para a maioria das questões no meu coração
Por que estamos aqui? E para onde vamos?
E por que é tão difícil?
Não é sempre fácil e às vezes a vida pode ser enganadora
Vou te dizer uma coisa
é sempre melhor quando nós estamos juntos
(Better Together - Jack Johnson)
Bruno Pov’s
Eleanor desceu antes de mim. Eu fiquei parado por um breve tempo no quarto, mas que parecia muito mais do que realmente era. Eu estava enfeitiçado, a ficha ainda não tinha caído, eu estava noivo. Ou melhor, eu iria ficar noivo e eu nem estava namorando até umas horas atrás.
Mas, mesmo parecendo precipitado, eu não posso deixar mais o tempo escapar pelas minhas mãos. Mesmo que eu vá morrer com setenta anos, digamos, eu ainda não terei tempo suficiente com ela.
Se estiver no meu destino ter mais filhos, que sejam com ela. Se tiver lá no livro do meu destino que eu devo casar, que seja com a Eleanor. Que tudo que aconteça em minha vida a partir de hoje seja com ela ao meu lado, com ela como minha companheira e não somente minha amiga. Que eu possa chegar da turnê e abraça-la com força, toma-la em meus braços, beijar seus lábios e saber que ela é minha e de mais ninguém.
Eu e Eleanor tínhamos passado do nada para tudo em segundos e aquilo estava sendo surreal. Necessitava contar para todos, mas por Deus, a surpresa seria tão melhor.
Controlei todos meus sentimentos que estavam a flor dá pele e desci pelas escadas. Ela estava lá, cuidando de todos os detalhes e meu sorriso se abriu, porque aquela era minha mulher, aquela era com quem eu queria passar o resto da minha vida. Fui tão tolo por tanto tempo, achando que a vida boa de várias mulheres me deixaria feliz – talvez tenha deixado até certo ponto, mas a felicidade é isso que eu sinto agora. Sentir que a família está completa.
É, mãe, tenho certeza que a senhora está orgulhosa de mim daí de cima.
Meu humor havia melhorado de dez para mil, então ajudei mais ainda no que podia e estava ansioso para começar tudo de uma vez.
-Acho que poderíamos largar a carreira e viver disso. – Eric fala chegando ao meu lado.
-Disso o que? Boemia? – Nós dois rimos.
-De decoração. Vamos montar uma empresa pra isso. Vai ser sucesso.
-Ah, claro que vai. – Reviro os olhos. – Já disse que temos que inventar uma empresa de algo que todos usem. Tipo, mães que usam muitas fraldas...
-O que quer inventar? Uma fralda que se limpa sozinha? – De novo, nós rimos.
-Sei lá, só algo que dê dinheiro.
-Vamos continuar na música que é o melhor que fazemos.
-Eu também acho. – Rio, pegando o engradado do chão e o colocando dentro do freezer.
Urbana chegou um tempo depois que tudo estava pronto. Ela estava emocionada, mas garanto que desconfiava de algo. Ela posicionou-se atrás dá mesa onde estava o bolo e sorriu para as várias fotos que Tiara tirava dela.
Nós nos juntamos também, cada um na sua vez. As crianças tomaram conta, rindo e fazendo palhaçadas que contagiavam todos.
Minha pequena me deu um forte abraço assim que me viu, e brincou mais um pouco, quando cansou, sentou-se em meu colo e repousou sua cabeça em meu ombro.
-Minha mãe está linda. – Ela diz, olhando para Lea que estava escrevendo coisas em um papel com Urbana e Megan.
-É verdade. – Concordo com ela.
-Você viaja quando papai?
-Essa semana ainda tenho umas coisas pra ver. Assim que o CD lançar o papai irá ter que sair por um tempo, OK?
-Ok. – Ela suspira. – Você me levará para onde for?
-Quando entrar nas férias de inverno dá escola, eu levo você em alguns lugares.
-A mamãe vai ir junto?
-Claro que vai. – Rio baixinho e ela sorri. Até lá a mãe dela já será minha noiva e eu espero que quando ela possa, ela vá pra qualquer lugar me visitar, assim como quando eu puder, estarei sempre aqui com minha família.
Dessa vez vai ser tudo certo, vamos fazer acontecer e deixar nossa família se completar de vez.
Quero que possamos visitar Paris sem termos aquela briga estúpida por motivos idiotas. Quero que possamos ir a Itália, a Inglaterra, Alemanha... Todos os lugares que perdemos de irmos juntos.
Claro, eu conheço Lea. Sei que ela terá o seu trabalho e não vai querer larga-lo e eu também não quero que faça isso, então, vou ter que respeitar e esperar suas férias para podermos tirar as nossas férias.
-Chama o padrinho. Esse desnaturado. – Urbana grita, me olhando e eles todos riem. Eu rio, apesar de nem saber do que estava se tratando.
-O que foi? – Pergunto.
-Chamar pra fazer o quadro dele. – Ela aponta para a mesa. – Você precisa assinar!
-Coloca aí: o dindo ama você! – Dou de ombros. – Estará ótimo.
-O dindo é o maior otario. – Urbana fala com a barriga. – Vou falar apenas verdades.
-Então coloca que a Dinda é o máximo. – Lea arqueia a sobrancelha.
Teve muito mais risada e brincadeira. Houve tantos momentos lindos, tantas coisas pra se guardar na memória, e quando Phil chegava perto dá barriga e falava alguma coisa, meu coração se apertava de saudades que eu tenho de quando Lana era apenas um bebê. O que ainda me revolta. OK, ela sempre será o meu bebê. Mas o que me revolta é que aquela mulher nunca voltou atrás. Ela nunca procurou saber se a filha estava viva. Ela nunca procurou saber nada sobre a Lana. Isso me deixa triste, me parte o coração. Me dá raiva, ódio e tristeza ao mesmo tempo. Diana não sabe a linda menina que perdeu. Não sabe o quão maravilhosa a filha dela é. O quão inteligente...
Mas então a festa em si acabou. Ficamos apenas alguns de nós ali, bebendo e conversando. Lana dormiu e Lea a pós no quarto de Zayma.
-O parto está previsto para perto do Natal. Não vou com vocês pra Vegas. – Urbana lamenta.
-Se eu pudesse, não iria também. – Phil passa a mão por cima da barriga.
-Mas cara, fique aqui com a sua família. A gente pode fazer algo sem você duas noites. Não será o fim do mundo.
-Tá dizendo que eu não vou fazer falta?
-Claro que vai. – Rio. – Mas é seu bebê.
-Até lá eu irei pensar. – Ele pisca pra mim.
-Eu vou. Deixarei a Lana com você e vou. Te mando as fotos. – Lea atira um beijo para Urbana, que ri dá sua pose.
Eleanor Pov's
Era dez da noite quando terminamos de arrumar todas as coisas. Eu estava querendo um banho mais que tudo. Minhas costas estavam me matando e amanhã ainda teria que trabalhar de manhã cedo. Dava muito sono apenas de lembrar desse fato.
Bruno pegou Lana no colo e a colocou no carro, enquanto eu levei nossas sacolas para o porta malas. Nos despedimos de todos e Megan entrou no carro junto de nós.
-Eu vou na frente. - Digo, abrindo a porta.
-Ok. - Ela sentou-se ao lado de Lana, que ainda estava adormecida. - Vocês terão um grande trabalho em acordar ela e faze-la tomar banho. - Megan ri, passando a mão no braço de nossa pequena.
-Ela poderia enforcar o banho de hoje. Parece estar num sono tão bom. - Bruno diz, me olhando de canto de olho.
Somente esse olhar já arrepia todo meu corpo e me faz ter pensamentos bem impuros. Eu não via o momento de ficar a sós com ele, afinal, eu estava subindo as paredes há meses, e agora que está tudo ajeitado, eu só quero curtir um pouco do meu futuro noivo.
Largamos Megan no apartamento dela.
-Vai querer passar no seu também? - Perguntou, enquanto fazia o retorno.
-Quer que eu fique por lá?
-Quero que fique comigo está noite. - Discretamente ele coloca a sua mão sobre a minha. Mesmo a Lana dormindo, ela ainda estava ali e ela acorda facilmente. - E todas as outras noites também.
-Isso em breve se concretizará. - Mordo meu lábio inferior e ele ri, com a maior cara de safado.
-Vai morar com nós, sim?
-A gente conversa depois sobre isso, acho que no inicio eu vou ficar um pouco no meu apartamento.
-Você poderia colocar ele na imobiliária e alugar. O que acha? Aquela casa é enorme para nós todos.
-Eu vou pensar, juro. Nós temos muitas coisas pra ver antes de pensar em qualquer outro plano.
-Verdade. Precisamos pensar primeiro em nosso noivado.
-É tão estranho ouvir isso. - Rio. - Como vamos fazer? E quando?
-Acho que no próximo final de semana.
-Mas tenho que falar com meus pais, minha irmã, você tem que falar com a sua família também.
-Acho que esse final de semana não dá mesmo. A Presley irá fazer a cerimônia dela no Havaí, lembra?
-Sim... É um saco não poder ir.
-Verdade. Ela poderia fazer aqui em Los Angeles, até no quintal de casa, mas ela prefere o Havaí, então...
-Isso é. - Torço os lábios. - Então sem ser esse final de semana, o próximo, você tem algo na agenda?
-Acho que não. A maioria das entrevistas serão quando o álbum lançar. Tenho umas no meio da semana, mas a maioria é aqui em Los Angeles mesmo, nas rádios, nada demais.
-Então pode ser sem ser semana que vem, na outra. Assim podemos organizar bem direitinho.
-Mas será mais tempo em anonimo pra nós. Isso é um saco.
-Nós sobreviveremos à isso, sem sombra de dúvida. - Deito no seu ombro brevemente.
-Você não sabe o quanto estou louco pra chegar em casa. - Seu perfume ainda está grudado em sua camisa, aquele cheiro me deixa inebriada.
-Eu faço ideia. - Respiro fundo.
Bruno estaciona o carro pelo lado de dentro e pega Lana no colo. Levo todas as coisas para a casa e vou até o quarto onde fico. Separo meu pijama e minha roupa debaixo para finalmente tomar um banho.
Quando estava no banho, a porta abriu. Empurro o vidro para o lado e olho para Bruno, que carregava em sua mão um creme para massagens e a cara incrível de quem estava mais que pronto para entrar naquele box e beijar todo meu corpo.
Fecho o box e continuo com meu banho.
-Você só pode estar me testando, Lea. - Eu podia apostar que ele estava revirando seus olhos.
-Estou saindo do banho. - Fecho o registro.
-Vou ir até meu quarto, já volto.
-Ok.
Seco meu corpo e olho para a roupa que iria colocar. Seria um trabalho a mais se eu a botasse e daqui a pouco a tirasse, então deitei na cama nua, de bruços. Jogo meus cabelos para o lado e somente espero ele entrar pela porta.
-Sua bunda sempre será meu ponto fraco. - Ele deita-se sobre meu corpo. - Seu pescoço me convida pra dar beijos e ir deixando minha boca descendo pelo seu corpo. - Bruno beijou meu pescoço de leve e foi traçando um caminho pelas minhas costas com beijos leves e macios. - Você tem um cheiro único, Lea. - Seus lábios chegaram nas minhas nádegas.
Bruno afastou minhas pernas de leve e introduziu sua língua entre minhas nádegas, me fazendo contorcer. Ela trabalhou arduamente descendo aos poucos para a entrada de minha vagina, que estava esperando por ele há tempos, e agora mais molhadinha do que em qualquer outro momento. O oral dele sempre teve algo que nenhum outro teve. Ele brincou com a língua em meus lábios inferiores, meus olhos não conseguiam se manter, ou eles se fechavam e eu mordia meus lábios, ou eu revirava-os insistentemente. Gemia com seus movimentos. Sua mão afastava minhas nádegas, dando a ele um total acesso as minhas partes íntimas, sem contar na visão close que ele tinha dali.
-Eu sei exatamente o que está em sua mente. Ah querida, vamos nos divertir hoje à noite. - Pra qualquer outra pessoa aquele poderia ser um momento de risadas, mas naquela hora, aquela música que ele cantarolou, só me fez ficar com mais tesão por seu corpo.
-Bruno. - Sussurro seu nome. Seu dedo indicador pressionou a entrada de meu bumbum. Dei um gemido alto e liberei o que estava segurando.
Minhas pernas tremeram e ele não tirou seu rosto do meu delas, ficou ali apreciando todo meu néctar.
-Preciso que entre em mim. - Cerro meus dentes e seguro o lençol.
Espio pelo lado quando sinto que ele levantou. Bruno arrancou sua bermuda com rapidez, mordia seus lábios enquanto me olhava naquela posição completamente vulnerável à ele. Sua camisa foi tocada para o lado e ele masturba-se por segundos.
Usou suas mãos para não por seu peso sobre mim e seu pênis soube exatamente o caminho que deveria percorrer. Entrou em mim com facilidade e minha boca abriu-se em um "o". O sexo com ele não tem como ser ruim, ele era extremamente bom no que fazia. Aqueles movimentos de vai e vem e sua respiração próxima de meus ouvidos. Ah, sim, aquilo me deixava louca.
Bruno puxou meu quadril pra cima, e eu fiquei de quatro pra ele, sem nem precisarmos nos desencaixar. Com carinho ele foi mudando o local. Era tão diferente quando ele introduzia em minha bunda. Nunca pensei que sentiria tanto tesão em anal como sinto com ele.
Suas mãos se perdem nos meus cabelos e ele os puxa com leveza, causando uma sensação muito gostosa. Gemo perante seus atos sobre mim e entrego-me mais ainda. Rebolo para ele e o ouço gemer alto. Ganhei alguns tapas em minha bunda, o que fazia eu rebolar ainda mais para vê-lo mais doido.
-Vem por cima de mim. - Ele tocou-se para o lado, ofegante e cansado.
Subo sob seu corpo, dou um beijo em seus lábios enquanto coloco seu pênis em mim.
Me sinto livre para cavalgar nele. Suas mãos vão para minha cintura, para os meus peitos e seus olhos reviram assim como os meus reviraram quando ele estava fazendo aquele oral maravilhoso.
Quando sua respiração começou a ficar mais descompassada, desci do seu colo e peguei-o com as duas mãos. Passei a língua sob suas bolas e o masturbei, até coloca-lo todo em minha boca. Bruno estava pronto para gozar, então me concentrei na sua cabeça. Seu membro pulsou em minha mão e eu senti todo seu gozo em minha boca. Eu engoli e deixei meu nojo de lado. Ele gemeu alto e segurou em meu braço.
-Eu... - Ele respirava para tentar falar. - Nossa!
-Nossa. - Mordo os lábios enquanto olho para os seus. - Preciso de um banho. - Rio.
-Nós precisamos. - Ele passa a mão em minha cabeça, olha em meus olhos e minha boca, e me beija. - Você é maravilhosa.
-Nós somos maravilhosos. - Bato em sua mão. - Só precisamos de um banho.
-Acha que aguenta uma no banho também?
-Eu aguento. - Levanto da cama. - Não sei você.
-Lea, não me provoque. - Ele levanta e eu corro para o banheiro.
-Sai. - Rio, tentando afasta-lo.
-Vem aqui que eu vou mostrar como aguento. - Ele tentava me puxar ao meio de risadas e arreganhos.

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