganização.

-Então você pode ir comigo, ficamos um tempo juntos, depois largo você no hotel. Hoje eu não bebi. – Abriu os braços em rendição. – E eu dirijo bem, pode dizer.

-Você se acha.

-Se eu não me achar, quem procuraria?

-Hm. – Torço os lábios. – Talvez eu.

-Mas você já achou, não tem nada pra procurar mais. – Puxou-me para um abraço. – Talvez há algumas partes para explorar.

-Falando dessa forma é quase impossível que eu diga não.

-Vamos, então. Posso te mostrar alguns pontos turísticos...

-De Nova Iorque? – Arqueio minha sobrancelha e ele ri, baixando a cabeça e olhando sob suas sobrancelhas, um ar misterioso e sexy.

-Não. Os do meu corpo.

Ri como uma idiota e peguei sua mão que estava a convidar a minha. Segurei-a e corremos juntos até a sua moto. Estávamos rindo para o nada. Poderia eternizar meu momento por ali, somente eu e ele parecendo adolescentes. Me sentia segura com ele, por mais que tenhamos nos conhecido a menos de 48 horas. Mas ele passava isso, passava segurança e confiabilidade.

Subimos para o seu apartamento e eu não pude deixar de olhar para as coisas arrumadas. Ele estava planejando me levar para a sua casa antes de sairmos, ou ele realmente é organizado dessa forma?

-Pode largar as suas coisas. – Ficou parado no meio da sala, olhando-me. Larguei minha bolsa sobre uma cadeira e tirei meu casaco, o largando no mesmo local. – Agora venha aqui. – Estendeu a mão.

-Costuma trazer todas aqui?

-Todas não, só você.

Dei uma gargalhada alta.

-Ok. Conte-me mais sobre minha exclusividade.

-Sério, você e mais duas, foram as únicas.

-Obrigada. – Não sei se caía naquele papo, mas naquela altura o papo nem me interessava, queria mais ele dentro de mim.

Aceitei o seu convite para me aproximar mais e colamos nossos lábios, pouco a pouco introduzimos nossas línguas e sua mão já foi parar em minha nuca, puxando de leve meu cabelo com seus dedos que entravam entre os fios. Lambeu meu queixo e mordeu meus lábios. Ataquei seu pescoço e beijei com vontade, dando mordidas de leve e soprando, causando nele uma reação maravilhosa que eu sentia crescer em minha barriga.

Ric é um pouco mais alto que eu, então a sua ereção bate um palmo acima da minha virilha. Ela estava crescendo e isso estava me deixando excitada. Minha intimidade já pulsava aos poucos.

O beijo estava nos levando até a ponta da cama. Subimos sob um palanque do tamanho de um degrau, onde estava a tão esperada cama box, pronta para nos abrigar. Encostamos nossas canelas nelas e ele já ia me empurrando para cima dela, quando segurei seus ombros e troquei de lugar com ele, empurrando-o para cima.

-Oh, gostei disso. – Abriu o botão da sua calça.

-Vai gostar do que vem agora.

-Deus, eu aposto que sim. – Mordeu seus lábios.

Passei a mão por cima de suas pernas torneadas sob o tecido jeans. Mordi meus lábios levando minhas mãos até a parte interna de suas coxas, subindo perto de sua ereção, mas passando-as pelo lado. Ordenei para que ele tirasse a sua camisa e quando ele se ajeitou para tira-la, aproveitei para mexer em sua calça, abrindo a braguilha do zíper.

-Você... – Jogou sua cabeça pra trás e ouvi o barulho dos seus sapatos caindo sob o chão. – Eu amo isso.

Passo a mão sob a cueca roxa boxer e chego perto para cheira-la. Tiro sua calça até a altura dos seus joelhos, com a ajuda dele levantando o quadril. Termino de retira-la e jogo-a pra trás. Tiro minha blusa, tocando para o mesmo local, ficando com meu sutiã. Atrevi-me a unir meus peitos e oferecer para ele, mas quando ele esticou a sua mão – distante demais para me tocar -, comecei a rir e voltei ao meu trabalho.

Tirei sua boxer e prestei atenção na ereção que pulou dela. Seu pênis era digno de paisagem. Depilado, bem cheiroso e lindo. Suas veias estavam soltadas e suas bolas inchadas. A quanto tempo ele estava com tesão? Coloco minha mão na base dele e deslizo até a ponta. Molho a coroa dele com meu cuspe e sinto o gosto salgado da sua pre ejaculação. Que delícia, meu Deus.

Abocanho-o de vez por todas, mantendo meus olhos fixos no seu rosto, conforme aprendi que os homens gostam e dei a ele o que queria. O chupei com vontade, de cima para baixo, com o auxílio de minha mão. Coloquei o que pude dentro da minha boca até ouvir o barulho do meu engasgo. Lambi suas bolas e brinquei um pouco com elas. Bati seu pênis sob meus peitos e sorri pra ele, mordendo de leve o lábio inferior. Ric arqueia a cabeça, gemendo.

-Pare. Antes que eu goze na sua boca.

-Não seria de todo mal.

-Quero deixar pra fazer isso dentro de você.

Levantei da cama e tirei minha calça rapidamente. Tirei o fecho frontal do meu sutiã nadador e o toquei para o lado. Cuspi sobre a palma da mão e esfreguei sob os peitos, enquanto via a adorável visão de Ric colocando a camisinha em seu pau.

-Você gosta dessa calcinha?

-Hm. – Olhei pra baixo. – Um pouco.

-Queria rasgar ela.

-Que animal.

-Com a boca.

-Estamos começando a falar minha língua.

-Falando em língua, a minha está doida para explorar você.

-E o que ela está fazendo longe de mim? – Aproximei da cama. Subi e fiquei de joelhos assim como ele estava.

Nos beijamos rapidamente e Ric foi descendo seus beijos até se inclinar para beijar o inicio de minha virilha. Ele deitou-se por baixo de mim, afastando minhas pernas, deixando a sua cabeça presa no meio, dando total acesso em minha intimidade. Sua língua começou a fazer o trabalho, realmente, com todo o vapor. Lambendo, beijando e chupando, minhas pernas ficavam bambas, como ele conseguia sem apenas um dedo? Também sinto que, se ele enfiar esse dedo em minha boceta, eu caio dura de orgasmo ao seu lado e seria um desperdício não sentir o seu pau dentro de mim.

-Ric. – Imploro, chamando o seu nome. – Me foda.

Richard ameaçou levantar, mas não permiti. Saí de cima de sua cabeça e espalmei minhas mãos em seu peito, levando minhas pernas uma para cada lado do seu corpo. Sua ereção roça em minha intimidade, me fazendo tremer na base. Tenho que me concentrar em não gozar logo agora.

O posicionei na minha entrada quente, úmida e inchada, e ele ficou tendo a visão perfeita do que estava acontecendo por ali.

-Implore por isso.

-Vamos, Lea. Quero foder com você. – Ouvir isso bastou. O empurrei pra dentro de mim, senti alguns poucos centímetros entrarem e estacionei. Ele falou algum palavrão e eu pus mais alguns. Ric disse mais algumas coisas e eu terminei com tudo, deixando-o completamente dentro de mim. Dolorido um pouco, pois minha boceta não está arreganhada e sempre foi apertadinha dessa forma. – Puta que pario, Lea. Você é gostosa pra cara... lho. – Gemeu.

-E você também.

O ouvir gemer e me juntei a ele. Gemi alto e em bom som, não estava nem me importando se alguém ouviria, o que acho impossível, apenas me entreguei, subindo e descendo sob seu pau maravilhoso e que me enchia de tesão.

Meu corpo quase nem obedecia meus sentidos, queria gozar sobre ele. E foi quando Ric colocou seu dedo sobre o meu clitóris inchado, eu desfaleci em seu colo. Joguei-me sobre o seu corpo, tremendo e sentindo minhas pernas virarem gelatinas.

-Você gozou. – Mordeu minha orelha e soprou meu rosto. – Sinto um molhado lá em baixo.

-E quero gozar mais. –Digo, com a voz arrastada.

Levantei, por ordem dele e escorei minhas mãos na ponta da cama, dando total acesso a minha bunda para trás, com pernas afastadas. Ric se posicionou atrás e passou a mão por toda a extensão, sob minha intimidade e o dedo indicador sob meu anus, o que me fez suspirar e esquivar por puro reflexo.

Baixei minha cabeça e ouvi o pacote de outra camisinha ser rasgado, ele a pos e logo senti a cabeça do seu pênis em minha boceta. Caralho.

Richard deslizou para dentro e gemeu na mesma hora em que eu também. Suas mãos pararam em meus quadris e ele dava estocadas intercaladas, ora fortes ora fracas. Sentia às vezes suas bolas baterem em minha pele. Sua mão apertou minha barriga e ele moveu-se, atingindo algum ponto estratégico que me fez gritar de tesão.

-Isso, Ric. – Joguei minha cabeça pra trás e as estocadas permaneceram no mesmo lugar, só que bem fortes.

-Caramba, Le. – Gemeu alto. Senti seu corpo se contrair, seu membro também. Deu mais duas ou três estocadas fortes e parou freneticamente, tremendo o corpo e puxando-me para perto dele. Ele chegou ao seu clímax.

Caí sobre a cama fofa e ele caiu junto, ao meu lado. Passou a mão sob minhas costas nuas e o vi observar meu corpo.

-Você é gostosa demais.

-Te digo o mesmo.

-Sua bunda é incrível.

Senti um frio percorrer meu corpo. Que horas seriam? E o Bruno que deve estar me esperando ou a Lana. Meu Deus. Levantei abruptamente e procurei meu celular dentro da bolsa.

-Desculpa, mas lembrei da Lana. – O peguei em mãos e constei sete ligações perdidas. – Meu Pai.

-O quê?

-Nada não. – Balancei a cabeça. – Tenho que retornar as ligações. – Balancei o celular.

Retornei para o número do Bruno e em pouco tempo ele me atendeu.

-Até que enfim. – Podia vê-lo em minha frente levantando a mão para os céus, exagerado. – O que estava fazendo que não pode me atender?

-Ah. Está tudo bem?

-Sim, está, só que estávamos esperando você para jantar e Lana esperou para por ela na cama, mas ela acabou pegando no sono já.

-Ih, desculpe. Coitadinha.

-Pois é, mas onde está que não pôde me atender?

-Hã... – Olhei para o Ric, deitado na cama, nu e me olhando com um sorriso nos lábios. Seus dentes brilham de longe. Ele é lindo e essa daria uma bela pintura. – Eu estava conhecendo alguns pontos turísticos de Nova Iorque. Aproveitando o que ela tem de melhor para me dar. – Soltei uma risada que não estava no script.

-Ah, claro, e eu preocupado. – O ouvir bufar de raiva. – Vai voltar hoje?

-Estarei em menos de meia hora ai.

-Ok. Tchau, Eleanor.

-Tchau.

Ele havia ficado bravo? Que se rale, eu tenho um homem lindo numa cama maravilhosa e muito para aproveitar ainda.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Capítulo 55




Todas vocês, garotas jovens e descontroladas
Vocês me deixam em frangalhos
Sim, vocês, garotas jovens e descontroladas
Vocês serão a causa da minha morte
(Bruno Mars - Young Girls)


8 de novembro de 2012

Tivemos que deixar Lana com Umma, no hotel. Preferimos não leva-la ao desfile, até porque nunca sabemos o que os meninos irão fazer depois. Urbana nem veio para Nova Iorque acompanhar o Phil, então de nós meninas só vamos eu, Megan e Cindia.

-Os meninos saíram. – Avisa Cindia, pegando uma vaguinha ao lado do espelho assim que entra no quarto.

-E nós também já vamos, sim?

-Claro. – Respondi a Megan. – Sabem que eu não gosto de chegar nesses locais vinte horas depois que é aberto. – Exagero no tempo para fazer a suposição.

-Vamos lá, - atirou um beijo para o espelho e piscou um único olho – hoje sairei de lá com alguém.

Depois que Megan acabou com o Caleb, o assunto dela preferido é homens. Diz ela que quer fazer como eu e tentar encontrar alguém, mas a diferença é que ela está saindo com todos e experimentando os que julgam ser melhores. Longe de mim falar algo disso, cada um é dono de si e sabe o que é melhor, se ela acha que assim irá conseguir alguém, tudo bem.

Bruno está a apenas umas horas de fazer uma grande apresentação. O Victoria Secrets. É um bom sinal receber o convite para se apresentar nele, e Bruno sentiu-se além de lisonjeado. Com razão.

A música dele está tocando em todos os cantos, viral total.

Ele está tendo um sucesso muito grande, maior do que todos nós imaginávamos. Meu grande homem cresce com seu talento cada dia mais e mais e eu não tenho mais lugar para o orgulho que sinto dele.

Ao contrário do que parece, ainda estamos totalmente amigos. Nada mais passa do que provocações vindas da parte dele para que eu sinta ciúmes. Só isso.

β

-Fico feliz em ver que estou melhor que muita modelo. – Resmungou Megan, olhando para o seu corpo e voltando a olhar o de algumas modelos que passavam ali antes do show em direção ao backstage.

-Eu, pelo contrário, estou me sentindo um saco de batatas. – Cindia colocou a mão sobre suas pernas cruzadas. – Olha o corpo daquela que passou aqui... Que barriga de dar inveja.

-Calada! Olha seu corpo. – Apontei a extensão dele. – É lindo, e isso que você já tem um filho! Elas nem menstruar devem, não devem se alimentar direito. Você está aí, linda, com uma família e comendo de tudo. – Ri e elas me acompanham. – Inclusive chocolate. – Falei, pondo a mão ao lado de minha boca como se sussurrasse um segredo.

-Estou contente com meus M&M’s.

-E eu com meus KitKats. – Eu amo esse chocolate mais do que qualquer outro. Já provei uns quantos, de tudo quanto é marca e jeito, mas não adianta, ele sempre será meu preferido.

-Eu, como uma boa gorda, gosto de muitos chocolates. – Megan balança os ombros.

-Gorda? – O som que sai da boca de Cindia é algo como “puff”. – O que sobra pra mim?

-Meu Deus. – Balanço a cabeça, em reprovação. – Vocês querem entrar em depressão antes mesmo de assistir o desfile?

-Claro. – Megan encara o pessoal chegando. – Que não... Ótimo dia para estar solteira!

Olhei para onde ela estava olhando, a entrada. Haviam duas: a lateral esquerda, por onde entramos, e a direita, que é mais distante ao palco. Estávamos um pouco longe da entrada, mas a longa extensão de cadeiras que estavam do outro lado da passarela permitiam que todos fossem para a ponta. Nós já estávamos ali, ponto estratégico para ver o show do Bruno e o desfile.

Encarei o que ela estava vendo. Quatro homens, lindos, entraram. Dois deles acompanhados de mulheres lindas e parecendo um pouco mais velhas, talvez depois de tanta plástica elas pareçam mais velhas do que realmente são. Um deles estava trajando um terno marrom, seus cabelos eram loiros e os olhos claros, podiam se ver de longe. Ele ajeitou a gravata, dando uma geral em tudo com seu olhar semicerrado como se estivesse pronto para a caça. O que estava ao seu lado estava usando uma roupa social, básica, e tinha o olhar mais humilde do que o loiro. Seus cabelos eram escuros, os olhos escuros também. Poderiam ser primos, mas irmãos não creio. As idades pareciam bater.

Megan levantou. Jogou o cabelo para o lado e ajeitou o cinto de seu vestido discretamente. Chamou a atenção do loiro-nada-humilde, que continuou a caminhar a procura de um lugar. Uma das mulheres apontou para uma cadeira e todos se alojaram por ali. Era logo em nossa vista.

Ela percebeu que ele a olhou e virou-se de costas para nós, ficando de frente para a passarela e dando um sorriso fatal. Megan estava, descaradamente, paquerando o homem da fileira a nossa frente.

Sentou-se, ajeitando o vestido para que não aparecesse nada demais e riu pra nós, como se tivéssemos dito algo.

-Eu desisto. – Fez um sinal de rendição.

-Ele é lindo. – Mordeu o canto do lábio, de maneira discreta. Se eu não a conhecesse, juraria que era mais uma garota fácil que procura transa com qualquer homem por apenas status e dinheiro. Mas aquela era a Megan, minha melhor amiga, que está magoada com seu ex namorado que, por mais que queira, não consegue tirar da sua vida, essa é ela tentando divertir-se e viver a vida.

Desapegar-se do passado e viver intensamente. Ambas nos prendemos, ela diretamente, eu indiretamente, mas me prendi o tempo que me dediquei ao Bruno. Mas sou mulher, e como a maioria de nós eu sonho com um romantismo, com um cara legal, com um namoro legal, com coisas legais.

-O loiro e seu amigo estão olhando pra cá. – Cindia alertou-nos discretamente, levando seu olhar a entrada da passarela, onde o tempo parecia longo demais para começar o desfile.

-Sandy, querida. – Uma senhora perua, com uma estola de pele tigrada, acena para ela na mesma fileira que nós. A moça que está com um dos caras faz a egípcia, acenando rapidamente para ela e virando o rosto para o lado.

-Meu objetivo é sair dessa noite com, pelo menos, o número e o nome dele. – Megan não tirou os olhos sobre o homem. Estava ao ponto de perguntar se isso era somente para irritar o Caleb quando ele visse ou soubesse, ou se era apenas porque ela queria, porque, sinceramente, ele não é tão bonito assim.

-Ok. – Deixo meus ombros rolarem e olho para o relógio do meu celular. As horas não passavam. – Será que os meninos estão seguros?

-Devem estar até rindo, eles estavam confiantes sobre o desfile.

-Vai ser um sucesso. – Comemoro baixinho para Cindia e olho rapidamente para Megan que ainda está vidrada no outro lado. – Esse olhar intimidador vai fazê-lo ter medo... Seja sensual e não maníaca.

-Eu estou sendo sensual!

-Está sendo desesperada. – Cindia tira as palavras da minha boca.

Como uma menina mimada, Megan faz birra e emburra seu rosto numa expressão nada feliz.

-Eu quero que ele me note.

-Aja naturalmente.

-Parece aquelas treinadoras de misses. – Riu de mim e pelo canto do meu olho pude perceber que ele olhou para nós.

-Viu, você agiu normalmente, sendo espontânea e ele olhou. Fique assim.

-É difícil me controlar normalmente quando eu quero chamar a atenção dele. – Disse, fazendo gestos mecânicos, nada parecidos com os que faz normalmente. – Ele ta olhando?

-Hm. Não. – Respondo, espiando pelo canto dos olhos. – Pare de dar uma de desesperada, ok? Ele vai achar que está interessada na grana dele ou status.

-Acho que todos já chegaram. – Observa Cindia. – Meu Deus, vai começar.

Vozes se puseram nos auto falantes. O grande espetáculo estava começando. O tema circense estava maravilhoso. Vimos um grande show que dançarinas, trapezistas, malabaristas e sua equipe fizeram para nós.

A voz chamou pelo começo do primeiro desfile. A música tomou o lugar do locutor e a primeira modelo entrou. A cada uma que entrava, era meu coração se fechando mais e mais. Disse para as meninas anteriormente confiarem em si e não ficarem se depreciando por causa disso, mas elas são lindas. Verdadeiros anjos.

Rihanna entrou no palco para arrasar com toda a alto estima de qualquer uma ali dentro. O cenário já estava completamente montado para o seu show, e ela apareceu, linda e poderosa, com uma roupa sexy e sua voz grave e rouca.

No troca-troca de cenário, havia músicas e a luz voltava levemente para nossos lugares, onde podíamos conversar e comentar sobre o show e o desfile.

Os acordes começaram e o show dele também. Sua voz inebriou todos os cantos daquele local. Todos estavam extremamente agitados, cantando e assoviando sua música. Era lindo e emocionante de ver, ouvir e sentir. Bruno estava lindo, num terno marrom, chapéu... Sexy. Ele olhava para as modelos de uma forma safada, eu sentia toda a maldade que ele carregava, menos para Miranda, sua amiga.

Justin Bieber cantou assim que ele saiu, um show mais acústico sem desfile, mas em momentos começou o show com direito a desfile de lindas lingeries e acessórios que faziam-me babar.

Chorei, eu confesso, quando Bruno cantou Young Girls. Vê-lo, usando toda a ternura na sua voz, mostrando o doce de homem que guarda em si para o povo. A emoção que ele consegue transmitir com a sua voz...

-Olha como ela chora por ele. – Megan comentou com Cindia. Encaro as duas e começo a rir.

-Essa música é linda e ele cantando... Caramba. – Passo o dedo por debaixo dos meus olhos, olhando para o teto e cuidando para não borrar a maquiagem.

Balões em formato de estrela são soltos, todos nós levantamos para aplaudir quando o desfile termina. Todas as modelos na passarela.

-Eu nunca vi tanta mulher linda em toda minha vida. – Comento enquanto aplaudo.

Bruno, Rihanna e Bieber estão entre elas, acenando para o povo que está ali para vê-los também. Salvas e mais salvas de palmas com todo o direito e razão. Foi um belo show, foi um belo desfile.

-Parabéns, garotos. – Levanto as mãos em comemoração quando entramos no backstage. Há modelos masculinos e femininos por ali, alguns flashs, câmeras para todos os lados. Menos de dois metros de nós estava Bieber. Era surreal estar nesse meio todo. Nunca irei acostumar com isso. – Vocês foram maravilhosos. Tenho orgulho!

-Foi emocionante. – Cindia completa o que eu estava falando. Nos olhamos e rimos. – Vocês arrasaram, como sempre. – Foi para o lado do seu marido e o abraçou após um selinho.

-Estão de parabéns mesmo. – Megan os observa. Kam troca olhares com ela, mas Megan desvia, olha para os lados na procura de alguém. Será daquele cara da plateia?

Foram muitos parabéns. Abraços para tudo quanto era lado, eles mereciam todos os parabéns possíveis, estava realmente muito contente com eles. Meu celular apitou e eu o peguei. Kenji mandou uma mensagem parabenizando o Bruno – claro que ele não manda diretamente, porque desde o ocorrido, eles nunca mais se falaram, nem se viram. Agradeci pelo Bruno e no momento que consegui falar com ele, porque meu amigo estava sendo disputado, comuniquei sobre a mensagem. Ele pareceu bem contente por ver aquilo e realmente agradeceu.

Parece que as coisas mudaram.

-Eu falei que você estava... Oi? – Uma modelo parou ao lado dele, apoiando seu braço raquítico sobre o ombro dele. A diferença de tamanho fez com que eu não conseguisse controlar uma risada nasalar.

-Lizzie. Está é minha amiga, Eleanor. – Ela esticou a mão, retribui o gesto apertando sua mão de pele fria.

Ela falou algo sobre outra mulher que estava a espera do Bruno, mas ele pareceu não estar muito interessado, ele queria era mais estar no meio do fervor todo que estava aquele local.

O coquetel foi servido em um hotel. Foi fechado a parte do restaurante para nós, com espaço para dança e tudo mais.

Lindo, clean e organizado. Estava chique demais. As meninas receberam homenagens lindas e os cantores da noite foram parabenizados. Rihanna não ficou na confraternização, e eu tive a oportunidade de tirar uma foto com o Justin. Não é que o menino está ficando mais velho e ficando bonito? Com cara de homem, digo.

-Hey, Lea... Quero te apresentar meu amigo, Samuel. – Bruno deixou-me frente a frente com um modelo de porte atlético, deveria ser modelo de cuecas. Seus olhos apertados, cabelos loiros, o azul dos olhos lembrava o mar.

-Mas pode chamar de Sam, ou do que preferir. – Pegou minha mão para beijar. Galanteador demais.

-Prazer, Sam. Sou Eleanor.

-Prazer, Eleanor. – Chegou um homem ao lado dele. Por instantes achei que fossem gays, mas ele tomou uma posição máscula ao seu lado, pedindo minha mão. A beijou e em seguido a apertou. – Meu nome é Richard.

-Olá, Richard. – Carreguei o sotaque assim como ele se apresentou.

-Espere! – Sam acenou para longe e Bruno saiu rindo com outras pessoas, quando Sam saiu atrás de outro e eu fiquei com Richard, sem nem saber o que falar.

-Você é modelo? – Perguntou.

Richard faz o tipo sarado, mas não exagerado. Seus músculos são leves, parece cuidar bastante de sua pele branca. Seus cabelos curtos em tom de castanho médio, seus olhos puxando para o castanho escuro. O rosto quadrado parece combinar perfeitamente com sua boca de lábios finos, porém desenhados, dando um porte sensual.

Em suma, ele é lindo.

-Eu? – Dou uma risada estranha. Porque eu não posso apenas ser sexy na frente de homens como ele? – Desculpa. – Começo a tossir. – Não. Não sou, curioso você achar isso...

-Se acha menos que elas? – Gesticulou com o dedo. – Fico contente que não é.

-É? Por quê?

-Elas são fúteis, não há conteúdo. As que têm conteúdo são casadas e com uma experiência grande de vida no currículo. – Não sabia ao certo se ele falava de conteúdo ou de sexo. Perdi-me olhando para seus lábios se mexendo.

-Mas o que você é? Chegou ao lado dele, do nada...

-Atrapalhei algo?

-Definitivamente não, mas...

-Desculpa, às vezes eu não tenho senso mesmo. Avise-me quando eu fizer esse tipo de coisa. – Dá um tapinha em sua própria testa, bem divertido. – Eu sou amigo dele, moramos um tempo no mesmo apartamento.

-Legal. – Balanço a cabeça, olhando para os lados.

-Voltando ao assunto... Eu sou modelo.

-E estava falando que elas são fúteis?

-Sim... – Arqueei uma sobrancelha e ele ri, logo se explicando. – Não quer dizer que eu seja fútil...

-Então é casado?

-Definitivamente não. – Repetiu minha resposta anteriormente. – Só tive uma criação melhor que essas mulheres.

-Desfila de lingerie, também? – O engraçado é que não me senti com vergonha de ter feito essa piadinha com alguém cujo nem sobrenome sei. Muito menos a sua idade.

-Claro. – Deu uma voltinha. – Imagina esse corpo todo numa lingerie cara com essas, de fio dental rosa... Eu fico sexy, juro.

-Ok, eu acredito. – Levanto as mãos em rendição.

-Eleanor, isso? – Assenti. – Posso lhe convidar para me acompanhar num drinque?

-Desde que não fique de lingerie rosa ao meu lado, com certeza.

Nós praticamente nos isolamos de todos. Sentamos num canto do salão e ali ficamos, bebericando o drinque e conversando. Senti como se estivesse com um velho amigo.

Seu nome é Richard Haskett, mas preferem que o chamem de Ric. Tem vinte e seis anos, a mesma idade que eu. Faz aniversário dia 24/09. Ainda sou uns meses mais velha que ele.

Soube que ele vem de família rica, moram no Texas e são donos de uma grande fábrica de calçados. Mas ele não usou nada do dinheiro dos seus pais, fez sua vida sozinho. A única coisa que aceitou foi um bônus para fazer o ensino superior em Nova Iorque.

Ele é modelo emergente e iria fazer odontologia. Não gosta muito de baladas e garotas fúteis.

Em tão pouco tempo soube muito mais dele do que ele de mim.

-Sou Eleanor. Winters. – Pendo a cabeça para o lado. – Gosto que me chamem de Lea...

Digo meu nome, minha idade e falo um pouco sobre mim, sobre meus hobbys, minha profissão, onde moro e etc.

Ric se revelou um grande amante de músicas e que ama o Bruno. Como ele canta e tudo mais. A forma com que ele o descreveu, por momentos, achei que ele literalmente amasse o Bruno.

Fiquei contente por saber que sua repercussão é boa assim.

Pairei meus olhos sobre aquelas pessoas. Não era difícil encontrar o Bruno. O vi ao redor de modelos, com Bieber e Phil, conversando e rindo. Seu olhar para elas não era nada discreto, e dessa vez ele não estava me provocando, ele estava sentindo. Suspirei, baixando o olhar e tentando voltar para o presente. Não quero me importar, mas é quase impossível não sentir ciúmes. Nem que seja uma pontinha.

-Ele desencanta delas rapidinho. Acredite.

-Oi?

-Bruno. – Apontou para ele e logo recolheu a mão. – Só um corpo bonito não segura ninguém. Até mesmo ele.

-Bruno gosta. – Dou de ombros.

-Eu também gostava... Quem não gosta de um corpo bonito? Principalmente porque dá para se exibir, como se fossem troféus. – Seu pensamento foi pra longe dali. – Experiência própria.

-Duro isso. – Passo a mão pelo meu braço, sem saber exatamente o que dizer.

-Ela. – Apontou para um motim de pessoas, o mesmo onde estava o Bruno. – Aquele cabelo loiro, vestido verde... Cada pessoa desse salão já teve ou irá ter um coração partido. O meu foi por ela.

-Wow.

-Linda, sim? Mas é só por fora. Porque ela não presta. Grace pensa em dinheiro, fama, homens bonitos e que possam satisfazê-la. Quando não tem isso, ela pula fora. Aconteceu comigo e irá acontecer com qualquer outro que ela se envolver. – Bebeu o último gole da sua bebida. – Esse lugar está cheio de pessoas vazias, Eleanor.

Eu também tive meu coração partido por uma pessoa que está aqui dentro. Sei que há pessoas que são incapazes de amar alguém ou pensar que o outro também tem sentimentos. Eu sinto o que ele sente e é por isso que dói mais. Não desejo pra ninguém o coração apertado no peito, à respiração que não quer sair, a fala embargada pelo choro que, quando começar, irá demorar em sessar.

-Eleanor? – Ric chamou minha atenção. – Não sei no que está pensando, mas falar de assuntos assim mexeram com você.

-Não... – Dou de ombros. – Lembrei do passado. Sei o que você sente, e não é legal ter um coração partido.


Não tinha ideia de como tinha parado num pequeno apartamento num bairro bom de Nova Iorque. Lembro que passamos por ruas, rindo e contando várias coisas um para o outro. Entramos em algo que parecia abandonado, uma garagem talvez? E subimos no elevador dando diretamente na porta em que acabamos de entrar.

-É modesto, faz meu estilo. Está meio bagunçado, mas eu sou homem. - Abriu os braços e deixou cair ao lado de suas pernas. - Fique a vontade. Quer um drink?

-Aceito uma soda. - Digo, observando os detalhes do apartamento.

Solteiro e desorganizado, perfeito apartamento de solteiro.

Nós nos sentamos no chão, sobre o tapete da sala, onde tem uma televisão e dois sofás simples. Ele era simples para um cara que tinha dinheiro para ter tudo muito chique. Tomávamos nossas bebidas e nos aproximamos um pouco mais. Nos beijamos, com direito a mão na nuca e uma pressa que não sabíamos de onde vinha.

Procurei seu peito e os botões de sua camisa. Desbotei-os, querendo mesmo era rasgar. Afastei-me da sua boca para poder contemplar rapidamente seu peitoral. Ric tocou a camisa para o lado e desfivelou seu cinto.

-Onde estávamos? - Pergunta, quando inclina-se sobre meu corpo.

-Aqui. - Espalmo minha mão no seu peito e a que está em suas costas, empurro para cima do meu corpo, fazendo com que nos beijamos novamente.

Com uma única mão, ele abriu o fecho do meu vestido, na lateral. Arrepiei-me completamente, meus mamilos se enrijeceram na mesma hora. Gemi baixinho perto do seu ouvido e senti seus beijos em meu pescoço.

Ergui meu corpo e deixei que ele puxasse o vestido por cima mesmo. Teve uma dificuldade nos braços, mas nada que quebrasse nosso clima. Ric levantou, deixando-me de calcinha e sutiã no tapete da sua sala. Sorte a minha que estava com uma lingerie completa, na cor branca. Sua calça caiu por suas pernas torneadas e vi sua cueca, azul, cuja a parte da frente estava esticada por seu pau completamente duro. E era bem dotado.

Mordi meus lábios levemente e ele esparramou-se ao meu lado, apoiando-se com o cotovelo no chão e ficando de lado pra mim. Nos beijamos enquanto sua mão explorou o caminho do meu corpo até minha calcinha.

Seus dedos acariciaram meus lábios úmidos e não quebramos nosso beijo. Ric abriu meu sutiã sem alças e o jogou para o lado. Fiquei com vergonha dele ver meus mamilos rosados e enrijecidos.

Sua boca passou dos meus lábios para beijar meus peitos. Sua língua fazia todo o círculo dele e a mão amassava o outro. Não tinha outra saída além de gemer dentre tudo isso.

-Você é muito gostosa. - Sua chupada no meu seio com certeza deixaria uma marca a mais em meu corpo. - Deliciosa. - Ajustou-se entre minhas pernas e eu as abri um pouco mais para facilitar.

Respirou profundamente quando cheirou minha intimidade molhada por ele. Colocou o pedaço do tecido para o lado e lambeu meu clitóris. Pouco a pouco ele lambia e chupava, intercalando os movimentos.

-Ah. - Gemo. Poderia gozar em sua boca nesse mesmo momento.

Tocou um ponto delicado e foi subindo. Lambeu toda a volta do meu umbigo, deixando os pelos quase invisíveis da minha barriga, ouriçados.

O empurro pra trás e sento em suas pernas. Tirei seu membro da cueca azul e cuspi em minha mão. Ele era lindo, parecia esculpido. Sua cabeça era milimetricamente redonda. O comprimento parecia ajustado com o tamanho da glande, era grosso, grande, mas nada exagerado. Era grosso, grande e gostoso pra mim.

O abocanhei, sem pensar em mais nada, mexendo em suas bolas e deixando-o molhado.

-Caralho, Lea. - Puxou meu cabelo. - Quero foder você.

Apontei seu membro pra cima, encostando em sua barriga e sentei sobre ele, sem introduzir. Me mexi para frente e para trás, gemendo por ele estar encostando em meu clitóris e por ver seu rosto se contorcer em caretas excitantes.

-Ah. - Gemo alto, cravando minhas unhas no seu peito. Jogo meu corpo por cima do dele e o beijo.

Durante o beijo, Ric coloca seu pênis na minha entrada, mas recuo. Seria maravilhoso, mas sem camisinha não rola. Ele somente esticou e mão e eu dei licença para que pudesse coloca-la.

Aí sim, sentei-me livremente em seu colo, deslizando seu pau pra dentro da minha boceta completamente molhada de tesão por ele. Na minha cabeça podia ouvir uma melodia muito sensual.

Encarei seu rosto e ele já não parecia mais um estranho pra mim. A conexão aconteceu magicamente, como se já nos conhecessemos de outros tempos.

Trocamos de posição, com ele sobre mim. Suas estocadas fortes e firmes me fizeram revirar os olhos por puro tesão. Queria muito mais do que ele estava me dando, mas não havia como. Nós gememos juntos quando ele gozou. Seu corpo se tocou sobre o meu, estávamos molhados de suor e uma gotícula caiu sobre meu rosto vinda do seu, mas não me importei.

-Estou pesado.

-De maneira nenhuma. - Ele estava se apoiando no chão, seu peso não estava completo sobre meu corpo, não estava pesado, estava bom. Senti o cheiro do seu cabelo, quando seu rosto descansou sobre o meu corpo, algo de macadâmia. Seu pênis ainda estava dentro de mim.

Nós dormimos no chão do seu apartamento. O tapete era fofo, mas ele pôs duas cobertas por baixo parta melhorar. Trouxe travesseiro e uma manta fina para nos taparmos. Tudo cheirava a amaciante e era bom.

Dormimos juntos, mas não lembro de acordarmos juntos. Ele não estava ao meu lado.

Levantei, procurando ele pelos poucos cômodos que há na casa - é apenas um banheiro, uma cozinha e um amplo espaço onde divide sua sala e seu quarto, mas é enorme. Ele não estava por ali.

Recolho meu celular e vejo que há algumas ligações do Bruno, duas mensagens - uma dele e uma de Megan -, e a hora que me apavora. Passam das dez da manhã.

"Saiu com o modelo daqui, espero que estejam se divertindo. Dê bastante e aproveite por mim." M

"Megan avisou que saiu. Me avise qualquer coisa." B


Não fiz questão de responder a mensagem dele, apenas a de Megan, informando que a noite tinha sido boa e que dentre algumas horas estaria no hotel.

Então Ric saiu, me deixou na sua casa... Ele fez o típico de homem sem vergonha. Me passou o papo de bom moço samaritano para então, me levar pra cama, e hoje dizer que está de plantão e não poderemos nem tomar café.

Pego minha roupa e não ligo para o jeito que estava, cheirando a sexo. Pegaria um táxi e iria diretamente para o hotel, até vê-lo entrar no apartamento, com um sorriso no rosto, cabelos bagunçados, calça moletom, regata branca e um casaco leve por cima.

-Trouxe nosso café. - Levantou a sacola, mas olhou para minhas coisas. - Já vai?

-Hã... Não quero dar trabalho.

-Pelo contrário, quero que fique. Se quiser, é claro.

-Pensei que tinha me deixado aqui, a ver navios. - Baixo a cabeça. - Desculpa.

-Não precisa pedir desculpas, eu sei o que se passou na sua cabeça.

-É, tive um pouco de receio.

-Está tudo bem. Não sou nenhum homem desse tipo, nem um estuprador, nem um aproveitador, não quero o seu dinheiro...

Ric foi aproximando-se de mim e eu só consegui sentir meu corpo não corresponder ao meu cérebro, eu apenas tomei a iniciativa de beijar seus lábios. Me senti burra por ter feito isso, mas ele corresponde e quando quebramos, ele sorri.