terça-feira, 16 de junho de 2015

Capítulo 13


Eleanor foi com Caleb e Megan, deixando-me pra trás esperando a Urbana. Phil e ela vinham juntos, ele ia para seu serviço e aproveitava para me dar carona, enquanto Urbana levava minha pequena para sua casa pra ficar sob seus cuidados.

Urbana se dá bem com crianças, acho impressionante o modo com que ela cuida da Lana. Não sei porque os dois ainda não tem um bebê, Philip ama crianças como eu, mas em compensação se cuida. Mas eles tem juntos muito mais do que eu tenho. Ela trabalha com seu atelier, cuidando de suas confecções, desenhos, roupas, desfiles, ganha um bom dinheiro com isso, e ele bem, ainda está em um escritório sendo uma espécie de almofadinha, mas acho que com a notícia de ontem, se nossa música for um sucesso, vamos nos dedicar somente e exclusivamente pra isso.

Meio precipitado talvez, meio louco arriscar tudo por uma coisa incerta, mas precisamos investir no talento que temos, e eu, Philip e Ari somos muito talentosos, modéstia parte.

-E aí, cara. - Trago Lana para dentro do carro, com seu Moisés, e cumprimento o Phil, constando que Urbana não estava por ali. - Cadê a patroa?

-Ficou em casa, está com cólica. Vamos passar lá, largar a Lana, e irmos pro serviço. Por isso vim um pouquinho mais cedo.

-Nem percebi.

-Está todo aéreo, com quem foi o sonho de foda? Sasha Grey?

-Não, ela é muito rodada pra mim. Não gosto de usar o que já foi usado por grande parte da indústria pornográfica.

-Caramba, metaforicamente apenas.

-Metaforicamente eu estou precisando de sexo, Philip.

-Podemos partir para o momento que você me fala o que está rolando?

O olho dirigir e permaneço calado. Ele é meu brother, um dos únicos amigos homens que confio tudo que tenho, porém, falar isso com ele pode ser um pouco constrangedor e apelativo, como se eu estivesse necessitado demais de sexo... Puff! Ok, eu posso estar, mas é bobagem, continuo achando loucura da minha cabeça, fantasiar isso com a Lea.

-É normal sentir atração sexual pela Lea?

-Lea? - Tossiu, como se estivesse impressionado. - Ela é linda, inteligente, mas eu tenho uma mulher, e bem, olho pra ela como se ela fosse você ou o Ari.

-Sim, mas não estou falando de você, estou falando que será estranho eu, justamente eu, sentir isso?

-Talvez... não. - Ele balança a sua cabeça dando-me uma breve olhada pelo retrovisor, sabia que ele tinha alguma colocação. - Não a use pra matar a vontade, Bruno.

-Não vou usa-la. - Suspiro fundo, dando uma olhada em minha filha que dormia com um bico, quase do tamanho do seu rosto. - Sabe o que é, ela está me provocando. Ela anda com aqueles micros pijamas.

-Ela sempre andou assim.

-O que você fez?

-Talvez tenha passado a mão em sua coxa ontem à noite enquanto comemorávamos a música.

-Ok, você pirou.

Parei de ouvir quando ele disse que eu pirei. Eu não pirei, muito menos estava doido por matar a vontade, afinal tenho minhas mãos, mas não posso negar o desejo que estou, sexualmente falando, por ela. E o que ela fez, ela tem culpa no cartório. Eleanor praticamente implorou que eu a tocasse, com aquele olhar de cachorro pidão, se inclinando pra mim, indo hoje no meu quarto daquela forma.

-Hey! - Phil estala os dedos em minha frente. - Quer que eu a leve?

-Vou junto.

Entramos em sua casa, bem maior que a minha, e seguimos até o quarto deles onde Urbana estava esperando.

-Bom dia. - A cumprimento.

-Cólica não me deseja bom dia, mas obrigada e pra você também. - Ela se contorce.

-Está passando bem mesmo? Posso ficar em casa hoje e cuidar dela, por mim tudo bem.

-Está tudo sob controle, tomei remédio e chá, daqui a pouco irá passar, não é amor?

-Claro. - Phil larga as coisas da minha filha sobre uma poltrona.

Deixei seu Moisés sobre a cama dela, e beijo sua testa. Era uma dor deixa-la assim todos os dias, mas era o necessário para que eu pudesse dar à ela uma vida boa. Não sei medir a gratidão deles e de Lea por estarem fazendo tudo por mim e por ela, não sei o que seria de mim depois que Diana fugiu se caso eu não os tivesse em minha vida.

-O pai ama você. - Passo minha mão sobre a sua manta, e ela se mexe levemente.

-Babão!

-Ela é linda, Phil, eu preciso baba-la.

-Minha mulher é maravilhosa e eu não a babo desse jeito.

-Ah, claro, baba ela de outra forma e em outro lugar, certo? Com todo o respeito, Urb. - Ela já ria do que falei e consegui deixar Philip Lawrence com a cara no chão por uma das únicas vezes da vida.

-Vão se atrasar. - Ela bate no relógio do seu pulso.


Tínhamos feito diferente no dia de hoje, eu cozinhei. Sim, minha mãe me ensinou algumas coisinhas e outras aprendi na padaria, bem a tempo de ser alguém que saiba sobreviver não somente de café, comidas congeladas e enlatadas.

Cantava enquanto fazia e dava uma breve olhada em Lana, já que Lea estava tomando banho.

-Filha, seu universo será na música. Verá o papai em palcos do mundo todo. Sentirá orgulho de mim. - Coloco a colher na boca para provar o molho, aproveitando que Lea não tinha visto isso, mesmo que depois eu vá lavar a colher ela diz que devo colocar o molho na palma da minha mão e provar. É mais higiênico, e milhares de coisas que fecho os ouvidos. - Que Lana não veja isso. - Dou de ombros passando água na colher.

Arrumei a massa no refratário, e o molho deixei na panela mesmo, sei que hoje é meu dia de lavar a louça, e quando menos, melhor.

-Boa noite. - Nem ouvi o barulho da chave na porta, só ouço a voz dela perto de nós.

-Boa noite. - Mexi diretamente na panela.

-Como está essa coisinha pequena e linda? - Olhou-a de longe.

-Bem, e acordada.

-Que bicho mordeu você, fazendo comida tão requintada assim?

-É a felicidade! Tá tudo saindo de um jeito tão bom, e depois de amanhã meus pais virão pra cá... Eu tenho minha filha, tenho você, tenho meus outros amigos, minha família, e agora praticamente uma carreira.

Eleanor Pov's

Ás quatro da tarde estávamos de plantão no aeroporto. O voo dos pais de Bruno havia atrasado, e vimos o aviso somente quando chegamos no aeroporto. Philip estava conosco para dirigir o carro, Lana estava no meu colo, dormindo, e Bruno ansioso, olhando entre as pessoas.

-Hey, não fica assim agora, daqui a pouco eles chegam.

-Parece que não chega nunca.

-Melhor saber que eles estão vindo, do que nem saber quando virão.

-Lea... - Odeio que me olhem com pena, não sou digna disso. Não quero ser. Se meus pais não vêm pra cá, paciência, um dia virão.

-Fica quieto. - Ele ri do que eu falei, ele sabe que eu prefiro não falar sobre isso. Sinto tantas saudades da minha mãe e do meu pai, que sempre quando toco nesse assunto, vem lágrimas aos olhos, prontinhas para serem derramadas.

Cuido da Lana em meu colo, que só dorme e come, a vida é um doce nessa idade. Eu digo que já estou acostumada a acordar à noite, mas talvez nem tanto, isso vem me matando aos poucos. Pra quem era acostumada a hibernar, acordar todas as noites e ficar pelo ou menos quarenta minutos acordada, não é fácil e simples de inicio.

-Lá. - Ouço ele falar, mas olhava para Lana então não vi sua expressão, somente vejo-o correndo em frente, e abraçando os dois ao mesmo tempo.

Aquela saudade, aquela velha saudade, bate de novo no peito. Por mais que eu veja meus pais duas vezes por ano, no máximo três, e que eu saiba que eles estão vivos e bem, sinto falta dos dois presentes em minha vida, ao meu lado. Minha transição de adolescente para adulta foi completada sem minha mãe por perto puxando as orelhas e dando conselhos, sem minha irmã e nossas briguinhas diárias, e sem meu pai com sua tranquilidade.

Sei que foi escolha minha, eu quis vir pra cá, mas agora... Agora sinto falta, sinto saudades, e não há um dia que eu pare de pensar neles. Ver Bernie, Bruno e Pete se abraçando, felizes, me faz querer pegar um voo agora mesmo e partir para o Havaí.

Abracei a mãe dele, e o pai, e entreguei Lana, que foi o ponto de adoração dos dois, que diziam sobre o Bruno quando ele era pequeno. Fiquei observando-os por um longo tempo, eu e Phil, Bruno olhava bobo para seus pais, que olhavam para Lana, que dormia sem pestanejar.


Depois que Lana completou dois meses, começamos uma nova rotina. Agora ela dormia à noite, e passava o dia acordada, mas ainda tinha vezes que ela chorava e eu tinha que acordar para aparta-la. Era mais difícil de faze-la dormir assim que mamava, arrotava rapidamente, mas pegar no sono depois era um sacrifício. Os banhos eram tranquilos, graças à Deus, na verdade tudo era tranquilo com ela.

Preparava uma janta um pouco especial. A lasanha estava no forno, e fui eu quem a fez, por incrível que pareça ela estava parecendo deliciosamente boa. Larguei as coisas da cozinha e embalei o presente que iria dar ao Bruno.

Fiz um pequeno quadrinho, com os pés da Lana e suas pequenas mãozinhas, escrevendo algo abaixo “Para o primeiro homem que ocupa minha mente, e o único que tem todo meu amor. Te amo, papai”. Sei que ele ficará bobo com isso, já que já acordou com o sorriso de orelha a orelha quando viu que era dia dos pais.

Em pleno domingo ele foi sair? Sim! Tinha algo para ver no estúdio, com o Aaron, mas era bem rápido, e depois iria passar no mercado e na casa da minha avó, então demoraria um pouquinho, já que pedi para o Phil atrasa-lo bastante.

Lana estava em seu carrinho, olhando atentamente para o brinquedo que estava pendurado, e mordendo seu mordedor em formato de pés. Ouvi o barulho da chave, e já deduzi que fosse ele. Coloco a embalagem bem sobre a frente de onde ele iria se sentar à mesa, e o recepcionei com um grande sorriso.

-Parabéns, papai! Pelo seu primeiro dia dos pais, de muitos especiais que virão.

-Lea! – Ele sorri feito um bobo, gratificante, largando as comprar sobre a mesa e me abraçando. – Obrigada a vocês. – Mandou um beijo para Lana, que abriu um pequeno sorriso quando o vê.

-Espero que goste do presente da Lana para você! – Indiquei o pacote e ele franziu a testa, virando-se para pega-lo.

-Posso rasgar o pacote?

-A vontade.

Bruno rasgou o pacote de qualquer jeito, virando o quadro para o seu lado. Leu o que estava escrito com o seu sorriso aumentando cada vez mais. Passou a mão sobre a película de vidro protetora do quadrinho.

-Fizemos com todo o amor e carinho. – Recebo seu abraço.

-Porque gosta de me ver chorar. – Passou o dorso da mão em seus olhos. – Vocês são incríveis, e eu amei o presente. Mas, meu maior presente é esse.

Ele pega a filha no colo, e a baba um pouco. É lindo vê-los, ver como ele abraçou esse compromisso, mesmo com tantas coisas dizendo para ele desistir de uma vez, porque nada daria certo. Lana é o seu talismã, Bruno precisava dela para conseguir seguir com sua vida e dar um empurrão em sua criatividade para o trabalho.

Fico feliz por poder fazer parte desse crescimento dele, da Lana. Fico feliz por tê-los em minha vida.


Passava das três quando olhei o despertador de madrugada. Lana me acordou as duas e estava no meu colo sem querer dormir. Não podia acordar o Bruno somente pra isso, amanhã era sábado, ele precisava descansar. Assim como eu, mas meu espírito mais altruísta não deixa.

Finalmente ela dormiu, mas me deixou completamente sem sono. Peguei meu celular pra ficar futricando em tudo quanto era local, mas o sono não vinha mesmo assim. Quatro e meia da manhã e eu na sala, assistindo um filme chato na televisão. Bruno acordou e foi ao banheiro, mas na volta de certo ouviu o barulho da televisão e foi até a sala.

-O que faz acordada? - Passou a mão no rosto, os olhos pequenos de sono.

-Lana acordou para tomar o mama, e eu perdi o sono.

-Faz pouco tempo?

-Não. Ela acordou as duas. - Sentei no sofá.

-Deita comigo, assim você não fica tentada a ligar a televisão, ou pegar o celular, porque tem que fazer silêncio pra Lana. - Ele estica a sua mão e eu desligo a televisão.

Fomos para o quarto e ele deitou do seu lado da cama, esquerdo, e eu deitei no espaço livre. Me tapei com a coberta, mesmo estando no verão, eu e ele temos a mesma mania de não conseguirmos dormir sem nada nos cobrindo.

-Obrigada. - Balbucio.

-De nada, Lea, boa noite.

-Boa noite, Bruno.

Viro-me de lado, puxando a coberta um pouco mais pra cima. Ainda olhava para o lado e percebia que ele estava acordado.

- Frio? - Pergunta, baixinho.

- Um pouco.

Bruno se mexeu, e senti suas pernas encostarem nas minhas. Não. Agora não.

Seguro a vontade de abrir as pernas para se entrelaçarem, como fazia para dormir com o Kai, normalmente após termos aproveitado um pouco mais da noite em claro. Quisera eu que o motivo da minha noite em claro tivesse sido esse.

Mexo-me de leve, aconchegando-me e procurando uma posição melhor, e a mão dele para em minha cintura. Contraio o corpo, com medo de que ele apenas tivesse sonhando, e também para evitar pensar nesse tipo de coisa, mas quando ouço seu suspiro, vejo que não é sonho dele, e que suas mãos estão ali porque ele quis.

Respiro fundo. É o Bruno, meu melhor amigo, tento lembrar, mas é difícil.

Empurro meu quadril, de leve, para trás e meu corpo se encaixa com o dele, completamente. Escuto a respiração pesada dele.

- Lea? – Me chama, baixinho. - Ainda está acordada?

- Hmmm, estou. - Murmuro de volta, no mesmo tom.

- Ah.

Nossas pernas estavam grudadas, minha bunda encostando por completo em seu corpo, e seu peitoral em minhas costas. Uma posição bem íntima, mas apenas finjo que não noto.

Sua mão escorrega para minha barriga um pouco descoberta da blusa do pijama, e ali se instala, alisando-a bem de leve. Sentia comichões dentro de mim, aquela vontade louca que tenho de transar, aquele desejo completamente reprimido, no qual às vezes mato por si própria.

Bruno pressiona o corpo contra o meu e eu fecho os olhos, sentindo-o quietinho colado comigo.

- Lea? - Chama novamente.

Dessa vez, não respondo, e sinto a mão dele se espalmar em minha barriga. Por puro instinto, empurro-me novamente contra ele, delicadamente.

Sua mão livre pega em minha coxa, mas ele parece vacilar e tira a sua mão.

- Lea?

Não o respondo, tentando imaginar se aqueles toques quentes eram algo da minha cabeça, forjados por minha abstinência.

Com minha falta de resposta, Bruno suspira. Seus dedos voltam para minha coxa, e a alisam, da mesma forma que se mantinham alisando minha barriga.

Meu Deus. Sou muito ruim por deixar meu melhor amigo me tocar? Dessa forma?

Bruno parece pensar o mesmo que eu. Porque seus carinhos param abruptamente. Gemo, baixinho, como se reclamasse, mesmo que não estivesse inconsciente.

- Você gosta disso? - Ele pergunta, num sussurro, mas eu não respondo.

Seu corpo volta a colar no meu, e eu posso sentir que os toques não estavam apenas fazendo efeitos em mim. Sinto-o pulsar contra minha bunda.

Empino-o discretamente e Bruno segura meu joelho, alisando-o e subindo minha coxa, até seus dedos encostarem na curva suave que se transformava em minha bunda.

Mordo meus lábios, tentando não fazer barulho. Remexo-me, querendo mais, e balanço-me na cama, deitando de barriga para cima. Bruno fica petrificado enquanto isso, mas parece relaxar ao notar que estou, supostamente, dormindo.

Ele não ousa me tocar mais. Mas eu quero.

- Hmmmmm. - Murmuro, afastando minhas pernas.

Demora alguns segundos para que ele tenha uma reação. Mas sinto Bruno escorregar para perto de mim novamente. Sinto seus lábios tocarem meus ombros, num beijo discreto. Luto para segurar um gemido. Mais alguns beijos ali e ele coloca a mão em minha barriga novamente.

Parece receoso em seguir em frente, então me remexo para que sua mão entre mais fundo em minha roupa. Meu Deus.

Seus dedos, trêmulos, alisam a base dos meus seios, e saem, nervosos, no próximo segundo.

Ele se afasta novamente.

Suspiro de frustração, e Bruno tira uma respiração pesada.

- Lea. - Chamou. - Lea?

Ele me puxa pela cintura, bem devagar, para perto de si, de lado. Eu me ajeito e ele mantém a mão em meu quadril. Um único dedo, nervoso, brinca com o elástico do meu short. Aconchego-me nele e posso sentir perfeitamente o quão duro ele está. Por mim. Se ele soubesse da forma que eu estou.

Seu quadril se pressiona em minha bunda levemente, quase imperceptível. Sinto-o pulsar. Volta e repete o movimento. Fecho meus olhos com força, tentando segurar a vontade de dizer que estava acordada e que também queria, apenas porque não tinha coragem de dizê-lo isso.

Só consigo sentir o movimento leve de seu corpo atrás do meu, apertando contra meu traseiro, o que me tira qualquer chance de sono.

Bruno para por si só depois de pouco tempo. Menos tempo do que eu gostaria. Sua mão passa por minha coxa e eu as afasto por puro reflexo, fazendo ele soltar uma espécie de murmuro, algum palavrão.

Seu corpo sai da cama em um vulto, e eu o conheço o suficiente para saber que ele estava de controlando.

Ele passa na minha frente e eu aperto os olhos, espiando. Não posso deixar de notar o volume que marcava sua samba-canção.

Bruno aperta de leve aquela área e eu o vejo sair do quarto, praguejando baixinho.

Fecho os olhos e respiro fundo. O que foi isso?

Passo a mão por minhas coxas e as sinto fervendo. Penso no que Bruno deve estar fazendo no banheiro nesse momento, e a vontade enorme que estou de ir lá.

Preciso de algumas respirações fundas para me manter na cama, e o sono parece finalmente começar a vir.

Estava quase dormindo, de barriga para baixo, quando Bruno volta.

Ele tem cuidado em não tocar em mim, e logo alcança um travesseiro.

Sinto seu olhar queimar meu corpo, ele provavelmente iria dormir na sala. Antes que ele feche a porta, Bruno para, e posso apostar que ele está olhando pra mim.

Ouço seu murmúrio baixo, algo como "Ah, Lea", então a porta finalmente se fecha.

Sem saber o que foi isso, sem entender completamente e absolutamente nada. Chateada, me concentro no sono e ele me leva, finalmente.

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