Você teve um monte de momentos que não duraram para sempre
Agora você está no canto tentando entender
Como amar
(How To Love - Lil Wayne)
Doze de Outubro de Dois mil e doze
Preguiçosamente, me ajeitei na cama, desejando não ter que levantar para ajeitar a casa.
Ganhei uma folga merecida após trabalhar o final de semana para o Ian bater a meta de casas para o fechamento de um contrato com uma empreiteira. Eram burocracias demais, mas após todo o esforço, conseguimos o êxito.
Passaria o dia em casa, de pernas para o ar. E cabelos, também! Lana estava a todo o vapor e não para um segundo de escutar a música do seu pai e de dançar de um lado para o outro.
Ele finalmente lançou o primeiro single do seu segundo CD. A música? Locked Out Of Heaven. A letra? Algo parecido com o que ele me falou quando nós estávamos ficando ainda e tínhamos terminado uma transa. Foi uma homenagem legal, seria mais se estivéssemos juntos... Juntos não é bem a palavra certa. Algo como: se tivéssemos transando casualmente, pega melhor.
Falando em "nós", estamos amigos novamente.
Passamos por uma semana, assim que dei o basta final, onde ele ficou o tempo todo tentando me convencer de que ele estava consciente de que tinha errado e que nós deveríamos continuar com aquilo, pois estava, de certa forma, viciado em mim. Nenhum momento dei esperanças, nem à ele e nem à mim. Coloquei em minha cabeça que nós não servimos mais pra isso. Agora toquei minha bola pra frente e estou, aos poucos, me adaptando a vida da caça ao tesouro, experimentando vários caminhos.
Saí com duas pessoas nesses dois meses. Dois homens que não foram o que eu esperei exatamente. Um deles morava em Oklahoma, o outro em Venice. Um deles um idiota caipira, que só queria diversão e o outro um garanhão que se achava acima de qualquer pessoa. Não transei com nenhum deles, mas experimentei o beijo. Megan disse que eu posso experimentar aquele lance de cinco encontros, e somente no quinto transar. Não é uma má ideia, mas está ai para pensar.
Bruno Pov's
O sono tomava conta do meu corpo, relutava pra acordar de vez, mas algo me puxava na cama e me inebriava para que eu ali continuasse.
Coço os olhos, espreguiço-me, estalo meu pescoço e meus dedos. Tudo isso antes de levantar. Meu corpo parecia pesar mais do que quatrocentos quilos.
-Ah. - Reclamo, sentando na cama. - Não quero te deixar. - Me atirei pra trás.
Levantei meu olhar para o relógio-despertador ao lado da minha cama, onde o digital marcava 08:14min.
-Droga. - Peguei impulso para levantar e saí da cama, calçando meus chinelos.
Bati na porta da Lea, para acordar ela, mas ouvi o seu resmungo de já estar acordada. Parti para o quarto da minha filha e abri delicadamente a porta. Ela estava dormindo ainda, tranquilamente. Adentrei o quarto e caminhei até a sua cama. Dei um beijo em sua bochecha e esperei que ela não acordasse.
-Te amo pequena.
Saí do quarto e entrei no da Lea, sem permissão mesmo.
Nós estamos... Bem! É, ela inventou um negócio idiota de que não íamos mais envolver sexo com nossa amizade. Uma bobagem, mas eu tentei. Tentei mesmo. Falei para ela muitos discursos e não escutei muitas palavras. Ela evitou me responder sobre isso, mas quando respondeu foi direta, novamente, dizendo que não íamos realmente ter mais nada.
Tudo bem, se ela quer isso, eu não posso fazer nada. Ela não pode escapar das minhas punhetas quando preciso, nem dos meus pensamentos.
Meu extinto falou bem mais alto quando comecei a fazer algumas coisas para ver a sua reação.
Falei com mulheres no celular, mostrei algumas fotos de algumas mulheres que peguei, convidei ela para ir em algumas boates onde eu iria ir. Mas, para a minha infelicidade, ela reagia normalmente. Meu cociente diz que ela está com raiva por dentro e que não quer mostrar o ciúmes. Mas meu coração, pouco a pouco, vai dizendo que ela realmente não se importa mais, o que só me faz pensar que eu devo aumentar a dose.
Eleanor estava enrolada no lençol branco da sua cama, mexendo em seu celular e rindo.
-Bom dia, bela adormecida. - Sento na ponta da sua cama e ela oferece um sorriso quando repete o que eu falei. - Que bom dia mais seco.
-Cuspir enquanto falasse ajudaria em algo? - Diz, de um bom humor notável.
-Que bom que acordou assim. - Dou um tapinha em seu braço. - Lana continua dormindo, dispensei Umma por hoje...
Ela me interrompe.
-Não! - Chega a sentar-se, ajeitando o lençol que mostra seu pijama sexy vermelho, de um tecido fino. - Ela tem que vir.
-Por quê? Estamos em casa.
-Sim, mas estava combinando de fazer um piquenique com a Lana, aproveitar o sol.
-Eu nem sabia disso.
-Essa ideia eu tive agora. - Balançou a cabeça e rio, junto com ela. - Mas sério, não estou afim de fazer comida. - Dramatizou.
-Vamos fazer comida juntos?
-Estou com preguiça.
-Tudo bem. - Saquei meu celular, verificando que tinha mensagens novas. Olhei primeiro para uma lista especial e mostro para ela. - Podemos escolher o que queremos.
-Você é um anjo.
-Poderia ter pedido direto. - Rio dela.
Abro as mensagens, uma de Ari e outra de Alison.
Alison é uma latina, gostosa demais! Filha de um pai apoderado e uma mãe muito linda, ela é cheia de curvas gostosas com tudo na medida exata. Faz academia e é boa de cama. Conheci ela numa noite e transamos duas vezes, agora nos falamos para combinar a terceira, mas está difícil de eu sair de casa sem ser notado.
Apesar de tudo, ainda quero manter a privacidade e a integridade minha e da minha filha perante a mídia. Há possibilidade deles aumentarem em duzentos por cento o que verem por um único segundo.
A mensagem dela continha uma foto e a pergunta se iríamos nos ver hoje porque estava com saudades. Só de abrir a foto meu pau já lateja dentro das calças. Não estava usando cuecas.
Pus a mão discretamente sobre ele e Lea me olhou, curiosa pelo meu olhar sobre o celular.
-Eu sei que... - Iria falar que ela não iria gostar de ver, mas é melhor ver a sua cara quando vir a foto. - Olha isso. - Fisgo os lábios.
-Gostosa. - Arregalou os olhos. - Tá pegando?
-Duas vezes... Quero marcar a terceira!
-Boa de cama?
Não me vem com esse papinho que tínhamos antes sobre as mulheres com quem eu fico.
-É, bem boa. - É boa, definitivamente, não manda tão bem no oral, não liberou a porta dos fundos, mas é boa no que faz. - Tenho o bônus de gozar na boca dela.
-Transa sem camisinha? - Faz uma cara de nojo.
-Acha que sou doido? - Começo a rir e a levo junto comigo. - Não. É com camisinha, mas antes de gozar eu tiro. Não gosto de gozar numa borracha.
-Deve ser chato. - Torceu os lábios. - Será que ela curte mulheres?
-Posso perguntar se ela está afim de um ménage. O que acha?
-Não. - Balançou a cabeça, bem humorada. - Não a quero.
-Me quer?
-Vá à merda. - Riu de mim. - Sabe que eu só brinco com essas coisas. Experimentei beijar mulheres, mas foi só isso. Gosto de outras coisas.
-De preferência que te façam gozar como doida, uh?
-Obviamente. - Sua risada é gostosa. Ela inclina-se pra frente, penso por um segundo que ela irá falar algo pra mim, mas ela apenas ajustou-se e colocou o travesseiro atrás. - Toda mulher gosta disso e quer isso.
-No fim todos querem isso: gozar. - Dou de ombros, olhando pela última vez a foto e bloqueando o celular.
Quando vi que Lea ainda ficaria um tempo na cama e que estava no celular, olhando para ele e rindo como uma boba, não perdi tempo.
Acordei minha filha e fiz o café para nós. Chamei pela Eleanor que veio quando estava acabando. Lana pediu para pôr a música que lancei. Ela a amou, talvez por ter essa batida bem característica, ser bem agitada e boa para dançar, mas ela adorou e vive dançando desde que lancei.
Lea a canta junto com a Lana e grava minha pequena cantando.
-Olha pra câmera, Lana. - Lea a chama e ela olha, envergonhada. - Não vai cantar? Tem que completar o show.
-Eu não sei. - Olha pra baixo, balançando o pezinho de um lado para o outro. Cheia da vergonha.
-Canta pro papai. - Peço e ela me olha. Me encara por algum tempinho e começa a cantar.
Lea grava tudo e enquanto nós estamos vendo, eu não sei quem baba mais sobre ela. Minha pequena cresce a cada dia mais. Fica mais esperta, mais rápida, curiosa por saber sempre mais. Tenho tanto orgulho da minha filha.
Eu a esmago num abraço e Lea se junta a nós. Beijo a bochecha da minha filha e faço cócegas nela. Eleanor saí do nosso meio e vai atrás do celular, onde não para um segundo de rir que nem idiota olhando pra tela daquele negócio. Ok, Lea... Se é assim, assim será!
Peguei o meu e deixei minha filha um pouco livre. Abro a conversa com Alison e imediatamente aparece a sua foto. Eu preciso vê-la, e preciso que Lea saiba que eu estou vendo-a. Disquei seu número e não deu muito para ela me atender.
-Olá. - Posso ver o sorriso através da sua voz. Sorriso safado. - A que devo a honra?
-Bom dia. - Olho para o relógio e ainda é considerado bom dia. - Ocupada?
-Pra você, nunca. - Dá um risinho sem graça e eu faço questão de procurar Lea no meu campo de visão. Caminho um pouco pra frente para que fique nítido o que estou falando.
-Assim que eu gosto. - Mordo o canto dos lábios. - Ocupada hoje à tarde?
-Irei com meu pai num compromisso. Somente à noite.
-Podemos nos encontrar? - Perguntei, aumentando o tom da voz. Lea não levanta a cabeça, mas sinto o seu olhar levantar para mim. - Não vejo a hora de te ver.
-Podemos marcar algo pra noite então, tudo bem?
-Maravilhoso.
-Onde?
-Te mandarei mensagem. Aliás, obrigada pelo maravilhoso bom dia que tive com aquela foto. - Agora sim ela levanta a cabeça, passa seus olhos por mim e olha para Lana.
Ela caminha até seu encontro e brinca com a pequena, nem olhando pra mim. Tenho certeza de que Lea ouviu e funcionou, consegui despertar seu ciúmes, sim? Talvez.
-Queria uma também.
-Quando fizer uma homenagem pra sua foto, mando uma minha.
Consegui! Me senti vitorioso quando ela me olhou diretamente e em sua cabeça, tenho certeza, que passou o assunto que eu estava tratando no telefone. Isso, Eleanor. Quero ver você sabendo o que está perdendo. Vai sentir muito por ter me jogado fora e quando quiser, claro que darei uma de difícil pra mostrar quem manda.
É um joguinho idiota, mas não aceitarei sair dessa sem ser vitorioso. Ela têm que ver o que perdeu, o grande partido que eu sou.
-Ihh, mamãe.
A primeira coisa que ouço é um barulho, quando Lana diz isso eu me viro novamente para vê-las. Minha filha está com as duas mãos pra cima, com cara de quem aprontou e Lea está com cara de riso, mas que está se segurando ao máximo para dar um exemplo.
-Eu falei que iria quebrar, não falei? - Observo que no chão há alguns cacos.
-Desculpa. - Se embalou de um lado para o outro.
-Tem que pedir desculpas pro seu pai e prometer que vai cuidar da próxima vez. - Pegou suas mãozinhas. - Você poderia ter se machucado. - Olhou-as de perto. - Está dodói?
-Não. - Responde, recolhendo as mãos. - Eu ajudo a limpar. - Se ofereceu quando Lea pega o primeiro caco maior.
-Isso é pra mim. Você pode ir lá, pedir pro seu pai sair do telefone e pedir desculpas pra ele por ter quebrado seu enfeite. Ok?
-Ok.
-Não foi nada. Só cuide da próxima vez.
Ela a abraçou e deu um beijo em seu rosto. Eu não canso de dizer que minha filha não teria mãe melhor para ensinar as melhores coisas.
Além do que estava acontecendo, prestei atenção quando ela falou para Lana me tirar do celular. É o ciúme? Tudo bem, ele vai aumentar.
Lana me pediu desculpas pelo que quebrou, era apenas um enfeite qualquer.
A tarde pareceu se arrastar demais para passar. Pratiquei algumas coisas no estúdio de casa e enquanto estava no meu piano, Lana estava no seu de brinquedo, batendo nas teclas com a intensão de sair um som bom. Na verdade parecia um saco de gatos, mas eu dizia que estava bom para incentiva-la a continuar. Quero que minha filha também aprenda muito com a música.
Quando peguei o celular e abri a conversa com a Alison, a primeira coisa que vi foi à foto novamente. Pensei em onde poderíamos nos encontrar e tive uma brilhante ideia. Redirecionei uma mensagem pra ela:
"Às nove horas, na minha casa. Já tem o endereço, vou deixar seu nome com o pessoal para autorizar a sua entrada. Estou te esperando... Venha muito sexy e preparada para uma boa foda."
Se fosse a Lea me respondendo essa mensagem seria algo no estilo: "uma boa foda? Uma só, Bruno? Fraco." Parece que eu estou ouvindo ela falar isso e rio sozinho.
Ajeito meu quarto, separo uma roupa qualquer para tomar um banho e me relaxo com a água morna no meu corpo.
Eleanor acabou fazendo a janta, algo mexicano com pimenta e tudo mais. Nada melhor que uma boa latina, em amplos sentidos. Jantamos e quando deu nove e vinte, Alison ainda não tinha chego. Lana estava na sala e Lea foi pra lá também, com o celular em mãos. Que tanto tem nesse celular dela que ela não larga de mão? Meu Deus!
A campainha toca e eu atendo. Ela aparece, trajando um vestido justo no corpo, sexy, na cor de abóbora. Seus cabelos estão soltos e nos seus pés tem uma sandália. Há uma fenda na lateral do vestido que mostra a ponta da sua tatuagem. Um dragão que pega um pedaço da perna até suas costelas.
Demos um beijo rápido ali e fiz questão de leva-la até a sala.
-Alison. - Chamo a atenção de L e Lea que estavam montando uma casinha. - Essas são Lea e Lana, respectivamente. - Aponto para as duas. - Minha filha e minha amiga.
-Prazer. - Acenou, com vergonha.
-Prazer, Alison. Seja bem vinda. - Lea levantou, trazendo consigo um sorriso grande. Esticou a mão para Alison, que entregou a sua. - Você é mais linda pessoalmente.
-Obrigada. Você também.
-Que nada. Estou um caco hoje. - Passou a mão sobre os cabelos.
-Oi. - Lana aparece entre nós, olhando para Alison, super curiosa. - Quem é você?
-Sou a Alison, uma amiga do seu pai.
-Amiga ou namorada? - Levemente inclinou a cabeça para o lado.
-Lana. - Lea chamou a sua atenção.
-Sou amiga. - Rolou os ombros. Lea piscou para ela, que riu.
-O que veio fazer aqui? Seu vestido é muito lindo.
-Vim ajudar seu pai... - Vacilou no que ia falar e me olhou para ver se eu ajudava. Eu nem sabia o que estava rolando, minha mente estava para bem longe dali. - Em algumas coisas do estúdio. - Complementou. - E muito obrigada. Seu pijama é muito lindo também.
-Não é um pijama. - Minha filha olha para sua própria roupa. - É quase uma fantasia. - Fez um gesto com as mãos.
-Como ela é inteligente. - Alison se espanta, olhando pra mim e o máximo que faço é rir pra ela e concordar. Sou um pamonha.
-Vamos lá, L? - Lea a chama. - Vamos terminar de montar a casinha. - Lana volta correndo e Lea se aproxima de nós. - Tentem não gemer muito, ou pelo menos fazer com que não dê muito barulho, pois daqui a pouco ela irá dormir. Boa noite, casal.
-Boa noite, Eleanor. Prazer em te conhecer.
-O prazer é meu.
Eleanor estava sendo completamente sincera. Ela não pareceu estar com ciúmes da Alison em nenhum momento. Que diabos está acontecendo? Ela deveria estar morrendo de ciúmes quando isso acontecesse. Se ela ficou daquela forma quando eu estava no celular - ou era coisa da minha cabeça? - porque não ficou pior agora?
Levei Alison para o quarto de hóspedes. Eu sou um idiota por trazer uma mulher pra minha casa dessa forma, mas não sou um imbecil de levar qualquer pessoa para minha cama. Ela é sagrada. Só dorme eu, minha filha e a Lea quando quer. Nem minhas irmãs deitam na minha cama.
Aproveitamos muito bem o tempo. Muito bem, mesmo. Ela sabia rebolar em meu colo, quando estava de quatro ficava com a bunda bem empinada pra mim. Impossível transar uma só vez. Nós fizemos a primeira, descansamos e conversamos rapidamente e já partimos para a segunda. Depois da segunda, só quis dormir. Falei pra ela ficar a vontade e virei pro lado para dormir.
ზ
Pensei que já fosse manhã quando acordei, mas passavam apenas alguns minutos após a meia noite.
A cama ao meu lado estava vazia. Será que Alison foi embora? Ela poderia ter ficado para fazer uma saideira, ou pelo menos até Eleanor nos ver juntos.
Levantei da cama com fome e fui diretamente para a cozinha. Lá estavam Lea e Alison, sentadas diante da bancada com copos em suas frentes - não sei se eram drinks ou sucos. Que diabo estava acontecendo aqui? Quando que as duas viraram amigas de infância?
Não era esse o plano.
Pigarreei e Lea sorriu quando me viu.
-E aí está ele. - Apontou em minha direção e Alison, quando me vê, dá uma piscadela. - Dormiu bem?
-Dormi. - Respondi, ainda muito desconfiado. - Hã...?
-Nós estávamos aqui conversando. - Lea dá uma explicação tão idiota. Isso era meio óbvio.
-Estávamos falando sobre seu sexo. - Alison dá uma gargalhada alta e Lea também. Não acredito. - Brincadeira. Estamos conversando sobre a vida. Fatos engraçados que parecem que só acontecem conosco, quando na verdade a maioria já aconteceu com a Lea. Estou me identificando com ela.
Elas se abraçam de lado. Não acredito que eu trouxe uma para fazer ciúmes para a outra e Lea virou amiguinha dela. Assim não dá.
Algum tempo depois, Alison foi embora quando seu táxi chegou. Lea já estava com pijama e um hobby por cima. Tenho a plena certeza de que estava usando aquele vermelho mesmo que estava hoje pela manhã. O calção dele é curto, a blusa de alcinha permite com que veja o delineado do seus seios. Pena que ela se cobre agora para que eu não veja. Não é nada bobo, nada do tipo "olhe para o lado, Bruno", mas ela está cuidando mais para que eu não veja, o que antes tinha acesso VIP.
Fui para o meu quarto e deitei de barriga pra cima, sem sono.
Perambulo de rede em rede social no meu celular. O sono não vinha. Assisti metade de um episódio de uma série e meu celular vibra ao meu lado.
Uma mensagem de Eleanor.
A foto carrega e eu a abro. Não consigo nem acreditar. Eram duas fotos. As duas em seu closet, pelo que dá pra ver, mas nem presto atenção nisso. Presto atenção nela e em sua roupa. Uma linda lingerie azul, com alguns detalhes de cristais pequenos. A foto de cima não aparece o seu rosto, apenas seu corpo. Ela está sentada, de frente para o espelho... Suas curvas, que caralho mesmo. Minha barraca sempre se arma quando eu a vejo assim. E a de baixo é da parte do corpo que eu mais gosto nela... Sua bunda! Perfeitamente desenhada com um pedaço de pano azul transparente por cima e a calcinha era apenas um fio... Isso é a morte pra mim. Só de olhar isso fiquei com meu pau latejando dentro da calça de abrigo. Ajeitei-me na cama e em segundos que largo meu celular, ele vibra por muitas vezes seguidas.
"Meu Deus do céu... Bruno! Desculpa. Caralho... Não era pra enviar pra você."
"Não consigo nem respirar direito, meu Deus, que bosta."
"Desculpa... Você deve estar até dormindo... Juro que não era pra você, mas como seu contato está fixado... Droga, me desculpa, por favor."
"Que vergonha, meu Senhor."
Ah... Filha da mãe! Essa foto não era pra mim. Ela iria mandar pra outro, provavelmente para o mesmo cara com quem estava falando o dia todo no celular, trocando mensagenzinhas e sorrisinhos. Filho de uma puta. Como que ela vai enviar uma foto desse tipo para um completo desconhecido? Ela é doida, só pode. Nesses trajes... Tão lindos e provocantes. Por isso ela cortou seu rosto da foto, porque não tem a intensão de se identificar nelas. Era pra um cara qualquer e, sem querer, veio pra mim. Talvez tenha sido bom, afinal o medo pode ter feito com que ela não tenha enviado.
Tomara.
Mas o que sobe em mim não é apenas o volume da minha calça, é a minha raiva também. Raiva mesmo! Fiz tudo aquilo durante o dia para deixa-la com ciúmes, a desgranida ainda fez amizade com a menina e me envia uma foto, que não era pra mim, então era pra outro cara... Ok, Lea. Vamos brincar esse jogo.
Abaixo minha calça até meu pênis sair pra fora. Fico brincando nele por poucos minutinhos, quase nada, e em seguida ele está completamente duro. Abro a foto dela e bato uma punheta em sua homenagem, mordendo os lábios.
Antes de qualquer coisa, abro a câmera e tiro uma foto dele duro. Bato mais um pouco e molho a ponta dos meus dedos e ponho sobre minha glande. Um fio de baba puxa entre meu pau e meus dedos, tirei a foto no momento exato. Nada mais aparecia além da calça, meus pés, meu pau e minha mão. E de fundo, é claro, a televisão que mal se via.
Encaminhei as duas fotos pra ela.
Cada um por si e Deus por todos.
Anexei junto à foto uma pequena mensagem:
“Garanto que a reação dele não será tão gostosa e apetitosa quanto a minha.”
Enviei e esperei pela reação. Queria somente saber se ela realmente enviou essa foto para alguma pessoa, algum cara. Lea nunca foi disso, seria agora somente para buscar sexo com outras pessoas? Se ela está carente, podemos resolver a situação.
Eleanor Pov’s
Depois do dia cansativo. Depois de receber mil e um provocações do Bruno, tentando me deixar com ciúmes, eu deitei para dormir.
Conheci a menina com quem ele está dormindo, Alison. Ela é linda, e quando conversei com ela, vi que era legal. Tenho pena se ela inventa de se apaixonar por ele. Mas creio que não, pelo que vi ela não é muito bobinha para se apegar assim.
Eu tinha tudo pra sentir ciúmes, mas ele provoca... Provocação é provocação. Se eu sentisse que ele estivesse fazendo por ele, talvez sentisse ciúmes, mas como eu sei que ele está fazendo essas coisas por fazer e para me provocar, dou risada e sigo com a vida.
É legal saber que Bruno se importa.
Foi por isso que usei a minha lingerie nova. Ainda tinha a etiqueta nela. A coloquei e tirei fotos no closet, apagando as que não gostei e ficaram feias e deixando as duas que mais gostei. Unia-as e mandei pra ele.
Claro que falei que foi sem querer, que era pra outra pessoa, até porque passei o dia falando com a Megan no telefone e Bruno se mostrou mais do que desconfiado. Ele deve ter engolido, e eu rindo.
Falando em Megan, ela deu um basta – novamente – na relação io-io com o Caleb. Diz ela que é definitivo, mas como ela sempre diz isso, nem ligo muito. Não parava de rir com suas mensagens dizendo os tipos de homens que ela irá procurar, que irá pega-los pelo estomago com suas comidas maravilhosas e vasto conhecimento em comidas típicas de outros países.
Ao meu lado o celular vibra, e com ele vem à mensagem de Bruno.
Se eu não estivesse deitada, com certeza cairia pra trás. A foto dele, ou melhor, do seu pênis ereto, sua mão o segurando, a cabeça prontinha para jorrar tudo que está contido. O sangue parece pulsar fortemente, bombear mais e mais. Não só o dele, mas o meu também. Logo em seguido baixa a outra foto. Ele está com os dedos perto da glande, e há um fio puxando. Parece gozo, mas tenho quase certeza que não é. O dele é mais pro branco do que pro transparente.
O meu ventre se contorce todo. Só queria poder usa-lo mais uma vez... Porque, realmente, o sexo dele me leva ao paraíso.
-Caralho. – Leio o complemento da mensagem.
“Garanto que a reação dele não será tão gostosa e apetitosa quanto a minha.”
Cruzo meus pés, olhando para o celular e tentando me concentrar no que responder. Precisa ser algo que dê nos seus dedos, mas que ele fique, ao mesmo tempo, pensativo.
Respiro e conto até dez. É melhor não responder nada, qualquer coisa amanhã digo que estava morrendo de vergonha.
#FelizAnoNovo <3

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