domingo, 13 de dezembro de 2015

Capítulo 51



Menina, deixe o seu cabelo solto
E se estamos perdidos, amor, vamos ser achados
E com as palavras virando de cabeça para baixo
Vamos fazer isso dar certo, vamos fazer isso dar certo
(Seasons - Olly Murs)


Segunda feira, vinte e um de maio, estamos dando “oi” para o verão que acaba de chegar e com ele o sol escaldante de Los Angeles. Pus minhas sandálias pretas, minha saia lápis e uma camisa fresquinha com um sutiã mais complementado para completar. Meu celular não parava de apitar ao meu lado, eram mensagens do Bruno. Demorei pra ver pois até chegar no serviço eu não iria pegar o celular.

Entrei na sala e sentei no meu lado da ilha, ao lado da mesa da Patricia.

-Eu estou morrendo. – Balançou um papel na sua frente. – Cadê o controle desse ar? – Perguntou em voz bem alta para todos ouvirem.

Se olharam, mas ninguém respondeu, provavelmente ninguém sabia.

-Já chegou dessa forma? – Pergunto para ela, enquanto tiro algumas coisas da minha bolsa.

-Hoje é a chegada de tudo, nunca vi! – Colocou uma mão sobre a cabeça. – Minha cunhada chega hoje, minha menstruação veio hoje, o verão entra hoje... Eu não aguento.

Enquanto conversava com ela, ia lendo as mensagens que Bruno mandou. Ao total, sete.

“Porra, Lea. Acordei, olhei pro lado da minha cama e a sua calcinha estava ali. Você só pode ser maluca.”


Ontem à noite, assim que voltamos da casa da Jaime, eu dormi com ele na sua cama e hoje pela manhã deixei minha calcinha vermelha ao seu lado, só por maldade mesmo.

“Você vai usar ela toda gozada, porque eu estou me masturbando com ela.”

“Me sinto novamente no primário... Eu sou tarado pela sua bunda. Esse fio vermelho fica enterrado nela.”

“Caralho! Você poderia me responder! Agora quero, mais que tudo, uma foto ou um vídeo seu, nua!”

“Eu vou deixar você assada quando voltar do estúdio. Se prepara.”

“Quero um oral maravilhoso...”

“Comprei o KY novamente. Pedi pro Dre me trazer. Hoje eu vou te comer de todas as formas, castigo por ter feito isso... Pô, sabe que eu acordo de manhã cheio do tesão e de pau duro, aí coloca essa calcinha fio, vermelha, ao meu lado. Porra...”


Senti minhas bochechas ruborizarem, não sabia que apenas um gesto “legal”, viraria num monólogo completamente sexual e sensual. A ideia dele estar se masturbando com a minha calcinha e comprado o KY para hoje usarmos de várias formas, faz o meio das minhas pernas alagarem.

Vou até o banheiro e tranco com a chave pelo lado de dentro. Passo a mão pelas minhas pernas e me sinto como uma jovem marcando um encontro escondido, ansiosa pelo que vem pela frente. Quero senti-lo em mim.


O dia do meu aniversário chegou e com ele veio uma tristeza que eu não entendo. Peguei folga no dia, porque falei para o Ian que não estava afim de trabalhar no dia do meu aniversário e que poderia recompensar fazendo hora extra ou indo algum dia de final de semana.

-Bom dia. – Disse para Umma quando a vi na cozinha.

-Bom dia, aniversariante. – Ofereceu-me um sorriso logo de cara. – Venha cá, deixe eu lhe dar um abraço. – Caminhou até meu encontro e envolveu seus braços pelo meu corpo. Uma sensação de colo de mãe. Que saudades da minha. – Feliz aniversário, grande mulher. Eu desejo tudo de muito bom pra você, que Deus ilumine todos os seus passos e que você seja feliz sempre. Que Ele te dê saúde, paz, amor e muito sucesso.

-Obrigada, Umma.

-Eu vejo você como uma filha, já disse isso. Quero sempre o seu bem, você merece mais do que qualquer um.

-Obrigada, novamente. Também a tenho como mãe. Obrigada por tudo que tem feito por nós.

-Você merece. – Deu um beijo em minha testa. – Lana foi para o balé cedo hoje, junto do seu pai.

-Ele a levou? – Estranhei.

-Sim. Disse que hoje passaria lá para larga-la, mas que não poderia buscar e nem almoçar conosco. Parece que as coisas estão corridas.

-Estão mesmo. – Posso dizer que o meu primeiro pensamento foi que ele está maquinando algo para o meu aniversário? Perfeito! Eu vou ter algo surpresa.

Meu sorriso interno já estava preenchido. Quero saber logo o que ele está preparando e como está se saindo com isso. Uma atitude fofa e bonita da parte dele.

Ajudei Umma com o almoço, nada de muito especial. Arrumei algumas coisas da casa e atendi muitas ligações logo pelo inicio da tarde. Minha mãe juntamente do meu pai, minha avó e meu avô, Kyle e minha irmã, as irmãs do Bruno, a mãe dele... Algumas mensagens no twitter também, até fãs do Bruno me felicitando como se me conhecessem. Algumas menções tinham perguntas como “hoje é seu aniversário mesmo?”, outras desejavam diretamente e outras desejavam e diziam que era para mandar um abraço para o Bruno.

Bem, até a hora de eu sair para ir buscar a Lana no balé, recebi uma ligação única do pessoal do serviço. Mais ou menos seis pessoas falando num celular, posto no auto falante, desejando muitas coisas boas, alegrias e felicidades.

Busquei a Lana de carro. Esperei que ela saísse da sua pequena sala, mas a professora pediu que eu entrasse. Havia umas treze meninas, quase todas da mesma idade. Umas mais gordinhas, outras magrinhas, altas, baixas, negras e branca, mas todas com um lindo sorriso nos lábios e roupinhas rosa.

-Feliz aniversário! – Disseram num coro. Olhei diretamente para a professora.

-Não me olhe, foi ideia da sua princesa.

-Você é uma pentelha. – A puxei para perto de mim e estiquei os braços para que as outras viessem para me abraçar também. – Muito obrigada, lindas. – Recebi beijos e muitos abraços.

Peguei minha pequena e a puxei pela mão para sairmos do estúdio de dança. Arrumei-a na cadeirinha na parte de trás e fiz a volta.

-Então quer dizer que você teve ideia de fazer isso?

-Eu vi num filme. – Respondeu-me. – Como hoje é seu aniversário e eu não tenho como comprar nada, resolvi fazer o mesmo.

Fiquei me sentindo tão especial, tão feliz com aquela atitude. Olhei-a pelo retrovisor e vejo balançando suas pernas, seu cabelo num coque alto e bem preso.

-A mamãe ama você, ok?

-Eu também te amo, mamãe.

Na minha mente ainda estava algo como “o Bruno está preparando algo pra mim”. Aquilo me deixava mais ansiosa, e a cada minuto que passava essa ansiedade só aumentava.

Andei até a porta de entrada e depois de lavarmos as mãos, almoçamos nós três, Umma, Lana e eu, na cozinha mesmo. Jogamos conversa fora por um bom tempo.

Sentei-me na sala com a Lana no chão, e Umma na poltrona. Deixamos algumas músicas de criança tocar na televisão e pegamos tinta e papel. Ensinei ela a pintar alguns desenhos, e ela se sentiu livre para fazer alguns desenhos também.

-Esse aqui é pra você, mãe. – Esticou seu bracinho, segurando uma folha com alguns riscos.

-O que é?

-É nossa família e um cachorro. – Apontou para um borrão preto.

-Um cachorro, que legal. – Olhei para aqueles borrões de tinta, e não adianta, por mais que seja bobo olhando de fora, o sentimento que cresce no peito é de orgulho e alegria. É lindo saber que ela está crescendo e crescendo. Eu me sinto mãe dela, muitas vezes, de verdade. – Está lindo!

-Porque está chorando?

-Só achei ele muito bonito. – Limpei a lágrima fujona que caiu. – Vou guardar ele.

Por um tempo da tarde nós batemos um bolo. Nós três, e deu bastante certo. Decoramos com pasta branca e colocamos alguns cristais lilás por cima. Umma entregou-me algumas velas que sobrou do aniversário do Bruno ano passado. Coloquei por cima e cantamos parabéns.

Tirei muitas fotos com a Lana e com a Umma. Estava muito feliz pelo momento, mas estava mais radiante ainda na espera do que Bruno estava aprontando. Segurei Umma na nossa casa por um tempo extra do que ela está acostumada a ficar, mas a liberei quando deu oito horas e nada aconteceu.

Bruno não havia me ligado uma única vez sequer.

Bruno Pov’s

-Isso não ficou bom. – Phil disse, repassando tudo o que tínhamos passado a pouco tempo atrás.

-Estou quase desistindo. – Pus a mão sobre a cabeça.

-Desistir nunca. – Respirou fundo. – Acompanha a gente, Kam!

-Novamente! – Resmungou. – Vamos lá.

Passamos novamente a melodia da música. Não estava se encaixando na letra. Eu estava fazendo alguma forma com que combinasse, mas parecia que ela não entrava. Teríamos que mudar isso novamente.

Mas não era nem o inicio da tarde ainda. Isso está me dizendo que levaremos o dia todo aqui, mas só irei sair quando estiver pronto, pois já fazem sete dias que estamos trabalhando na mesma coisa e não saímos do lugar. Hoje virou questão de honra. E de tempo, que não podemos desperdiçar.

Hoje é aniversário da Lea e eu não posso esquecer de ligar para ela assim que conseguir um breve tempo entre tudo isso.

A tarde passou num borrão, só senti que estava ficando tarde quando levantei a bunda dolorida da cadeira para pegar algo pra beber e já estava escuro.

-Que horas são? – Pergunto.

-A hora de voltar aqui e tentarmos isso. Acho que estamos acertando. – Resmungou Phil.

-É sério, que horas são?

-Nove e pouca, creio eu. – Respondeu Jam.

-Nove e pouca? Caralho. Nem senti o tempo passar. – Arregalo os olhos.

-Vamos só terminar isso.

-Eu tenho que ligar... – Olhei para o pessoal, com cara de cansado. Assim que eu terminar ligarei para ela, mas não posso adiar mais os caras aqui dentro comigo. – Vamos continuar. Amanhã não viemos pra cá, ok? Estamos fazendo jornada dupla hoje.

-Se o chefinho mandou.

Dentre muitas risadas e conversas, acho que conseguimos uma batida perfeita para a música. Passamos mais de quatro vezes e gravamos para tentarmos fazer depois, além de escrever o que tínhamos usado e tudo mais. Nem limpamos o lugar direito e já saímos.

Minha consciência estava pesada por não ter ligado mais cedo. Tentei ligar uma única vez e somente chamou e não atendeu.

Tive a brilhante ideia de comprar algo para acompanhar junto ao seu presente que está dentro do carro, mas não ia ter nada aberto por lá. Passam das dez da noite, nunca vai ter uma padaria aberta para encomendar um bolo e qualquer coisa. O máximo que consegui foi passar numa 7-eleven e comprar uma caixa com oito cupcakes bonitinhos, de chocolate, para ser seu bolo.

Dirigi até em casa, sem muito movimento no bairro. Estacionei dentro do pátio e a primeira coisa que notei foi a falta de luzes ligadas dentro da casa. Abri a porta e chamei pela Lea, carregando em minha mão a caixa dos cupcakes e a caixa do seu presente.

-Lea? – Chamei pela segunda vez, caminhando pela sala e indo para a cozinha. – Lana?

Ninguém achei, exceto um bilhete grudado na geladeira.

“Deixei a Lana com meus avós, após jantar com eles e saí com a Megan. Não consegui te ligar a tarde toda, pode buscar ela se quiser. Chegarei tarde.”
Larguei as duas caixas sobre a bancada e virei-me novamente. Puxei o bilhete da geladeira e o amassei. Mais uma vez eu negligenciei algo com ela. Mais uma vez eu falhei, e dessa vez eu não tenho a culpa total. Pode ser parcial, porque estava em função do meu trabalho, mas não foi minha.

É o primeiro aniversário, desde seus dezesseis anos, que não passamos juntos. É o primeiro aniversário que eu não consigo dar um abraço nela.

Peguei meu celular para tentar ligar, mas só chamava, ninguém atendia. Ela já deve estar em algum lugar onde não o escuta, ou apenas me ignorando como ela acha que eu fiz o dia todo.

Me sinto culpado por isso.

Andei até o meu carro novamente, indo até a casa dos seus avós para buscar minha pequena.

Appril abriu a porta pra mim e me mostrou, silenciosamente, minha pequena rodando na sala, brincando com o seu avô. Mais uma vez me senti parcialmente culpado por ela não ver a sua avó biológica com tanta frequência como poderia.

Essa é a primeira vez em dois meses que eu me sinto mal.

-Papai. – Correu para minhas pernas, abraçando-as. – Está tarde!

-Oi, meu amor. – Abaixei-me. – É, eu sei. – Está tarde da noite e está tarde pra conseguir pegar a Lea em algum lugar de Los Angeles e aproveitar a uma hora restante do seu aniversário. – Eleanor disse algo? Para onde ia e tudo mais? – Perguntei para os dois.

-Ela somente se encontrou com a Megan e disse que você passaria aqui para busca-la.

-Buscar a Lana?

-Sim.

-Hm. – Respiro fundo. – E pra você, bebê, ela disse algo?

-Não. – Balançou a cabeça.

E, apesar de ter sido complicado encontra-la no dia de hoje, levei Lana para casa, agradeci os avós dela e assim que cheguei pus as duas caixas sobre a cama dela.

-Pra que isso papai?

-É o presente da Lea. – Ajeitei as caixas.

-O que tem aqui dentro?

-Aqui são cupcakes e nessa aqui o presente.

-Posso comer um? – Balançou seu corpo.

-Mas são da Lea... – Olhei para o seu rostinho e abri a caixa. – Um só.

-Obrigada. – Sorrio e colocou a mão para pegar o cupcake dentro da caixa.

-Está bom? – Pergunto e ela concorda.

-Mas não quero mais, senão a Lea ficará sem. – Entregou-me o cupcake.

-E irá deixar mordido assim?

-Ela irá gostar.

Levo a Lana junto comigo até meu quarto, escrevo um bilhete para Lea e deixo com as caixas sobre a sua cama. Dou banho na minha filha e a levo para o meu quarto junto comigo. Amanhã ela não tem balé e eu não trabalho, posso aproveitar mais tempo ao seu lado. Pus nuns desenhos que davam na televisão e assim mesmo pegamos no sono.

Pela madrugada acordei com muita fome. Não havia jantado e nem comido algo por um grande tempo. Estou tentando tirar forças pra sair da cama, quando um barulho faz com que eu me desperte.

Eleanor Pov’s 

Passei o dia alimentando aquela esperança de uma festa surpresa, mas não recebi ela, nem recebi uma ligação. Então, minha avó me ligou perguntando se iria jantar em casa e eu expliquei pra ela que estava sozinha com a Lana, assim fomos pra lá.

A deixei com a minha avó e resolvi curtir o dia do meu aniversário, já que tinha prometido que não iria mais me prender por ele. Chamei Megan e Caleb, e fomos nós para um barzinho bem legal em Downtown.

Estava triste com o Bruno. É o primeiro aniversário dentro de muitos anos, que eu não passo junto com ele e não o vejo.

Coloquei meu celular no silencioso e curti minha noite com alguns petiscos, boliche e bebidas leves. Ficamos lá até uma e pouca da manhã. Caleb me deixou em casa e eu entrei tomando cuidado para não fazer barulho, mas a chave caiu da minha mão quando fui fechar a porta e a porta do meu quarto bateu quando a fechei.

A abri de novo e tirei meus sapatos com os pés mesmo. Sobre a minha cama tinha duas caixas, uma maior que a outra e um bilhete anexado a uma delas.

“Feliz aniversário! Quis chegar a tempo de lhe dar um abraço, mas não deu muito certo. Peguei os seus preferidos e estou torcendo para que você goste do presente. Se quiser passar no meu quarto quando chegar, fique a vontade. Quero dar os parabéns de um jeito melhor.
Me desculpe por hoje.
Beijos / Bruno
PS: Lana deu uma mordida em um deles, não se preocupe.”


Balanço a cabeça com um sorriso bobo. Olho para a caixa maior e dentro dela tem oito cupcakes, um deles mordido como ele falou. Abri a outra pequena caixa que continha um pequeno brinco e um colar, ambos delicados e pareciam caríssimos.

Foi um gesto lindo, mas não quero passar em seu quarto para receber milhares de desculpas, não agora pelo ou menos, preciso apenas dormir para ir trabalhar amanhã. Coloco as caixas sobre a minha mesa de cabeceira e o ouço pigarrear.

-Feliz aniversário.

-Bruno? – O olho, me ajeitando sobre a cama. – O que está fazendo acordado?

-Estava com fome e já estava levantando para ir comer algo. – Foi entrando no quarto e apontando com o polegar sobre seus ombros. – Me desculpa por ontem.

-Não foi nada.

-Claro que foi. O primeiro aniversário que não passamos juntos. Significou demais. Mas quero dizer que não foi por mal, estava atolado de coisas no estúdio. Sabe como estamos trabalhando duro...

-Eu sei! – O interrompi. – Não precisa pedir desculpas.

-O que fez a noite?

-Fui a um barzinho com o Caleb e a Megan. Jogamos boliche, comemos algumas coisas, nada demais.

-Eu quero fazer uma festa pra você. – Sentou-se ao meu lado.

-Não. Eu não quero. – Torci os lábios.

-Está sendo defensiva?

-Não, Bruno. Só não quero uma festa. Também não quero ser dramática, mas tudo o que eu queria era ver você e receber o seu abraço no dia do meu aniversário e não uma festa que vai ser dada para afagar o seu ego culpado.

-Não é por culpa... – O olhei profundamente, ele não tinha como me mentir sendo que sabia que eu estava falando a verdade. – Ok, é por culpa sim. Mas... Você vai gostar, vai ser legal.

-Pode ser que seja legal, mas eu não quero. Ok? E não irei gostar se fizer surpresa.

-Está chateada comigo, uh?

-O que acha? – Ergui as sobrancelhas. – É melhor eu ir dormir e você ir comer.

-A minha comida pode esperar. – Esticou seu corpo para perto do meu, deixando seu rosto bem próximo ao meu. Sentia sua respiração. – Me desculpa.

-Já desculpei.

-Não desculpou.

-Desculpei. – Insisti.

-Desculpa. – Mexeu no meu nariz. – Desculpa. – Mexeu em minha orelha. – Desculpa. – Mexeu com o dedo indicador, de leve, sobre meu olho esquerdo. – Desculpa. – Deu-me um selinho rápido e voltou para onde estava. – Desculpa. – Colocou sua mão em minha cintura. – Feliz aniversário, melhor de todas. – Beijou meus lábios com ternura, pedindo permissão.

Sua mão estava sobre minha cintura e de leve foi apertando.

-Onde isso vai dar? – Pergunto entre nosso beijo.

-Onde você quer que isso dê? – Passou a mão sobre meu pescoço, desceu por cima da minha blusa e estacionou sobre a minha barriga.

Ajeitei-me mais para o meio da cama e ele veio por cima de mim, equilibrando-se com um braço e com o outro comandando meu corpo com maestria, seus dedos tinham poderes até mesmo por cima da minha roupa. Retirei a sua camisa branca que usa para dormir e já observei o volume da sua calça aumentar pouco a pouco.

-Você quer foder, Lea? – Pergunta perto do meu ouvido, com a voz rouca e arrastada, como se tivesse gritado por muito tempo. – Você quer que eu te coma de todas as formas, que eu faça você gritar de prazer, deixar suas pernas bambas?

-Quero que você faça em mim tudo que sabe fazer de melhor. – Respondo a altura de sua voz. – E onde você quiser. – Deixei subentendido.

O vi levantar para tirar a sua calça e aproveitei para retirar minha blusa. Abri minha calça e mal tive tempo de tirar, pois ele deitou-se ao meu lado e puxou meu rosto para continuar beijando-me. Arranhei seu peito quente, fiz uma trilha em zig-zag até chegar em sua cueca. Brinquei com ela por cima do tecido e abri minhas pernas ao lado.

Bruno levou suas mãos para meus peitos cobertos e os apertou com força. Mordi seus lábios e atraquei seu pescoço com força, beijando e chupando de leve. Enfiei minha mão dentro da cueca e achei o que tanto procurava. Ele estava completamente excitado, não perde tempo. Mexi nele fazendo uns movimentos e em suas bolas, eu sabia que ele amava aquilo. Ouvi seus gemidos perto do meu ouvido e isso não tem preço.

Virei para o mesmo lado, indo por cima dele e deixando minhas pernas uma a cada lado da sua cabeça. Rebolei sem encostar nele e tirei sua cueca até o joelho. Quando o coloquei em minha boca, sentindo Bruno apertar minhas coxas e barriga, rebolei com mais intensidade sobre o seu rosto. Ainda não estava encostando e nem queria por enquanto, era apenas para provoca-lo.

Brinquei com a cabeça do seu pênis na minha boca e usei bastante minha língua bem na glande, e minha mão brincando com suas bolas. Cuspi sobre minha mão e continuei brincando, mas agora passei a chupa-lo. De leve, primeiramente, com movimentos limitados para sempre deixa-lo com gosto de quero mais. Aos poucos aumentei a intensidade, tanto da rebolada quanto da chupada, até ele puxar meu quadril pra baixo e minha intimidade dar na cara dele na hora. Gemi imediatamente. Bruno arrastou minha calcinha para o lado e enfiou sua língua em minha boceta. Descontei o tesão sobre seu pau ereto em minha frente e tudo que ele fazia comigo, imitava com ele. Movimentos lentos pra mim, pra ele era mais ainda. Sua língua acariciou a entrada do meu ânus e eu abocanhei suas bolas, deixando-as babadas e bem chupadas. Era assim que ele queria, era assim que ele teria. Rebolei sobre sua boca, gemendo baixinho no seu oral maravilhoso, que poderia ser mais se eu estive sem calcinha, mas não iria atrapalhar para isso.

Movimentei minhas mãos em seu pau, pra cima e para baixo.

-Quero sentar nele como estou sentando no seu rosto. – Dei um beijo na cabeça.

-Vai rebolar nele assim? – Perguntou enquanto eu ia mexendo minha bunda sobre ele.

-Será bem melhor. – Disse e saí de cima do seu corpo.

Me posiciono de joelhos, retiro meu sutiã e minha calcinha, e Bruno assiste a tudo com os olhos bem atentos e sua mão sobre seu pau.

Sento sobre seu colo, mas sem introduzir nada. Coloco seu pau para cima, em sua barriga e sento sobre o começo dele, colocando os grandes lábios em um para cada lado do seu pau. Desço e subo no seu pau deitado, rebolando e instigando a mim e a ele. Gemi algo com aquilo passeando pelo meu clitóris, ameaçando entrar, mas não entrando. Estava morrendo de tesão e doida para senti-lo me preencher, mas queria fazer mais disso, por mim e por ele.

Aos poucos vou parando e introduzo-o em mim. O enfio de leve em minha intimidade quente e úmida, esperando por ele. Quando o coloquei ali, não dei rodeios, cavalguei diretamente e rapidamente sobre o seu colo, dando uns pulos mais altos e uns gemidos também. Bruno pediu que eu fosse com calma, mas eu queria mais e mais. Sentei por completo e rebolei no seu colo. Sua pele tendo contato com meu clitóris e meu corpo correspondendo com uma sensação maravilhosa.

Voltei a rebolar e pular no seu colo, arranhando seu peito com minhas unhas como um leopardo ou qualquer outro gato, mas daqueles selvagens. Minha boca se contorcia em “o” e gemidos que eu não conseguia controlar.

-Quer sentar com ela? – Amaciou minha bunda com sua mão.

-Tentamos. – Mordi meus lábios.

Saí rapidamente do seu colo, me equilibrando sobre a cama sem me segurar e lubrificando meu ânus com meu próprio cuspe. Iria doer e eu estava ciente disso.

Com cuidado fui sentando sobre ele.

-Espera. – Bruno pegou seu pênis e o deixou reto, continuando a segurar. – Abre ele bem. – Me pede e eu obedeço, abrindo com as duas mãos minhas nádegas e deixando o caminho mais “livre”.

Foi somente eu sentir o inicio que já coloquei uma cara mais sofrida sobre a minha, estava sofrendo por antecipação, ainda nem tinha entrado. Quando a cabeça começou a entrar, reclamei da dor baixinho, mas pedi que continuássemos. Não iria desistir. Um dia terá que sair sem precisar de gel lubrificante. Fui descendo meu corpo e pouco a pouco ia entrando mais dele em mim. Não conseguia disfarçar minha cara de dor, mas gemia perante qualquer coisa. Ouvia ele gemer também, mexendo em meu corpo para me distrair da dor.

-Se quiser parar por estar doendo, eu vou... – Calei a sua boca mexendo meu corpo com mais rapidez. Doerá menos se passar essa dor do inicio, então fiz de uma vez. Não foi nem a metade dele pra dentro de mim, mas era o suficiente. – Caralho, Lea. Geme pra mim, geme. Senta no meu colo.

Gemia pra ele e arranhava com força seu peito, segurei suas mãos e cavalguei por mais um tempo em seu colo. Minhas pernas começaram a doer, então trocamos de posição.

Deitei ao lado e deixei que ele viesse por trás de mim. Ficamos numa perfeita conchinha e ele introduziu na frente, molhada e esperando por ser mais fodida. Sua mão acariciou meu clitóris.

Sentia meu ânus abrir e fechar, com uma ardência um pouco menor do que quando fazíamos antes, as poucas vezes que fizemos na verdade. Mas essa ardência deu lugar para a dor quando ele introduziu nele novamente. Levantei minha perna e sua mão fez movimentos em minha boceta. Gemi com misto de dor e prazer. Virei minha cabeça pro lado e tentei beijar seus lábios, mas conseguimos no máximo dar um selinho extenso.

Bruno me pôs para frente e de barriga pra cima. Segurou minha barriga e veio com sua boca para cima da minha intimidade. Já estava lubrificada, agora estava inundada. Senti que poderia gozar na sua boca umas três vezes seguidas de tanto prazer que estava contido e que estava sentindo com aquele oral mais aquela transa maravilhosa.

Mas não tive apenas um gozo, tive um orgasmo. Tranquei-o com minhas pernas fechadas e gemi muito alto, sentindo meu corpo não corresponder as minhas vontades. Segurei seu cabelo com uma mão e com a outra o lençol da minha cama.

-Caralho. – Foi a única coisa que consegui pronunciar.

Nem esperou muito para poder introduzir seu pênis novamente em mim e já me invadiu.

Foi rápido, movimentos muito intensos e só fui ver que ele estava prestes a gozar quando começou a gemer muito alto, quase pareando com os meus.

-Nos meus peitos. – Disse eu.

-Na boca. – Disse com dificuldade.

-Dentro. – Falei para ele, que deu um sorriso de canto e um último gemido alto. – Droga. – Não foi uma reclamação, foi uma lamentação de ter acabado.

Consegui senti-lo em mim, sentir toda aquela coisa. Mordi meus lábios e a cama se mexe quando ele larga seu corpo cansado ao meu lado.

-Eu não consigo nem pensar. – Resmunguei.

Bruno coloca seu braço embaixo da minha cabeça e sorri olhando para o teto.

-Eu consigo. Estou pensando no seu sexo.

-Que dúvida. – Começo a rir.

-Ele me leva ao paraíso. – Solta um ar aliviado do seu peito. – Eu poderia me alojar aqui – colocou a mão sobre minha intimidade, com minhas pernas fechadas, próximo a minha barriga -, e passar o resto dos meus dias aqui.

-Isso soou bom?!

-Daria uma música, não?

-Claro. – Dou de ombros. – Mas que música faria sucesso falando do meu sexo?

-Daria muito sucesso. Eu sei disso. Vou anotar isso que falei e pensar numa música.

-Você é um ótimo amigo, irá me dedicar uma música sobre sexo...

-Isso não é bom? É quase como a oitava maravilha do mundo.

-Nona. Oitava é comer.

-Ok, que seja... Eu darei pra você uma música sobre o seu sexo, e darei para o mundo uma música, que será sucesso, sobre o sexo com uma mulher cujo eles nunca terão.

-Você sempre pensando no seu grande ego. – Virei-me de lado. – Quando escrever ela, me diga.

-Direi, mostrarei e vou querer fazer sexo para comemorar ela.

-Você sempre quer fazer, por qualquer motivo.

-Por esse mesmo motivo... Gosto de me sentir no céu. – Beijou meus lábios de leve. – Estou com muita fome, vamos comer algo?

-Eu vou dormir, assim mesmo. – Bocejei. – Já é tarde e amanhã tenho que trabalhar.

-Ok. Vou deixar você dormir. – Ficou de joelhos sobre a cama. – Vá dormir, porquinha.

-Iria dormir limpa se não fosse sua insaciável vontade de sexo.

-Você gosta!

-Amo. – Ofereço um sorriso e nos beijamos levemente. – Boa noite, Bruno.

-Boa noite. – Deu-me um sorriso lindo.

-Ah, obrigada pelo presente. Foi maravilhoso... As três partes... O colar, os cupcakes e o sexo.

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