terça-feira, 23 de junho de 2015

Capítulo 15



O dia com a Lana seria exclusivo com o Bruno. Ela já não precisa de tantos detalhes assim como quando estava com menos de dois meses. Agora estava com quatro meses, e Bruno já sabia preparar a mamadeira enquanto balançava o carrinho para que ela não chorasse.

Admirei isso nele durante semanas. Ele que pediu que eu ensinasse cada passo que eu desse com ela, como fazer o mama, como dar o banho, como trocar a fralda cuidando para que ela não pegasse vento ou alguma friagem indesejada, como levar ao pediatra sem morrer no meio do caminho. Ou seja, ainda faço a maior parte das coisas, mas não preciso me preocupar tanto como hoje, que estou indo para o shopping com Megan e Urbana.

Minha mãe já tinha ligado duas vezes, as duas para falar da minha irmã que iria viajar com o marido, e a vontade de perguntar: "o que me importa?" Ou "que bom para ela", estava grande. Minha mãe colocou na cabeça que eu tenho que conseguir alguém fixo, ela acha que depois do Kai eu fiquei mal, e que não quero mais ter um namorado.

Eu quero! Mas não é prioridade! Tenho tantas coisas a fazer, tantas bocas para beijar e homens para experimentar, que a ideia de me prender a alguém agora, não me cativa.

-Quero comer um hambúrguer muito grande. - Megan fantasia a comida na sua frente. - Com bastante maionese!

-Uma das pessoas que nunca viraria vegetariana, seria você.

-O dia que faltar carne na sua casa, você é capaz de comer o Caleb. - Urbana ri da própria piada, girando o volante na esquina.

-Eu já o como. - Ficou pensativa. - Tecnicamente, somos nós que comemos os homens.

-Ih, lá vem. Deixa eu pegar meu gravador. - Comento e Urbana gargalha.

-Sério! Olha... quando comemos algo, nossa boca abre, nós colocamos o pedaço na boca, mastigamos e engolimos. Agora quando o pau entra em nós, somos nós que estamos comendo, como...

-Como se nossas vaginas fossem bocas? Que comparação maravilhosa, Megan. - Faço uma careta.

-Faz um pouco de sentido, infelizmente.

-Viu! Eu sou um gênio. - Abriu uma fresta da janela. - Posso cantar?

-Não se atreva.

-Porque?

-Megan, o que deram pra você?

-Cafeína!

-Sabia. Mulher, não tem mais sangue circulando em você, tem café! Há meses que eu vejo você movida a cafeína.

-Vicia, e é tão bom.

-Eu sei que é bom, mas, maneira.

Estava decidida a me agradar, como toda a mulher preciso de roupas e sapatos, e a crise do governo pode estar próxima em 2009, então tenho que me preparar para talvez não conseguir vender muitos imóveis, nem ao menos alugar.

Ainda tinha que escolher o presente para o Bruno, e eu não fazia ideia do que seria. Nós tínhamos combinado de irmos apenas jantar, nós e os amigos, e depois ir num karaokê, mas teríamos que levar Lana conosco. Daqui a três dias seria o aniversário dele, junto com os quatro meses de Lana e ainda não tínhamos visto nada para fazer.

-Quero passar na Forever 21! - Megan junta as palmas das mãos, alegre.

-Estava pensando no presente do Bruno.

-Uma boneca inflável. - Urbana dá de ombros.

-Ele adoraria, ou uma mulher de verdade, não é, Lea?

-Não sei o que quer dizer com isso. - Arqueio uma única sobrancelha, e Megan encaixa seu braço no meu.

-Quero dizer que se você se embrulhar, ou ficar pelada pra ele, será o melhor presente.

-Mas? - Fiquei boquiaberta.

-Ninguém mandou contar o momento caliente de vocês pra nós. - Urbana faz sinal de rendição.

-Gente, foi há dois meses atrás. Passou.

-O acontecido passou, mas ele queria mesmo era passar o seu pênis em outro lugar, não é?

-Vocês só podem ser doidas. - Balanço a cabeça, pensando involuntariamente naquele dia, naqueles toques...

-Então dá uma camisa, o básico. - Aconselhou, Urbana.

-Uma camisa é tão comum. - Comento, olhando para as lojas ao nosso redor.

-Então dá o seu corpo, ele adoraria ter esse presente.

-Isso só pode ser brincadeira. Vocês dão para o Phil e Caleb, respectivamente, como presente de aniversário, o corpo de vocês.

-Não. - Respondem juntas. - Ele já tem. - Urbana dá de ombros.

-É, Caleb também já tem, então não precisa.

-A boneca inflável é uma boa ideia. - Começo a rir, enquanto passo os olhos por uma camisa da Tommy.

-Está com medo dele te engravidar? - Megan passa os dedos sobre a minha bochecha, me fazendo corar instantaneamente.

-Idiota.

-Acho que ele tem uma boa mira, uh?

Aguentei por muito tempo as meninas comentarem sobre a minha vida sexual, a do Bruno, a delas, e sobre como eu posso matar minha vontade com ele. Não é algo que eu tenha dito pra elas quando comentei sobre o assunto, sobre estar com vontade e que se ele tivesse continuado por um tempinho a mais, teríamos transado ali mesmo.

Eu estava precisando de alguém, pelas minhas contas daqui a pouco fazem dois anos que nada acontece, mas simplesmente não há nada o que fazer, teria só se no final de semana seguinte do aniversário do Bruno, nós fossemos em alguma festa. Ai teria. E muito.

Primeiro fomos comprar algo para nós. Saias, shorts, calças, vestidos, jardineiras, blusinhas, tudo experimentado, nenhum resultado para comprar. Comprei uma calça jeans e uma legging, mas ainda precisava de uma blusa e casaco.

-Eu tenho um vestido lá em casa que vou te dar. - Megan diz quando saio da cabine de provas, com uma blusa e uma jaqueta. - Ele é de festa, e não me serve mais.

-Vai caber na bunda? - Urbana arqueia as sobrancelhas, catando a arara de roupas.

-Vai sim! - Reviro os olhos.

-Claro que vai, vai marcar justamente o que ela tem de lindo.

-Obrigada por falar que a minha bunda é mais bonita que eu toda. - Volto para o provador, fechando a cortina.

-Não foi isso que eu quis dizer. Foi apenas que sua bunda chama mais atenção do que...

-Meus peitos, meu rosto, minhas pernas? - Tento completar a frase não terminada dela.

-Isso tudo.

-Megan! - A repreendo.

Tiro a blusa do meu corpo e separo a jaqueta que com certeza levaria, e experimento outra blusa, rosinha.

-Que cor é o vestido?

-Preto.

-Podemos passar hoje mesmo na sua casa? Urbana?

-Por mim tudo bem.

-Ok.

Poderia aproveitar esse vestido para sair no final de semana do aniversário dele. Quarta feira o aniversário dele, faríamos algo com os amigos, a janta, o karaokê, e no sábado iríamos para alguma festa. Era um plano perfeito.

Fomos atrás do presente para ele, e a primeira camisa que achei a sua cara, comprei. Uma de listras finas, preta e branca, e mais uma cinza meio social. Não poderia sair dali sem ao menos comprar uma coisinha para a Lana, mas o mundo de bebê é tão grande, tantas coisas a se comprar, tantos colírios para os olhos, que poderia julgar que tudo ali dentro ficaria bem pra ela. Absolutamente tudo.

Uma roupinha básica pra ela, e finalmente fomos comer. Um hambúrguer do Burger King para Megan, e para Urbana e eu, Subway!

Bruno Pov's

Brincava com a Lana no sofá. Coloquei duas almofadas e a pus sentada, com as costinhas encostadas nela. Basicamente deitada/sentada.

Fazia uma porção de caretas e gestos que a faziam dar gargalhadas altas. Ela ria de uma forma inexplicável, e também era inexplicável o bem que isso me fazia.

-Cadê o meu bebê? - Pus a mão centímetros de distância do seu rostinho, o cobrindo completamente. Ouço a sua risada. - Tá aqui, meu bebê! - Atacava sua barriguinha, e ela se mexia toda.

Meu neném está a minha cara, literalmente. A pele mais clara, puxou da Diana, os olhos não são tão esbugalhados como os meus, mas são castanhos escuro como os meus e os da Diana. A boca desde sempre teve o formato da minha, e não mudou nada. O cabelo ainda é cedo pra dizer, ela não tem tanto cabelo assim.

Falar na Diana ainda me causa náuseas. O que ela fez nem um cachorro faria. Como ela teve a coragem de abandonar um serzinho tão lindo, especial, como ela? Se ela visse a Lana hoje, garanto que iria se arrepender de tudo. Mas ela não irá ver nem hoje, nem amanhã, nem nunca, pois se um dia ela vier atrás, ela vai falar diretamente com a polícia.

Não me importo em criar minha filha sozinho, ser pai solteiro. Ela tem uma mãe emprestada maravilhosa, que é a Lea, tem uma grande e unida família, tem tios e padrinhos maravilhosos, o que poderia querer mais? Só lamento ela não ter tido o leite materno que precisava.

Depois de dar o mama e colocar pra arrotar, a fiz dormir no meu colo e depois entreguei para o berço. Precisava agora fazer minhas tarefas, como lavar a louça que não lavei, e colocar a roupa do cesto para lavar.

Cantarolava algumas coisas que me vinham a cabeça, como que poderiam ser músicas novas, ou algumas coisas que poderia escrever. Melodias! E lavava a louça ao mesmo tempo. Eleanor saiu para fazer compras com as amigas, um tempo pra ela que ela estava precisando à tempos. Nada mais que justo.

Peguei o cesto de roupas e abri a máquina. Despejei o amaciante e o sabão, e então peguei roupa por roupa para por ali dentro.

Uma calcinha, vermelha, me chamou a atenção. A peguei nas mãos, bem pequena com detalhes em uma renda fina, num vermelho bem chamativo. Foi impossível não pensar diretamente na Lea vestindo-a.

-Lea, Lea, Lea. - Amasso a calcinha na mão.

Escoro-me na parede, fechando os olhos e levando a calcinha até meu membro. Poderia vê-la vestindo ela e dançando pra mim, sentando no meu colo, rebolando enquanto a colocaria de quatro na minha cama. Mordo os lábios, apertando a calcinha para o meio das minhas pernas. Soltei um gemido contido, precisava imaginar isso nem que fosse uma única vez. Liguei a máquina de lavar, sem a calcinha dela, e foi ao banheiro. Fechei a porta, cuidando para não acordar Lana. Sento-me na privada fechada, pego papel higiênico e cubro uma boa parte do meu colo.

Só me escorei pra trás e imaginei-a. Seguro meu pau, envolvo com a calcinha, e novamente a imagino. De tantas formas.

A vejo na minha frente, vestindo uma lingerie vermelha, cabelos soltos, quadril livre fazendo movimentos, dançando, pra mim. Ela morde seus lábios grossos e passa a mão no seu corpo, se aproximando de mim. Senta sobre meu colo, e rebola sobre a roupa mesmo, beijando meus lábios e pescoço.

-Lea... - Gemo, indo um pouco mais rápido.

Seu sorriso de meia boca, safado, seus olhos penetrantes. Viajo naquele corpo que fazia todos os movimentos necessários, até se ajoelhar em minha frente. Suas mãos procuraram meu colo, indo diretamente ao volume que minha calça fazia. Fisgava meus lábios, contendo os gemidos. Os carinhos começaram quando ela tirou da cueca e passou as unhas de leve em meu pau. Fechou os dedos em volta dele, e usou os movimentos para me instigar, enquanto beija minhas coxas.

Sua boca encostou em minha glande, meu corpo todo se contraiu. Os movimentos da minha mão iam mais rápidos, e minha imaginação ia além do que estava acostumado a ir. Segurei a calcinha com a outra mão, e a cheirei. O cheiro dela era diferente do que eu imaginava, melhor do que poderia ser.

Molhava minhas bolas com sua baba, lambia e chupava cada canto possível, além de dar leves arranhadas em meu corpo. Sentia-me doido, perto de explodir e só conseguia visualizar a sua boca pra fazer isso.

-Lea... - Gemi mais alto.

-Bruno? - Ouvi sua voz. Não, agora não, Lea.

-Hm, Lea? - Tentei normalizar a voz. Ela bate levemente na porta. - Não posso falar agora. - Respiro fundo, aumentando meus movimentos, ainda vendo-a em minha frente, daquele jeito sexy.

-Onde está a Lana?

-Lea! - Quase grito. - Não posso ouvir sua voz agora, por favor. No quarto. - Respondo-a e me concentro para ouvir seus passos para longe do banheiro.

Tomara que ela nunca imagine o que estou fazendo, e principalmente que ela é o ponto principal de tudo isso. Levo meus pensamentos diretamente para ela de biquíni na praia, ela de pijamas curtos, sem sutiã...Quando ela deitou ao meu lado e eu pude toca-la nela de maneira que nunca tinha imaginado.

Minhas mãos em suas coxas macias, no elástico de seu short, na sua barriga. Seu cheiro peculiar, sua pele... Novamente a calcinha vermelha invade minha mente. Ela usando aquela calcinha me detonaria por completo.

Meu corpo estava pegando fogo, quase que literalmente. Sentia a pressão aumentar, e meus movimentos automaticamente irem ao máximo de rapidez. Balbuciei seu nome, dessa vez bem baixinho, e liberei tudo que estava sentindo preso dentro de mim.

Ainda tive uns espasmos depois de gozar. Coloquei sua calcinha sobre meu pau, fechei os olhos, e mordi meus lábios.

Foi muito bom.

Eleanor Pov’s

Depois do que ouvi, e deduzi que Bruno estava fazendo, meu rosto ficou corado por um longo tempo. Foi difícil agir normalmente com aquilo, e não pensar no que estava acontecendo ali dentro. Parte de mim estava com vergonha, a outra parte estava doida que ele saísse daquele banheiro e não fizesse sozinho.

Vi Lana dormindo, parecia estar sorrindo ainda sim. Larguei a sacola do seu presentinho sobre a poltrona perto do seu berço, e o presente do Bruno carreguei para o meu quarto junto com minhas coisas.

Larguei todas as sacolas, me livrei da bolsa e do meu calçado, e fiquei parada, escorada na cômoda.

Se eu pudesse ao menos parar de pensar nisso, mas eu estou completamente vidrada sobre transar com ele. Não que eu vá falar, vá me atirar, não mais do que estou fazendo, mas eu quero, e quero que ele saiba disso.

O vestido que Megan me deu está praticamente novo. É na cor preta, com um decote lindo e bem marcante ao corpo. Adorei ele em mim, e quero tanto usá-lo, por isso hoje mesmo irei dar a ideia ao Bruno.

Vou até a sala, e ele já está sentado, olhando televisão. Uma cara de pau ótima, cabelo bagunçado que não vê pente a dias.

-Tive uma ideia pro seu aniversário. – Repouso a cabeça no meu ombro, soltando meu olhar de criança sapeca.

-Qual? – Pigarreou.

-Podemos, no dia, irmos jantar, com direito a karaokê, e no sábado podemos sair, que tal?

-Sair?

-É, irmos em alguma festa...

-Ah, sim. Gostei da ideia.

-Algum parente seu vem pra cá?

-Não, deixamos para o natal. Talvez iremos para o Havaí, que tal?

-E o dinheiro? Temos que economizar um pouquinho mais.

-Vamos ver até lá o que fazemos.

Andei para a cozinha pegar um copo de água, vendo a louça lavada, e as roupas lavando. Peguei o cesto para carregar até o quarto e juntei a tampa do chão. A única coisa que tinha dentro do cesto era minha calcinha. A encarei por uns segundos, e o cheiro denunciou o porquê ela estava molhada.

Ele havia feito aquilo com minha calcinha junto? É muito para um dia só. E ainda o cara de pau tentou lavar a calcinha para que eu não percebesse. Tive que rir baixinho, sozinha, carregando o cesto para o meu quarto.

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