É você, é você, é tudo para você
Tudo que faço
Digo a você todo o tempo
Com você, o céu é um lugar na terra
(Video Games - Lana Del Rey)
Comecei a rir ainda sentada na cama. Olhei para os lados e Bruno não estava por ali. Peguei uma muda de roupa, meu kit de higiene e fui ao banheiro.
-Bom dia. - Saúdo assim que chego à sala e estão Jaime, Bruno, Eric e Bernadette.
-Bom dia. - Me responderam num uníssono. - Dormiu bem? - Bruno pergunta e Eric oferece um sorriso para Jaime.
-Claro. - Respondo. - O que fazem aqui?
-Conversando sobre música!
-As pessoas vão achar que você não tem outro assunto, Bruno. - Vou dando passos pra trás afim de ir até o banheiro arrumar-me.
-É isso ou filhos e sexo.
-Às vezes esqueço que você é meu irmão. - Jaime faz uma careta engraçada. - Ai quando lembro já é tarde demais.
-Porque?
-Você fala tanta besteira, Pet.
Deixo que eles continuem conversando e vou ao banheiro. Minha cabeça doía um pouco e minha barriga dava sinais de que precisava de comida. Arrumei-me rapidamente e levei as coisas ao quarto.
-Hey. Bom dia. - Presley me parou no caminho.
-Bom dia. - Dou um beijo em sua bochecha quentinha.
-Posso falar com você depois?
Eu odeio quando alguém diz isso. Penso em tudo que pode ser um assunto polêmico, se eu fiz algo ruim, se é alguma coisa comprometedora. Nunca se sabe, mas essa pergunta mexe comigo.
-Claro. - Talvez tenha tremido um pouco para responder.
-Ok. Vou me arrumar e te chamo.
-Posso preparar um café para nós...
-Nunca me ofereça comida, eu sempre vou aceitar.
Nós rimos e cada uma partiu para um lado diferente. Arrumei as coisas que tinha desarrumado e fui para a cozinha, quando passei pela sala, Bruno levantou-se e foi atrás de mim.
-Vai esquentar algo?
-Fazer café para nós. Presley e eu. - Avisei pegando a chaleira sobre o fogão. - Tudo bem?
-Claro... Estava pensando em irmos à praia hoje.
-Tenho que ver qual biquíni usar. - Começo a rir, meus biquínis estão praticamente todos molhados.
-Me referi à noite. Eu, você, e se quiser convidar as meninas... Poderíamos fazer uma fogueira e cantar umas músicas.
-Maravilhoso. - Acendo a boca do fogão.
-Eu sei que sou.
-Idiota. - Termino de colocar. - Gostei da ideia. Podemos falar com as meninas.
-Tudo bem. - Piscou pra mim. - Podemos ir naquela parte perto da antiga casa do Kai. Lá nunca vai ninguém, principalmente a noite.
-Ótimo. - Lembrei automaticamente da praia e dos momentos que passei nela, inclusive a última vez que beijei o Kai em nossa despedida.
-Que monossilábica. - Revirou os olhos.
-É a fome. - Abro um dos armários aéreos à procura de algo.
-Cheguei. - Presley aponta na cozinha e Bruno vai saindo, mas antes bagunça o cabelo dela fazendo-a gritar. – Como você o aguenta?
-Yoga. – Respondo série e virando para minha chaleira. – Sem açúcar, com mais água...? – Pergunto sobre o café que despejo na caneca.
-Açúcar, e com um pouco de água. Vamos para o jardim? Acho que não tem ninguém lá.
-Está me deixando nervosa com isso. – Alcanço a caneca para ela.
-Juro que não é nada demais, apenas umas dúvidas e quero uns conselhos. Faço mal?
-Não, de jeito nenhum. – Um peso sai das minhas costas e eu ofereço a ela um sorriso, finalmente.
Ao sentarmos no jardim, Presley tomou um gole do seu café e o pôs ao seu lado. Permaneço com o meu em mãos.
-Eu poderia falar com as meninas, sabe, ou com a mamãe, mas eu preciso de uma opinião de quem já tenha passado por isso. – Mexe em algo na sua coxa só para manter a cabeça baixa. – Eu tenho um amigo, acho que é o meu melhor, e eu estou gostando dele. Só que eu não sei lidar com isso, eu tenho medo de muita coisa inclusive de perder a amizade dele.
-Bom... – Não sabia ao certo o que dizer, mas resolvi seguir meus instintos. – Eu não sei exatamente o que te dizer, mas acho que a atitude mais sensata é sentar para falar com ele, expõe o que você está sentindo, mas diz que se estiver sendo equivocada que você não quer perder a amizade dele.
-Eu quase disse isso, foi perto.
-É, mas não falou. – Levemente sorrio para o olhar dela perdido. – Aquela vontade que permanece é a vontade da amizade dele ou a vontade de tê-lo como namorado? Pese na balança.
Presley ficou um tempo pensando e respondeu-me. Não sou boa com conselhos, não cheguei ao estágio de me apaixonar pelo meu melhor amigo, e se caso um dia acontecer isso, eu tenho liberdade o suficiente para falar isso a ele, e sei que irá ser bem receptivo e sincero. É isso que eu conto que ele me fale a verdade e que tudo permaneça legal.
Disse a ela que ainda não tenho essa experiência, mas que ela que tem que saber o que de melhor se pode fazer. Se ela acha que o melhor é falar, ela fala, se ela acha que o melhor é agir, ela age, e assim vai indo. No final das contas, os conselhos servem para nos orientar e não dizer o que fazer, pois o que pode parecer melhor pra eu, pode ser bem errado pra ela.
Quando entramos para a casa, Lana passava de mão em mão e chorava desesperada. Estava vermelha e irritada, não deixava que quase ninguém a tocasse.
-O que houve? – Ando em direção do Bruno, que a segurava com proteção.
-Ela começou a chorar quando foi mamar, agora não para mais. – A embalava.
-Já avisei que o dentinho dela começará a sair daqui a pouco. – Jaime dá de ombros. – Alguém olha a gengiva dela!
-Me dê ela, Bruno! – Peço e ele estica suas mãos, mas a pequena se agarra e não quer sair de modo algum. – Oi, meu bebê. Olha pra mamãe! – Bato palminhas e o sorriso do Bruno se forma de orelha a orelha, pareceu feliz quando me titulei como mãe dela.
-Olha aqui pra titia, Lana. – Chamam-na e ela insiste em estar com um bico quilométrico.
-É melhor esperar ela se acalmar. – Bernie aparece na sala. – Vem com a vovó, princesa. Vamos olhar as flores lá fora. – Esticou o braço, como eu fiz, mas ela somente olhou com os olhinhos molhados e continuou no colo do pai. – Bruno, vá com ela para um lugar quieto.
-Tudo bem. – Ele passa por todos como um vulto e vai para a parte de trás da casa.
-Nunca pensei que ele teria tanta responsabilidade. – Comenta Eric.
-Seu irmão me surpreende. – Intrometo-me, expondo minha opinião. – Ele cuida tão bem dela, dá tanto amor, que eu tenho por mim que ele só não desistiu de tudo por causa dela.
-Bruno é um homem de boa índole, mas às vezes ele é bem influenciável. – Bernie respira fundo ajeitando seu roupão. – É preciso ter paciência com tanta indecisão.
-É mesmo. Mas se ele me aguenta dessa forma torta e completamente bipolar, eu sou obrigada a ter paciência com ele. – Dou meio sorriso.
-Ele merece tudo o que deseja. Ele é um homem especial, tem tanto a mostrar para o mundo. Torço muito por ele. – Jaime desfaz o rabo de cavalo do seu cabelo.
ზ
Carregava uma mochila com as coisas que precisaríamos e Bruno carregava o violão e duas lanternas. Gravamos bem onde tínhamos deixado o carro e caminhamos um pouco a frente para entrarmos no pedaço da praia.
Lana ainda estava um pouco irritada, mal quis comer, mas Bernadette impôs que teríamos que fazer algo divertido e que cuidamos dela todos os dias, então poderíamos sair um pouco que ela cuidava, já que teve que fazer isso com quase todos os filhos.
-Bruno! – O alerto sobre uma pedra que ele estava pisando onde tinha uma quebradeira. – Cuidado.
-Obrigada. – Esquivou-se daquele lugar. – Cuida com aquela que tem limo.
-Ok.
Continuamos a caminhar com o auxílio de uma lanterna apenas. Passavam das nove da noite e a noite estava bem agradável. Ao darmos de cara com a praia, o vento bateu em meu cabelo e o desarrumou completamente colocando mecha sobre mecha, e já vejo o quanto ela está parecida com quando sai do Havaí.
Não havia mudado praticamente nada, apenas por ser noite e a imensidão, que de dia é iluminada pelo sol, agora estava banhada pela prata da lua.
Bruno parou num ponto da areia e apontou, como sinalizasse que ali seria onde ficaríamos. Tirei a mochila pesada das costas e tiro duas grandes toalhas. Estendo-as no chão e sento, Bruno senta ao meu lado pegando o violão. Acendi uma lanterna e pus virada para nossos pés, iluminando nós, mas não diretamente. Ele ajustou algumas coisas do violão e eu conferi se havia trazido as pilhas extras, água e suco e alguns aperitivos caso desse fome.
-O que quer que eu toque?
-Coldplay.
-Eu ainda tenho que pegar as notas direitinho de Viva La Vida. – Bateu com os dedos na madeira do violão. – Algo que eu saiba...
-She will be loved?
-Você é a melhor. – Ajeitou algumas coisas e ouvi uns primeiros acordes. – Como começa mesmo?
-Beauty queen of only eighteen... – Esperei que ele continuasse, mas somente olhou para o violão tentando lembrar a melodia provavelmente. – She had some trouble with herself...
-He was always there to help her... Agora sim. – Dedilhou e começou a tocar.
Sua voz inundou meus ouvidos com uma tranquilidade. Olhei para o mar e o horizonte distante, com aquela música, aquela voz, e embalei-me para o lado e para o outro. Cantei baixinho para aproveitar bastante à música.
-Vou tentar Californiacation.
Pigarreou no inicio e seguiu com alguns ajustes. Começou cantando acapella e logo conseguiu o perfeito ritmo da música, que mesmo com o violão ficou maravilhosa. Dessa vez ao invés de contemplar o mar, contemplei seus olhos, sua voz, sua concentração. Sua completa entrega para a música.
Bruno tocou umas músicas que ele mesmo produziu no primeiro CD dele, que infelizmente não se concretizou e depois passou para outras. Tomou um pouco de água e quando parou, largou o violão ao seu lado e sentou bem próximo de mim. Tombei minha cabeça no seu ombro e ele me puxa para que eu deitasse no seu colo.
Ajeito-me de lado e sinto seus carinhos em minha cabeça.
- Faz tempo que a gente não fica assim. - Bruno sussurra bem baixinho, em meu ouvido.
- Assim como?
- Sozinhos. Não digo sozinhos tipo, com a Lana dormindo ou em um cômodo diferente. Como em casa. Sozinhos tipo sozinhos, mesmo. Eu e você. Sem pressa pra nada, sem esperar ninguém chegar. Como nos velhos tempos.
- Uhum. - Murmuro, sentindo seus carinhos.
- Às vezes eu sinto falta. Da época que a gente saia pra beber sempre e voltava pra casa de manhã... Mas eu me lembro da minha bebê e... Passa.
- E se fosse antigamente eu não poderia fazer isso. - Inclino minha cabeça e lhe dou um selinho. Bruno sorri de olhos fechados, e põe a mão na minha nuca, puxando-me para perto novamente.
Beija-me suavemente e encosta nossas testas.
- Eu gosto disso. - Fala, no mesmo tom baixo, olhando diretamente para os meus olhos.
- E disso? - Pego sua mão e direciono para meus peitos, por cima da roupa.
Ele ri e faz uma carinha de falso inocente. Lindo.
- Não sei. Muito pano.
- Hmmmm. - Fecho meus olhos, colocando sua mão por dentro da minha blusa. Bruno morde meu pescoço de leve, tentando não sorrir. - E agora?
- Mais para cima... - Ele mede os dedos como se desse pequenos passinhos pela minha barriga até se espalmar de leve sobre meu sutiã. - Achei. Bem no ponto.
- Muito pequeno. - Sussurro em seu ouvido.
- Muito gostoso. - Replica bem baixinho.
O escuro da noite, iluminando apelas pela lanterna fraca e a lua estava mais que propício. Solto um gemido baixo quando ele começa a beijar meu pescoço, com uma mão segurando firme em minha cintura e a outra invadindo meu sutiã.
- Você tem vontade de fazer na praia?
- É perigoso? - Pergunto, já colocando minhas mãos por baixo da camisa dele.
- Sim. E muito excitante.
Beijo sua boca com pressa, logo que ele termina de falar, usando isso como minha resposta. Ele dá uma risada baixa, e apesar de saber que ele quer falar mais alguma coisa, apenas continuo a beijar e me sentar completamente em seu colo.
- Safada. - Me diz, puxando meus cabelos da nuca.
- Igual a você. - Respondo, no mesmo tom, puxando sua camisa pra cima.
O beijo saía safado, mais do que o normal, Bruno apertava meus peitos com vontade, mordiscava meus lábios e chupava minha língua. Ajeitou sua mão perto da fenda do sutiã frontal e o abriu. Agora poderia apertar livremente. Pôs seu dedo indicador e polegar estrategicamente sobre meu mamilo rígido e brincou com ele. Isso é tão bom.
Tentei gemer dentre seus lábios, mas saiu um grunhido horrível. Abri os olhos para certificar-me de que ninguém estava por ali mesmo. Arranho seu pescoço o segurando com força. Com a outra mão, Bruno me trás para mais perto do seu corpo e continua a acariciar-me.
-Gostoso. - Deixo que ele beije meu pescoço e aproveito que estou perto do seu ouvido para instiga-lo. - Quero que me foda, até que eu não consiga andar. - Gemo propositalmente e ele morde um pedaço, não com muita força, claro.
Com suas mãos, a que ele tirou das carícias maravilhosas e a que estava sem paradeiro, Bruno sobe minha blusa e eu levanto meus braços para ajuda-lo. Retirei o sutiã e me apertei com o seu corpo com o medo que alguém pudesse ver.
-Não tem ninguém aqui. - A rouquidão da sua voz é completamente excitante.
-Essa ideia de aventura me deixa molhada. - Ele põe sua mão na minha coxa e aperta. - Bem molhada. - Arrasto minha voz e com o auxílio da outra mão, ele segura meu queixo e faz com que eu o olhe diretamente.
-Ah, Lea... - Fisgou os lábios e mexeu os dedos no meu rosto, batendo levemente contra minha pele. - Quero que me diga quando não gostar de algo, ok?
-Você fala demais. - O puxo para o beijo continuar.
Não deixei que o beijo se quebrasse em nenhum momento. Aproveitei-me das mãos livres e as usei em seu corpo, seus cabelos, suas costas principalmente. Bruno mordeu meu lábio inferior um pouco forte e fisgou os seus assim que se afastou.
-Anda pra mim até a beira e vem tirando o short... Vem? - Passa o dedo indicador em minha bochecha.
-Sem sutiã? - Olho para os lados.
-Não tem ninguém aqui. - Dá-me um selinho rápido. - E o que é bonito é pra ser mostrado.
Levantei. Não que ele mandasse em algo, mas a aventura sempre me chamou a atenção e ele me faz ter coragem de prosseguir com as ideias malucas que minha mente cogita. Atirei um beijo pra ele e larguei meus chinelos ao lado.
Fui andando até a beira, onde senti a areia úmida tocar na sola dos meus pés, e a onda bem quebrada vir até eles, molhando a ponta dos meus dedos. Abri o botão do short e o pequeno fecho. Virei-me pra ele e passei a mão pelos peitos, descendo para minha barriga e andando lentamente.
Ao chegar à sua frente, deixei que o short caísse no chão e ele olha-me diretamente.
-Não abaixa. - Espalma a mão em minha frente. - Vem cá? - Vou até a sua frente e ele engata seus dedos nas laterais da minha calcinha, cheirando a frente e baixando um pouco mais. - Vem mais. - O bafo quente da sua fala bate em mim e provoca umas sensações malucas.
Ajudei-o a tirar a calcinha, levantando as pernas uma de cada vez e dando um passo pra frente. Bruno encaixa seu rosto no meio das minhas pernas, colocando a mão também entre o meio, mas espalmando-a no inicio da minha bunda. Quando a sua língua encostou em minha intimidade, meu corpo se arrepiou completamente e da minha boca soltou-se um gemido que eu não esperava.
Bruno fez o trabalho com a boca maravilhosamente, como sempre consegue fazer, com direito a coloca-la bem próxima a entrada da minha bunda, me deixando muito mais excitada. Queria que ele me fodesse de uma vez, mas estava tão gostoso aquele oral que eu não queria que ele parasse.
-Bruno! - Puxo seu cabelo e ele ri, dando um beijinho na minha intimidade e erguendo a cabeça pra mim. - Minhas pernas estão bambas. - Solto a respiração.
-Senta em mim.
Ele deita pra trás, baixando a calça e eu logo me preparo para sentar nele, porém, ele puxa-me dizendo que é pra sentar no seu rosto. Assim eu fiz, mas não era tão confortável. Estava com medo de sufoca-lo, mas Bruno fez todo o trabalho que estava fazendo antes e pediu que eu rebolasse pra ele. Não ficamos muito tempo assim, pois logo deslizei pra sentir ele dentro de mim. Eu preciso disso.
Tive que cuspir na minha mão para molha-lo, porque eu não precisava de nada disso. Ele entrou numa facilidade imensa, completando-me e dando aquilo que eu precisava. Aí sim tive a liberdade de rebolar no seu colo, enquanto sua mão passava pelos meus peitos e minhas coxas. Bruno dizia algumas coisas que me deixavam mais excitada, e eu respondia a altura, fazendo com que ele sempre gemesse baixinho.
Não deixei nem por um momento de olhar para os lados. Estava com medo que alguém visse isso, tirasse alguma foto, sei lá, é perigoso. Mas tudo que é perigoso parece ser bem mais gostoso.
Meu corpo pegava fogo sobre o seu. Deixei que caísse por cima dele, beijei seus lábios e mexi apenas minha bunda sobre o seu colo rapidamente. Bruno ergueu um pouco meu corpo, fodendo minha boceta rapidamente do jeito que ele queria. Gemi mais alto perto do seu ouvido, mostrando que até meu gemido estava tremulo. Queria chegar a um orgasmo, queria gozar sobre ele, queria que acontecesse algo pra essa vontade de tê-lo mais e mais, que chega a tremer meu corpo e voz, sessasse um pouco.
Atirei meu corpo pro lado, pegando um pedaço na areia e ele veio por cima, já se encaixando em mim.
-Será que vai? - Sinto-o roçar na minha outra entrada.
-Acho que não. - Sou sincera. Não me sentia pronto para ir assim, seco. - Mas tenta.
Sempre ouvi sobre ter coragem nos momentos mais difíceis, esse contava como um?
-Certeza?
-Vai!
Segurei a outra mão sua, já que uma estava guiando o seu pênis. Bruno estava de joelhos e meu corpo um pouco elevado a altura do seu. Essa não era a melhor posição para fazer aquilo e nem o melhor jeito.
Bruno tentou de várias formas, empurrando um pouco mais até entrar a cabeça, mas estava realmente doendo, e sem aquele maldito gel ficou bem mais difícil de tentar. Apertei a sua mão e ele viu que não estava prazeroso para ambos, já que ele mal podia se movimentar ali, então voltamos à forma convencional.
Cada hora suas estocadas estavam mais fortes, mais intensas, e eu tinha mais vontade de tê-lo pra mim.
Vi seus primeiros sinais de que estava acabando quando ele começou a gemer alto, coisa que não faz. Fiquei sentada rapidamente e ele levantou, balançando seu pênis na minha frente.
Não nos importamos se ele tinha acabado de sair de dentro de mim, ou se ele iria gozar na minha boca, coisa que era a primeira vez que aconteceria - na minha vida.
Passei minha língua por toda a sua extensão, fiz carinho em suas bolas e enquanto apenas abocanhei sua glande, mexia minha mão no seu pau pra cima e pra baixo, com movimentos mais rápidos possíveis.
Bruno mexeu no meu cabelo e empurrou minha cabeça para o seu corpo, gemendo alto. Senti o líquido quente invadir minha boca, um gosto estranho! Não é ruim, é estranho. Os jatos vinham cada vez mais fracos, até acabar. Ele acariciou minha cabeça e eu tirei seu pênis da minha boca, ficando com o líquido dentro. Fiz a cara mais agradável que consegui já que não estava tão bom assim... ok, não é ruim, mas repito que é estranho!
-Cuspa isso. - Se abaixou para pegar a cueca.
Levantei-me completamente e fui uns passos longe de onde estávamos para cuspir. Voltei passando a mão na lateral do corpo para tirar a areia.
-É ruim? - Perguntou-me enquanto eu caçava minha roupa.
-Estranho. - Mexi a boca para o lado enquanto vestia minha calcinha. - Não chega a ser ruim... Mas!
-Nós fizemos sem camisinha, percebeu?
-Estávamos a fim demais para pensarmos nisso. - Coloquei o cabelo para o lado e coloquei a blusa depois do sutiã.
-Você foi maravilhosa. - Beijou meu ombro. - Obrigada por fazer essas coisas por mim.
-E por mim! - Sorrio para ele. - Você me dá coragem.
-E você forças.
Por mais que tivemos esse momento fofo por segundos, logo que sentamos na toalha novamente, comemos o que tinha e escutamos um pouco de música olhando para o mar e falando bobagens sobre sexo e vários outros assuntos. Me sinto bem assim.

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