A madrugada passava tranquila, até o chorinho esganiçado de Lana me acordar. Bruno tinha um sono mais pesado que o meu, e se confundiu na hora de levantar. Mesmo o berço ficando em seu quarto, ele ainda dormia, e ela chorava, com fome. A peguei em meu colo e carreguei junto comigo até a cozinha.
-Bebê está com fome, não é, princesa? - Olhei para o seu rostinho, esperando a mamadeira esquentar por segundos no microondas.
Levei a mamadeira até meu quarto e sentei na cama, embalando ela de leve enquanto dava a mamadeira. Levei a maior paciência do mundo para ela tomar o leite, e não havia ido nem um terço da mamadeira.
-Já chegou tirando o sono da sua madrinha, Lana? - Bruno coça os olhos entrando no quarto.
-Diz pro papai que você ainda não tem noção do que é isso. - Empurro-me um pouco pra trás. - Senta aqui.
-Acordou a casa toda, essa chorona.
-Pobrezinha. - Expresso um sorriso nos lábios. - Olha como ela é linda, Bruno!
-É minha princesa. - Encostou no seu pezinho e ela faz um barulho de sucção na mamadeira. - Toda linda.
-E você todo babão. - O olho, meio sentado, meio deitado, ao meu lado.
-Desculpe por ontem. Eu sei que fui um pouco grosso às vezes, não fiz por mal. Estava uma pilha de nervos.
-Hey, eu sei. Por isso não aceito as desculpas, imagino como deve ter ficado.
-O que seria da minha vida sem você, Lea? - Ele passa sua mão no meu rosto.
-Da minha seria não se acordar pela madrugada para dar mama para um bebê.
-Ela vai agradecer à você quando crescer. Será a mãe estepe dela.
-Esse termo é feio. - Torço os lábios. - Vou ser apenas sua madrinha que tem muito carinho por ela.
-Obrigada, por tudo.
-De nada.
Paramos para observar somente aquele pequeno ser. Tão pequena que chegou em tão pouco tempo. Como ela foi mudar completamente nossas vidas, e em apenas dias de vida já deixou tudo mais de cabeça pra baixo, porém colorido?! É uma mágica, da qual eu nem entendo, nem ninguém, mas eles trazem uma alegria a mais para família, pra tudo. Pra vida.
-Como ela será que vai ser? Será que vai ser artista?
-Se puxar o pai ela vai ser uma das melhores pessoas que eu conheci. Vai ser carinhosa, sincera, perfeccionista, companheira e teimosa. Mas terá os pés no chão e seguirá seus sonhos. - Aproveito para ver o quanto de leite falta, e ela procura a mamadeira com a boca assim que eu retiro. Tão fofa.
-Ela poderia puxar a madrinha, tia, e mãe... Ter uma alma de ouro, e ser de longe a melhor pessoa para estar ao lado, sem contar que será linda.
-Idiota. - Fecho os olhos devagar.
-Estou com pena de deixar ela sozinha, sem mim.
-Ela estará em boas mãos, e quando chegar do serviço poderá babar muito sobre ela.
-Tomara. – Passou a mão em seu rosto, mostrando-se um pouco nervoso. – Mas, eu estava pensando, e se eu a denunciasse? Sabe, fazer ela correr atrás da filha, ou algo assim. Não sei como funciona esse negócio de pais e polícia.
-Bruno. – Torço os lábios. – Sinceramente, prefere que ela seja uma mãe presente e que odeie a Lana, trazendo negatividade pra menina, e consequentemente para nós, ou que ela não tenha uma mãe, mas que seja a criança mais querida e bem amada do mundo?
-Pensando por esse lado... – Ele inclina a cabeça para o lado. – Só estava pensando que ela merecia uma punição.
-A punição dela vai vir, mas não será das tuas mãos. O mundo saberá como vingar-se desse crime.
-Tenho tanta raiva dela. Como ela pôde fazer isso, Lea? Olha esse bebê! Lana é a coisa mais preciosa do mundo.
-Se ela realmente é a coisa mais preciosa, você tem que parar de pensar numa vingança idiota pra Diana, e começar a pensar em você e na Lana. A vida dela depende da sua.
-Como sabe sempre as melhores palavras?
-Sou sua melhor amiga, sei sempre o que dizer pra você!
Ela dormiu assim que a mamadeira acabou. Acariciei seu rostinho, e a embalei, entregando para o Bruno poder coloca-la no berço para dormir. Voltei para minha cama, com o cheiro do Bruno dessa vez, virei para o lado e dormi direto.
Então pela manhã, quando meu celular despertou, desejei profundamente ter mais uma horinha para dormir. Fiz minha higiene, arrumei minha roupa, e coloquei a mesa para tomarmos café. Tiara acordou-se para ficar de olho em Lana, e se voltasse a dormir, pelo menos dormiria no quarto do Bruno para caso ela chorar, ela estar ali por perto.
-Bruno, vai pro banho! Quando chegar, você baba mais em cima dela. - Reviro os olhos. - Ele vai acabar se atrasando.
-É um idiota, babão.
-Vão a merda.
-Olha! Agora temos criança em casa. - Rio, e ouço a sua gargalhada do banheiro.
-Vi vocês ontem de noite cuidando da Lana... estavam lindos, pareciam um casal.
-Porque todos dizem "parecem um casal"?
-Parece!
ზ
Fazia um balanceamento de algumas coisas do serviço que Ian havia me pedido, enquanto cuidava Lana no carrinho ao meu lado. Estava nervosa pela palestra que iria amanhã, e precisava também me informar um pouco mais sobre o assunto. Tínhamos acabado de voltar do supermercado, agora estava um pouquinho menos complicado sair com ela, mas tive a ajuda de Urbana, que nos levou e trouxe de carro. E ela agora que cuida da Lana enquanto estamos no serviço.
Tiara passou conosco uma semana e meia, tempo suficiente para fazer bastante coisas dentro de casa, mudamos um pouco os móveis de lugar para ficar melhor a deslocação com a Lana. Já estava me acostumando a acordar de madrugada para dar mama, mas o melhor é que ela não chora muito, é quietinha e só chora quando a fome aperta. Passou duas semanas desde que ela chegou em casa, ao total nosso bebê está completando três semanas hoje, e amanhã conhecerá seus avós. Bruno estava todo ansioso por ver sua mãe novamente, e eu falando com a minha que ela poderia muito bem vir do Havaí pra passar uma semana conosco, mas a querida é osso duro de roer.
Agora, Bruno está numa reunião com o Flo Rida e um pessoal da gravadora, e eu espero que eles venham com boas notícias, já que Bruno está todo empolgado com isso.
Ouço três batidinhas na porta, e levanto para ver. Só poderia ser o carteiro talvez, porque não esperava por ninguém.
-Oi. - Megan estava toda sorridente, com uma sacola rosa nas mãos. - Atrapalhei?
-Oi. - Dou um beijo em sua bochecha. - Na verdade não. Estava somente revisando umas coisas e dando uma olhadinha na Lana, que por incrível que pareça, está dormindo.
-Ela não dorme direito?
-Foi ironia. - Parei ao seu lado, vendo ela olhar a pequena.
-Meu Deus, como eles crescem rápido. - Esticou a sacola pra mim. - Aproveitei que Caleb foi até a casa de sua mãe, e para não ir, passei no shopping e comprei o presentinho dela, além de vir visitar vocês. Onde está o Bruno?
-Senta-se. - Ofereci meu sofá pra ela, que parecia ter ingerido uma grande quantia de cafeína. - Foi até uma reunião, com a gravadora.
-Opa, novidades para nós, talvez?
-Tomara. - Sentei a sua frente. - Está elétrica... Cafeína, ou sexo?
-Anti depressivos também me deixariam assim, sabia?
-Você não é hipocondríaca. - Observo.
-Certo, você me conhece, sou mais dos chás... - Ela cruza as pernas, e vejo suas botas lindas. - Cafeína! Desde que acordei. Não consegui dormir a noite direito, então algo tinha que me manter acordada, escolhi a cafeína porque não sou muito fã de drogas, como sabe.
-Ah sim. Eu já estou me acostumando com o fato de acordar todas as madrugadas, dar a mamadeira de duas horas em duas horas, praticamente.
-Nossa, que gulosa.
-Faz parte da dieta também. - Coloquei para que intendesse. - Quer alguma coisa?
-Não, obrigada. Se eu pedir um cafezinho, acho que não dormirei por mais uns dias, e quando dormir, vou hibernar.
-Isso é. - Gargalhei controladamente para não acordar o bebê.
-Mas falou em sexo... estou subindo as paredes. Mais ou menos duas semanas que eu e Caleb não chegamos a ir pra cama. Tem muita coisa corrida no trabalho e dentro de casa, que acabamos ficando cansados e não fazemos nada.
-Megan, tem coragem de reclamar de seca com duas semanas, sendo que eu estou há quase dois anos sem nada? Na verdade, um ano e alguns meses.
-Como? Sempre pensei que você e o Bruno dessem algumas rapidinhas para matarem a vontade.
-Mas vocês... - Passo a mão no rosto, sentindo a vermelhidão. Rio da ideia das pessoas. - Todos falam o mesmo, será que um homem e uma mulher podem ser somente amigos?
-Podem, mas as brincadeirinhas de vocês, parecem reais, não sei explicar. Química talvez.
-Não, química coisa nenhuma. É por isso que eu tenho essa amizade com ele, porque conseguimos falar de tudo, sobre tudo, a hora que der, com quem tiver, não temos restrições. - Balanço a cabeça, entrelaçando as mãos. - Não quer dizer necessariamente que transamos.
-Mas deveriam. Cá entre nós duas, ele tem cara de quem manda bem, e bom... Lana está ai pra provar alguma coisa, não é?
-Cara tem mesmo, mas... não. - Olho para sua cara querendo me dizer alguma coisa. - Não, ok? Seria estranho.
-Estranho é eu pelada na rua, com uma melancia na cabeça, e um coração pintado na bunda. Para de pensar. Não custa dar uma rapidinha somente para matar a vontade. Vocês dois são adultos, responsáveis, e sabem que tem higiene, somente iriam aproveitar melhor a vida.
-Nossa, lema do Carpe Diem, nunca pensei que ouviria isso de você.
-Estou tentando te convencer a fazer a coisa certa, cale a boca.
-Me desculpe. - Levanto as mãos em rendição.
-Já está desconversando...acho que seria uma boa vocês dois se conhecerem melhor... sexualmente falando.
-Não há nada de errado com sexo casual.
-Exatamente. - Jogou seus cabelos loiros para o lado e espremeu a boca, numa expressão de quem estava pensando em algo.
-O que foi?
-Estava pensando nas minhas roupas na lavanderia. - Riu, e eu a acompanhei.
-Você está completamente fora da casinha, doida!
-Doida de alegria, e cafeína. A vida é genuína, Lea. Aproveite.
-Ok, estamos falando tudo isso, mas e mesmo se eu quisesse, como saberia se ele também quer.
-Eleanor, você é tão inteligente, mas tão burra, como consegue? Olha, ele é homem, se vai chegar uma mulher dizendo "oi, estou afim de transar, vamos? ”, é óbvio que ele vai. Ainda mais sendo você.
-Falando assim até parece que sou a mais linda, né.
-E não é? É claro que é. Daria muito dinheiro para ter a bunda que você tem, querida. Pra eu ter isso, somente silicone.
-Megan, pare de ser hipócrita, você tem bunda sim!
-Comparada com a sua, é como se eu fosse a Amy Winehouse e você a Jennifer Lopez, ou Beyonce.
-Me comparando com a Beyonce, eu estou tão bem assim? - Gargalho alto.
Aí o papo já mudou. Passamos um tempo falando sobre as atrizes e cantoras, sobre a vida delas, e os amores delas, e não tocamos mais no assunto "Bruno e eu", se é que esse assunto existiu de verdade. Poderia ele ser mais uma idiotice de amigas falando bobagens.
Antes de dar as oito da noite, Caleb ligou para Megan dizendo que estaria esperando que ela fosse busca-lo na casa de sua mãe, então ela se despediu e eu abri o presente que ela deu a Lana, um lindo conjuntinho rosa fraco, com uma presilha de cabelo da mesma cor. Guardei o presente e ajeitei o que tinha bagunçado com meus estudos. Dei mama para Lana e comecei a fazer a janta com ela no meu colo, enquanto ouvia música pela televisão.
-Meu Deus, mil e uma utilidades. - Bruno estava parado na entrada da cozinha.
-Hey, boa noite, há quanto tempo está aí?
-Tempo suficiente para ver você rebolar com Crazy in Love.
-Sexy, não? - Dei um beijo em sua bochecha... cheiroso... e dei a sua filha para seus braços.
-A titia Lea te cuidou bem, meu amor?
-Idiota. - Revirei o molho na panela. Fazia um molho branco para acompanhar com o macarrão e queijo. Umas bolinhas de carne moída, e esse seria o jantar da noite.
-Um idiota que quer comemorar, Lea.
-Não me diga! - Meus olhos brilham instantaneamente.
-Pois digo! Ajudaremos com a música do FloRida, sim! Eu sabia que hoje o dia tinha amanhecido para mim.
-É só acreditar. - O abraço mesmo com a Lana no colo. - Você é incrível, merece isso!
-Trouxe um vinho para bebermos após o jantar.
-Porque não com o jantar? - O questiono.
-Porque provavelmente Lana estará acordada, e bem, não quero que ela tenha má influências.
-Coitada, vai priva-la de ver você? - Ele não tinha entendido a piada. - Para não ter más influências.
-Hey. - Ele ri, e ela faz um barulho engraçado. - Você viu como ela defende o papai?
-Ou está rindo de você.
Assim que pus a mesa, jantamos. Perguntei mais detalhes da reunião, e ele me disse absolutamente tudo do que aconteceu, e parecia que dessa vez as coisas iriam andar pra frente de uma vez por todas.
Colocamos Lana para dormir, e abrimos a garrafa de vinho na sala. O abracei diversas vezes e sentei ao seu lado no sofá, com as taças em mãos, bebendo e comemorando que finalmente ele conseguiria uma porta para chegar ao sucesso. Cada degrau é uma luta, é uma conquista.
Estava com minhas pernas sobre o seu colo, o controle da televisão sobre a mesinha de centro, apoiei uma mão no chão e me estiquei para pegar o controle, e senti sua mão em minha coxa. Meu corpo se arrepiou completamente, não, não poderia ter um acesso agora, mas estranhamente eu havia gostado. Não sei se o papo com a Megan havia mudado algo, ou se eu estava precisando disso, ou as duas coisas, mas aquela mão em minha coxa tinha me deixado literalmente louca.
-Então o que quer ver? - Pergunto voltando para o jeito que estava antes.
-Ver nada, daqui a pouco temos que dormir, mas pode colocar em músicas.
-Hm, ok. - Tiro as pernas de cima dele e levanto. - Qual CD?
-Coldplay ou Maroon 5?
-Maroon! Já disse que acho o Adam lindo?
-Já. - Falou entediado.
-Apesar que o Chris não é de se jogar fora...
-Aham. - Se eu tivesse lhe olhando, garanto que estaria revirando os olhos.
-Vou pegar mais vinho, quer? - Peguei minha taça na mesinha e ele apenas olhou para o meu pijama. O encarei enquanto pegava a taça, não de uma maneira intimista, e sim... querendo seduzi-lo. Nem eu mais sei o que estava fazendo.
-Quero. - Entregou a taça que estava na sua mão.
Virei-me para ir até a cozinha e sua mão novamente passa na minha coxa, subindo pra minha bunda. Agora eu paro, e deixo ele fazer isso, mas ele tira a mão, talvez com medo. Viro meu pescoço levemente para o lado e o olho, encontramos nossos olhos e dou um sorriso safado. Saio rebolando até a cozinha e ouço seu suspiro.
-Vou precisar de um banho. - Digo um pouco mais alto, servindo as taças e mordiscando os lábios.
-Oi?
-Oi? - Fingi que não tinha dito nada.
Lhe entrego a taça e passo por sua frente, sentando onde estava antes e colocando as pernas novamente sobre ele, mas agora colocando a almofada em minhas costas para conseguir beber. Ajeito meu short e ele suspira, mordendo a bochecha. Porque mesmo eu estava provocando ele? Eu gostei daquilo, gostei dos seus toques, e agora seu olhar tentando se controlar, era o melhor. Senti-me sexy e confiante. Como Megan mesmo disse, não há nada de mal numa transa casual.
Bruno Pov's
Quando nos deitamos para dormir, a cena não parava de passar na minha cabeça. Ela tinha deixado eu passar a mão nela. Ela gostou disso?
Aliás, desde quando ela usa pijamas tão curtos para dormir? Quando parou de usar sutiã em casa às vezes, quando ficou tão gostosa? Pode ser a falta de sexo, afinal desde os últimos meses de gravidez e o nascimento da Lana, eu não fiz nada. Ao total dão uns quase quatro meses, e isso é muito pra mim. Possa ser isso que está afetando essa minha vontade de transar, e de ver Lea com outros olhos.
Os olhos da carne.
Não quero pensar nela dessa forma, tenho que controlar minha mente e o volume da minha calça por pelo ou menos um tempo, até conseguir sair para ver alguém, o que agora vai ser bem difícil.
A última coisa que me lembro antes de apagar no sono, foi da foto dos meus sobrinhos, filhos de Jaime, com minha mãe e meu pai, no Havaí. Tinha muitas fotos impressas deles para matar a saudade, e a maioria ficava em meu quarto, perto da minha cama. É a minha vontade de te-los por perto, de senti-los a cada dia comigo, me apoiando.
Abri os olhos quando o despertador tocou, se Lama chorou a noite, eu não vi, mas coitada da Lea. Lea... lembrar do nome dela automaticamente agora me lembra de ontem à noite. Caramba, Bruno, controle-se.
Ouço batidinhas na porta, e peço que ela entre.
-Com licença, bom dia. - A vejo com uma saia lápis cinza, e dois panos tapando a parte da frente do seu busto. Espera, ela estava sem blusa e de sutiã no meu quarto?
Meu Deus.
-Bom dia. - Coço minha cabeça oferecendo um sorriso tranquilo. - Como foi a noite?
-Boa, acordei rapidinho pra dar mama à ela, mas ela nem chorando estava.
-Ah, talvez seja por isso que eu não tenha acordado.
-Talvez.
-Preciso de ajuda com a blusa. Hoje tem uma palestra importante sobre marketing e outras coisas mais, e preciso ir bem apresentável.
-Você sempre está bem apresentável. - Principalmente de sutiã, penso secretamente. - Quais são as opções?
-Essas duas!
Ela descobre seu peito desnudo. Ok, nem tão desnudo assim já que estava de sutiã, mas é praticamente nada. Não posso olhar isso e não posso pensar essas coisas, pra mim ela deveria ser um homem, e não uma mulher tão sexy. Caleb sempre fala na sorte que eu tenho de ser melhor amigo dela, de vê-la de muitas formas, e de compartilhar coisas com ela, mas não é sorte começar a ter uma ereção inicial sempre que a ver dessa forma, um pouco mais ousada. Ela sempre fez isso, não é coisa da minha cabeça, e se for, ela está me provocando.
Não! Ela sempre fez.
-A azul. - Aponto para a blusa a sua direita.
-Obrigada. - Ela sorri pra mim.
-Mas troca esse sutiã, acho que ele aparecerá com ela.
-Tem razão. - Colocou as blusas sobre o peito. - Obrigada! E vá se arrumar para não se atrasar.
Passei as mãos no rosto evitando olhar enquanto ela caminhasse, mas não me aguento. Sou homem, é impossível essas reações.
Uma reação em cadeia.

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