segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Capítulo 29


Meu corpo é sua festa baby
Ninguém foi convidado só você baby
Eu posso ir devagar agora
Diga-me o que você quer
(Body Party - Ciara)

Eleanor Pov's

Ainda estávamos em silêncio, talvez nenhum dos dois quisesse falar algo. Eu queria, queria poder bater nele por ser tão idiota e pensar que eu tivesse feito aquilo proposital, mas ao mesmo tempo achei lindo ele admitir que ficou meio esquisito quando falamos no Kai.

-Então... Você vai lá pra casa? - O silêncio é quebrado.

-Ah, não. - Puxo meu lábio para o lado, lamentando.

Bruno levanta da cama e estica a mão pra mim.

-Acompanha-me até a porta?

-Onde está a Lana? - O questiono.

-Deixei com a minha mãe, de qualquer forma ela ficaria com ela hoje se fossemos no luau.

-E se irmos? - Dou a ideia.

-Sinceramente? Hoje o dia foi bem puxado sem nem ser puxado, acho que queria ficar em casa mesmo.

-Minha mãe falou com você? - Ainda nem tínhamos saído do lugar.

-Falou, ela pensou que você tivesse saído comigo. - Dá um riso forçado. - Lea, preciso ir.

-Porque não fica? - Gesticulo para o quarto. - É pequeno, mas nós podemos nos ajeitar. Você disse que tinha desacostumado a dormir sozinho, bem, eu também. - Era impossível acostumar a dormir juntos sendo que faz somente dois dias seguidos que dormimos, mas ambos usamos a desculpa, então está tudo bem.

-Só se você me abraçar e dizer que me desculpa, e que está tudo bem, ok? - Ele abre os braços e eu me envolvo no seu abraço.

Seu corpo está quente, perto do meu fica uma fusão. Aquele perfume natural dele com o misto da sua colônia preferida... Isso faz ele ter um cheiro somente dele, gostoso de se sentir.

-Eu desculpo. - Largo minha cabeça no seu ombro. - Desculpa-me por ter dito aquilo. Nunca foi e nunca será minha intensão magoar você!

-Ah, pequena. - Afagou meus cabelos. - Eu desculpo você depois do combinado.

-Combinado?

-É, do anal!

-Nojento. - O bato, rindo perto do seu rosto.

Aproveito por estarmos assim, abraçados e juntinhos, e beijo a sua boca sem permissão. Eu deixei de beijar o Kai e eu sei por que, não ficaria me sentindo bem se o beijasse e depois acabasse beijando o Bruno. Seria completamente diferente.

-Você está cheirando a Kai! - Fez uma cara de repugna. - Como ele está?

-Bem. - Respondo, não tinha muito que falar.

-Ele tentou beijar você, ou ele está compromissado?

-Pediu um beijo, mas eu neguei. - Mexo na sua orelha, olhando em seus olhos. - Tinha algo que me fez pensar melhor.

-E o que era?

-Algo. - Dou de ombros, colando nossos lábios num longo selinho.

Bruno retirou a roupa e eu também. Ficamos somente com as roupas íntimas. Estávamos cansados, e ambos meio sonolentos, apenas nos abraçamos deitados e dormimos.

Não lembro com o que sonhei, mas sei que foi algo bom, e por ter ido dormir aliviada, acordei com um sorriso no rosto. É estranho brigar com alguém, parece que o mundo gira contra você, mas quando você fica bem e faz as pazes, parece que tudo volta ao normal.

Levanto com cuidado para não acorda-lo e vou até a janela tento aquele pequeno momento de reflexão. Para minha sorte meus pais haviam saído e a porta do meu quarto estava trancada. Eles sabiam que eu tinha chego porque toquei a chave por cima da mesa da cozinha, então eles sabem que está tudo bem.

Desço para a cozinha e preparo o café da manhã cantarolando.

-Quem deixou... - Fico o olhando, parando de cantar.

-O quê? - Pergunto.

-Você cantar? - Tapou os ouvidos, mesmo brincando, eu sei que pode ter um leve fundo de verdade, afinal se tem algo que eu não nasci é para cantar.

-Já começa incomodando essa hora? - Reviro os olhos.

-Eu incomodo, você gosta, acho que está tudo bem. - Sentou-se na mesa da cozinha. - O que está fazendo de bom?

-Panquecas.

-Hmmm. - Saboreou somente o cheiro. - Lea, estava pensando em algo!

-No que?

-Na minha casa nós nunca teremos oportunidade de ficarmos a sós... E aqui, seus pais passam o dia trabalhando, a casa fica sozinha, e hoje, por exemplo, estamos eu e você aqui, sem a Lana, sem ninguém para atrapalhar...

-Onde quer chegar?! - Sei que é algo sobre sexo, porque tenho quase certeza disso?

-Nós estamos a tempo tentando fazer aquilo, poderia ser hoje, sim?

-As coisas estão na sua casa. - Rebato rapidamente.

-Não tem problema! Eu passo lá em casa para avisar minha mãe que iremos chegar de tardezinha, vejo minha princesa, pego as coisas e volto.

-Bruno. - Balanço a cabeça, com um riso frouxo. - Você tem umas ideias, que nossa!

-Vai dizer que não é uma ideia maravilhosa?

-Pra você? Sim! Tenho que me preparar.

-Você vai mandar bem, eu não estou nem preocupado com isso. E eu vou deixar você bem a vontade. - Saiu da cadeira, chegando perto do meu corpo e respirando próximo ao meu pescoço.


Uma da tarde quando entrei para o banho. Bruno foi embora assim que deu meio dia, disse que iria almoçar com a mãe dele, e eu fui, novamente, esquentar a comida da minha mãe.

Lavava meu corpo, passando a esponja bem recheada de espuma por toda a extensão da pele. Cuidava com os mínimos detalhes, e nas pernas fiquei por mais tempo. Lavei minhas partes íntimas, e já fui me preparando para o possível choque. Uma vez quando Megan disse que havia experimentado, todos haviam feito a caveira para ela, dizendo que doía demais, e que ela não aguentaria muito tempo. Megan disse que doeu, que foi difícil, mas na segunda vez que tentaram, foi prazeroso e gostoso. Sinto que comigo pode ser dessa forma, afinal, anal deve ser o tipo de coisa que, ou você ama fazer ou você odeia.

Ao vestir a lingerie - a única que trouxe para a casa da minha mãe -, fiquei me olhando no espelho. Larguei os braços ao lado do corpo ficando com minha postura normal. Olhei-me de frente, de lado, de costas, e fiz uma coisa que sempre tive curiosidade. Ainda de costas pro espelho, abaixei-me ficando com a bunda empinada, e olhei por entre minhas pernas. Queria saber o que tinha demais nessa visão para os homens, que eles tanto amam. E realmente, pensando como um, é bem bonito e tentador.

Entrei no quarto dos meus pais, pegando no porta-cabides um hobby na cor branca. O envolvi no meu corpo, prendi meu cabelo e desci para a sala. Fechei as janelas que tinha aberto antes e cuidei para as pessoas não perceberem que eu estava em casa. Vá que venha algum vizinho, serviço de cartas e entregas, não quero que nada atrapalhe, por isso vou pedir que Bruno deixei o carro na rua ao lado.

"Onde está? Deixe o carro na rua ao lado, para as pessoas não verem que tem gente aqui em casa. Estou te esperando! Dê um beijo na minha pequena e diga que estou com saudades."

É estranho ficar sem ver a Lana por pelo menos um dia. Estou acostumada a ficar com ela por muito tempo, trocando fraldas, dando mamá, colocando para dormir, apartando as cólicas, e tudo mais.

"Saindo de casa nesse exato momento. Lana está na piscina, precisa ver a felicidade da garota."

Sempre agradeci por ela não ser uma criança chata na hora de ir pro banho, de gostar de música e de ser quietinha. Claro, ela dá alguns choros impossíveis ás vezes, mas na maior parte do tempo ela é comportada. Não sei se é genético ou se é por criação, mas ela é bem entendida, mesmo com apenas meses.

Ouço o barulho do portão e corro para destrancar a porta. Bruno aparece com a mochila em mãos, de banho tomado, cheiroso e um sorriso maroto nos lábios.

-Que sorriso, até parece que vai ganhar algo hoje! - Comento, trancando a porta.

-E não vou? - Abre a mochila, tirando uma garrafa de champanhe. - Não é um dos melhores, longe disso, mas era o que tinha.

-Você é sádico. - Peguei a garrafa. - Ira brindar a minha dor.

-Meu prazer.

-Sádico, sente prazer em ver a dor dos outros. - Rio, enquanto pego as taças no armário.

-Metamorfo, prefiro dizer. Posso ser o que você quiser. - Colocou a mochila no ombro.

-Ok, metamorfo, vamos subir? - Indico a escada e ele vai na frente, parando na metade. Entendi a subjetividade de que era para eu ir na frente para ele me ver.

-Bela bunda. - Rio. - Não canso de dizer isso.

-Você tem uma tara incrível por ela, não?

-Não faz ideia. Amei você nesse roupão.

-Obrigada. - Abro a porta do quarto.

-Somente a luz do abajur, adoro. Posso gravar isso? Vou querer me masturbar com esse momento único.

-Sou a primeira virgindade que está tirando na vida, Bruno?

-De bunda? Sim. Mas minha primeira vez foi com uma menina virgem, e várias outras eram virgens.

-Várias outras... - Rio, pensando na grande quantia.

-Ok, talvez duas, três.

-Tem uma média de mulheres que já transou? - Entrego a garrafa para ele abrir.

-Quase 25, talvez!

-Não é tanto, pensei que fosse umas 100. - Dou de ombros e ele estoura a champanhe.

-A nós, ao anal, e ao sexo! - Disse, após servir-nos e batermos as taças.

-Ao sexo! - Repito. - Estou com a câmera na bolsa, acho que ela tem memória para gravar.

Não era má ideia, eu confio nele, sei que nunca iria fazer algo que me comprometesse, e seria até bom dar esse prazer a ele, e quem sabe para nós dois.

-Lea, - Bebeu um gole do seu champanhe. - eu falei aquilo por falar. Não quero que tenha sua privacidade arriscada somente para suprir meu prazer.

-Você não existe. - Observo seu rosto por uns segundos que parecem bem mais do que realmente foram.

-O dia que eu quiser bater uma, vou até seu quarto e peço uma calcinha, ou uma foto quem sabe, ou você dança pra mim. - Dá de ombros, se aproximando de mim. - Temos liberdade pra isso.

-Claro que temos. - Tomo o resto rapidamente e ponho ao lado da garrafa.

-Isso não é água.

-E o tempo é dinheiro! - Encosto no seu peito. - E prazer.

-Impressão minha ou está ansiosa?

-Quero sentir a sensação. - Levo minha mão até seu pau, sobre a bermuda jeans ele já parece começar a se animar. - Se é bom ao normal, deve ser maravilhoso fora do hábito.

-Como você me provoca. - Terminou de tomar num gole, assim como eu, e abraçou meu corpo, colocando a taça na penteadeira. - Eu quero te fazer gemer, gozar... - Me escorou na parede, levando meu corpo um pouco pra cima, encaixando-nos. - Pode doer, você sabe disso, mas quero que me avise se tiver demais ou se algum momento eu ir rápido demais e machucar.

-Confio que irá ser gostoso, assim como é toda e qualquer parte. - Beijo sua bochecha, descendo para o seu pescoço. - Senta na cama.

Bruno andou pra trás, caindo na cama e logo se ajeitando. A minha lingerie não era uma das melhores, nem a mais nova, mas era a única que eu tinha por ali. Puxei a fita do hobby, ajeitando os ombros e deixando-o deslizar pelo corpo e cair diretamente no chão. Abro o sutiã e tiro um pedaço da calcinha. Deixo com que, enquanto mexo minhas pernas para a calcinha sair, o sutiã caia no chão também. Viro-me de costas fazendo a mesma pose que fiz no espelho àquela hora e tirando a calcinha.

-Assim é covardia. - Ouço-o falar.

-Vai me foder assim? - Pergunto. - Vai me pôr de quatro e foder com vontade? - Mexo minha bunda e o ouço fisgar.

-Vou deixar você assada, se precisar! - Gemo baixinho mordendo os lábios e voltando a posição normal.

Caminho em sua direção e ele se ajeita, jogando-se para trás. Sento no seu colo e sinto o jeans raspar na minha intimidade, o volume bem iminente.

-Será que consegue duas vezes seguida?

-Até três. - Puxou meus lábios com seus dentes e passou a mão pelas minhas costas.

Inclinei-me sobre o seu corpo, deixando minha bunda um pouco pra cima. Bruno passou as mãos, apertou minhas nádegas, beijou-me com força e pouco a pouco foi passando o dedo pela entrada da minha boceta. Gemi, puxando seus cabelos. Ele muda, passando agora pela minha outra entrada, enfiando todo seu dedo no buraco super apertado.

-Vai ser difícil. - Comenta.

-Não impossível.

Quase sempre ele colocava um dedo ali, até já tinha me acostumado, mas apenas com o seu dedo. Toquei meu corpo para o lado e esperei que ele tirasse a sua roupa. Fiquei passeando meus dedos pelo meu corpo enquanto o observava tirar tudo. Bruno aproveitou para pegar a camisinha e o KY na mochila. Tocou ambos na cama e apoiou-se com os braços na cama, beijando meu rosto.

Acariciei seu pau com minhas mãos, mexendo nas suas bolas e o deixando confortável. Abri um pouco minhas pernas e quis sentir uma sensação diferente. Passei os dedos pela minha intimidade molhada e os passei em volta do seu pênis, Bruno arfou e continuou a chupar meu pescoço de modo que não ficasse nenhuma marca. Pedi que ele se aproximasse mais e tentei encaixar-me com seu corpo, posicionando seu pau na entrada da minha boceta.

-Sem camisinha? - Arqueou a sobrancelha.

-Somente quero sentir rapidamente como é você sem aquela borracha em volta.

Bruno ajudou-me, se ajeitando melhor sobre o meu corpo e enfiando pouco a pouco seu pênis em mim. Gemi querendo me concentrar em cada pequeno detalhe daquilo. Podia sentir ele quente e bem duro, é completamente diferente do que estar com camisinha, e ele é o primeiro com quem tento isso - nem mesmo com o Kai chegamos a fazer sem camisinha, éramos jovens e ambos com medo de que algo desse errado.

Fomos, pouco a pouco, aumentando a velocidade. Ele já estava se acostumando a estar assim dentro de mim, e bem, eu estava adorando, mas ainda tinha um pouco de medo.

-Preciso da sua boca. - Disse enquanto fixava seus olhos nela.

Fiquei de quatro na cama chegando perto do seu corpo, agora estirado com as mãos atrás da cabeça. Mexi no seu pênis, em suas bolas, cuspi nele e o abocanhei podendo, ainda, sentir o meu gosto, que também é diferente do que quando senti na camisinha. Fazia os movimentos cada vez mais rápidos e tentava aprofundar mais e mais. Bruno segurou minha cabeça, empurrando-a contra seu pau, deixando com que ele quase me engasgasse.

-Meu Deus, Lea. - Gemeu. - Você me deixa louco!

-Me foda! - Peço, partindo para suas bolas. Beijo-as e chupo rapidamente, mexendo seu pau com as minhas mãos.

-Palavras mágicas! - Esticou a mão para o lado procurando as três camisinhas que havia pego. Colocou uma enquanto eu via bem de perto.

Pediu que eu sentasse no seu colo, e assim eu fiz. Encaixei-me direitinho já começando com os movimentos de sentar e levantar. Descia até o talo e sentia ele completamente dentro de mim. Admito que doía um pouco, era apertada e ele grosso, então tinha horas, como agora que estava até o talo, que sentia minha boceta se contrair mesmo sem eu querer.

Rebolei sobre o seu colo, gemendo e arranhando seu peito. Ele gemia baixinho, contido, revirava os olhos de prazer. Eu sabia que ele gostava dessa forma.

-Pronta? - Pergunta-me, mexendo em meus peitos.

-Sempre. - Respondo.

Tenho coragem, mas ainda sim tenho medo de sentir dor. Não sei o porquê, mas ouço tanto falar que dói que meu psicológico já está se preparando pra isso.

Levanto do seu colo e fico em pé, ele imita-me e fica ao meu lado. Pega o tubo nas mãos e o balança.

-Deita aqui. - Aponta para a cama. - Fica com o quadril bem na ponta.

Faço o que ele pede. O vejo se preparar, tirando a camisinha que usou em minha vagina e colocando outra, passando o gel lubrificante por toda a extensão e até em um dos seus dedos, melecando tudo. Quando o vi ficar a minha frente, abri minhas pernas com receio, olhando-o firmemente.

-Relaxe, ok? - Passou a mão pela cabeça do pau, e se abaixou em minha frente.

Bruno começou a passar a língua em minha boceta, deixando-me completamente molhada. Chupou e babou bastante até minha região anal, mexendo os dedos para coloca-los por ali. O dedo deslizou tranquilo, sem algum problema sequer, e ele voltou a chupar-me. Introduziu o segundo dedo, que senti um pouco mais.

-Bruno, vai logo. - Respirei fundo para criar coragem.

-Se doer demais e quiser parar, me avisa!

Fiquei calada esperando por ele, que ficou em minha frente passando o pênis por toda minha extensão molhada. Bruno pôs o pênis na entrada e acariciou meu clitóris. Ele forçou um pouquinho e automaticamente eu gemi, esperei que ele continuasse, mas ele parou um pouquinho e fez a mesma coisa. Por umas quatro vezes ele somente ameaçou, mas não tentou. Depois, quando finalmente ele empurrou seu pênis para dentro do meu anus, eu respirei por várias vezes seguido, gemendo.

Senti a pontinha entrar, e já estava feito. Gritei de dor, e puxei meu corpo.

-Hey, relaxa. - Passou a mão na minha perna. - Eu estou indo com calma.

-Isso dói. - Fecho os olhos.

-Me dê à mão. - Volto para como estava antes e dou minha mão pra ele. - Pode apertar quando não aguentar a dor. Ok?

Joguei minha cabeça pra trás, talvez fosse melhor não ver isso. Bruno forçou mais um pouco e senti um pouco entrar. Amassei a sua mão, gritando, mas ao mesmo tempo não querendo gritar. Doía, e doía demais, não era pouco, talvez suportável por eu estar com muita vontade. Concentrei-me no momento e não na dor, pensei no bem que estava fazendo ao nosso sexo, e uni meus dedos com os seus. Vejo seu sorriso e me desconcentro de qualquer pensamento.

Bruno gemeu e eu gritei, quando agora sua cabeça estava dentro de mim. Ele se movimentava devagar e eu ia contraindo meu corpo. Com a mão desocupada, apertei meus seios, procurando prazer.

Ele ia aumentando os movimentos conforme aumentava a quantidade que enfiava pra dentro de mim. Meus olhos se enchiam de lágrimas... Não é a palavra certa, eram apenas águas, porque eu não estava sentindo a mesma dor forte do inicio, era uma coisa mais incômoda, umas contrações na região anal conforme ele fazia os movimentos de vai e vem. Procurei lembrar coisas que me excitavam, principalmente quando ele fazia algumas danças que continham partes onde ele mexia muito bem com o quadril.

Em algum momento eu gemi alto, e fui empurrando o corpo pra trás e Bruno foi vindo junto do meu, por cima de mim. Desunimos nossas mãos e aproveitei para acariciar seu cabelo.

-Quer parar? - Sua voz estava levemente rouca. - Me avisa!

-Está tudo bem. - A minha mal saía.

-Você é tão gostosa. - Beijou meu pescoço e meus lábios, mordendo levemente a pontinha das minhas orelhas. - É tão apertado aqui!

-Não garanto nada após isso. - Riu em meio a dor-não-dor.

-Vai estar acostumada comigo.

Preferi que mudássemos de posição. Pedi para cavalgar no seu colo e ele aceitou na hora. Pus um pouco mais de gel em seu pênis e sentei-me com cuidado sobre ele, colocando pouco a pouco do que podia suportar dentro de mim. Não parava de gemer um segundo sequer, estava gostoso, claro, mas era dolorido, era estranho.

Travei em certa altura e ali fiquei apenas rebolando. Quando inventei de subir e descer, foi a pior parte. Acho que não estava pronta pra isso, então meu corpo reclamou do entra e sai do pênis dele e começou a doer fortemente. Choraminguei e parei. Bruno apenas passou a mão nos meus braços esperando o meu tempo.

-Tudo bem, vamos parar por aqui.

-Não vou parar, quero continuar! - Disse, resistindo bravamente e voltando a fazer o mesmo movimento. - Quero você. - Resmunguei em meio de tantos gemidos.

-Você me tem!

Não poderia durar muito tempo daquela forma, logo ele já anunciou estar bem farto e precisar foder livremente. Fiquei de quatro para que ele pudesse ter o livre arbítrio de ir e vir dentro da minha boceta. Meu anus piscava, eram apenas fisgadas de dores leves agora.

Como ele tinha tirado a camisinha que usou no meu anus, e estava sem, quando viu que ia gozar, pôs a outra camisinha e fodeu-me fortemente. Estocadas rápidas e firmes, fortes e fundas, indo bem além. Empurro meu corpo contra o seu quando vejo que ele iria gozar e gemo alto juntamente ao seu gemido.

Saio do seu corpo e ele retira a camisinha, dando um nó e jogando no chão junto com as outras.

Atiramo-nos na cama, lado a lado e ele põe seu braço sobre o meu corpo, beijando meu ombro.

-Obrigada por fazer isso por mim.

-Fiz por nós dois. - Sorrio, virando o rosto em sua direção. - Obrigada por respeitar os limites e ter sido carinhoso! Com certeza não esquecerei isso!

-Posso imaginar o quão foi difícil, esse era o mínimo que eu poderia fazer.

Beijo seus lábios diferentemente das outras vezes. Com calma, serenidade, apenas querendo agradecer por ser gentil e por ter me dado uma ótima experiência.

-Agora essa bunda me pertence. - Ele tenta por a mão por baixo do meu corpo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário