quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Capítulo 76


Não me importa o que pensem os demais
Você é toda a minha verdade
Não me importa quem esteve antes de mim
Eu quero te fazer feliz
(Bésame Sin Miedo - RBD)

27 de Dezembro de 2015

Cheguei à conclusão que é possível sofrer por amor. Que é possível pensar em alguém vinte e quatro horas por dia e que a vida, quando passa, deixa saudades de muitas coisas. Tenho saudades de uns anos atrás, quando era eu, ela e nossa pequena. Minha pequena cresceu, ela também e eu também. Gostaria de ter crescido naquela época, quando eu a tinha e poderia dizer a qualquer momento que a amava. Eu fui idiota. Eu era jovem e cheio de coisas novas para experimentar.

Deixei passar uma das coisas mais preciosas que tive e agora estou aqui, com uma mulher que não é quem eu amo, minha melhor amiga com outro cara que é um porre, e eu com sucesso, mas sem inspiração.

Peguei meu celular sobre a mesa, Megan estava me dando um toque, ela havia chego.

Sai do meu quarto passando a mão para o cabelo baixar um pouco. Abro a porta e ali está ela, mesmo com tudo, com um sorriso no rosto.

-Vamos começar a sessão de psicologia da Dra. Megan. - Puxou sua bolsa sobre o ombro, indo para a sala de estar.

-Bom dia pra você também.

-Sem tempo para bom dia, vamos conversar. - Sentou-se na poltrona e apontou para o sofá ao lado. - Comece.

-Megan. - Começo a rir e ela coloca uns óculos, que provavelmente não eram dela. - OK. O que quer saber?

-Primeiramente, por que me chamou? Segundo, por que não a Tiara? Terceiro... Como está?

-Tiara não sabe me ouvir completamente, ela acha que as coisas tem apenas uma versão e ouve o que quer para absorver apenas o que quer... Enfim, você a conhece. Ela me julgaria... Eu estou bem.

-Ok, mas se tivesse bem não estaria me chamando, Bruno.

-Ok, eu estou bem, mas estou confuso, serve? Arrependido, talvez?

-O que aconteceu?

-Eu beijei ela, Megan... – respiro fundo. – Isso faz umas semanas, foi no halloween, mas eu não consigo tirar da cabeça.

-Bruno…

-Eu sei, Meg. Foi idiotice. Mas eu estou me dando de conta de como as coisas seriam se eu tivesse corrido atrás dela, se eu tivesse me esforçado e ela nunca tivesse saído do meu lado. Você lembra como éramos antes? Você sabe mais de nós do que nós mesmos.

-Hm. – Ela cruza suas pernas. – Lembra do que falei pra você há um tempo atrás, quando você não estava falando com ela e eu estava saindo com a Tiara para as festas.

-Mais ou menos.

-Eu disse para esquecer dela. Finge que eu nunca falei disso, ok?

-Quê?

-Esquece, Bruno. - Fiquei olhando pra ela e ela o mesmo. Passamos quase dois minutos se olhando sem saber o que dizer. - Esquece, porque você a ama e não pode ficar sem ela.

-Mas você... Estou confuso. Primeiro me diz que não vale a pena lutar por ela e agora, de repente, diz que eu preciso ir atrás.

-Ela ama você! - Depois que disse isso, suspirou fundo de uma forma irreconhecível. Como se ela tivesse prendendo isso por muito tempo. - Bruno, ela ama você.

-Mas…

-Já falei pra esquecer o que eu disse antes.

-Tudo bem. Você têm certeza que ela me ama? Ela disse isso?

-Ela não precisa dizer, isso tá na cara dela. Ela gosta do Richard, mas ela quer você também.

-Você está traindo sua melhor amiga.

-Um dia ela vai me agradecer por isso, nem se preocupe. Agora é assim, você a ama, mas ela precisa saber disso e saber que você está disposto a tudo por ela. Você está disposto a tudo por ela?

-Sempre! - Digo com convicção.

-Então, eu vou ajudar a tudo ficar no devido lugar. Primeira coisa é você se livrar dessa monstra!

-Mia. - Rio. - Será fácil.

-Livre-se dela, pra sempre.

-Ok.

-Segundo passo é dizer a Lana que você ama a Eleanor.

-Ela sabe!

-Ela sabe pelo que ela deduz, não porque você falou.

-Falarei.

-O passo mais difícil será fazer com que a Lea acredite em você e que ela deixe o Richard.

-Ela precisa deixar desse cara. Qual é, ele é preconceituoso, ele a tratou mal!

-Seguindo um raciocínio, ele não a tratou mal, ele não a defendeu.

-Isso dá no mesmo, Megan.

-Ele é uma boa pessoa, fora isso. Ele a tratou super bem, como ela merecia ser tratada. Mas a gente não manda no nosso coração, e eu sei que por mais que ela goste dele, ela não o ama! Não o ama verdadeiramente, ele não é o dono do coração dela.

-Supostamente sou eu? – Rio.

-Você e Eleanor são alma gêmeas. Não sabia que isso poderia acontecer, não sabia que isso realmente existia.

-Alma gêmea…

-É. Há algo em vocês que é mais do que inexplicável. É surreal. Mas vocês são pessoas indomáveis, inconstantes. Por isso nada aconteceu ainda. E também são dois orgulhosos, idiotas. Tenho vontade de bater com a cabeça de vocês na parede, às vezes.

-Nada aconteceu por que ela se revoltou e ficou com ele.

-Mas que eu saiba você já estava com a Mia, e quando ela engatou o namoro com o Richard, pareceu que ficou bravo e parou de falar com ela.

-Eu estava zangado! Caramba, ela estava toda feliz com ele, e a Mia ficava em minha volta. Fiquei bravo com tudo e meu orgulho falou muito mais alto que eu.

-Pateta. - Revirou seus olhos e descruzou suas pernas, esfregando uma mão na outra. - Como vai mostrar pra ela que é a sua alma gêmea?

-Eu não sei. - Vacilei. - Não faço ideia. Eu vacilo sempre e tenho medo de estragar tudo novamente.

-Estragar como?

-Sei lá, vá que eu faça algo que ela não goste, ou ela simplesmente queira ficar com o Richard.

-Querer ela quer, até porque ele é um ótimo namorado.

-Continue, adoro quando você estraga minha estima falando que ele é o melhor.

-Para. - Empurrou-me com um riso bobo. - Ele é um homem bom, mas não bom pra ela. Digo, ele é bom pra ela, mas você é o bem dela!

-Hã?

-Esquece. Apenas escute seu coração por alguns minutos e me de ideias do que quer fazer para trazê-la de volta pra você.

Olhei para o teto branco da casa, após os lustres, depois fitei o chão, pensando em maneiras de ela acreditar que tudo isso é real e que eu sou capaz de qualquer coisa para tê-la comigo. Ficou meio impossível pensar em algo que Lea realmente irá acreditar em mim, consequências de ter feito tanta merda a vida toda.

-E se eu pedir ajuda dos pais dela?

-Não rola… A mãe dela ama o Ric.

-Mas o Richard não sou eu! Ela me ama também. Eu também tenho pontos extras por eles me conhecerem há anos e por eu ter os trazido para o natal.

-Ama como o melhor amigo da Lea, não como namorado. Pelo menos porque nunca te viu como um pra ela. Não adianta subordina-los, Bruno. – Ela ri, como se soubesse um fim para essa situação e eu estivesse perdido ali, tentando descobrir.

-Meu Deus. - Reviro os olhos. - E se eu apenas falar pra ela? Dizer simplesmente tudo!

-Ela vai te achar um desestabilizado mental e aí sim desistirá de vez.

-Senhor! – Levanto as mãos e reviro meus olhos.

Tudo parecia mais fácil em livros, séries e filmes. Eu apenas poderia aparecer com rosas, pedir perdão, ajoelhando em sua frente e ela voltaria para os meus braços. Poderia montar uma serenata, cantar uma música linda e ter ela em meus braços minutos depois.

Fecho meus olhos e novamente não consigo ver uma saída. Se eu e ela somos realmente alma gêmeas, por que não da certo nunca?

Se eu escrevesse um álbum somente sobre ela e sobre tudo que eu amo nela? Se eu ultrapassasse os limites que tenho com redes sociais hoje em dia e postasse uma foto nossa, antiga, e me declarasse por ali mesmo?

Nada parece ser uma boa ideia.

-Por que está fazendo isso por mim? - Pergunto para Megan, que muda a feição do seu rosto e seus pensamentos parecem mergulhar para longe dali.

-Porque quero que ela se dê bem com o amor da vida dela, e você também. – Ela aponta pra mim. – Porque eu gostaria que alguém fosse assim por mim, gostaria de um romance de livros, de ser disputada, de amar e ser amada. As coisas são mais complexas quando falamos de romance, cara. Você nunca entenderia o que se passa na nossa cabeça.

Prontamente eu lembrei do que Caleb disse pra mim ao telefone, que estava voltando a pensar nela a cada instante. Mas ele não está pronto para ser um alguém ao lado dela, ele está pensando nela, mas pensando no tempo que ainda pode aproveitar ao lado de outras mulheres. Com certeza, Megan não precisa de alguém assim. O dia que Caleb resolver parar, ele pode ser cogitado a um par perfeito para a Meg. Um dia.

-Mas eu estou vivendo a minha vida do meu melhor jeito. As coisas acontecem com o tempo, sim?! Daqui a pouco chega o meu.

-Dê tempo ao tempo.

-Agora você tem que correr atrás do tempo! – Ela mexe em seus cabelos. – Só tem que pensar algum jeito de ela não correr de você.

03 de Janeiro de 2016

Eleanor Pov’s

-Tem certeza que está bem com isso? – Pergunta-me Bruno, pela décima vez.

-Absoluta. – Estendo as cobertas sobre a cama do quarto de hóspedes. – Não queria ficar sozinha em casa essa semana. Esse lance de TPM um dia me matará. Você é um dos únicos que sabe lidar comigo quando estou nesses dias infelizes.

-Ainda bem que não acontece sempre. – Nós rimos. – Eu nem tive tempo de agradecer por estar comigo na virada do ano. Sei que posso ter feito você desistir de algum outro convite.

-Na verdade não havia nenhum outro. – Dobro a calça do meu pijama. – Somente o de ir com Richard para o Texas, mas isso estava fora de cogitação.

-Ainda não falou pra ele?

-Não. Até meus pais irem embora, nós nem nos falamos direito. Ele estava meio estranho, agora parece que sempre está com medo de mim.

-Ele deve estar sobrecarregado com as coisas da faculdade. – Ele dá de ombros.

-Pode ser isso. – Eu também rola seus ombros e sento na ponta da cama. – Estou com dor no corpo todo.

-Ainda de Vegas?

-Não. – Eu rio, colocando as mãos nos seus quadris, pelas costas. – Isso é dor de parquinho com Lana Hernandez.

-Protagonista de várias dores minhas, também.

-Ela e o seu violão. – Nós rimos. – Falando nisso, o que há de novo?

-Nada. – Balança a cabeça ao sentar-me ao meu lado. – Não consegui escrever, nem tocar, nem nada. Minha cabeça está a mil. Sinto que minha inspiração está bem longe.

-Você vai recupera-la em breve. Só não deixe de tentar. Ainda anda com seu caderninho, sim?

-Claro! Nunca o largo. – Sorrio pra ele e sento um pouco mais ao seu lado. – Não queria parecer nostálgica, mas já parou pra pensar em tudo o que passamos? Olha quantos anos foram em um passo de mágica.

-Parece que foi ontem quando nos mudamos para a casa dos seus avós.

-E parece que foi hoje pela manhã quando você disse que Diana estava grávida. Lembra? – Eu rio e ele também, mas em seguida fecha a cara.

-E ela nunca mais apareceu.

-Você tinha esperanças que ela aparecesse? – Pergunto.

-Não. – Balançou a cabeça. – Mas várias vezes me perguntei se ela não vê alguma foto da Lea e se seu coração não balança com isso.

-Você que escolheu uma hipster para ser mãe da sua filha. – Rimos e eu me inclinei levemente pra trás. – Ela sabia o que queria, e não era ter uma filha. Ela só queria a liberdade dela, então ela lhe deu o que você queria e pegou pra ela o que sempre quis. E também ela era um problema.

-Era mesmo. – Ele balança a cabeça fazendo um barulho estranho. – Mas tudo acabou bem.

-Ainda bem! – Respiramos fundo e ficamos calados por um tempo.

-Vou deixar você arrumar suas coisas. – Ele levantou-se num pulo da cama que cheguei a me assustar. – Boa noite, Lea.

-Boa noite, Bruno.

O vejo sair e fechar a porta, então tomo a liberdade de tomar um banho e trocar minhas roupas por meu pijama quente e fofinho. Ligo o ar do quarto numa temperatura agradável, pego o controle da televisão e fico procurando algum canal para por. Acabo deixando em qualquer um e pegando meu celular para ver o que havia de bom por ali.

Desperto no susto quando meu celular caiu no chão de madrugada. O junto e ponho em cima da mesinha, aproveitando para desligar a televisão e voltar a dormir.

Sinto mãos em minha cintura e uma respiração afobada abafada em meu cangote. Tento me concentrar apenas em meu sono, deve ser um sonho, mas aquilo parecia real. Coloco a mão sobre a mão do meu quadril e ela não se esquiva, mas ela está ali. É real. Viro-me para o lado e ali está ele, como temi assim que toquei sua mão. Tapado até metade da sua barriga, deitado de lado virado pra mim, peito nu e um olhar penetrante.

-O que está fazendo aqui? – Pergunto.

-Shhh. – Ele coloca o dedo sobre a minha boca. Novamente, penso eu. – No meu pensamento você não dizia nada.

-Mas eu vou dizer. – Estou sussurrando. – Você deveria estar dormindo na sua cama.

-Eu sei. – Acenou. – Mas eu não consigo, porque a única coisa que aparece em minha mente é você.

-Bruno! – O repreendo.

-Antes que me tire daqui a pontapés, ou que brigue comigo, só deixe eu fazer uma coisa pra você mudar de ideia.

-Quê?

Seus lábios selam os meus. Sua língua aos poucos procura um verdadeiro lugar para estar, mas os meus estavam fechados, porém sem esforços eles se abriram e a língua que habita em minha boca pareceu gostar daquilo e deixou-se levar por um beijo. As mãos gordinhas foram parar em minha nuca, primeiro instalando-se tranquilamente, depois partindo para um dos meus pontos fracos. Ele segurou meu cabelo e o puxou, fazendo minha cabeça inclinar-se, beijou meu pescoço um pouco torto pela posição que estávamos.

-Diz que não quer desistir.

-Isso é errado.

-Eu não estou nem aí. – Ele responde, dando diversos selinhos em minha pele.

-Eu não quero desistir. – Respondo então, num ato de impulsão.

Aquela mão que puxava meu cabelo, desceu para minhas costas, puxando meu corpo para próximo do seu. Arrepiei-me da cabeça aos pés, sentindo aquela sintonia que nunca ficava velha. Passo as unhas por suas costas nuas e desço até a barra da sua calça de moletom. Brinco com ela, passando a mão por cima de sua bunda e mordendo suas orelhas, enquanto ele tenta beijar meu pescoço com mais força.

-Nada de marcas. – Resmungo baixinho.

-Só nós saberemos disso. – Ele responde.

-Esse é o nosso segredinho! – Sussurro novamente no seu ouvido e mordo a pontinha da sua orelha.

Seu corpo cola mais com o meu, sinto que em pouco tempo podemos nos fundir em apenas um. Gemo quando nossas pernas se entrelaçam e sua coxa roça no meio de minhas pernas.

Nem percebo quando ele sobe sob o meu corpo e apoia-se com as mãos nas laterais, deixando sua cintura grudada com a minha. Não consegui ouvir o que ele falou e nem tive tempo de perguntar, por que já senti sua boca novamente na minha e mexendo meu corpo pude sentir direitinho o volume dentro da sua calça. Desliguei-me de qualquer outro assunto e prestei atenção somente naquilo.

Com ajuda dele, tiro minha blusa e deixo com que ele lamba meu busto, procurando achar uma brecha para deixa-los amostra. Os tiro do bojo e ao mesmo tempo os aperto, passando o indicador e o polegar sobre o mamilo e o apertando em seguida. Eu queria que ele tivesse duas bocas aquela hora, só para poder sugar meus mamilos da mesma forma que estava sugando apenas um. Bruno intercalava e eu já estava desesperada por ter mais dele em mim.

Procuro um jeito de agarrar-me ao seu membro, e quando o acho, pulsante e duro, como achei que estaria, masturbo-o com minha mão.

Seu gemido se aguçou, ficou bem mais intenso. Isso só aumentou a minha vontade. Aos poucos vou abaixando minha calça do pijama com a calcinha junto, já sentia toda minha intimidade molhada. Nem tive tempo de passar a minha mão por ela, porque a dele já estava lá. Devagar, para me matar de vontade.

-Os dedos. – Pedi, segurando seu cabelo.

-Um dedo, só?

-Falei no plural. – Resmungo.

-Quantos?

-Bruno! – Serro minha boca para não gemer alto.

-Só vou por quando me falar quantos!

-Três! – Quase grito e ele sorri. Senti falta desse sorriso safado.

O ouvi dizer o quão eu estava molhadinha, me fazia ter mais prazer. Sentia uma bolha de gozo se formar dentro de mim, a qualquer momento eu poderia explodir.

-A camisinha! – Falo, quando encosto no seu membro, quase o levando para me penetrar.

-Você não tem por aqui?

-Não, eu não venho pronta para transar quando venho pra sua casa.

-Tem que começar a vir. – Ele dá um selinho em minha boca. – Eu vou lá buscar, mas quando voltar você irá estar arrependida.

-Não vou.

-Jura?

-Eu juro! – O puxo para beija-lo rapidamente. – Agora busca ela por que eu preciso gozar em você! – Digo no seu ouvido e ele dá aquele mesmo sorriso, saindo de cima de mim e puxando a calça pra cima.

Tiro a calça que estava nos meus pés e toco para o lado, junto da minha calcinha que estava embolada. Abro meu sutiã e o toco para o lado junto do resto e me tapo apenas com o lençol, separando-o da coberta.

Levo minha mão para minha intimidade e mexo enquanto ele não vem. Mas não durou muito, pois ele estava entrando na porta com duas camisinhas em sua mão.

-Você não desistiu?

-Quer que eu implore para me comer? – Ergo uma sobrancelha.

Ele sobe na cama sem perder o contato visual comigo. Dá um beijo nos meus lábios e arranca o lençol, tirando a mão da minha virilha e substituindo por um beijo no triangulo. Ele dizia sobre ali estar a felicidade dele, e a minha eu vi quando sua língua passou pelo meu grelo, fazendo-me arrepiar novamente e fechar os olhos com força.

-Não quero perder tempo com isso. Não agora. – Deposita um beijo e veste seu pênis com a camisinha. Sua calça é tocada para o mesmo lado da minha e ai ele sobe novamente, deixando seu pênis entre meus lábios e roçando neles num vai e vem maravilhoso.

-Quer me fazer gozar assim? – Pergunto.

-Quero te fazer gozar, não importa como.

Evitei me segurar, mas também não queria que aquele fosse o momento. Cravei minhas mãos em seus braços e ele ri, aumentando a velocidade, me matando de vontade para coloca-lo dentro de mim de uma vez.

-Não faz assim. – Resmungo baixinho, estridente. – Não é uma brincadeira legal quando só um se diverte. – Puxo seu cabelo e me distraio com seu riso.

Deixo minha boca em um “o” quando não estava esperando que ele fosse mesmo me penetrar. Mexia somente seu quadril num vai e vem, e aos poucos ia alojando todo ele dentro de mim. Eu lembrava de como ele era grosso e como de me dava prazer, é claro. E dizendo como mulher, é impossível não comparar. Pra ele eu sou um pouco mais apertada do que o normal.

Me viro, tentando não tira-lo de mim, mas foi em vão. Fico por cima dele e me inclino para sua frente, colocando-o em mim. Rebolo assim por alguns segundos e ele já pede para que eu fique com o corpo ereto porque quer ver aquilo. Cavalgo no seu colo, ora apertando meus peitos, ora passando a mão em sua barriga, mas sempre com o olhar penetrado no seu e às vezes fechando meus olhos com força para poder revira-los.

-Fica somente assim. – Pediu quando estava com todo ele enterrado em mim.

-Assim? – Pergunto, rebolando apenas.

-Assim. – Ele geme mais alto. – Preciso ver você de quatro.

-Ainda tem tara pela minha bunda? – Inclino-me sobre ele.

-Eu nunca vou perder.

Saio de cima dele e coloco o travesseiro em minha frente. Deixo meus cotovelos ali e empino minha bunda na sua direção. Bruno da um tapa forte nela e em seguido sinto seus dedos em minha vagina até ir ao buraco próximo.

-Já está pensando nisso?

-Sabe que é meu lugar preferido no mundo.

Pensei que ele fosse me penetrar ali mesmo. Sendo sincera, incomoda no inicio, antes até doía, mas sinto falta de uma coisa diferente. Ele foi o único por ali.

Ao penetrar-me novamente, usou toda a rapidez que conseguiu e todas as suas habilidades, até me fazer desabar na cama, enxergando estrelas em minha frente. Não pensei que gozaria nessa posição. E com meu corpo estirado de barriga para baixo, ele pôs seu pênis no meio das minhas nadegas e brincou por ali um tempo.

Entrou devagar e permaneceu assim por um tempo, até sua respiração ficar mais pesada e o gemido que dava para se ouvir. Ele estava chegando, estava bem próximo de gozar, isso não muda nunca.

-Lea. – Pôs a mão em minha cabeça e aí vi que ele estava liberando tudo o que podia dentro da camisinha, mas quando ainda estava dentro de mim.

Sorri, aliviada pela transa maravilhosa. Ele deitou-se ao meu lado e ficou olhando pro teto. Puxei o edredom e tapei um pouco do meu corpo, deixando minhas pernas de fora.

Nós nos olhamos e fixamos os olhares em nossas bocas. Nos beijamos com intensidade e suas mãos acariciaram meu cabelo. Demos boa noite e acho que dormimos daquele jeito mesmo.

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