domingo, 18 de outubro de 2015

Capítulo 42


Mas sou apenas humana
E eu sangro quando caio
Sou apenas humana

E eu me arrebento e me desmonto
Suas palavras na minha cabeça, facas em meu coração
Você me bota lá em cima e depois eu caio aos pedaços
Pois sou apenas humana
(Human - Christina Perri)

Bruno havia recebido um belo convite em casa, no nome dele, do Phil e do Ari. O convite? A festa de indicações para o Grammy. A festa havia começado assim que ele recebeu o convite e no dia, a felicidade não poderia ser maior.

Bruno andava de um lado para o outro, estava lindo. Com seu chapéu Fedora, um blazer cinza e seus sapatos sociais que insistiam em fazer os “clack clack” no chão, como se fosse um salto de mulher. Fiquei abismada com a rapidez de que tudo isso está acontecendo. Ele mal lançou um álbum, mal teve dois singles e apenas um clipe oficial... É impressionante. Isso só veio pra mostrar que ele é bom no que faz e merece estar onde está chegando.

Quando os meninos se encontraram, abençoamos eles, eu, Urbana e a namorada de Ari. Ficamos em casa esperando toda e qualquer informação, além do evento que iria ser televisionado por parte.

Como na pirâmide de Maslow, ele está chegando no topo. Já obtém suas necessidades fisiológicas, segurança, sociais e autoestima completamente cheias, e se depender de hoje, irá chegar na sua alto realização. Eu torço por isso mais que tudo e espero que ele ganhe ao menos uma indicação, mas como eu disse a ele, basta ter o pensamento positivo, já que ele foi convidado, e não deve ser por nada esse convite.

Depois de umas horas esperando alguma notícia, Bruno ligou, avisando que iria começar as indicações e que deveríamos ficar nas espertas.

Não demorou muito para sair a primeira indicação... Nothin On You, do B.o.B. Tem a colaboração dele, então tecnicamente é dele também. Logo veio as felicidades maiores quando ouvimos praticamente uma atrás de outras mais indicações. A maioria era da colaboração dele e do B.o.B., mas haviam também para Fu** You, letra escrita por ele e os meninos, mas interpretada por Cee Lo.

A hora que eu mais gritei e chorei de emoção foi quando o nome dele foi unicamente anunciado. Mandei uma mensagem felicitando e pedindo que me ligasse assim que possível, mas que agradecesse à Deus e ligasse para a sua mãe e seu pai primeiramente.

-Alô? – Atendo o telefone, um número desconhecido, ouvindo um barulho imenso.

-Lea? Sou eu, Bruno! – Ouço a sua risada. – Estou ligando do número de um amigo meu.

-Bruno! – Alerto as meninas. – Meu Deus, parabéns, parabéns, e parabéns. Não tem muito o que dizer... Eu estou surtando por você!

-Ela está chorando. – Urbana ri alto.

-Obrigada, gente. Estamos muito felizes também. Queremos gritar, mas acho que seria muito inconveniente? – Aposto que ele está arqueando suas sobrancelhas.

-Eu estou muito feliz. Parabéns novamente. Tudo isso que está acontecendo é só o inicio, virá muito mais pela frente, verá. Você merece muito mais, e vai ganhar esse prêmio. Ouviu? Vamos manter o pensamento positivo e continuar usando esse dom maravilhoso.

-Você é incrível! Eu te amo, Lea. Não poderia existir alguém melhor para compartilhar esses momentos comigo.

-Você é o melhor, merece o melhor. Estou muito feliz de participar desse momento com você... Eu te amo, muito.


-Não é pra fazer assim com a sua prima. – Jaime gritou para o Jaimo, que insistia em rodopiar Lana pelos braços.

-Tô vendo isso acabar em coisa não muito boa. – Pus as mãos na cabeça e ela ri, pegando Jaimo pelo braço e dizendo algo do qual não prestei atenção. – Que horas os meninos chegarão? – Dirigi-me a Cindia.

-Eric havia dito que dentro de uma hora estariam aqui. – Espiou Liam por cima da pequena cama feita para ele na sala. – Mas sabe que eu não acredito. Eles estão com os meninos da banda, mais o Dre...

-Soltos em Los Angeles.

-Soltos até eu dar uns tapas no Eric. – Riu e Jaime juntou-se à nós novamente.

-Jason está chegando do mercado, acho que já irá acabar nossa mordomia.

-Pelo menos eu posso ajudar, Liam está ferrado no sono.

-Como é bom ser criança. – Reviro os olhos. – Queria dormir por muito tempo assim, mas tenho que dormir com um olho e deixar o outro aberto por causa da Lana.

-E a babá, não irão atrás de outra?

-Vou ver mais indicações, mas indicações de pessoas que eu conheça e não de agências.

-O que aconteceu com aquela menina loira? – Jaime perguntou. Pigarreio e Cindia até ri um pouco.

-Bruno dormia com ela... Em todos os cômodos. – Digo rapidamente. – É um desrespeito à mim e a filha dele. Além do mais, ela mal cuidava da Lana... Se é pra deixar minha pequena olhando televisão o dia todo, eu a deixo com a minha avó.

-Mentira!? – Se espantou. – Meu irmão é um idiota.

-Mas tem algo que eu queria saber... E vocês? Não ficam? Não estão juntos?

-Nós? – Rio. – Não tem nós.

-Ok, mas vocês tiveram algo, sim? – Parecia estar sendo entrevistada pelas duas, impressionante o quanto me senti pressionada. Assenti positivamente.

-Mas meu irmão é um idiota que não te pediu em namoro, certo?

-Na verdade nós dois achamos melhor não namorarmos. Pelo menos no inicio não.

Eu estava mentindo, é claro que nós ainda ficávamos. Não na mesma frequência de antes e nem aquelas coisas fofas de antes, mas tirávamos nossa vontade. Estalo o pescoço, olhando para minhas unhas pintadas de esmalte Café.

-Depois então você queria?

-Não sei se me sinto à vontade pra responder isso. – Começo a rir, não quero expor nenhum sentimento nem nada assim.

Nem eu sei o que senti naquela época e o que sinto, nem eu sei como as coisas estão dentro de mim. Não sei o que eu sinto... Pode ser apenas saudades, apenas carência de ter um carinho a mais, apenas vontade de ter ele perto de mim novamente.

Começamos a fazer a comida dividindo todas as tarefas.

-Mamãe. – Lana parou na porta da cozinha e Jaime me olha, seus olhos sorriem pra mim. – Fome. – Franze a testa bem igualzinho ao seu pai.

-Dê comida à ela, depois volte aqui. – Jaime pega a faca da minha mão onde estava cortando cebola.

Lavei as mãos e as sequei num pano. Não iria dar nada pesado à ela, então esmaguei uma banana com um pouco de aveia. Sentei com ela no sofá e liguei a televisão.

-Fica aqui bonitinha com a mamãe. – A impedi de descer do sofá. – Olha a comida. – Faço um aviãozinho e ela ri.

Ela continua rindo e prestando atenção no desenho enquanto dou a comida pra ela. Minha pequena está crescendo tão rapidamente. Uma princesa de linda, com a pele parecendo estar sempre bem bronzeada, olhos graúdos e castanhos, cabelos batendo pelo ombro, com as pontas cacheadas.

Ouço a risada do Bruno depois de duas semanas sem vê-lo. Olho para a porta e ele está lá, com Eric passando a sua frente. Acenei para ele e Bruno sorri, mas seu olhar vai diretamente para sua filha.

-Amor do pai! – Correu para abraça-la. – Que saudade.

-Papai. – O abraçou fortemente. – Estou comendo banana. – Apontou para o prato em meu colo. Seu jeitinho errado e fofo de falar é uma das coisas que mais me encantam.

Agora ele me olhou, deu um sorriso e inclinou-se para beijar-me. Ofereci minha bochecha, mas ele beijou minha testa.

-Estou todo suado. – Fez uma careta. – Como estão?

-Muito bem, papai.

-Muito bem. – Respondo também.

Lana não quis comer o resto, foi atrás do seu pai para todo o lugar que ele ia. Não tiro a razão da pequena, coitada, passar tempos longe dele é difícil.

Ajudei as meninas na cozinha novamente e fofocamos mais um pouco. Ao chegar a noite que antecipa o natal, trocamos abraços e beijos, comemos nossa ceia e nos juntamos para conversarmos e comemorarmos. Ligamos para todos os parentes que gostaríamos que desejar um feliz natal. Usamos gorros e roupinhas legais, como suéteres de renas ou com papai Noel.

As crianças dormiram ao chegar duas horas da manhã. Cantamos em volta do piano cantigas legais e conversamos mais um pouco. Afastei-me de todos para ligar para minha mãe. Falar com ela e com o meu pai me causou uma sensação tão ruim, como todos os natais. Passar longe deles nunca foi o plano, mas é o que temos. Liguei para minha irmã e já perguntei sobre a sua vinda pra cá, ela disse que será o mais breve possível, assim que entrar o ano de dois mil e onze.

-Hey. – Bruno estava mais alegre depois de umas doses de vodca. Virei-me para limpar o rosto. – Está afastada porquê?

-Liguei para minha família. – Sorri. – Eles estão bem e...

-Vamos voltar pra lá? – Nem ouviu o que eu tinha pra dizer, só queria poder dizer pra ele a saudades que estou sentindo da minha família, compartilhar isso...

-Pode ir lá, tenho mais ligações a fazer. – Procurei o número da Megan no meu celular.

-Ok.

Não foi nada demais, foi bem longe disso, ninguém é obrigado a ouvir meus lamentos e problemas, mas ele bem que poderia arcar com seu papel de melhor amigo e dar-me um abraço que não recebi ainda.

Depois que liguei para a Megan, permaneci na rua. Ele não me procurou, somente depois para dizer que a Lana estava chorando. E eu fui.


Passamos o ano novo em Nova Iorque. Motivo? Bruno tinha shows e Lana não quis ficar com ninguém além de mim, então fui junto ao invés de ficar com meus avós como fora o combinado.

Foi um dos piores ano novo da minha vida. Porque? Também não havia um motivo concreto. Vimos o show dele, pequeno até, passamos a virada cantando, depois Lana foi posta para dormir e a gente seguiu para uma festa no mesmo local do show.

A festa em si estava boa, bem divertida, mas em certo momento fiquei sozinha até o resto da noite. Bruno se envolveu com uma mulher e sumiu da festa, Cindia e Eric foram para o hotel por causa do Liam e para terem seus momentos. Urbana e Phil saíram assim que deu meia noite. Megan estava em Los Angeles com o Caleb, e eu ali sozinha, numa pista de dança.

Dancei com dois caras, pelo ou menos, mas nada demais. Ambos não deu em nada, nem troca de números... Dois mil e onze já começando com azar.

Cheguei no quarto do hotel – Lana estava com Urbana – e encontrei Bruno deitado na sua cama com uma mulher. Estavam dormindo. Uma morena linda, cintura fina e parecia ter um corpo maravilhoso. Não quis olhar muito para a cama, minha raiva e azar já estavam no limite. Meu salto gruda em uma camisinha usada – sem nada dentro dela, ele deve ter gozado na morena ao seu lado.

Tomei um banho e coloquei meu baby-doll sexy – que trouxe pensando que poderia rolar algo nessa viagem – e deitei na cama, cobrindo-me até o pescoço. Virei-me de um lado para o outro, mas ou havia uma pintura horrível e bem triste, ou havia Bruno e a mulher empernados na cama ao lado.

Muito barulho pra acordar no primeiro dia do ano, em pleno sábado. Resmunguei tapando até minha cabeça, mas estava demais. Tirei a coberta e vi Bruno se pegar com a mulher no canto enquanto ela vestia suas roupas. Era só o que me faltava. Virei para o lado e resmungo mais uma vez, mas nenhum dos dois parecem ouvir ou me ignoram.

Quando ouço o barulho da porta, tiro a coberta de cima da cabeça e olho para ele, sem camisa somente com a cueca, espreguiçando-se e sorrindo. Ele coça seu saco e eu faço cara de nojo. Eu não estava no meu dia, não estava na minha semana, não estava no meu ano!

Levanto para ir ao banheiro, já que dormir não ia conseguir mais. Peguei meu celular e passei reto por ele.

-Bom dia pra você também. – Diz quando saio do banheiro, está sentado na sua cama.

-Bom dia. – Coloco meu kit de higiene na minha mala.

-Podemos fazer o que hoje? Queria levar a Lana na Estátua. – Falou pegando o controle da televisão.

-Leve. – Dou de ombros. – Aproveite e pegue ela ali com a Urbana. Ela já deve estar acordada e vai querer comer algo.

-Você está linda com esse baby-doll. É novo?

-Não. – Olho para o meu corpo. – Comprei em novembro.

-Relativamente novo. – Deu de ombros perambulando pelos canais da televisão.

Pego o telefone e ligo para o serviço de quarto, pedindo o café para nós dois e o da Lana também. Vi que ele não se aprumou para busca-la no quarto, então interfonei para ela e avisei que iria lá, mas Phil fez questão de traze-la.

Abri a porta pra ele e ela estava no seu colo, ainda dormindo.

-Obrigada, Phil! Você é um anjo. – Abro mais a porta para que ela passe. – Coloque ela na minha cama, por favor.

-Bom dia. – Disse para nós dois, indo na direção da minha cama. – Essa pequena tá pesada.

-Nem me fala. – Comento com ele.

-Bro, não deveria ter tomado tanto Cosmopollitan. – Riu sozinho. Bruno estava atirado, estranho.

-Depois a gente conversa. Não tomei café ainda. – Torceu o rosto na careta de fome e pôs a mão sobre o estômago.

Phil saiu do quarto e logo o café chegou. Sentamos na mesa para dois e tomamos o nosso praticamente em silêncio. Quando peguei o açúcar, Bruno pegou ao mesmo tempo, pondo sua mão sobre a minha. Sorri pra ele, mesmo querendo que ele tirasse aquelas mãos de Morena-Sem-Nome das minhas. Não poderia mostrar que lá no fundo eu estava magoada por isso. Não havia a Lana ali para dizer que ele estava desrespeitando-a.

-O que fez ontem à noite?

-Fiquei sozinha na boate. – Pus a torradinha na boca. – Foram todos embora.

-Não sabia que não tinha ninguém lá.

-Tinha. – Dou outra mordida e mastigo. – Um monte de gente, mas nenhuma que eu conhecesse.

-Ah. – Sua vez de comer com geleia de morango. – Voltou como?

-Dividi o táxi com um casal. – Dou de ombros, terminando meu café.

-Isso é perigoso.

-Eu sei, mas era o único modo de conseguirmos um táxi sem ter uma fila numérica. Era virada do ano, e estamos em Nova Iorque.

-Desculpa.

-Não foi nada. – Sorri sem vontade, um verdadeiro sorriso amarelo.

-Foi sim, uh? Desculpa por acordar você.

-Compenso meu sono quando irmos pra casa.

-Estou pensando em voltarmos domingo, o que acha? Teríamos o sábado para aproveitar aqui, podemos sair à noite...

-Pra irmos em outra boate e eu ficar sozinha mais uma vez? Obrigada.

-Ah, e não tinha ficado brava?

-Não falei em nenhum momento que não estava brava. – Bufo.

-Para compensar podemos sair somente nós dois...

-Vou sair com a minha irmã hoje. Algo com ela, o Kyle e seus amigos.

-Amigos? Hm. Divirta-se.

-Obrigada. – Levantei da cadeira.

-Pensei que queria passar mais tempo comigo, já que vou viajar novamente. – Resmungou sozinho.

-Querer eu queria, Bruno, mas nem tudo que a gente quer, a gente consegue. Você me deixou largada lá naquela boate onde eu não conhecia ninguém!

-Vai ficar esfregando isso na minha cara?

-Não! – Apontei o dedo para ele. – Mas não estou afim de passar mais uma vez sozinha. Fique com a sua filha, ela precisa de você!

-Você também precisa de mim.

-Não, eu não preciso. – Ri, com os nervos à flor da pele. – Preciso somente ficar com quem queira minha companhia.

-Não estou com paciência pra dramas. Rainha! – Rainha do drama? Ah claro! Idiota.

-Bem eu mesmo. – Observo que Lana se mexe. – Vou dar café pra ela e vou sair.

-Tchau.

Não foi por querer, foi impulso. Peguei um sache de açúcar e toquei nele, que desviou-o com as mãos, tomando de volta do chão e me encarando. Queria chorar de raiva por tudo, principalmente por esse ano ter entrado uma bosta, vai acabar pior, eu sei que vai.

-Lea? – Diminuiu o tom de voz.

Pisco e a lágrima caí. Novamente a menina Eleanor chorando por emoções que estão à flor da pele, emoções que eu não consigo controlar, nunca. Peguei a Lana que acordou com um enorme sorriso.

-Bom dia. – Beijo seu rostinho e sem querer o molho com a lágrima.

-Bom dia mamãe. – Passou a mão nos seus olhos e depois nos meus. – Tá chorando?

-Foi um cisco. – Largo-a no chão. – Vamos tomar café?

-Vamos.

-Vamos cantar uma musiquinha então.

Cantei alguma música de um dos desenhos que ela assiste e logo meu humor já melhora em setenta por cento. Bruno fala com ela algumas vezes e diz que hoje eles irão passear. Depois de tomar um banho e separar minha roupa, estava de toalha envolvida no corpo e Bruno coloca a Lana na cama, colocando sua roupinha. Penteio meus cabelos e ele a veste, deixando-a na cama e me abraçando por trás.

Soltei suas mãos do meu corpo e desviei dele. Eu ainda ficaria assim com ele, fiquei chateada e não foi pouco. Não gosto de ficar sozinha, e ao chegar aqui encontrar ele com aquela mulher... Não é ciúmes, é... Eu não sei o que é, só sei que queria atenção dele, um pouquinho mais, precisava disso para suprir toda a saudades que eu sinto do meu melhor amigo.


O final de semana em Nova Iorque foi um desastre. Chegou ao ponto de ficarmos sem nos falar. Ele não insistiu mais para falar comigo e eu não corri atrás, passei o sábado e a manhã de domingo com a minha irmã e acabei ficando com um dos amigos de Kyle. Somente alguns beijos para me dispersar um pouco.

No domingo, durante o voo, Lana passou mal e eu cuidei dela. Está gripada e com virose. Em Los Angeles o médico passou para nós uma série de remédios que iriam melhora-la.

Segunda feira foi entregue a carta que temíamos. O julgamento do Bruno seria no dia 20 de Janeiro, no Texas. Depois teria o Grammy e as viagens continuariam. Ele ficou nervoso e com medo do que pudesse acontecer, mas o advogado disse para ele manter a calma e pensar positivo, porque ele lutaria para que nada desse errado.

Tive o dever de falar com ele depois de tudo isso. Abri a porta do seu quarto e passei por cima de qualquer orgulho que tinha.

-Hey. – Sentei-me ao seu lado. – Vai dar tudo certo. Você já falou com o advogado e ele lhe garantiu isso.

-Estou com medo, Lea. – Soltou o ar preso por algum tempo. – E se algo der errado? Eu não quero ser preso. Eu fiz aquilo sem pensar.

-Eu sei, todos sabemos. Por isso mesmo precisa acalmar. Vai dar tudo certo.

-Rezo quatrocentas orações...

-Não adianta rezar e não ter fé. Tem que ter fé e acreditar que vai dar certo.

-Me desculpa por ter feito aquilo em Nova Iorque.

-Já passou. – Acaricio seus cabelos.

-Não é só seu ano que está uma droga. – Começou a rir.

-Isso é apenas uma passagem, Bruno. Daqui pra frente você só terá conquistas. Verá!

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