quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Capítulo 44


Porque toda vez que nos tocamos, eu sinto isso
E toda vez que nos beijamos, eu juro que consigo voar
Você sente meu coração bater rápido? Quero que isso dure
Preciso de você ao meu lado
(Everytime We Touch - Cascada)

Sem controle das minhas emoções, chorei fortemente em frente à televisão. A TPM havia me pegado de uma maneira forte, daquelas que acontecem uma ou duas vezes ao ano. Estava irritada, queria discutir, mas queria chorar e queria carinho. Meu corpo todo doía, minhas costas estavam moídas.

-Cheguei. – Bruno abriu a porta. Ele passará mais cinco dias conosco antes de começar a jornada novamente. – Você está vendo esse filme novamente? – Arqueou a sobrancelha, apavorado.

-Vou ver quantas vezes mais forem necessárias. – Passei o dorso da mão nos olhos e pausei o filme.

-Trouxe guloseimas para a mulher com a TPM anual mais forte que eu já conheci.

-Como se eu já não fosse bipolar ao bastante. – Ajeitei-me na cama. – Coloca em cima dessa mesinha.

-Falando em mesinha, contratei um design de interiores. – Franzi a testa. – Vamos decorar essa enorme casa e deixa-la linda.

-Quero minha cama comigo.

-Tudo será novinho.

-Não me interessa. – Disse, de pulso firme. – Minha cama fica!

-Desculpa, desculpa, desculpa. – Levantou os braços. – Somente sua cama.

-Quando essa pessoa vier, eu falo com ela dizendo o que fica e o que vai.

-Quando vamos ligar pra agência?

-Hoje? – Sai debaixo das minhas cobertas, mostrando minhas pernas desnudas para ele que ofereceu aquele sorriso sacana de sempre.

-Pode ser. – Aproximou-se da cama. – Essas pernas enroscadas nas minhas hoje à noite, o que acha?

-Eu estou sangrando, parece que o oceano atlântico está saindo do meio das minhas pernas, e você quer me comer? – Faço uma careta. – No mínimo nojento.

-Não precisa ser na frente...

-Ai você vai estar comendo o outro buraco, fazendo pressão no da frente enquanto cai o rio? Não!

-Ok, apenas filme romântico ou UFC?

-UFC! – Soqueio seu ombro. – Posso te soquear?

-Depois. – Fez uma cara de cansado, até deu pena.

-E morder?

-Depois. – Arrastou a voz, pegando meu nariz entre seus dedos indicadores. – Vou arrumar a comilança e você o filme de luta que quiser. Ah, faz um favor?

-Qual?

-Ligue pra Jaime e pergunte que horas ela trará a Lana...

-Tudo bem...

-Aproveita para pegar a lista de agências que a Urbana nos mandou.

-Tudo bem também.

Liguei para a Jaime e em seguida Bruno chegou trazendo as comidas sobre a bandeja. Um grande banquete de besteiras e dois chocolates quente. Ele sempre soube tratar minhas TPM’s, principalmente quando elas chegam nesse estado.

A minha desestabilidade emocional era forte, todos sabiam disso, mas ele sabia como controla-la, coisa que até hoje nem eu sei como fazer. Nesses ataques de TPM forte que eu tenho anualmente, eu fico de uma maneira que eu estou chorando, daqui a pouco emendo um riso, conto uma piada e depois bato em alguém – normalmente o Bruno. Nem eu me entendo.

Ligamos para as agências, onde eu fiz um pedido igual ao perfil que traçamos juntos. Marquei três entrevistas para daqui três dias.

-Vem cá. – Bruno me chama para deitar no seu peito. – Isso. – Resmungou quando eu pus minhas pernas entre as suas.

Senti ele apertar-me um pouco mais, com uma força para o seu corpo, e mexer seu quadril como se tivesse insinuando algo.

-Quero que isso passe pra poder sentir você em mim. – Da minha boca saía um hálito de chocolate.

-E seria muito eu te pedir um carinho. – Afastou meus cabelos, inclinando a cabeça para beijar meu rosto. – Eu compenso quando der.

-Que carinho você quer? – Ajeitei-me de forma que pudesse olhar seu rosto e Bruno morde meus lábios com pressa.

-Aquele que a sua boca mágica é capaz de fazer. – Puxou meu lábio inferior para frente e nos seus olhos eu senti todo aquele tesão que ele estava.

-Posso te dar tanto prazer... – Queria continuar a dar o meu discurso sobre estar com tesão e deixa-lo ainda mais safado, porém, o celular atrás de mim começa a tocar. – Megan... – Olho para a tela pensando se realmente a atenderia.

-Atende. – Bruno passa a mão pelos meus cabelos enquanto atendo o telefone.

-Alô. – Pigarreio assim que digo.

-Estou chegando ai, abra a porta e coloque a comida na mesa.


Meu aniversário estava chegando e somente agora conseguimos a entrevista com as babás. Culpa da agenda do Bruno, que mal parava em casa e queria muito participar da escolha, por mais que ele soubesse que dessa vez eu escolheria.

Eram babás de mais tempo de mercado, babás que tinham experiência e que não iriam estar transando com o Bruno em qualquer cômodo da casa. Às três horas da tarde, quando a Lana estava no chão da sala, sobre o tapete, brincando com seus brinquedos e na televisão passava algumas músicas que Bruno queria escutar, a campainha toca.

Ajeito minha roupa e vou atender a primeira candidata das três que foram convocadas. Super simpática, entrou cumprimentando-me e sem pudor, alojando-se no sofá. Logo em seguida as duas chegaram, praticamente na mesma hora.

Conheci as três, os seus nomes, suas idades, experiências, o tempo de trabalho, o que gostava de fazer, e o mais importante... Porque queria aquele emprego. Queria que elas tivessem dedicação com a Lana, tenho medo de deixar meu bebê na mão de qualquer pessoa que possa prejudica-la.

De tudo que aconteceu, de toda a conversa, a candidata que eu mais gostei foi Umma. A segunda. Uma mulher de cinquenta e um anos, com bastante experiência, com duas filhas criadas e viúva, poderia estar a nossa disponibilidade quando precisássemos, e que deu as melhores respostas. Eu via simplicidade no seu olhar, e era isso que eu queria também. Não é porque o Bruno está famoso e tecnicamente rico, agora, que ele um dia não foi de família humilde, que passou um aperto ou outro, principalmente quando viemos pra cá, então quero que a pessoa que ficar aqui saiba que somos humildes e que não queremos nos vangloriar pelo que temos e sim pelo que somos e fazemos.

Informei que a entrevista havia acabado, deixei que elas conhecessem a Lana e fui falar com o Bruno, que levantou para irmos um pouco distantes delas.

-Eu gostei muito da segunda.

-Ia dizer que achei-a parecida com a sua avó.

-E ela é, um pouco. Dá os ares. – A olhei de longe. – Mas eu gostei das suas respostas, da sua sensatez e que se precisarmos dela, ela estará a disposição.

-Além da referência... Viu a carta?

-Nem percebi.

-Ficamos com ela? – Tirou algo da minha roupa com os dedos.

-Por mim, sim. Você gostou?

-Gostei, mas não sou eu que irei escolher... Somente você. Então, faça seus critérios.

Disse às babás que poderiam ir a hora que quisessem que eu ligaria assim que tivesse uma resposta. Se for por mim mesmo, como disse ele, eu já tenho minha escolhida e sei que não irei me arrepender.

Até o final do dia resolvi mil e um problemas junto com a Patricia no telefone, sobre algumas coisas da imobiliária, da parte administrativa onde estavam precisando de uma ajudinha.

E no dia seguinte acordei com beijos pelo meu rosto, dados por Bruno e Lana.

-Oi, mamãe. – Disse daquela forma fofa e linda que ela tem.

-Bom dia, minha vida. – Beijei sua bochecha com força até vê-la fazer uma careta.

-Bom dia pra você também. – Bruno me encara seriamente.

-Bom dia meu príncipe.

-Não me venha com essas coisas, depois que se esqueceu de mim... – Beijei a sua bochecha enquanto ele falava e rapidamente dei um selinho nos seus lábios. – Bom dia princesa.

-Safado. – Falei baixinho, cuidando para que Lana não prestasse atenção.

-Safado. – A ouvimos repetir, errando um pouco da palavra.

-Falei pra você que não queria comprar um papagaio, mas você me trouxe esse papagaio enorme, e gordo, e lindo. – Bruno pulou para o lado da cama em que Lana estava e a encheu de beijos e cócegas. – Esse papagaio sente até cócegas, Lea.

-Olha o tamanho das bochechas desse papagaio. – Segurei de leve as suas bochechas e ela ri, dando uma gargalhada bem contagiante. – Papagaio obeso.

-Acho que precisamos encher esse papagaio de cócegas até ele aprender a não repetir o que falamos.

Bruno e eu enchemos a Lana de cócegas e ela chorava e gritava de rir. Estava toda feliz e qualquer movimento que fazíamos que ela sentisse que viriam mais cócegas, ela gritava e agarrava nossa mão.

-Papagaios. – Colocou a mão na cabeça.

-Já pode trabalhar de atriz. – Me afastei rapidamente para olhar o Bruno.

-Vai começar trabalhando cedo para trazer dinheiro pra casa. – Ele a agarrou e jogou-a pra cima. – E aprenderá a limpar a casa.

-Lavar a louça. – Comento.

-Lavar a louça. – Bruno levanta as sobrancelhas repetindo o que eu disse. – A parte de varrer também não gosto. Preciso o aspirador de pó.

-Você viveria de comida congelada, empregadas e qualquer coisa que facilitasse a sua vida, somente por preguiça, sim?

-Com certeza.

Logo já normalizamos nosso estado de espírito e enquanto eu ia lavando o rosto e fazendo minha higiene matinal, Bruno arrumava a mesa do café da manhã com a ajuda da Lana. Não tem preço ser acordada dessa maneira, ter esses beijos dos dois, palavras bonitas e risadas a toa. Fico sempre cheia de orgulho e alegria pelas pessoas que escolhi ter ao meu lado e sei que eu não poderia ter escolhido melhor.

Não me referindo somente ao Bruno, mas a Urbana, Phil, Megan... Eles sempre estiveram ao meu lado quando mais precisei, nunca negaram ajuda e sempre quando precisavam, eu retribuía isso da maneira que podia. Eu amo minhas amizades, amo o jeito que somos um com o outro e sou eternamente grata por tê-los em minha vida.

-Podemos ir à praia, sim? – Bruno colocava um pouco de cereal na sua tigela. Exemplo ruim já que ao seu lado a sua filha come frutas e toma iogurte, bem mais saudável do que o pai.

-Podemos, mas... Bem, acho que não irá chover.

-Quase nunca chove. – Deu de ombros. – Quero levar vocês em Santa Monica, o que acha?

-Hoje? – Respirei fundo. – Pensei em Redondo... Algo mais calmo para levarmos a Lana.

-Na verdade estava pensando em ir hoje e voltar amanhã. Estava querendo levar vocês no Queen Mary.

-Wow. – Levantei os braços. – Tudo bem. Vamos.

-Ok, então saímos a tarde?

-Perfeito.

-Estou trajando todo nosso percurso do que faremos. Quero mostrar o por do sol, dizem que é lindo de lá.

-Então não podemos sair muito tarde.

-Faz o seguinte. – Parou por alguns segundos, pensando. – Arrume as suas coisas, as da Lana, eu arrumarei uma mochila pra mim. Almoçamos fora e vamos direto.

-Ok.

-Dá? – Ela aponta para o cereal do seu pai.

-Vai explicar essa, Samurai. – Levanto do meu lugar, pegando meu pires.

-Um pouquinho, tudo bem filha?

-Você não presta. – Grito pra ele.

-Fazer o que. – Grita de volta pra mim.


Estávamos na estrada há uma hora e pouca. Lana já havia dormido e acordado duas vezes e eu estava quase dormindo também. Parecia que a estrada não tinha fim.

-Quer dormir?

-Querer eu quero, mas sei que daqui a pouco chegamos.

-Trouxe qual biquíni seu?

-Hm. – Fiz um esforço para lembrar. – O vermelho e o maiô branco.

-Tenho fetiche por aquele biquíni vermelho. – Fisgou seus lábios, colocando sua mão sobre a minha coxa. Olhei para trás e Lana estava dormindo. – Tenho fetiche com qualquer coisa em você, até um pedaço de papelão.

-Me vestirei de Eva pra você.

-Eu adoraria ser o Adão para ficar perdido em meio dos seus paraísos. – Sua mão aperta levemente minha coxa e ele sorri para a entrada da praia. – Chegamos.

-Amém. – Ergui as mãos e ele ri.

Desligo o rádio que estava bem baixinho e vou organizando as coisas que tirei durante o caminho.

-Acredita que está me dando fome novamente. – Ele faz uma pequena curva e entra num estacionamento aberto. – Olhe lá. – Aponta para o navio em nossa frente.

-Caramba. – Arregalo meus olhos. – É muito grande.

-Não é atoa que o chamam de maior. – Abriu a porta e eu faço o mesmo.

Acordamos a Lana, pegamos nossas coisas e saímos em direção do hotel. Fizemos nosso check in na recepção e tivemos nossas pequenas malas tomadas de nós para serem enviadas ao quarto enquanto subíamos e tínhamos uma pequena introdução das instalações do local.

Era tudo muito lindo e lembrava um cenário de filme de terror, o que eu amo. Fiquei toda arrepiada ao ver uma luz piscar sem parar no fundo do corretor e alertei o Bruno, que também ficou empolgado. Não falamos nada com medo de acordar a Lana e ela acabar vendo e sentir medo disso, já que a maioria desses filmes dão medo nela.

Coloquei a pequena sobre a cama, que virou-se e esparramou-se novamente, voltando a dormir em minutinhos. Ajeitei nossas coisas primeiramente, colocando as roupas mais a vista, pegando nossos chinelos, nossos acessórios e arrumando uma pequena bolsa para levar a praia, sem contar nossas toalhas e a máquina fotográfica.

-Dizem que existem fantasmas aqui. – Bruno chega ao meu lado, falando baixinho. – Eu li uns artigos bem realistas.

-Relatos de pessoas? – Ele concorda. – Adorei. Vamos andar a noite pelos corredores do hotel, por favor?

-E a Lana?

-Bem, ela estará dormindo. – Olhei para ela sobre os ombros dele.

-Só se você me der na frente do fantasma... Ou se cometermos alguma loucura. – Passou a mão sobre a minha cintura.

-Ficarei com meu biquíni vermelho. – Mordi os lábios e ele riu, puxando-me para próximo do seu corpo.

-E se vierem esses fantasmas? E se for realmente assombrado? – É algum estilo novo de medo que ele tentou empregar pra cima de mim? Levanto minha sobrancelha.

-A gente os convida pra participar, ou eles ficam vendo como é que se transa de verdade.

-Meu Deus, Lea. Porra. – Beijou-me rapidamente, vorazmente. – A sua voz está me deixando excitado.

-Controla seu amiguinho. – Falei ao pé do seu ouvido, de um jeito arrastado, bem sexy.

-Vamos à praia, por favor. – Pôs a mão sobre os meus peitos. – Troque de biquíni na minha frente, porque irei fazer uma pequena sujeira no banheiro.

Fiz o que ele pediu. Peguei meu biquíni sobre a cama e tirei toda minha roupa, ficando nua em sua frente. Inclinei-me deixando minha bunda completamente a mostra pra ele e coloquei a parte de baixo do biquíni, virando de frente pra ele e ajeitando-a. Coloquei a parte de cima e ele virou as costas sem dizer nada, indo para o banheiro.

Abro a porta do banheiro e o vejo tirando a calça.

-Me come. – Suplico, fechando a porta atrás de mim.

No mesmo instante ele termina de tirar a sua calça e eu sigo até a sua frente. Acaricio seu membro, que sinto crescer em minha mão, e o beijo. Lambo em volta da sua boca, mordisco seus lábios, e tudo tem aquele gostinho de querer passar muito tempo ali, mas ambos sabemos que precisamos ir rápido.

Bruno afasta o busto do meu biquíni e beija meus mamilos, mordiscando-os de leve, e tudo que eu sinto é cócegas e maravilhosos arrepios que percorrem meu corpo inteiro e eu entro numa espécime de delírio interno. Agarro seus cabelos, desço minha mão, arranho com tudo suas costas sobre a camisa fina que usava.

Sua mão encontrou o caminho até minha intimidade, percorrendo com os dedos pela minha barriga e adentrando o biquíni vermelho para acariciar-me. Cravo minhas unhas em suas costas e gemo baixinho quando ele alicia meu clitóris, fazendo-me ver estrelas no dia. Procuro seu membro novamente e cuspo em minha mão para deixar mais simples o movimento. Sinto a sua cabeça desprotegida e com o movimento da sua mão, gemo um pouco mais alto, sentindo-o aumentar o ritmo.

No mesmo instante ele termina de tirar a sua calça e eu sigo até a sua frente. Acaricio seu membro, que sinto crescer em minha mão, e o beijo. Lambo em volta da sua boca, mordisco seus lábios, e tudo tem aquele gostinho de querer passar muito tempo ali, mas ambos sabemos que precisamos ir rápido.

Bruno afasta o busto do meu biquíni e beija meus mamilos, mordiscando-os de leve, e tudo que eu sinto é cócegas e maravilhosos arrepios que percorrem meu corpo inteiro e eu entro numa espécime de delírio interno. Agarro seus cabelos, desço minha mão, arranho com tudo suas costas sobre a camisa fina que usava.

Molho um pouco mais a minha mão e tento levantar minha perna, assim que ele percebe, Bruno me ajuda a levanta-la e encaixa ao seu corpo. Somente arrastou a calcinha para o lado e procurou o lugar certo, tateando. Ainda, antes de introduzir, me deixou doida com seu pênis roçando em minha entrada, insistentemente. Fechei os olhos e gemi quando o senti entrar. Não tinha outra reação. Gemi perto do seu ouvido, mordi meus lábios e arranhei suas costas sobre a sua camisa de tecido fino.

Bruno fodeu-me fortemente até fazer a perna que sustentava meu corpo tremer e eu quase cair. Sentou-se na privada e eu me encaixei em seu colo, subindo sobre seu pau e mexendo meu quadril para me ajustar melhor. Quando encontrei o jeito perfeito, subi e desci. A calcinha do biquíni para o lado atrapalhava um pouco, mas é para ser rápido.

-Eu vou gozar.

-Dentro? - Pergunto.

-Problemas?

-Não... - Puxei seu queixo e o beijei. - Agora?

Bruno gemeu um pouco mais intenso do que antes, avisando que a hora estava chegando. Enterrei meu corpo em seu colo, deixando todo seu pênis dentro de mim e sentindo uma pequena ardência. Seu corpo tremeu um pouco quando ele gozou, e seus lábios encontraram-se com os meus num beijo rápido.

-Preciso de um banho. - Fiz uma careta.

-Vá primeiro. Posso não resistir as tentações.

-Idiota. - Saio do seu colo, abrindo um pouco as pernas. - Se eu me abaixar e fazer força, o gozo cai?

-Talvez. - Deu de ombros quanto a minha estúpida ideia.

-Procure meu maiô, por favor.

-É branco?

-Talvez eu tenha trazido outro, não lembro. - Vou entrando no box e tirando a parte de cima do biquíni.

-Lea? - Ele me chama, já na porta com a calça posta. - Você é tão gostosa.

Somente ri e voltei minha atenção para o banho.

Terminei o banho e acordei a Lana para arruma-la. Depois de uma pequena conversa decidimos que o melhor seria irmos a piscina do hotel, pois dizem que é maravilhosa. Pegamos nossa bolsa com itens que precisaríamos, celulares e o cartão do quarto e descemos.

Lana foi de mãos dadas com o pai e todos os olhavam com ternura. Era lindo de ver as atitudes que ele tinha com ela, um perfeito cavalheiro. Eu amava quando ele ensinava a ela como uma mulher tem que ser tratada, às vezes nos estressávamos por eu achar que ele estava-a mimando, mas logo em seguida ele corrigia. Não quero que ela seja o tipo de menina que irá se vangloriar por ter um pai famoso e por ser rica, quero que ela se vanglorie por quem seu pai é de verdade e por todos os valores que ele tem e que ela irá ter. Isso é a riqueza de verdade.

Na piscina conseguimos um bom lugar. Não tinha muitas pessoas por ali, somente umas três famílias e uma delas tinha uma menina mais ou menos da idade da Lana. A influenciei a ir brincar com ela e Bruno supervisionou tudo de longe, até sentar-se ao meu lado embaixo do guarda sol.

-Fiquei até com sono. - Espreguiçou-se.

-Nem me fala. - Estalo os dedos das mãos. - Teremos que aguentar uma Lana elétrica por um bom tempo. Ela dormiu a tarde.

-Qualquer coisa dou um chá e ela se acalma, coloco um filme e ela dorme, aí podemos dormir.

-Quer ir dormir para não ir procurar fantasmas comigo? Medroso.

-Ah é. - Colocou a mão sobre a cabeça. - Irei cochilar aqui então para a noite podermos caçar fantasmas e eu poder comer você em frente deles.

-Você só pensa nisso.

-Penso que teremos uma bela história para contar e registrar.

-Mais uma. - Rio e ele acompanha-me.

Observamos a Lana por mais um tempo e eu dou um mergulho enquanto ele dormia na espreguiçadeira. Ficamos quase uma hora e meia ali até subirmos para tomarmos banho e nos arrumar. O plano é passear pelas ruas e visitar algumas lojinhas legais.

Vesti a Lana com um shortinho, tênis Converse e uma blusinha de manga comprida, porque esse vento pode ser do verão que está chegando, mas ele ainda não chegou e não posso marcar bobeira com a saúde da pequena. Coloco uma jaqueta dela na bolsa e uma pra mim também. Visto um macaquinho leve, sandálias rasteiras e espero o Bruno terminar de se arrumar quase dormindo.

-Quem sabe você não fica aqui dormindo?

-O objetivo é um passeio em família, se eu ficar dormindo, estragarei tudo.

-Isso é. - Concordo, expressando-me.

Bruno parou algumas vezes para algumas fotos e autógrafos e seguimos nosso caminho. Entramos em várias lojinhas e eu estava encantada com a limpeza e organização da pequena praia. É tudo tão bonitinho que parece de boneca. Raro de se encontrar, bonito de se ver.

-Lea. - Ele parou no meio da rua. Olhou para o outro lado fixamente e voltou a me encarar com aquele sorriso sapeca no rosto. - Vou fazer uma tatuagem.

-Outra? - Me refiro as outras quatro que ele tem.

-Sim. Você deveria fazer uma.

-Não... Quem sabe outra hora. Quando eu fazer, preciso que seja algo que eu não vá me arrepender. Sabe como eu tenho problemas com inconstância.

-É, eu sei bem. - Belisco seu braço somente por ter concordado e ele ri, passando a mão por cima.

-Já sabe o que quer fazer? - Caminho com ele até a faixa de segurança.

-Olha. - Lana aponta para uma mulher com fantasia sobre uma bicicleta.

-Linda, né meu amor. - Comento.

-O aniversário dela. - Bruno a olhou. - Uma das coisas mais importantes que já aconteceram em minha vida.

-Maravilhosa ideia.

-Aqui. - Apontou para a parte interna do braço direito. - O braço que tenho mais força.

-O braço da amizade, companheirismo... É lindo.

-Eu sei. - Passou a mão sobre o braço, dando um tapinha, como se eu tivesse falado sobre seu braço. - Desculpa, mas não pude evitar. - Riu. - Eu sei que o significado será lindo e eterno.

-Então vamos ali fazer uma tatuagem como programa de família.

-Yay. - Comemorou e Lana riu dele ficando mais próxima de mim.

Cuidamos bastante o estúdio assim que entramos. Pedi para ver sua licença e olhei todos seus instrumentos bem esterilizados, nunca deixaria que ele fizesse em qualquer lugar largado como ele faria se estivesse sozinho. Após isso, ele explicou ao moço como queria e ele desenhou, perguntando se estava bom, Bruno concordou e assim que ele arrumou as coisas, Bruno adentrou o espaço atrás de um biombo lindo que separava.

O barulho da máquina começou e Lana reclamou, dizendo que o som irritava seus ouvidos. Coloquei meus fones nela e algumas músicas do meu celular para tocar e ela ficou bem, feliz e escutando música.

Esperei por uns vinte minutos e Bruno voltou com o moço, ele conversou com ele, recebeu umas dicas que Bruno já sabia, ganhou uma pomada dele e então pagou para que pudéssemos ir embora.

Saímos do estúdio e eu pedi para ver. Lana também quis. Ele abaixou-se e mostrou em seu braço, pela parte de dentro, um código de barras com a data de nascimento dela. Ficou perfeita e o significado era mais perfeito ainda, o que deixou-a especial demais.

-Nunca esquecerei esse dia. - Beijou a testa da sua pequena princesa e olhou para nós duas. - Quem topa um sorvete?

-Eu! - Respondemos juntas.

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